quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Canadá apoia realojamento de famílias no Haiti

Fátima Missionária
Texto Francisco Pedro | Foto Lusa | 29/01/2014 | 07:16

As 53 mil pessoas abrangidas pela medida encontram-se em mais de seis dezenas de acampamentos



Departamento de Assuntos Externos, Comércio e Desenvolvimento do Canadá atribuiu 13 milhões de euros à Organização Internacional das Migrações para o realojamento de 53 mil pessoas no Haiti. A delegação da Organização Internacional das Migrações (OIM) no Haiti recebeu cerca de 13 milhões de euros do governo canadiano para prestar assistência ao realojamento de 16 mil famílias desalojadas. As 53 mil pessoas abrangidas pela medida encontram-se em mais de seis dezenas de acampamentos, distribuídos pela área metropolitana de Port-au-Prince. O financiamento permitirá que retornem às suas comunidades ou mudem para alojamentos seguros e dignos. 

«O nosso governo tem apoiado as famílias haitianas desde que o terramoto devastou o seu país [em 2010]. Esta iniciativa ajudará milhares de pessoas que estão desesperadas por encontrar uma habitação permanente e melhorará significativamente a sua segurança e qualidade de vida», explicou aos serviços de comunicação da OIM o ministro canadiano para o Desenvolvimento Internacional e Francofonia, Christian Paradis.

Quatro anos depois do terramoto devastador, perto de 146 mil pessoas continuam ainda refugiadas em 271 acampamentos espalhados pelo país. A OIM, com o apoio da comunidade internacional, já prestou auxílio no realojamento de mais de 35 mil famílias deslocadas desde 2011, data em que deu início à aplicação de um programa de atribuição de rendas, em parceria com o governo haitiano.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Toussaint Louverture, herói da Revolução Haitiana

Portal Vermelho

O nome de Toussaint Louverture (1743-1803), líder dos escravos haitianos e descendente de um rei africano, aterrorizava os fazendeiros e autoridades coloniais de Cuba, muitos anos depois de sua morte.

Por Marta Denis Valle * na Prensa Latina



Às autoridades de Havana e de Madri, que manteve o controle deste arquipélago depois de perder as principais possessões americanas, preocupava mais a influência das insurreições dos escravos haitianos, que os perigos de guerra com o Reino Unido ou a França, segundo o historiador cubano José Luciano Franco.

A grande revolução dos escravos haitianos começou em agosto de 1791 e, como pólvora ardente, se estendeu numa cruenta guerra civil, de 12 anos, com a intervenção de potências estrangeiras.

Em plena noite e pelo chamado dos tambores ancestrais, estourou o levantamento dos escravos do norte, à margem das disputas de outros grupos sociais depois da eclosão da Revolução Francesa, em 1789.

À frente estava Dutty Boukman, que morreu no mês de novembro defendendo as posições rebeldes, e ainda que sua cabeça tenha sido levada como troféu e exibida em uma jaula, no Cabo, a luta não pôde ser contida.

Meio milhão de escravos, submetidos ao poder dos colonos brancos, negaram-se a continuar nessa condição.

Contra sua ânsia de liberdade chocavam-se os interesses da população branca - 40 mil-, estratificada em dois grupos (os grandes e os pequenos) e dos mulatos e negros libertos - de 24 mil a 28 mil-, classe intermediária com importantes riquezas, mas discriminados nos aspectos político e social.

Segundo um historiador francês, 1.200 plantações de café e 200 engenhos, numerosos edifícios e moradias dos fazendeiros arderam em chamas.

Os brancos de todas as tendências deixaram de combater ao se conhecer a execução do rei Luis XVI - 21 de janeiro de 1793- e o estado de guerra entre França e Reino Unido.

Os colonos brancos entregam aos britânicos as principais cidades ou fugiram para Cuba às centenas.

Ingerência do Reino Unido e da Espanha

Os proprietários franceses assinaram a 3 de setembro de 1793 um tratado com o chefe das forças de ocupação britânicas, general Adam Williamson; muitos deles se uniram a estes invasores, junto a oficiais realistas e antigos servidores públicos coloniais.

Santiago de Cuba converteu-se em refúgio dos escravistas franceses, procedentes da colônia Saint-Domingue (Haiti, seu nome de origem), acompanhados de seus escravos.

