quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Pós Furacão Matthew... oportunidade de fazer a diferença!



Nossa família e Equipe missionária estão bem, graças a Deus!

Já estivemos lá na região analisando os danos, prestando uma ajuda inicial a algumas famílias, e elaboramos uma proposta de Plano de Ação Emergencial para nossa agência. Estamos aguardando a decisão do Gabinete de Crise da Junta para agir em favor das vítimas. Ore por isso, ok?

Nesse momento o que é mais urgente é alimento e a restauração dos telhados e casas afetadas pelos ventos. Como a logística de armazenamento, transporte e envio do Brasil para o Haiti é bastante cara, demorada e vulnerável a questões aduaneiras, nossa sugestão é para que enviem recursos financeiros, e o que for arrecadado aí, como roupas, sapatos e outros itens, vocês realizem Bazares e Eventos (almoços ou jantares) para reverter os itens arrecadados em recurso financeiro que será bem mais facilmente transferido e revertido aqui na economia local, em alimentos e materiais de construção.

Para ajudar:

1) Através do "Ajude Agora Haiti" coordenado por nossa agência, no Brasil: (http://missoesmundiais.com.br/noticias/o-haiti-ainda-precisa-da-sua-ajuda/)  e,


2) Através da Global Assistance Foundation, braço humanitário da 1ª Igreja Batista Brasileira no Sul da Flórida - que já estará atuando junto às comunidades a partir desse final de semana, e a quem deveremos prestar apoio (http://www.global-foundation.com/donate).

Para se envolver no Campo:

CARAVANA DE VOLUNTÁRIOS - todas as áreas!
Período: 02 a 15 de novembro
Informações e Inscrições: voluntarios@jmm.org.br

Pós Furacão Matthew... oportunidade de fazer a diferença!



Nossa família e Equipe missionária estão bem, graças a Deus!

Já estivemos lá na região analisando os danos, prestando uma ajuda inicial a algumas famílias, e elaboramos uma proposta de Plano de Ação Emergencial para nossa agência. Estamos aguardando a decisão do Gabinete de Crise da Junta para agir em favor das vítimas. Ore por isso, ok?

Nesse momento o que é mais urgente é alimento e a restauração dos telhados e casas afetadas pelos ventos. Como a logística de armazenamento, transporte e envio do Brasil para o Haiti é bastante cara, demorada e vulnerável a questões aduaneiras, nossa sugestão é para que enviem recursos financeiros, e o que for arrecadado aí, como roupas, sapatos e outros itens, vocês realizem Bazares e Eventos (almoços ou jantares) para reverter os itens arrecadados em recurso financeiro que será bem mais facilmente transferido e revertido aqui na economia local, em alimentos e materiais de construção.

Para ajudar:

1) Através do "Ajude Agora Haiti" coordenado por nossa agência, no Brasil: (http://missoesmundiais.com.br/noticias/o-haiti-ainda-precisa-da-sua-ajuda/)  e,


2) Através da Global Assistance Foundation, braço humanitário da 1ª Igreja Batista Brasileira no Sul da Flórida - que já estará atuando junto às comunidades a partir desse final de semana, e a quem deveremos prestar apoio (http://www.global-foundation.com/donate).

Para se envolver no Campo:

Caravana de Voluntários (JMM): 02 a 15 de novembro - todas as áreas!
Inscrições e Informações: voluntarios@jmm.org.br

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Poeta haitiano René Depestre vence prêmio de literatura francês


17/05/2016 15:47



Resultado de imagem para René Depestre

O poeta e escritor haitiano René Depestre recebeu o Grande Prêmio da Société des gens de lettres (LDMS) de literatura pelo conjunto de seu trabalho, anunciou nesta terça-feira a associação literária francesa.

Monumento da literatura de língua francesa, René Depestre publicou no início do ano "Popa Singer" (Zulma), uma crônica autobiográfica contando seu retorno ao Haiti em dezembro de 1957, depois de mais de dez anos de peregrinação, enquanto o país viva sob a ditadura do "Doc" Duvalier.

O poeta de 89 anos, que viveu muitos anos no exílio em Cuba e depois na França, recebeu em 1988 o Prêmio Renaudot por seu romance "Hadriana dans tous mes rêves". Sua coleção "Aleluia pour une femme-jardin" havia recebido o Goncourt em 1982.

Grande prêmio de poesia pelo conjunto da obra foi atribuído ao poeta francês Michel Butor, e o de romance foi para a escritora francesa Monica Sabolo, por "Crans-Montana".

