quinta-feira, 26 de junho de 2014

Les conditions d’assainissement dans les camps se détériorent

Haïti-Société



Le dernier bulletin sorti, en mai 2014, par l’OCHA sur Haïti, révèle qu’un diagnostic et une enquête menés par l’ONG Solidarités International et la Direction Nationale de l'Eau Potable et de l'Assainissement (DINEPA) ont fait état d’une détérioration des conditions d’assainissement dans les camps de déplacés.

Cette situation serait due à la réduction des financements disponibles et au retrait des acteurs humanitaires.

Le diagnostic de Solidarités International a ciblé 145 camps à Port-au-Prince

Les équipes d’évaluation de l’ONG ont ciblé 145 camps dans lesquels vivent 21 626 ménages soit environ 108 000 personnes. Le diagnostic a été réalisé pendant trois semaines dans les communes de Tabarre, Croix des Bouquets, Delmas, Carrefour, Port-au-Prince, et Petion-Ville, et s’est déroulé en deux phases complémentaires : Un premier diagnostic complet et général portant sur l’assainissement, l’eau, l’exposition aux risques et le « climat » en termes de protection des déplacés et une évaluation technique des infrastructures EHA (Eau, Hygiène et Assainissement) dans les camps visités.

Parmi les camps visités, près d’un camp sur deux ne possède pas de latrines et un camp sur cinq ne dispose pas de douches. Les infrastructures existantes sont en très mauvais état, du fait du manque d’entretien, et sous la pression des aléas climatiques. Les difficultés à couvrir l’ensemble des besoins en vidange et en gestion des déchets solides rendent la plupart des infrastructures inutilisables et contribuent à dégrader les conditions de vie des populations.

L’ensemble de ces éléments participent ainsi à créer un environnement insalubre, favorisant l’exposition aux vecteurs de transmission des maladies hydriques. Le diagnostic révèle également que la densité de personnes par porte de latrines est alarmante. En effet, alors que les standards internationaux préconisent une fréquentation de 50 personnes par porte de latrine dans le cadre des camps de personnes déplacées.

Les mauvaises conditions sanitaires et les risques d’inondations dans les camps de déplacé peuvent contribuer à une situation potentiellement dangereuse en termes de propagation de maladies d’origine hydrique comme le choléra, le ratio sur la zone métropolitaine de Port-au-Prince est de 106 personnes par porte en moyenne.

De plus, si la disponibilité de l’eau est dans l’ensemble satisfaisante, un certain nombre de points d’eau, notamment à Tabarre, à Carrefour et à Port-au--Prince dans les zones proches de la mer, ne sont pas protégés et sont ainsi exposés aux risques de contamination. Cette situation, associée à des pratiques de stockage de l’eau à domicile souvent inadaptées au niveau des ménages, augmentent les risques de contamination de la population des camps.

Le diagnostic soulève également qu’environ 69% des 145 camps observés sont exposés aux risques naturels et climatiques. La précarité des habitats, l’instabilité des sols, l’érosion accélérée, la vétusté des voies d’accès ou encore l’absence de canaux de drainage fonctionnels sont autant de facteurs d’augmentation des risques et limitent les capacités de résilience des populations.

Enfin, l’étude révèle également que de nombreux habitants subissent des violences et des exactions commises par des groupes criminels dans et en périphérie des camps, ou des personnes vivant dans les quartiers voisins. Les pressions foncières exercées par les propriétaires de certains terrains occupés contribuent également au sentiment d’insécurité ressenti par une majorité des relais communautaires interrogés.

Cette étude a été réalisée dans le cadre du lancement de la phase 2 du programme d’accès aux services de base pour les populations en attente de relocalisation, mis en œuvre par Solidarités International avec le soutien de la DG ECHO. Ce programme s’achèvera en mars 2015.

La défécation à l’air libre et les déchets constituent les principaux problèmes d’assainissement des camps de la région métropolitaine, selon la DINEPA

Le dernier rapport de la Direction Nationale de l'Eau Potable et de l'Assainissement (DINEPA) fait également état d’une situation toujours critique en relation avec les conditions d’assainissement dans les camps d'hébergement de la région métropolitaine de Port-au-Prince et des communes situées dans le département de l'Ouest.

