quinta-feira, 5 de novembro de 2015

O cacao do Haiti é eleito um dos melhores do mundo

Jila Varoquier | 30 Oct. 2015, 18h44
leparisien.fr
Tradução: André Souto Bahia

Jeudi, Porte de Versailles. Serjuste (à gauche) et Guito (à droite) sont au Salon du Chocolat jusqu’à dimanche soir pour présenter leur fève de cacao reconnue comme l’une des 50 meilleures au monde.
Quinta-feira, Portão de Versailles. Serjuste (à esq.) e Guito (à dir.) estão no Salão do Chocolate até domingo à noite para apresentar seus grãos de Cacao reconhecido como um dos 50 melhores do Mundo. (LP/J.VA).
Nas alamedas do Salão do Chocolate, Guito, vindo do Haiti há alguns dias, sorri. Quarta-feira, os grãos de Cacao de uma das suas cooperativas no Haiti recebeu o "Cacao Awards 2015", e passou a figurar no ranque dos 50 cacaos de excelência do Mundo. Um reconhecimento para a Federação das Cooperativas Cacaoeiras do Norte (FECCANO) e seus 3000 pequenos produtores, financiados pelo seu Estado.

"Este é um argumento a mais para seduzir novos compradores", se alegra Guito. Em 2009, o impulso de 1,2 milhões de euros do Conselho Estadual e a parceria com a Associação Agrônoma e Veterinária Sem Fronteiras (AVSF) trouxe vida e esperança à esta Federação de Cooperativas. Isso lhes permitiu introduzir a etapa de fermentação, revelando o aroma único do grão de cacao haitiano. Desde então, a FECCANO exporta 160 tonaledas e vende a libra (cerca de meio quilo) à U$1,19 no lugar dos U$0,25, em 2008. "Je pude oferecer uma melhor escola para meus filhos. E nossos jovens agora desejam permanecer em nossa terra. Isso não acontecia há poucos anos atrás", garante Serjuste, produtor de cerca de um hectare.

A FECCANO espera ainda crescer "para um dia, não precisar mais de um impulso", continua Guito sem abrir mão do sorriso estampado no rosto. "O prêmio recebido no Salão do Chocolate vai também nos permitir fazer conhecido o setor de Cacao Haitiano". Um setor ainda desconhecido pelos produtores internacionais de chocolate, e largamente subexplorado no Haiti. Conectado com o Estado do Norte, a FECCANO irá se conectar a novas cooperativas, desta vez situadas no sul do país. A Federação poderá ainda dobrar seu volume de produção. Apesar que Guito confessa: "A colheita deste outono não será boa. Fomos afetados pela seca".

À espera de retornarem à sua terra natal, Guito e Serjuste apresentarão seus grãos e contarão sua história até domingo nas alamedas do Salão do Chocolate. Para degustar os aromas exalados do produto final, a "Reine Astrid" situada à Meudon, é a única fábrica de chocolate a utilizar os grãos haitianos.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Brasil deixará Haiti em 2016: 'Serei o último a partir', diz general

Luis Kawaguti
Da BBC Brasil em São Paulo
23 outubro 2015

Image copyright Minustah Photo Image Caption
Para Ajax, depois que ONU partir, país terá 'capacidade de realizar eleições com seriedade'


"Em outubro de 2016, as últimas tropas da ONU vão partir do Haiti. Vou ficar para o último avião e encerrar a missão militar", afirma à BBC Brasil o general brasileiro Ajax Porto Pinheiro, que assumiu há cerca de dez dias o cargo de comandante-geral das forças da ONU no país caribenho e coordenará no próximo domingo a segurança das eleições presidenciais haitianas.

O Conselho de Segurança da ONU determinou neste mês que a Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti) termine no dia 15 de outubro de 2016, ocasião em que a comunidade internacional espera que um novo presidente haitiano já esteja exercendo seu mandato.

O Brasil comanda o setor militar da missão desde seu início em 2004. Até agora, o governo brasileiro previa que seus 850 militares começassem a voltar para casa em algum momento no ano que vem. Mas uma data oficial não havia sido estabelecida.

Até outubro de 2016, a missão será mantida com o efetivo de hoje: 2.370 militares de 19 países. Apenas uma crise muito grave ou uma catástrofe podem alterar esse cronograma. Só que isso já aconteceu antes no Haiti.

No início de 2010, a ONU previa a retirada total de suas tropas em meados de 2011. Porém, no dia 12 de janeiro, um megaterremoto irrompeu praticamente na superfície da capital Porto Príncipe. Centenas de milhares de pessoas morreram e 1,5 milhão ficaram instantaneamente desabrigadas.

Os planos foram, então, alterados de forma radical, e a missão quase dobrou em tamanho. Além de fornecer ajuda humanitária, a ONU auxiliou na reconstrução do país e de suas instituições, como a polícia e o Judiciário, que perderam mais da metade de seus membros no terremoto.