Fundada em 1838 por escritores famosos, incluindo Balzac e Victor Hugo, a Société concede anualmente vários prêmios, com 1.500 a 6.000 euros.

Conselho de Segurança da ONU expressa ‘decepção’ com atraso no processo eleitoral do Haiti

ONU Brasil - Publicado em 17/05/2016

Partes políticas do país caribenho não cumpriram prazo de acordo que previa a conclusão do processo eleitoral para 24 de abril. Haiti é governado por presidente interino desde fevereiro. Etapas das atuais eleições tiveram início em agosto de 2015.


Funcionários no Haiti contando as cédulas no final da votação da eleição.
Foto: ONU / MINUSTAH / Logan Abassi

O Conselho de Segurança das Nações Unidas manifestou, na semana passada (14), “profunda decepção” com os atores políticos haitianos que não cumpriram os prazos da eleição e da tomada de posse no país.

Os prazos haviam sido estabelecidos em acordo selado em 5 de fevereiro e que previa a conclusão do ciclo eleitoral para o final de abril (24).

Segundo os membros do Conselho, o crescente número de desafios enfrentados pelo Haiti só poderá ser resolvido através da coordenação entre um governo eleito democraticamente e os parceiros internacionais do país. Apesar do atraso no processo, o organismo das Nações Unidas elogiou a reconstituição do Comitê Eleitoral Provisório.

Reiterando sua forte condenação a qualquer tentativa de desestabilizar o processo eleitoral, particularmente por meio da violência, o Conselho de Segurança pediu que todos os candidatos, seus apoiadores, partidos políticos e outros atores “permaneçam calmos, distantes da violência ou de qualquer ação que possa prejudicar o processo e a estabilidade política”.

Disputas eleitorais devem ser resolvidas através do envolvimento construtivo das partes e dos mecanismos legais apropriados.

O Conselho elogiou ainda os esforços contínuos da ONU, de agências multilaterais, organizações regionais e dos Estados-Membros no apoio às necessidades críticas do país caribenho. O organismo também ressaltou o suporte da Polícia Nacional Haitiana à Missão de Estabilização da ONU no Haiti (MINUSTAH).

Em 14 de fevereiro, a Assembleia Nacional do Haiti elegeu Jocelerme Privert como presidente interino, uma semana depois de o ex-presidente Michel Martelly ter encerrado seu mandato sem um sucessor.

Saiba mais sobre: Paz; justiça e instituições eficazes

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Moringa e Chocolate "Made in Haiti" chegam ao Mercado Norte-americano

Porto Príncipe, 25 de fevereiro de 2016.
Por Haiti Libre
Moringa e Chocolate "Made In Haiti"
Foto: haitilibre.com

Dois novos produtos haitianos estreiaram no mercado Norte-americano no começo de fevereiro através da Rede "Whole Foods Market", em escala nacional: a "Moringa Green Energy", das Indústrias Kuli Kuli, e as barras de chocolate "Taza Chocolate". Os ingredientes destes dois produtos são comprados diretamente de pequenos produtores agrícolas do Haiti. Este acesso direto ao Mercado, combina ajuda aos agricultores melhorando e desenvolvendo suas capacidades, o que significa um aumento da renda, e beneficiamento dos consumidores nos Estados Unidos de produtos de alta qualidade.

No caso da Moringa, a pioneira é a Organização sem fins lucrativos "Smallholder Farmers Alliance (SFA)", com o apoio da Fundação Clinton. E para os grãos de cacau utilizados na fabricação das barros de chocolate, é a Companhia "Produits des Iles S.A (PISA)".

"Nós ajudamos a conectar os agricultores haitianos diretamente aos mercados de exportação", declarou Hugh Locke, presidente da SFA. "Assim, o fornecimento de serviços como sementes selecionadas, adubos e formação os ajuda a melhorar a gestão das suas empresas, especialmente diante da seca. Estes serviços agrícolas são oferecidos para os agricultores que plantam árvores, que em contrapartida, contribuem para diminuir o grave desmatamento no País".

As folhas da Moringa entraram para o panteão dos super-alimentos em razão da sua quantidade excepcional de proteínas, como também, pelas 27 vitaminas e 46 antioxidantes. Uma das plantas mais cheias de nutrientes do Planeta. Cerca de 80 mil moringueiras são cultivadas por pequenos agricultores no Haiti. Uma Rede de Cooperativas de Mulheres Camponesas limpam e tratam as folhas, as transformando em pó, o qual é bastante solicitados pelos consumidores haitianos e americanos. A empresa Kuli Kuli faz a otimização desta produção para obter a "Moringa Green Energy" que é comparado ao "Smoothie Vert" que contém cafeína.