Réalisée dans 184 sites abritant près de 122 892 personnes, cette enquête révèle que dans presque la moitié des sites (soit 48 pour cent) la défécation à l'air libre est visible.

OCHA

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Por boa convivência, imigrantes no AC separam dias de rituais religiosos

G1

Muçulmanos e cristãos dizem que o mais importante é o respeito.
Em novo abrigo, cada nacionalidade está instalada em um local diferente.

Caio Fulgêncio
Do G1 AC

No abrigo em Rio Branco, maioria de senegaleses seguem a religião islâmica; na foto, eles mostram oração em árabe e imagem de Cheikh Ahmadou Bamba
(Foto: Caio Fulgêncio/G1)

Com a transferência de abrigo em Rio Branco, do Parque de Exposições Marechal Castelo Branco para a Chácara Aliança, iniciada na segunda-feira (30), os imigrantes ficam separados por nacionalidade e sexo. Tanto em Brasiléia, município dos primeiros abrigos, quanto na capital acreana, eles ficavam no mesmo espaço. A medida, segundo a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), é para facilitar a convivência, devido às diferentes culturas, e nos cultos religiosos.

As principais religiões existentes entre os imigrantes é o cristianismo, entre os haitianos, e o islamismo, seguido pela grande maioria dos senegaleses. Natural do Haiti, o jornalista Dorvil Kesnel, de 33 anos, é evangélico da Igreja Batista. Para ele, existe o respeito entre todos e um acordo foi feito para que apenas uma celebração religiosa ocorra por dia, para evitar confusão.

"Nós que estamos aqui, não temos problema de religião. Fizemos um acordo para evitar problemas de discussão, só há um culto católico, muçulmano, evangélico por dia. Hoje é um, amanhã é outro, para não confundir. Nós somos imigrantes e temos que nos unir para seguir mais adiante. Então, não temos tempo para conversar de religião, cada um tem sua preocupação", afirma.

Seguidor do cristianismo, o haitiano Dorvil Kesnel
(no centro) diz que se reúne com amigos para orar
a Deus (Foto: Caio Fulgêncio/G1)


Em relação aos cultos cristãos, o haitiano Dorvil Kesnel diz que, normalmente, um grupo se reúne à parte para orar e buscar a Deus. Ele fala que chegou no estado no dia 15 de maio e não tem destino certo ainda, mas está em oração para conseguir um emprego.

"Não tenho destino. Temos amigos, estamos juntos orando a Deus para conseguirmos um bom emprego. Por isso, não tenho destino, só estou orando para que Deus me dê um destino", afirma.

A mesma opinião é compartilhada pelo professor senegalês Moussa Faye, de 42 anos. Ele é muçulmano. "Não há problema entre os cristãos, muçulmanos e outras religiões. Cada um respeita a religião do outro. O Brasil é um país que respeita muito a liberdade de cada um", fala.

Moussa conta que as celebrações islâmicas ocorrem às quintas-feiras no abrigo da capital. No entanto, os ensinamentos da religião vão além das palavras. Ele afirma que uma simples ajuda em alguma coisa já é praticar os ensinamentos de Cheikh Ahmadou Bamba, teólogo muçulmano fundador da Irmandade Muride, ordem religiosa islâmica.

"Na nossa religião, cada momento da vida é por Deus. Estamos aqui ajudando na administração e é uma maneira de viver a religião. Não é só fala, são ações. É uma maneira de louvar a Deus. Há um momento específico, mas depois devemos sair para ter ações", acrescenta.

Grupo de senegaleses mostram escritos em árabe utilizados na celebração da religião islâmica
(Foto: Caio Fulgêncio/G1)
O senegalês, que pretende permanecer no estado, sonha em uma relação de cooperação entre o Acre e Touba, cidade do Senegal onde o movimento iniciado Ahmadou Bamba ganhou impulso, em 1926, após a construção de uma mesquita. É um local onde ocorrem várias peregrinações de muçulmanos que querem reafirmar a religião.

