quinta-feira, 19 de maio de 2016

Conselho de Segurança da ONU expressa ‘decepção’ com atraso no processo eleitoral do Haiti

ONU Brasil - Publicado em 17/05/2016

Partes políticas do país caribenho não cumpriram prazo de acordo que previa a conclusão do processo eleitoral para 24 de abril. Haiti é governado por presidente interino desde fevereiro. Etapas das atuais eleições tiveram início em agosto de 2015.


Funcionários no Haiti contando as cédulas no final da votação da eleição.
Foto: ONU / MINUSTAH / Logan Abassi

O Conselho de Segurança das Nações Unidas manifestou, na semana passada (14), “profunda decepção” com os atores políticos haitianos que não cumpriram os prazos da eleição e da tomada de posse no país.

Os prazos haviam sido estabelecidos em acordo selado em 5 de fevereiro e que previa a conclusão do ciclo eleitoral para o final de abril (24).

Segundo os membros do Conselho, o crescente número de desafios enfrentados pelo Haiti só poderá ser resolvido através da coordenação entre um governo eleito democraticamente e os parceiros internacionais do país. Apesar do atraso no processo, o organismo das Nações Unidas elogiou a reconstituição do Comitê Eleitoral Provisório.

Reiterando sua forte condenação a qualquer tentativa de desestabilizar o processo eleitoral, particularmente por meio da violência, o Conselho de Segurança pediu que todos os candidatos, seus apoiadores, partidos políticos e outros atores “permaneçam calmos, distantes da violência ou de qualquer ação que possa prejudicar o processo e a estabilidade política”.

Disputas eleitorais devem ser resolvidas através do envolvimento construtivo das partes e dos mecanismos legais apropriados.

O Conselho elogiou ainda os esforços contínuos da ONU, de agências multilaterais, organizações regionais e dos Estados-Membros no apoio às necessidades críticas do país caribenho. O organismo também ressaltou o suporte da Polícia Nacional Haitiana à Missão de Estabilização da ONU no Haiti (MINUSTAH).

Em 14 de fevereiro, a Assembleia Nacional do Haiti elegeu Jocelerme Privert como presidente interino, uma semana depois de o ex-presidente Michel Martelly ter encerrado seu mandato sem um sucessor.

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