O cacau é cultivado no Haiti há bastante tempo, e seus produtores sempre o utilizaram para a fabricação de chocolate, porém, com baixos benefícios para os pequenos agricultores, os quais, historicamente, sempre foram os produtores primários. A "Taza Chocolate" está engajada para mudar esta situação, sendo a primeira fabricante americana a importar o cacau orgânico do Haiti, de primeira qualidade. Em seu programa de comércio direto, a Taza paga duas vezes a mais que o preço exigido pela certificação "Fair Trade", pelo cacau cultivado pelos quase 1500 pequenos agricultores que estão gestando de maneira durável mais de 2 mil acres de terra certificadas biologicamente.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

A Primeira Igreja Batista de Porto Príncipe completa 180 anos


Le Nouvelliste, 1º de fevereiro de 2016.
Por: Louis-Joseph Olivier
Tradução: André Souto Bahia


A Primeira Igreja Batista de Porto Príncipe celebrou seus 180 anos de existência no último domingo 31 de janeiro. Um culto de ação de graças foi organizado no templo localizado na Rua "de la Réunion". Uma ocasião para os líderes da assembléia e da comunidade protestante unirem suas vozes aos membros da Igreja em um concerto de louvor e ação de graças a Deus.

Pr. Josué Mathieu - Presidente da PIB de Porto Príncipe.
O santuário da Rua "de la Réunion" estava lotado no domingo 31 de janeiro. Os membros em suas melhores roupas, e os convidados especiais, disputavam um lugar antes do começo do segundo culto. O ambiente não era o habitual com o interior do templo repleto de rosas. A PIB de Porto Príncipe, a maior congregação batista do País e do Mundo Francofônico, estava pronta para celebrar seus 180 anos de existência.

Os responsáveis da Igreja, que pertence à Convenção Batista, os representantes das Igrejas irmãs, das missões e das Instituições Evangélicas ocuparam seus lugares ao lado do colégio pastoral dirigido pelo Reverendo Pastor Josué Mathieu. "Uma Igreja construída sobre a Rocha", foi o tema escolhido para esta celebração solene realizada com muitos cânticos de louvor, salmos e gritos de "Aleluia", semelhante ao texto de ação de graças lido pelo pastor Wadestrant Jean Baptiste, Deão do Seminário Teológico Evangélico de Porto Príncipe. Junto a tudo isso foi oferecido um concerto de louvor pelos grupos de cânticos e corais presentes.

A Mensagem Oficial foi pronunciada pelo Rév. Dr. Moïse Joël Dorsainvil, que exortou a Igreja cumprir sua missão de evangelização por toda Porto Príncipe e por todo o País. Ele afirmou: "porque o número de anos não os coloca à salvo diante das tentações do mal". O pastor Dorsainvil elogiou, particularmente, a fraternidade e o amor que caracterizam a Assembléia da Rua "de la Réunion" à qual chamou de comunidade do amor e do serviço.

Sua bela história teve início em uma manhã de janeiro de 1836. O pastor e missionário afro-americano William Monroe, e outros doze irmãos e irmãs realizaram o primeiro culto na casa do pastor Monroe. Depois, a PIB de Porto Príncipe não parou de crescer independente do tempo e das circunstâncias. Ao longo da sua história, a Igreja foi dirigida por uma série de líderes que marcaram o meio evangélico e a sociedade haitiana por sua competência e dinamismo. Entre estes, destacamos o Dr. Ruben Marc, uma das mais importantes figuras do protestantismo haitiano do Século XX; o Pr. Fritz Fontus, a voz de outro do protestantismo haitiano; como também o Dr. Charles Poisset-Romain, e o Reverendo Pierre Amos Gabaud, reconhecido por seu rigor e sua grande contribuição para o crescimento da congregação.

Templo da PIB de Porto Príncipe durante o Culto de Ação de Graças pelos seus 180 anos de fundação.

"Depois de 180 anos, uma grande nuvem de testemunhas, seis gerações de homens, mulheres, jovens e crianças responderam e não cessam de responder ao chamado do Mestre, escrevendo nos anais desta congregação jubilosa suas páginas de ouro", declarou o Dr. Charles Poisset-Romain, membro do corpo de anciãos da Igreja durante sua homenagem. Do alto dos seus 180 anos, o Pr. Romain descreve a PIB de Porto Príncipe como uma "comunidade sempre bela, educadora, próspera e vitoriosa.