"Em cada cidade grande do mundo existe uma casa ou escola para ajudar senegaleses que querem conhecer a religião muçulmana. Se eu tiver filhos aqui, meus filhos devem conhecer a religião. É uma maneira de propagar. Por isso, queremos uma cooperação entre Acre e Touba, porque precisamos disso", fala.
Para o secretário de Desenvolvimento Social (Seds), Antônio Torres, a destinação de espaços para cada nacionalidade colabora principalmente na comunicação com os grupos, mas também previne de possíveis desentendimentos religiosos.

"A questão religiosa não é predominante na gestão do abrigo. A gente organiza a divisão pelo grau de afinidade entre eles, em relação ao reconhecimento próprio. Além de evitar possíveis conflitos e, ao mesmo tempo, dá segurança ao próprio grupo, para entender a própria linguagem. E a gente passa a ter uma comunicação maior com os grupos", explica.

ONU estuda opções para tirar tropas do Haiti a partir de 2016

BBC Brasil - Notícias

Luis Kawaguti
Da BBC Brasil em São Paulo


Missão da ONU no Haiti completou 10 anos neste mês

A ONU está estudando cinco opções para mudar as características da missão de paz no Haiti a partir de 2016. A maioria delas prevê a retirada do país das forças militares internacionais e o fim da Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti). Isso pode incluir uma eventual saída das tropas brasileiras, que completaram no último domingo uma década de operação na nação caribenha.

A mudança da presença da ONU no país, porém, não significa que o organismo simplesmente deixará o país. A maioria das opções de retirada inclui o estabelecimento de uma missão política das Nações Unidas no Haiti e a passagem gradual da responsabilidade pela segurança da ONU para a Polícia Nacional do Haiti.

"É preciso lembrar que uma missão de paz deveria ter curta duração e que os objetivos são atuar em situações de instabilidade e insegurança. E podemos dizer que no Haiti estas metas foram alcançadas", disse o secretário-geral assistente de Operações de Paz da ONU, Edmond Mulet, à BBC Brasil na última sexta-feira.

A diminuição do contingente de tropas e policiais internacionais já vem ocorrendo. O ápice de pessoal ocorreu em 2010, logo após o terremoto de proporções catastróficas que matou cerca de 300 mil pessoas. Na ocasião, operaram no Haiti 8.940 militares e 4.391 policiais.

O mandato de 2014 prevê 5.021 militares e 2.601 policiais – o que corresponde a uma queda de 40% no total de pessoal.

A redução de recursos humanos é acompanhada por uma melhoria geral na situação de segurança do país. Desde 2007 não há um confronto militar significativo entre forças da ONU e insurgentes. Autoridades dizem acreditar que a maioria dos rebeldes e gangues criminosas se desmobilizou, saiu do país, ou foi presa ou morta pelas forças de paz.

No campo político, porém, a crise parece estar longe do fim. Há dois anos, os diversos partidos políticos não conseguem chegar a um acordo para eleger um novo Parlamento. Os congressistas atualmente atuam em número reduzidíssimo e com pouca representatividade.

Além disso, a não resolução das principais demandas sociais deu início em setembro do ano passado a uma série de manifestações populares que atualmente pedem a saída do presidente Michel Martelly.

Para adaptar as ações da comunidade internacional a esse novo contexto, um relatório recente do escritório do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, determina a reestruturação da presença do organismo no país a partir de 2016.

Leia abaixo quais são as cinco opções avaliadas no relatório
Retirada militar total

Uma das hipóteses é a retirada total do pessoal militar e policial e o fechamento de todas as instalações regionais da ONU no país. Isso pressupõe que a polícia haitiana terá capacidade de operar sozinha, sem ajuda dos militares. Autoridades da missão dizem que a meta é ter 15 mil policiais haitianos formados e trabalhando até 2016.