CHEGADA DIFÍCIL

Image copyright Minustah Photo Image Caption
Antecessor de Ajax, general brasileiro morreu de mal súbido em voo do Haiti para o Brasil

Pinheiro é um veterano de Haiti. Dias depois do terremoto de 2010, ele desembarcava no país, então como coronel, para comandar um batalhão brasileiro. Ele chefiava uma unidade específica formada por brasileiros na ocasião. Hoje, comanda todos os militares da ONU no país.

"Nós havíamos sido treinados para proteger o processo eleitoral, mas as eleições daquele ano foram adiadas, e era preciso fornecer ajuda humanitária. Tivemos que nos adaptar", diz.

Meses depois Pinheiro teve que retornar ao Brasil, pois foi promovido a general e teve que assumir um comando em território nacional.

"Sempre sonhei em voltar ao Haiti. Seria uma grande realização profissional e a última aventura militar da minha carreira. Porque, quando eu voltar ao Brasil, provavelmente assumirei uma função administrativa, sem comandar tropas", afirma.

"Só lamento ter vindo nessas circunstâncias."

Pinheiro se refere à morte de seu grande amigo e antecessor, o general José Luiz Jaborandy, que faleceu em agosto após sofrer um mal súbito em um voo do Haiti para o Brasil. Jaborandy deveria comandar as forças da ONU nas eleições do próximo domingo, e Pinheiro chegaria a Porto Príncipe só em novembro.

Uma de suas primeiras tarefas no comando foi participar de uma homenagem ao amigo, com quem serviu em cinco ocasiões diferentes dentro e fora do Brasil. A base da ONU em Porto Príncipe, que já foi a maior concentração de tropas das Nações Unidas no planeta à época do terremoto, foi rebatizada de Campo General Jaborandy.

"Assim como em 2010, cheguei em um momento de comoção, e podemos ter problemas pela frente. Precisaremos responder. Mas já estou plenamente integrado, e as tropas estão prontas".

ELEIÇÕES E VIOLÊNCIA

Image Copyright AP Image Caption
Eleição presidencial no Haiti começa no domingo; ONU espera clima de tranquilidade


Diferentemente do que ocorreu em anos anteriores, o clima pré-eleitoral é de relativa tranquilidade no Haiti. Segundo relatório da ONU, a violência está caindo. O número de homicídios no país entre março e agosto deste ano foi de 386. Nos seis meses anteriores, foram 538, o equivalente a uma queda de quase 30%.

Nas eleições legislativas ocorridas em agosto deste ano não foram registrados incidentes graves.

As forças da ONU (2.370 militares e 2.060 policiais internacionais) e a Polícia Nacional do Haiti (11.900 policiais) terão que proteger neste domingo 13 mil urnas em 1.508 locais de votação, no primeiro turno das eleições presidenciais e segundo das eleições legislativas.

Há bases dos capacetes azuis, como são chamados os soldados da ONU, em Porto Príncipe, Cap-Haitien e Morne Casse e os contigentes militares estarão presentes em ao menos mais sete cidades. A proteção das urnas nas áreas mais sensíveis ficará a cargo de tropas brasileiras.

Segundo Ajax Porto Pinheiro, uma companhia de tropas especiais brasileiras ficará de prontidão em uma base em Porto Príncipe. Ela poderá se deslocar de helicóptero e chegar em 30 minutos a qualquer região do país em que haja problemas.

Neste pleito, o órgão eleitoral haitiano antecipou a organização e a divulgação de informações, o que, na opinião do general, deve facilitar a votação.

As manifestações de rua relacionadas à eleição também têm sido de pequenas proporções, reunindo geralmente menos de duas centenas de pessoas. A maior teve três mil participantes.

Image Copyright AFP Image Caption
Eleições de domingo no Haiti terão 58 candidatos a presidente

"A única coisa que nos preocupa é a ação de gangues que apoiam partidos políticos. Em eleições anteriores, eles invadiram áreas de votação e roubaram urnas", afirma.

Quando o Brasil desembarcou no Haiti em 2004, os grupos armados mais organizados estavam supostamente ligados ao partido Fanmi Lavalas, do ex-presidente Jean Bertrand Aristide e a ex-militares.

Atualmente, segundo o general, os grupos armados estão mais fracos e espalhados, dando apoio a diferentes partidos.

No atual ciclo eleitoral, 128 partidos e 58 candidatos a presidente estão concorrendo. Deles, três se destacam: o Fanmi Lavalas (de Aristide, mas representado por outro candidato), o Parti Haitien Tèt Kale (do atual presidente Michel Martelly) e o Verité (do ex-presidente Renè Preval).

Autoridades esperam que ao menos 20% dos 6 milhões de eleitores compareçam às urnas. Se houver violência, a polícia nacional deve ser acionada para agir. As tropas da ONU ficarão de prontidão caso algum incidente fuja do controle.

