sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Um novo Haiti está acontecendo


Sem dúvidas que Deus continua sentado no trono e tudo governa.


A reconstrução do Haiti é obra da graça e manifestação cotidiana do amor, misericórdia e propósitos de Deus.

A Capital mais parece, hoje, um canteiro de obras: ruas sendo organizadas e pavimentadas, calçadas sendo construídas, prédios e instituições governamentais sendo reconstruídos, praças limpas e revitalizadas, máquinas, tratores, homens trabalhando. Esse é o quadro pintado no dia-a-dia de Porto Príncipe, quase 4 anos após o pior terremoto da sua História.

Um Programa Governamental, com o aporte da ONU, fechou os seis maiores campos de deslocados do terremoto, que ocupavam grandes áreas na capital, alguns com até 15 mil pessoas, e realocou cerca de 45% das famílias em 16 novos bairros-comunitários novinhos em folha nos arredores da Grande Porto Príncipe. Parte desse percentual também foi incluso no programa da OIM de aluguel-social por um ano. Algumas famílias retornaram aos seus Estados de origem, especialmente as oriundas do Norte e Nordeste do país, onde os programas de desenvolvimento do país são mais intensos – fruto da estratégia do Governo para desinchar a capital que serviu de refúgio por décadas para a migração da população interiorana em busca de condições melhores que nunca chegaram.

O Turismo tem se mostrado como o carro-chefe do alavancar de um tempo para o Haiti.

Experience it....Haiti se la pou'w la ! !!!
Foto: Réseau de l’Organisation mondiale du tourisme - Site Oficial

Algo que já realidade há décadas do outro lado da fronteira, na mesma ilha, na vizinha República Dominica que respira o turismo e atrai ano após ano mais e mais turistas do mundo inteiro, vem se tornando prioridade na agenda do novo Estado Haitiano. Um exemplo é o acordo de intensões fechado entre os proprietários dos maiores resorts de Punta Cana – principal atrativo Dominicano, e o Ministério do Turismo haitiano, elegendo a Costa do Ferro, próximo à cidade de Jacmel, no sudeste do país, para receber seus altos investimentos. A cidade de Jacmel, naturalmente bela e histórica – embora com a aparência do abandono vivido das últimas décadas, também começa se assemelhar a um canteiro de obras. Desde as rodovias que ligam o Aeroporto Internacional Toussant Lourverture, em Porto Príncipe – que foi totalmente reformado, ganhou esteiras elétricas, corredores que recebem os passageiros na porta do avião, segurança e conforto de um aeroporto simples, mas, organizado, sendo reinaugurado no segundo semestre do ano passado – aos seus pórticos de boas-vindas, à orla da praia que está ganhando calçadões que lembram Copacabana, à ampliação da rede hoteleira e adequação dos serviços e da população para receber estrangeiros, ao Aeroporto local que deverá ganhar o status de internacional até o final de 2015, Jacmel e a Costa do Ferro caminham para impulsionar a transformação do Haiti.


Uma nova Companhia Aérea legitimamente haitiana fez, recentemente, seu primeiro voo, concretizando o projeto de tornar o Haiti rota do turismo histórico e litorâneo. O primeiro pacote turístico para o Haiti, com saída de Miami, EUA, levando os turistas a conhecerem a Citadela Lafaiete, a 35 km de Cabo Haitiano (N) – fortaleza construída pelos líderes da Independência Haitiana que permanece quase intacta, e agora com infraestrutura turística funcional, o Fort Liberté (NE) – último reduto do Exército Francês que marcou a vitória da revolução haitiana, e a Praia de Labadee – arrendada à empresa Royal Caribbean, e que possui infraestrutura turística de primeiro mundo, recebendo anualmente mais de 100 mil turistas através dos maiores transatlânticos do mundo, tudo isso, já é realidade no dia-a-dia de um novo Haiti.

Você ainda pode ver mais no 1º E-book Turístico do Haiti: http://incasproductions.com/ebook/

Um Haiti real

A realidade das mudanças não tira, ainda, a dureza da vida de maioria da população haitiana. O analfabetismo, o desemprego, as condições de saneamento básico, o acesso aos serviços básicos de saúde e educação ainda estão longe de serem passado. Mas, se não se pode deixar de ver e sentir esta realidade, aquela também já não pode ser mais vista apenas como um sonho.

Um novo Haiti está acontecendo!
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