Essa opção viria acompanhada da nomeação de um enviado especial da ONU ao Haiti para tentar resolver a crise política do país.
Missão política

Outra opção é acabar com o mandato da Minustah e estabelecer em seu lugar uma missão política especial, com capacidade para treinar e aumentar a capacidade da Polícia Nacional do Haiti.

A nova missão teria como foco a facilitação do processo político e a fiscalização do estado de direito e o respeito aos direitos humanos. Ela prevê a retirada dos capacetes azuis do país, o fechamento de instalações e a manutenção de um efetivo mínimo de polícia internacional, cuja tarefa seria treinar a polícia local.

Agências da ONU e mecanismos internacionais continuariam operando no país para dar suporte ao governo.
Nova missão de paz

Uma terceira opção prevê o fim do mandato da Minustah e o estabelecimento de uma nova missão de paz – menor e desta vez com um objetivo primariamente político e não de segurança.

Essa nova operação seria focada na facilitação do processo político, a fiscalização do estado de direito e a promoção e proteção dos direitos humanos – além de apoio operacional para a "manutenção de um ambiente estável".

Essa hipótese prevê a retirada total dos militares e a manutenção de unidades policiais internacionais capazes de garantir a segurança em episódios de crise. Uma parte do efetivo policial também seria destinada a treinar a Polícia Nacional do Haiti. Instalações civis da ONU seriam mantidas apenas em três ou quatro cidades.
Reserva militar estratégica

Há ainda a possibilidade de criação de uma nova missão de paz semelhante à opção anterior, mas com a diferença de possuir um único batalhão de forças de paz, de caráter estratégico.

Essa unidade militar seria altamente capacitada e teria aeronaves e recursos para enviar tropas para qualquer lugar do país em poucas horas. Ela operaria por um período inicial de um ano, sem participar de operações rotineiras de segurança - sendo acionada apenas em casos de emergência.
Continuação da Minustah

No outro extremo da curva, a ONU estuda a possibilidade de prolongar a Minustah. Porém, ela seria ajustada às novas necessidades, como um quadro de atividades e responsabilidades menor que o atual (que hoje possui todos os aspectos de uma missão multilateral completa e de grandes proporções).

Nesse caso, o número de tropas internacionais continuaria sendo diminuído gradualmente, mas o efetivo de forças policiais permaneceria inalterado.

Os braços civis da missão, que englobam agências humanitárias e órgãos políticos e administrativos, sofreriam uma redução – sendo concentrados em apenas quatro ou cinco das cidades mais populosas.

Casos de cólera no Haiti diminuem 75% em relação ao primeiro trimestre de 2013, diz ONU

ONU Brasil



Os casos de cólera no Haiti foram reduzidos em 75% no primeiro trimestre de 2014, em relação ao mesmo período do ano passado, e as taxas de mortalidade por falecimentos causados por doenças relacionadas, estão abaixo de 1%, meta estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS ), informou a ONU nestaquarta-feira (28) . Este é o resultado dos esforços conjuntos da Missão da ONU para Estabilização do Haiti (MINUSTAH), do coordenador sênior da ONU no Combate ao Cólera e do Governo haitiano.

Apesar das novas estatísticas, que mostram que o país teve em 2014 o menor número de casos e mortes relacionadas com o cólera desde o início da epidemia, o primeiro-ministro do Haiti, Laurent Lamothe, disse que a doença ainda continua sendo uma emergência no país. Em resposta, a representante especial do secretário-geral da ONU no Haiti, Sandra Honoré, enfatizou que a Organização continua determinada a apoiar os esforços do Governo haitiano para melhorar a saúde pública e o acesso da população à água potável e saneamento.

O plano nacional do Governo do Haiti de 10 anos para a eliminação do cólera requer 2,2 bilhões dólares para o desenvolvimento em grande escala da saúde pública e infraestrutura de saneamento. Para apoiar as atividades mais urgentes descritas no plano, a ONU pediu à comunidade internacional 70 milhões de dólares para os próximos dois anos e conter a transmissão do cólera, mas apenas 34 milhões dólares foram disponibilizados até agora.