LEGADO

Image Copyright Minustah Photo Image Caption
General Ajax assumiu cargo de comandante das forças da ONU no Haiti

Desde o início da missão em 2004, 11 generais e milhares de soldados de todas as partes do Brasil estiveram no Haiti.

O governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva se envolveu na missão, dentro de sua política de aumentar a influência internacional brasileira. Além dos objetivos humanitários e de treinamento de tropas, seu governo tentava com a ação facilitar seu acesso a uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU.

Tropas brasileiras entraram no Haiti após a queda do ex-presidente Aristide. Na época, diferentes rebeldes e grupos criminosos lutavam pelo poder.

Os capacetes azuis passaram por uma série de batalhas para conquistar territórios e desbaratar grupos guerrilheiros até 2007, quando os últimos integrantes das principais milícias foram presos ou mortos em combate.

Os soldados internacionais também ofereceram ajuda humanitária em crises de fome, enchentes e furacões de grandes proporções. A partir do megaterremoto, se concentraram em auxiliar a reconstrução do país e manter a ordem.

Tropas da ONU do Nepal foram acusadas de levar acidentalmente ao país um surto de cólera que matou ao menos 8 mil haitianos. Durante a missão, a presença brasileira e a política de imigração do governo trouxeram levas de imigrantes haitianos para o Brasil.

Durante esses anos, os capacetes azuis possibilitaram a eleição de dois presidentes, que transmitiram seus cargos democraticamente – o que não ocorria em décadas no país.

Fazer com que o país conclua mais um ciclo eleitoral pode ser a última tarefa dos militares da Minustah. A votação, a apuração, um eventual segundo turno e a posse do presidente devem se desenrolar até o início de 2016.

Uma comissão de avaliação da ONU terá então 90 dias para decidir se o país continua estável. Se todo ocorrer como o previsto, a desmobilização das tropas acontecerá em 15 de outubro.

"A minha impressão é que as instituições do Haiti evoluíram muito. Depois que a ONU sair, eles terão condições de realizar eleições com seriedade", diz o general brasileiro.

"O legado da ONU vai ser esse ensinamento de como conduzir a parte eleitoral do país."

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Primeiras bananas haitianas chegam à Europa depois de 60 anos

Matéria publicada pelo site Haitilibre.com, em 26/09/2015 09:02:34.
Original em francês. Tradução: André Souto Bahia.


Haïti - Économie : Les premières bananes haïtiennes sont arrivées en Europe
Momento da chegada do 1º carregamento de bananas do Haiti
à Europa após 60 anos.


O carregamento de 100 toneladas de bananas bio-haitianas (cerca de 8.000 cachos), da companhia AGRITRANS, transportado à bordo do "Crown Garnet" que partiu do porto de Cabo Haitiano no dia 08 de setembro, chegou ao Cais 212 do Porto Internacional de Anvers, na Bélgica.

Na ocasião, estavam presentes o Dr Frantz Bataille, Cônsul do Haiti para Berlin, Dominique Dejean, Ministra Conselheira junto à Embaixada do Haiti na Alemanha, Huguette Hérard von Raussendorf, Cônsul de Bruxelas, Felio Joseph e Georges Duroseau, Conselheiro e Primeiro Secretário da Embaixada do Haiti na Bélgica, respectivamente.

Quando as primeiras caixas de banana desfilaram sobre a esteira foi um momento de euforia e emoção, marcado por uma salva de palmas pelos delegados presentes, assim como pelo Diretor Geral do Porto Internacional e seu Diretor do Controle de Qualidade. Os diplomatas observaram as técnicas de controle de qualidade do carregamento das bananas haitianas, realizado pelo pessoal do Porto.

Após o descarregamento e controle das bananas, os Diplomatas Haitianos e a Direção do Porto de Anvers celebraram com uma taça de champagne o retorno da banana do Haiti ao mercado internacional, após 60 anos.

Reconstrução do Haiti: Assinatura de 4 acordos com um Empresa Chinesa

Matéria publicada em 25/09/2015 10:29:30, por Haitilibre.com.
Original em francês. Tradução: André Souto Bahia.


Haïti - Reconstruction : Signature de 4 accords avec une entreprise chinoise
Haiti e China assinam 4 acordos de cooperação


Quarta-feira (23/09/15), o Governo haitiano, através dos Ministérios do Setor Público e da Agricultura, assinaram um protocolo de intenções com a "China National Automation Control System Corp.", uma companhia de construção da República Popular da China, para a realização de 4 importantes projetos nos Estados do Norte, Noroeste e Oeste.

