quinta-feira, 19 de maio de 2016

Poeta haitiano René Depestre vence prêmio de literatura francês


17/05/2016 15:47



Resultado de imagem para René Depestre

O poeta e escritor haitiano René Depestre recebeu o Grande Prêmio da Société des gens de lettres (LDMS) de literatura pelo conjunto de seu trabalho, anunciou nesta terça-feira a associação literária francesa.

Monumento da literatura de língua francesa, René Depestre publicou no início do ano "Popa Singer" (Zulma), uma crônica autobiográfica contando seu retorno ao Haiti em dezembro de 1957, depois de mais de dez anos de peregrinação, enquanto o país viva sob a ditadura do "Doc" Duvalier.

O poeta de 89 anos, que viveu muitos anos no exílio em Cuba e depois na França, recebeu em 1988 o Prêmio Renaudot por seu romance "Hadriana dans tous mes rêves". Sua coleção "Aleluia pour une femme-jardin" havia recebido o Goncourt em 1982.

Grande prêmio de poesia pelo conjunto da obra foi atribuído ao poeta francês Michel Butor, e o de romance foi para a escritora francesa Monica Sabolo, por "Crans-Montana".

Fundada em 1838 por escritores famosos, incluindo Balzac e Victor Hugo, a Société concede anualmente vários prêmios, com 1.500 a 6.000 euros.

Conselho de Segurança da ONU expressa ‘decepção’ com atraso no processo eleitoral do Haiti

ONU Brasil - Publicado em 17/05/2016

Partes políticas do país caribenho não cumpriram prazo de acordo que previa a conclusão do processo eleitoral para 24 de abril. Haiti é governado por presidente interino desde fevereiro. Etapas das atuais eleições tiveram início em agosto de 2015.


Funcionários no Haiti contando as cédulas no final da votação da eleição.
Foto: ONU / MINUSTAH / Logan Abassi

O Conselho de Segurança das Nações Unidas manifestou, na semana passada (14), “profunda decepção” com os atores políticos haitianos que não cumpriram os prazos da eleição e da tomada de posse no país.

Os prazos haviam sido estabelecidos em acordo selado em 5 de fevereiro e que previa a conclusão do ciclo eleitoral para o final de abril (24).

Segundo os membros do Conselho, o crescente número de desafios enfrentados pelo Haiti só poderá ser resolvido através da coordenação entre um governo eleito democraticamente e os parceiros internacionais do país. Apesar do atraso no processo, o organismo das Nações Unidas elogiou a reconstituição do Comitê Eleitoral Provisório.

Reiterando sua forte condenação a qualquer tentativa de desestabilizar o processo eleitoral, particularmente por meio da violência, o Conselho de Segurança pediu que todos os candidatos, seus apoiadores, partidos políticos e outros atores “permaneçam calmos, distantes da violência ou de qualquer ação que possa prejudicar o processo e a estabilidade política”.

Disputas eleitorais devem ser resolvidas através do envolvimento construtivo das partes e dos mecanismos legais apropriados.

O Conselho elogiou ainda os esforços contínuos da ONU, de agências multilaterais, organizações regionais e dos Estados-Membros no apoio às necessidades críticas do país caribenho. O organismo também ressaltou o suporte da Polícia Nacional Haitiana à Missão de Estabilização da ONU no Haiti (MINUSTAH).

Em 14 de fevereiro, a Assembleia Nacional do Haiti elegeu Jocelerme Privert como presidente interino, uma semana depois de o ex-presidente Michel Martelly ter encerrado seu mandato sem um sucessor.

Saiba mais sobre: Paz; justiça e instituições eficazes