O presidente da Federação Protestante, Pr. Sylvain Exantus, esteve presente. Ele aproveitou para saudar o ministério desta Igreja. "Primeira Igreja Batista de Porto Príncipe: a Federação Protestante do Haiti é reconhecedora do ministério eficaz que vocês tem exercido no País, e nós nos orgulhamos muito de tê-los como um dos nossos membros através da Convenção Batista do Haiti", sinalizou o presidente da FPH em seu discurso agradecendo o trabalho realizado pela congregação da rua "de la Réunion".

Estes 180 anos de história não foram todos fáceis. A Assembléia conheceu horas difíceis ao longo do percurso. Recentemente, em 2014, o templo passou próximo de ser saqueado por conta das demolições de áreas do centra da Cidade. Em seguida, o templo, isolado em uma região perigosa, se viu diante da insegurança de várias formas. O principal pedido do Pr. Josué Mathieu às autoridades do País é pelo patrimônio desses 180 anos: "que o Estado possa definir um perímetro de segurança em torno do edifício". Um grande gesto que irá ajudar a proteger seu patrimônio.

As atividades em comemoração aos 180 anos de fundação da PIB de Porto Príncipe acontecerão durante todo o ano, segundo o responsável pela comunicação da festa, Robenson Geffard: "Além deste culto oficial e da clínica móvel organizada na semana passada, nós iremos ter outras atividades como uma feira agro-artesanal, uma exposição de fotos retratando a história da Igreja, a realização de um documentário, entre outras" - informou Robenson Geffard à imprensa.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Nº de haitianos que entram no Brasil pelo Acre cai 96% em 12 meses

Emissão de vistos permitiu a imigrantes entrarem legalmente por RJ e SP.
Embaixadas em Porto Príncipe, Quito e Lima passaram a fornecer documento.

Wilner Estime, de 40 anos, é pai de três filhos. Ele deixou os filhos e a esposa Jauline Bayard, de 32 anos, na República Dominicana (Foto: Aline Nascimento/G1)

Wilner Estime, de 40 anos, deixou os três filhos e a esposa na República Dominicana
(Foto: Aline Nascimento/G1)


08/01/2016 05h46 - Atualizado em 08/01/2016 21h29
Caio Fulgêncio
Do G1 AC

O Acre tem deixado de ser a principal rota para entrada de imigrantes haitianos no país desde que o Brasil ampliou a emissão de vistos pelas embaixadas em Porto Príncipe (Haiti), Quito (Equador) e Lima (Peru). Em 2015, houve uma queda de 96% no número de haitianos ilegais que chegaram ao Brasil pelo estado. Enquanto em janeiro houve o registro de 1.393 imigrantes, em dezembro esse número despencou para 54, segundo a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Acre (Sejudh).

Dados da Divisão de Imigração do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) apontam que a emissão de vistos a haitianos subiu 1.537% de 2012 a 2015. Isso mostra que os imigrantes têm entrado no país regularizados por capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, em vez de fazer a longa e cara viagem para entrar ilegalmente pelo Acre.

Vistos


Nos últimos quatro anos, foram emitidos 38.065 vistos permanentes para haitianos pelas embaixadas do Brasil – 30.385 em Porto Príncipe, 7.655 em Quito, e 25 em Lima, segundo o Itamaraty. Enquanto em 2012 foram emitidos 1.255 vistos, em 2015 o número saltou para 20.548.
No abrigo montado em Rio Branco, o cenário é muito diferente do registrado anos anteriores, quando o estado recebia até 100 haitianos diariamente. Segundo o secretário de Justiça e Direitos Humanos do estado, Nilson Mourão, atualmente, o abrigo tem recebido no máximo duas pessoas por dia.

O Acre se tornou uma rota vegetativa, mas nada disso garante que vai continuar assim por mais tempo [...] Estamos na fase de observação. Agora, eles estão vindo pela rota legal, desembarcando em São Paulo e Rio de Janeiro"
Nilson Mourão, secretário de Justiça e Direitos Humanos do Acre

"Chegamos a receber 100 por dia. Por isso, quando as viagens [dos imigrantes para outros estados] não ocorriam, chegamos a um número de 2,2 mil pessoas em Brasileia e 1,5 mil em Rio Branco", afirma.