São eles:
  • Melhoria e expansão do corredor rodoviário entre Malpasse e Porto Príncipe (Rodovia Nacional #8) - trabalho estimado em 140 milhões de dólares;
  • Construção da Rodovia Nacional # 5, região de Carrefour Joffre (rodovia que liga Gonaives e Porto da Paz) - 80 km de rodovia, e estimado em 185 milhões de dólares (estudos já realizados);
  • Construção de um Teleférico ligando Labadie e a Citadela Laferrière; e, por fim...
  • Fortalecimento das infraestruturas agrícolas através do Ministério da Agricultura.
Durante seu discurso, o Ministro do Planejamento e Cooperação Externa, Yves Germain Joseph, parabenizou os esforços da República Popular da China em acompanhar o Haiti em seu processo de desenvolvimento. Ele igualmente mencionou que vários outros grandes projetos serão executados em cooperação com a República Popular da China durante os próximos anos, como a reforma e ampliação do Aeroporto Internacional Toussaint Louverture (na capital Porto Príncipe).

Já o Representante Comercial da República Popular da China, Lind Jun, reinterou a vontade do seu país em continuar apoiando o Haiti nas áreas de infraestrura, energia e agricultura. Ele também disse estar desejoso que esta cooperação reforço ainda mais o bem estar entre as duas repúblicas.

"A execução desses projetos permitirá ao Haiti ser mais competitivo no turismo e mais apto à responder às necessidades fundamentais da sua população", conclui o documento assinado pelos representantes dos dois países.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

EXCLUSIVO – Das ruínas ao desenvolvimento sustentável: Missão e agências da ONU falam sobre o ‘novo Haiti’

Publicado em 25/02/2015 - Atualizado em 26/02/2015
http://nacoesunidas.org/

O progresso na nação caribenha devastada pelo terremoto de 2010 vai muito além da renovação da infraestrutura física. Diferentes braços da ONU trabalharam nos últimos cinco anos para mudar paradigmas e dar passos importantes em diversas frentes para permitir uma reconstrução sustentável do país.




Não há como negar os esforços que estão sendo feitos para erguer um novo Haiti. A reconstrução do país devastado pelo terremoto de 2010 é tangível na capital, Porto Príncipe. Ruas ganharam asfalto, novas escolas abriram suas portas e residências passaram a ocupar o espaço onde antes estavam 10 milhões de metros cúbicos de escombros, quantidade suficiente para encher 4 mil piscinas olímpicas.


Símbolo dessa nova era, a Praça Boyer hoje é um centro de lazer dos haitianos.
Foto: UNICEF/Marco Dormino e UNIC/Mariana Nissen

“No momento do terremoto, a Missão da ONU aumentou sua capacidade devido ao tamanho da devastação no Haiti e ao efeito que essa catástrofe teve, não apenas na capacidade do governo de responder a ela, mas também em todas as instituições que foram gravemente afetadas. Um terço dos funcionários públicos morreu e houve uma pressão enorme sobre alguns serviços, como o de saúde”, explicou a chefe da Missão da ONU para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH), Sandra Honoré.

O símbolo dessa nova era é a Praça Boyer, um centro de lazer dos hait ianos, onde pessoas de todas as idades desfrutam de iluminação pública, quadras de esporte e atos cívicos. Ocupada por barracas de famílias de deslocados internos até 2013, a praça é também um local de aprendizagem.

O Programa das Nações Unidas para os Assentamos Humanos (ONU-Habitat), em conjunto com o Ministério de Trabalhos Públicos, aproveitou o espaço da Praça Boyer e, em janeiro de 2015, começou a compartilhar com os haitianos normas seguras de construção e a ensiná-los como construir melhor. Para baixar os custos das obras, muitos haitianos reciclam material encontrado nas ruas e não contam com mão de obra especializada para assessorá-los nas etapas de construção e como deixá-las seguras para enfrentar novos riscos, daí a importância desta parceria.

Realojamento para 80 mil haitianos


Família se inscreve no programa de realojamento do governo.
Foto: UNIC RIO/ Rio Mariana Nissen

Dos 1,5 milhão de deslocados após o terremoto, apenas 80 mil permanecem em campos, menos de 1% da população. Muitos, no entanto, serão realojados a partir de janeiro em um programa de acompanhamento do governo e a Organização Internacional para as Migrações (OIM). A iniciativa fornece um subsídio equivalente a um ano de aluguel para as famílias cadastradas que deixem os campos de deslocados e também verificam as estruturas das novas residências para garantir sua resistência a novos tremores.

O governo também estuda transformar vários assentamentos temporários, onde casas de madeira substituíram há anos as barracas, em bairros formais, proporcionando serviços básicos e infraestrutura para melhorar a qualidade de vida de seus moradores.

“Passaram-se cinco anos, mas ainda há um número considerável de pessoas vivendo em campos. Temos 79 mil pessoas em 105 campos diferentes. Alguns em Porto Príncipe, mas outros em lugares diferentes como o epicentro do terremoto, Leogane”, descreve o chefe da OIM, Gregoire Goodstein. 