Inicialmente, o capitão geral de Cuba, Luís de Las Casas, e o governador de Santiago de Cuba, o brigadeiro Juan Bautista Vaillant, prestaram ajuda às autoridades coloniais francesas do Haiti para neutralizar o movimento insurrecional. Facilitaram-lhes gado, víveres e material de guerra.

Depois, em cumprimento das instruções reais, o governador espanhol de Santo Domingo, brigadeiro Joaquim Garcia, tomou uma importante iniciativa para assegurar a seu país praças no Haiti e entrou em relações com os chefes dos escravos haitianos rebeldes.

Ofereceu-lhes em nome do rei da Espanha socorros em armas e apetrechos de guerra, liberdade, prerrogativas como a seus súditos e terras em Santo Domingo, bem como lhes entregar os territórios de Saint-Domingue que já ocupavam.

Os chefes Jean François e George Biassou aceitaram e passaram ao partido espanhol com seus homens e também Toussaint Louverture, que operava então com um pequeno exército de 600 homens.

A partir de agosto de 1792, forças militares espanholas e tropas auxiliares ao comando de François, Biassou e Toussaint Louverture estabeleceram-se conjuntamente nesses territórios.

Cuba participou, cada vez mais, nos acontecimentos que tinham lugar na ilha vizinha, quando a Espanha e o Reino Unido fizeram aliança durante a Guerra da Convenção (1793-1795) - dos Pirineus ou do Rosellón - contra a França revolucionária e, a partir de 1796, novamente com Paris.

Pelos chamados Pactos de Família, a Espanha foi aliada da França contra o Reino Unido durante grande parte do século 18; a mudança de aliança ocorre quando o rei francês Luis XVI morre na guilhotina, primo-irmão da então rainha consorte da Espanha, Maria Luisa de Parma, esposa de Carlos IV.

Esta guerra teve graves consequências para a Coroa Espanhola pois os exércitos franceses ocuparam, nas campanhas de 1794 e 1795, a Catalunha, o País Basco e Navarra, até Miranda de Ebro (Província de Burgos).

Pela Paz de Basileia (1795), Madri cedeu a Paris o território de Santo Domingo (atual República Dominicana) para recuperar os territórios peninsulares ocupados.

Depois disto, a Coroa hispânica assinou, a 18 de agosto de 1796, o Tratado de San Ildefonso com a República francesa, que estabeleceu a ajuda militar se alguma das partes entrasse em guerra com o Reino Unido; outro acordo, em outubro de 1800, converteu a Espanha em aliada dos planos belicistas de Napoleão Bonaparte.

Libertador de escravos

O destacado estudioso do tema José Luciano Franco assinala o fato de que esta rebelião produziu homens como Toussaint Louverture, que podem ser comparados com os melhores revolucionários de outros países da América.

Nascido escravo, a 20 de maio de 1743, próximo do Cabo Francês, alguns autores dizem que era bisneto de um rei africano.

Há fontes que situam François Dominique (Toussaint Louverture) entre os promotores da insurreição, enquanto outras afirmam que se somou mais tarde, depois de enviar seus antigos amos para o exterior.

Diz-se que foi secretário de Biassou, em cujas forças ingressou como médico devido a seu conhecimento da medicina tradicional africana, transmitido de um ancestral que fora capturado na África pelos traficantes negreiros.

Criança doente, trabalhou como cocheiro do amo; adquiriu educação autodidata mediante a leitura; iniciado por seu padrinho Pedro Bautista, aprendeu francês, algo de latim e geometria; com o tempo adquiriu também grande força física.

Despontou como o militar e político mais importante; seguido pelas massas escravas, derrotou os invasores britânicos e espanhóis, depois de aceitar primeiro lutar sob a bandeira destes últimos; ambos tiveram que lhe render honras.

Defendeu a República Francesa quando aboliu a escravatura e, mais tarde, as tropas de Napoleão não o conseguiram vencer, pelo que simularam um pacto que culminou com a traição, prisão e morte do caudilho em uma prisão da França, de fome e frio, a 7 de abril de 1803.

Foi brigadeiro do exército espanhol; general do exército francês, general em chefe dos exércitos da Ilha e governador do Haiti.