Até a noite desta terça-feira (5), de acordo com o secretário, estavam no abrigo apenas dez imigrantes – entre haitianos, dominicanos e senegaleses.

Desde 2010, quando passou a ser rota de imigração, o Acre recebeu mais de 43 mil pessoas, conforme a secretaria estadual de Justiça e Direitos Humanos.

"O Acre se tornou uma rota vegetativa, mas nada disso garante que vai continuar assim por mais tempo. Numa frequência de cinco meses tem se mantido assim, mas não temos garantias. Estamos na fase de observação. Agora, eles estão vindo [ao Brasil] pela rota legal, desembarcando em São Paulo e Rio de Janeiro", explica Mourão.

Sonho da casa própria no Brasil


O haitiano Wilner Estime, de 40 anos, diz que deixou os três filhos e a esposa na República Dominicana em busca de uma vida melhor e do sonho de ter a casa própria no Brasil. Ele conta que está no Acre desde o dia 4 deste mês, mas que saiu de sua terra natal em setembro de 2015.
Estime contou ainda que decidiu se aventurar e vir pela rota ilegal, pois a prioridade para retirada do visto em seu país era para grupos que estavam com famílias completas. Como ele vinha sozinho e não sabia quando conseguiria o visto, resolveu fazer a rota pelo Acre.
O dominicano diz que a saudade já começou a doer, mas que no fim, a espera e a distância da família vai valer a pena. Estime informou que até que ele consiga um emprego, a família vai ficar mandando dinheiro para que ele possa seguir para Santa Catarina, estado escolhido para firmar residência no Brasil.

"Quero uma residência em Santa Catarina e depois mando buscar minha família. Demorei muito para chegar no Brasil porque não conseguia tirar o visto e não queria chegar sem visto. As pessoas aqui são muito atenciosas", diz. Como foi facilitada a tiragem do visto, eles pegam um avião, gastam menos, vêm em segurança e tranquilos" - Nilson Mourão, secretário de Justiça e Direitos Humanos do Acre

Mais segurança e custo menor


Para entrar no país de forma legal, o imigrante retira o visto em Porto Príncipe e, por via aérea, consegue chegar diretamente ao Brasil, por um custo que não chega a US$ 2 mil, segundo o secretário Nilson Mourão.
"Como foi facilitada a tiragem do visto, eles pegam um avião, gastam menos, vêm em segurança e tranquilos", afirma.
Pela rota ilegal, os haitianos faziam uma viagem de 15 dias, que poderia custar entre US$ 3,5 mil e US$ 5 mil, segundo o secretário. "Essa diferença de valores, de US$ 1,5 mil, dependia do grupo, que podia ser mais ou menos explorado, principalmente, no interior do Peru, Equador e por taxistas brasileiros em Assis Brasil", diz Mourão.
Os imigrantes saiam do Haiti e iam até a República Dominicana. De avião, seguiam até o Equador. Depois, por terra, cruzavam a fronteira e entravam no Peru, por onde chegavam ao município acreano de Assis Brasil e seguiam para Brasileia.
Ao anunciar a ampliação da emissão de vistos nas embaixadas brasileiras, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que um dos objetivos era justamente combater a atuação de grupos exploradores em rotas clandestinas.

Emissão de vistos


Segundo o Itamaraty, em 28 de setembro de 2015 foi inaugurado em Porto Príncipe, em parceria entre a Embaixada do Brasil no Haiti e a Organização Mundial para a Imigração, um novo centro de atendimento para demandas de vistos de haitianos que querem ir ao Brasil.
Ainda segundo o órgão, em 2015, a média diária de vistos para haitianos foi de aproximadamente 78. As emissões de vistos têm prazos estipulados e seguem as resoluções normativas do Conselho Nacional de Imigração (CNIg).

Abrigo deve ser mantido


Mesmo com queda na quantidade de imigrantes instalados no abrigo de Rio Branco, Mourão explicou ao G1 que o local não deve ser desativado. Ele afirma que o governo possui um contrato a cumprir até o final do mês de junho.
"Temos que aguardar pelo menos até o final de junho para ver se esses números se estabilizam. Caso isso aconteça, é porque a rota foi desativada", afirmou.
Desde 2010, o Acre se tornou porta de entrada no Brasil para imigrantes ilegais, que utilizam a fronteira do Peru com a cidade de Assis Brasil, distante 342 km da capital. Os haitianos são maioria entre os que utilizaram a rota. Os grupos deixaram sua terra natal depois que um forte terremoto que matou mais de 300 mil pessoas e devastou parte do país em 2010.