“Quando olhamos para o início, em julho de 2010, quando fizemos o primeiro registro, tínhamos 1,5 milhão de pessoas em campos. Hoje, conseguimos reduzir esse número em 94%.“
Entre as lições aprendidas do processo de reconstrução, Goodstein lembra que grande parte da ajuda humanitária se concentrou em Porto Príncipe e que por isso a cidade acabou sendo transformada em um ímã para pessoas em situação vulnerável em diferentes partes do pais, piorando ainda mais a situação na capital devastada.

“Deveríamos ter descentralizado mais a ajuda humanitária. Em uma cidade bloqueada por escombros e destroços, acabamos agravando ainda mais o problema ao atrair pessoas demais para Porto Príncipe”, disse.

Verticalização de Porto Príncipe


O projeto do governo chamado 16/6 trabalha com plataformas comunitárias para desenvolver novos conceitos de moradia.
Foto: UNIC Rio/Mariana Nissen

Reconstruir o Haiti implica uma mudança de paradigma. Com um déficit habitacional de 700 mil residências antes do terremoto e um grave problema de escassez de terra e falta de títulos de propriedades, o país precisa encontrar novas formas de proporcionar moradia para as quase 2,3 milhões de pessoas que vivem na área metropolitana da capital. Para isso, o governo trabalha com a população local para mudar percepções sobre questões relacionadas à propriedade e promove a verticalização de Porto Príncipe.

“O Haiti em vez de densificar, ao colocar mais pessoas por metro quadrado, está se massificando. Todo mundo quer terra, quer jardim, mas ninguém tem dinheiro. É uma situação muito complicada. Esse é um exemplo de como podemos construir no Haiti de forma segura, com mitigação sendo feita e códigos de construção respeitados”, diz o diretor do projeto de moradia e reabilitação de bairros, Clement Belizaire, uma proposta do governo haitiano para levar 5.102 famílias vivendo em seis grandes campos a 16 bairros.


O projeto 16/6 também reformou as casas em no assentamento precário de Jalouise. As casas pintadas com cores fortes são hoje uma atração em Porto Príncipe. 
Foto: UNIC Rio/Mariana Nissen

O projeto, que envolveu o Programa da ONU para o Desenvolvimento, a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Escritório da ONU de Serviços para Projetos (UNOPS) e a OIM, contou com a participação ativa dos próprios membros da comunidade para decidir sobre as prioridades da reabilitação do bairro e gerou mais de mil oportunidades de emprego e qualificação de mão de obra.

Claude André-Nadon, chefe de programa no UNOPS, explicou que um dos componentes trabalhados durante este processo foi a percepção de que haitianos poderiam viver em um edifício e mesmo assim ser proprietários. “Um proprietário antes era aquele que tinha acesso direito à terra. Por isso esse projeto é um grande avanço para o Haiti”, disse.

O processo de reconstrução do país teve participação efetiva dos militares. Com o mandato da Missão da ONU para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH) alterado após o terremoto, o trabalho das tropas vai muito além da segurança.


Além da segurança, tropas brasileiras ajudaram na infraestrutura e ajuda humanitária.
Foto: UNIC Rio/Mariana Nissen

O Force Commander das tropas da ONU, general José Luiz Jaborandy Junior, citou alguns exemplos de colaboração das tropas para melhorias da infraestrutura do Haiti, como as vias de transporte, a construção de escolas, hospitais e a distribuição de alimentos. “No entanto, tudo isso faz parte da segurança voltada para a conquista da estabilidade. Não é só postura agressiva. Considero fundamental para integração da tropa com a população essa prestação de serviço de apoio humanitário”, disse.

Resposta a futuros desastres

Nos últimos cinco anos o país vem investindo e capacitando os haitianos para prevenção e redução dos riscos de desastres naturais. Localizado em cima de três falhas geológicas, na rota de furacões e vulnerável a enchentes e tsunamis, o Haiti hoje conta com um centro de operações nacional que integra diferentes esferas do governo, entidades internacionais e voluntários brigadistas para reduzir os riscos da população haitiana e reforçar a resposta imediata às catástrofes.


Brigadistas voluntários participam de uma simulação.
Foto: UNIC Rio/Mariana Nissen

“Há alguns procedimentos para ativar o centro de operações de emergência nacional. Por exemplo, quando há um anúncio de um furacão, logo que estamos nas primeiras fases de alerta, todas as entidades sabem que devem vir ao centro de operação de urgência. Não devemos chamá-los, eles sabem que devem vir automaticamente”, explica a gerente do projeto do PNUD de apoio nacional a gestão nacional de riscos e desastres, Marie Katleen Mompoint. Juntas, essas entidades recebem a mesma informação, o que facilita a tomada de decisão, o envio de mensagens unificadas à população sobre riscos e prevenção e a melhorar a coordenação da distribuição de ajuda e itens básicos.