Toussaint Louverture levou também a liberdade aos escravos da parte espanhola de Santo Domingo (hoje República Dominicana).

A antiga metrópole restabeleceu a escravatura, em 1802, mas a luta prosseguiu até a derrota total dos franceses e a proclamação em 1804 da independência do Haiti, a primeira República negra do mundo.

A República Haitiana, nascida 210 anos atrás, teve notável influência nas sublevações de escravos e lutas abolicionistas no século 19, daí os temores dos praticantes da plantação escravista em Cuba, que substituíram o Haiti como o engenho do mundo.

Foi significativa a ajuda haitiana a Simon Bolívar para libertar definitivamente a Venezuela e criar a Grande Colômbia, passo prévio da derrota da Espanha na América do Sul e a independência de vários povos irmãos.

*Historiadora, jornalista e colaboradora da Prensa Latina

domingo, 12 de janeiro de 2014

5 Great Places To Visit in Haiti

Travel & Camp; Fun





Jacmel

Jacmel is one of the many gems that you will discover in Haiti. Once called the pearl of the Caribbean, this incredible and diversified historical treasure is now center stage for a major revitalization project currently under way. This website has been created to showcase the real Haiti that most people have never imagined. By tourists visiting Jacmel, all kinds of new industries will breed in the region. The governing thesis being advancement of the Haitian people through employment, healthcare, education and permanent housing. It will re-establish the historical relevance of Jacmel as a commerce and tourist center, thus providing a sustainable socio-economic system for thousands of Haitians. This model will bring hope and a future to the people of Haiti.



Mole Saint Nicolas

Môle Saint-Nicolas (Mòlsennikola or Omòl in Haitian Creole) is a town in the Republic of Haiti. It is the chief town of the Môle Saint-Nicolas Arrondissement in the department of Nord-Ouest. Christopher Columbus’ first voyage to the Americas on December 6, 1492 to Haiti’s northern coast led to the establishment of the short-lived settlement of La Navidad in what is now Môle Saint-Nicolas. The town’s fête day is December 6 each year, to celebrate Columbus’ arrival. The town received its present name after France gained control of the western part of Hispaniola in 1697.




Port Salut
Port-Salut is a coastal town in the Sud Department of Haiti and the hometown of Haiti’s deposed president, Jean-Bertrand Aristide who was born there in 1953. [1] Port-Salut is a popular destination for local Haitians as well as tourists to a certain degree seeking relaxation and tranquility due to the beautiful beaches that the town is surrounded by. The area has yet to be discovered on a mainstream tourist level. With proper management and investment, Port-Salut could become a major tourist destination in Haiti, a country whose tourism industry, full of potential, has been struggling for decades.




Ile a Vache

As quiet as Ile-a-Vache may look, the community is vibrant and welcomes its visitors with open arm.Come and spend some time with us. Enjoy a football (soccer) game, a cultural activity.We’ll tell you all about our beautiful island.




Labadee Cap-Haitien


Labadee is a beautiful coastal resort located on the north of Haiti. It is located on the island of Hispaniola which is also home to the Dominican Republic. This beachfront area was created and is run by Royal Caribbean International and is a stop for their Caribbean cruises. Labadee is like an oasis of gorgeous beaches and never ending fun. There are numerous activities to meet everyone’s desires.



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Source: visithaiti.org

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Entre em Campo, com Cristo, Por Um Novo Haiti!

Situado no Caribe, o HAITI é a nação mais pobre das Américas. O país sente os efeitos de várias crises econômicas e anos de instabilidade política. O Brasil lidera uma força de paz neste país desde 2004. Mas foi em 2010 que aconteceu a maior tragédia recente do país: um terremoto devastador matou centenas de milhares de haitianos e prejudicou as já precárias condições de vida da população.

A Junta de Missões Mundiais está em campo no Haiti com um casal de missionários brasileiros e 25 missionários da terra, além de três unidades do Pepe Internacional. Também há um grupo de 10 jovens do Programa Radical VSF - JMM atuando em duas comunidades. Periodicamente são enviadas caravanas de voluntários para ajudar a população e testemunhar o evangelho através de ações humanitárias.

Participe do avanço missionário no Haiti. Entre em contato conosco:
2122-1901/2730-6800 (cidades com DDD 21)
0800-709-1900 (demais localidades)
pam@jmm.org.br



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