Mompoint, que trabalha diretamente com o Departamento de Proteção Civil (DPC), conta que uma das maiores dificuldades no Haiti é inculcar a importância do voluntariado e a participação sem remuneração de pessoas das comunidades na rede de brigadistas que o DPC tenta formar em todo o país. “Depois do terremoto, houve um grande desafio. Todo mundo percebeu que se houvesse um maior braço operacional, poderíamos ter salvado muito mais pessoas. Por isso, há um serviço de aproximação com os brigadistas, que estão nas comunidades e que podem agir diretamente nas operações”, disse.

Muitos avanços também foram realizados em áreas menos visíveis, com o apoio técnico da MINUSTAH e agências da ONU para promover mudanças políticas e o resgate de outras esferas devastadas pelo terremoto, como o setor da justiça.

Apoio às instituições 


Ministério da Justiça após o terremoto de 2010.
Foto: Unic Rio/Mariana Nissen

Nos últimos cinco anos, um dos enfoques do PNUD tem sido o fortalecimento do Estado de Direito e a independência do judiciário, centrado na construção de capacidades das instituições públicas nas áreas de eleição, justiça, polícia, administração de prisões, gestão de terras e reforma administrativa.

“Com a destruição do edifício do Ministério da Justiça não havia meios para administração geral do sistema de justiça, que também afetou o setor de polícia e penitenciário”, contou Maxi Gracia Joseph, especialista em construção de capacidades institucionais do PNUD. “Da parte da sociedade civil, com a morte de 250 a 300 mil mortos, existiu uma necessidade depois de 2010 de obter certificados de óbito e novos documentos de identidade”.

Trabalhos decentes e inclusivos


MINUSTAH organiza ateliês de arte, costura e borbado para capacitar homens e mulheres e permitir que aprendam um ofício.
Foto: Unic Rio/Natalia da Luz

A pobreza continua representando um problema latente na única nação americana que pertence ao do grupo de países menos desenvolvidos do mundo. Mais de 44% da população vive com menos de 1.25 dólares por dia. Uma vez finalizada a reconstrução física, a prioridade passa a ser criar capacidades e criar trabalhos decentes e inclusivos.

“O ponto adicional que trouxemos para esse processo foi o envolvimento da comunidade. Ajudamos a implementar uma plataforma comunitária, com um sistema de eleição para que os membros elegidos pudessem representar a comunidade nos processos de decisão. Eram eles que tomavam as decisões sobre as suas vidas e suas comunidades, não o PNUD ou outra organização da ONU”, disse a diretora sênior do PNUD, Sophie de Caen.

Ela também explicou que todos os projetos do PNUD sempre incluíram como prioridade a criação de trabalhos no Haiti. Com isso, a agência foi capaz, desde 2010, de proporcionar 400 mil empregos temporários e gerar renda para ajudar a famílias a se recuperarem mais rapidamente da tragédia.

Próximo passo, eleições

Toda a infraestrutura vem sendo implementada aos poucos, mas a urgência do Haiti também está na estabilização política do pais. Com a ausência de eleições legislativas postergadas por mais de três anos, o povo haitiano tomou as ruas para pedir respeito ao processo democrático. Em janeiro, o presidente Michel Martelly anunciou a formação de um Conselho Eleitoral Provisório com o mandato de convocar eleições para deputados, senadores e presidente ainda em 2015.


Centro de Tabulação, implementado pelo PNUD, para as eleições de 2010.
Foto: Unic Rio/Mariana Nissen

“O governo neste momento se converte em um facilitador. Há muitos fatores envolvidos. Um é o próprio governo, outros, a sociedade civil e os partidos políticos”, destacou Roly Dávila, conselheiro técnico de eleições do PNUD. “Ao convocarem as eleições, esperamos que o governo já tenha consultado os atores e instâncias envolvidas e que juntos realizem as eleições. Não é um esforço unilateral, é um esforço consensual.”

No Haiti, o PNUD tem o mandato de mobilizar os recursos necessários para garantir a viabilidade do processo eleitoral, que conta, como um dos seus principais doadores, o Brasil. Também coordena a aquisição do material necessário e estabelece o centro de contagem e tabulação de votos, bem como apoia registro das pessoas aptas a votar. Para que este processo tenha autonomia nacional, a agência da ONU fornece capacitação aos membros do Conselho Eleitoral, para que sejam eles que tomem as decisões necessárias para a realização do pleito.

“Nós do PNUD trabalhamos para o fim da nossa própria existência no país, porque o objetivo é criar capacidades nas autoridades nacionais e sair do país. Eventualmente, podemos voltar para uma ajuda pontual, mas o nosso objetivo é criar capacidades para que sejam as próprias instituições que sigam avançando seus serviços, em tudo que permita o desenvolvimento humano, da cidade ou do país”.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Haiti: um destino turístico?

Assista ao vídeo produzido pelo Ministério de Turismo do Haiti e tire suas conclusões!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Tragédia no Carnaval do Haiti

Foto: G1.com

"Alegrem-se com os que se alegram; chorem com os que choram".

Logo_noticias
17/2/2015 às 10h46 (Atualizado em 17/2/2015 às 10h51)
Pelo menos 18 pessoas morreram e 60 ficaram feridas, depois de um carro alegórico ter se chocado em um cabo de energia, na capital do Haiti, Port au Prince, segundo informações da Reuters. Testemunhas disseram que o veículo pegou fogo.
Um vídeo do incidente parece mostrar um cabo de alta tensão atingindo a cabeça de um cantor da banda de hip-hop Barikad Equipes. Sete pessoas morreram eletrocutados, e outros foram mortos no pânico que se seguiu. O cantor, conhecido como Fantom, estava entre os feridos, de acordo com um amigo.
Milhares de pessoas acompanhavam o Carnaval na cidade quando o acidente aconteceu.
Em uma mensagem pelo Twitter, o presidente Michel Martelly deu suas condolências às vítimas.
— A minha sincera solidariedade para com as vítimas do acidente grave no Champ de Mars, no segundo dia de Carnaval.

Reuters
17/2/2015 às 16h49

O governo do Haiti cancelou o último dia de Carnaval e anunciou três dias de luto nesta terça-feira depois que 16 pessoas morreram e 78 ficaram feridas quando um trio elétrico atingiu uma linha de energia elétrica na capital Porto Príncipe, gerando pânico entre as pessoas que estavam no local.

Um vídeo amador divulgado no Youtube mostrou o cabo de força atingindo um cantor popular conhecido como Fantom no trio elétrico, enquanto ele passava perto da arquibancada presidencial lotada de espectadores. A maioria das vítimas foi pisoteada até a morte em meio ao pânico que se criou.

(Reportagem de Amelie Baron no Haiti)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

2015: ano de eleições e...

Porto Príncipe, Haiti - 12 de fevereiro de 2015.
Por André Souto Bahia - Missionário no Haiti

GREVE GERAL NO HAITI: MANIFESTAÇÕES E PARALISAÇÃO TOTAL.

Movimento em uma das principais avenidas da Capital.

Pela segunda semana consecutiva em Porto Príncipe e alguns outros grandes centros do País, houve um grande movimento de Greve Geral promovido pela Plateforme Nationale des Syndicats de Transports Fidèles (PNSTF – Plataforma Nacional dos Sindicatos de Transportes Associados), paralisando não apenas todos os meios de transporte como também escolas, órgãos do governo, bancos e comércios. Entre os dias 2, 3, 9 e 10 vivenciamos dias como nunca vistos desde nossa chegada em Abril 2012. Mesmo aos domingos, quando a quantidade de carros e pedestres nas principais avenidas é bastante reduzida, nesses quatro dias da Greve o movimento foi ainda menor. A organização do movimento alega que o valor da redução dos preços dos combustíveis não é suficiente, e exige que o Governo reduza em HTG 100,00/galão (cem gourdes por galão é o equivalente a cerca de R$1,50/litro), e não apenas os HTG 20,00 (R$0,30/litro) válidos a partir do dia 1º de fevereiro.

Nos últimos dois dias da mobilização, a Plataforma reuniu vários partidos de oposição ao governo, e ainda professores e alunos de escolas públicas – estes insatisfeitos pelos baixos salários e condições de trabalho e estudo. Também foram montadas várias barricadas ao longo das principais avenidas da capital com queima de pneus impedindo a passagem dos poucos veículos particulares. Em algumas dessas houve quem lançasse paus e pedras sobre os para-brisas dos carros que se arriscavam furar os bloqueios.

Segundo o periódico Haiti Libre, em Cabo Haitiano, segunda maior cidade do país localizada ao Norte, houve atos de violência estimulada pela pouca presença da Polícia Nacional (PNH). No centro da cidade e em alguns outros pontos de concentração houve enfrentamento entre manifestantes e a PNH utilizou gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Em Porto Príncipe, dois policiais foram mortos a tiros por membros de gangues infiltrados entre os manifestantes.

Já o Le Nouvelliste nesta quarta-feira divulgou uma matéria intitulada: “Greve: Executivo não cede. Novas manifestações após o Carnaval”. No texto o Primeiro Ministro, Evans Paul, fala sobre a reivindicação do setor de transportes: “Nós somos obrigados a agir com um senso de responsabilidade” – afirmou o Premier. Como medida compensatória o governo irá “apertar os cintos”, indicando arrocho nas contas públicas e que “este ano não haverá dois carnavais” se referindo ao Carnaval das Flores, no mês de julho. A matéria ainda traz que “os organizadores desta greve estão prontos para a queda de braço”. “Nós suspendemos a ordem de Greve Geral para dar ao governo tempo de resposta às reivindicações da população e dos motoristas. Caso ele não diga nada, imediatamente após o Carnaval retornaremos a bater...“ – afirmou Duclos Bénisoit, um dos líderes da Plataforma Nacional dos Sindicatos dos Transportes Associados.

A Embaixada Americana vem enviando aos cidadãos americanos residentes ou em trânsito no Haiti alertas de segurança recomendando que evitem sair às ruas nestes dias de manifestações, e ainda informando os possíveis locais, horários e rotas onde as passeatas e concentrações utilizarão. Essas são recomendações que os estrangeiros em geral adotaram nestes dias de paralisação total.

Na quarta-feira, dia 11, o clima nas ruas era ainda de tensão e expectativa quanto às negociações entre Governo e Sindicatos/Oposição. Contudo, com o passar das horas as atividades foram se normalizando e no final da tarde já era possível sentir-se de volta à normalidade.

Com a chegada da sexta-feira, 13, e assim, do Carnaval, Governo, Sindicatos, Partidos de Oposição, População, Estrangeiros, todos estaremos em trégua, ao menos até à quinta-feira, 19, quando possíveis atos de paralisação e mobilização sindical poderão voltar à tona.

PANO DE FUNDO: CRISE POLÍTICA-ELEITORAL!

2015 é ano de eleições no Haiti. Após o término do mandato do último 1/3 dos senadores e de todos os deputados, no último doze de janeiro, rumores de uma possível tentativa de volta à ditadura por parte do Governo que agora passa a ter, por direito constitucional, uma gestão por decretos com vistas às Eleições Gerais, tomou conta dos bastidores da política haitiana. Por outro lado, apoiadores do Governo vira-e-mexe afirmam que os mesmos Partidos de Oposição que deixaram de votar a Lei Eleitoral nos últimos três anos impedindo a realização das Eleições Legislativas e Regionais, estão por trás das manifestações e mobilizações sindicais a fim de causarem o caos e pressionarem para a dissolução do Estado.

O novo CEP – Conselho Eleitoral Provisório, formado por membros da sociedade civil e personalidades públicas, dissolvido inúmeras vezes nestes últimos quatro anos sem sucesso em sua missão de coordenar e promover o processo eleitoral no país, informou em seu primeiro boletim oficial sua proposta de calendário eleitoral para 2015: 1º turno das eleições legislativas em julho com 2º turno em 25 de outubro, juntamente com o 1º turno das presidenciais; o 2º turno das presidenciais em janeiro 2016, juntamente com as eleições municipais e locais – segundo matéria publicada dia 11 de fevereiro pelo Le Nouvelliste. Mas, um dia após a publicação os principais partidos políticos já questionavam a viabilidade do calendário, pela distância de três meses entre um turno e outro das eleições, considerado pouco tempo hábil. E especialmente pelo não cumprimento do Acordo de 11 de janeiro assinado entre os partidos políticos e a presidência, o qual prevê uma comissão bilateral (presidência e partidos políticos) a fim de encontrar um consenso em torno das modificações da Lei Eleitoral.

“Contudo, levando em consideração os imponderáveis constantes na história eleitoral haitiana, não há motivos para já se lançar dúvidas quanto às motivações deste novo Conselho Eleitoral somente por conta deste calendário” – afirmou Lemoine Bonneau, autor da matéria.

“A partir do fim desta semana, nós iremos nos organizar para nos dirigir de maneira formal ao conjunto de partidos políticos, a fim de começar a roda de consultas antes de nos permitir validar um calendário eleitoral até março 2016 para encerrar o processo eleitoral” – indicou terça-feira Pierre-Louis Opont, presidente do CEP durante a apresentação do documento. Ele igualmente sublinhou que um calendário definitivo será comunicado ao público após as discussões entre o CEP e os partidos políticos – segundo Roberson Geffrard, jornalista do Le Nouvelliste.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Marriott inaugura primeiro hotel no Haiti em março

PanHoteís

05/02/2015 - 15h02 | Hugo Okada
Lobby do empreendimento (foto divulgação)
Lobby do empreendimento (foto divulgação)

A Marriott International programou para o dia 1º de março a abertura do primeiro empreendimento no Haiti, três anos e seis meses após o anúncio oficial, com participação do então presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, segundo informa o site Travel Weekly.

Neste período outras bandeiras inauguraram hotéis no destino, como a Best Western, a Occidental e o NH Hotel Group. Um hotel Hilton Garden Inn, próximo ao Louverture Airport, também deve ser inaugurado em 2016.

O hotel Marriott Port-au-Prince está localizado no município de Haut Turgeau, a apenas alguns minutos do distrito comercial da cidade, e é resultado de uma parceria entre a rede Marriott, o Digicel Group e a Clinton Foundation. Conta com 175 apartamentos, piscina externa, um restaurante de assinatura La Sirene, um Café Cho, espaço de eventos, fitness center e lobby lounge.