quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Brasil se destaca na reconstrução do Haiti

AE - Mundo - O POVO Online

O Brasil passou a ser um dos principais colaboradores do Haiti em seu processo de reconstrução e capacitação profissional, após três anos completados hoje do pior terremoto da sua história recente, que atingiu 7,3 graus na escala Richter e duas réplicas de menor magnitude.

O governo brasileiro investe em projetos de cooperação técnica, especialmente na área de saúde, com a construção de três hospitais, dois laboratórios regionais, um centro de reabilitação, além da formação profissional de 2 mil agentes de saúde, ao custo de US$ 70 milhões.

Na área da energia, o Brasil pretende doar um total de US$ 40 milhões para a construção de uma usina hidrelétricas, que fornecerá eletricidade para mais de 1 milhão de famílias.

Segundo a embaixada do Brasil no Haiti, esses valores são os maiores da cooperação brasileira no mundo. Paralelamente, autoridades do Brasil e do Haiti negociaram a ampliação do número de vistos concedidos para haitianos que queriam trabalhar em território brasileiro, sem exigência de emprego prévio.

Em Porto Príncipe, capital haitiana, há um Centro Cultural Brasil-Haiti com aulas de português, divulgação da cultura brasileira e apoio à cultura haitiana. Ao longo de 2013 deverão ser enviados para o Brasil 16 policiais haitianos que serão treinados no Brasil e repassarão o que aprenderem para o restante da corporação.

O Brasil é ainda o maior fornecedor de tropas para a Missão de Paz das Nações Unidas, que está no Haiti desde 2004. Além de garantir a estabilidade e segurança do país, os militares brasileiros trabalham no desenvolvimento urbano com projetos de engenharia, como pavimentação de ruas e iluminação pública, e projetos sociais.

Em decorrência do terremoto em janeiro de 2010 cerca de 220 mil pessoas morreram e 1,5 milhão ficaram desabrigadas no Haiti. Mas até hoje há cerca de 360 mil pessoas abrigadas em alojamentos improvisados e em busca de alternativas no exterior.

A reorganização do Haiti ainda está em andamento e conta com o apoio de uma ação coordenada pelos Estados Unidos e pela comunidade internacional. As informações são da Agência Brasil.

Escola de Saúde Pública participa de nova missão no Haiti

Governo do Estado do Ceará
Ter, 22 de Janeiro de 2013 11:19



A Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP-CE) está em uma nova missão no Haiti. A ESP-CE participa juntamente com o Ministério da Saúde do Projeto de Cooperação Técnica Tripartite entre Brasil - Cuba - Haiti lançado pelos três países em 2010 para criar um novo modelo de sistema de saúde haitiano que pudesse, com o tempo, se sustentar sozinho. A cooperação atua em três frentes: na construção, na reforma e na estruturação de unidades de saúde; na formação e qualificação de profissionais de saúde; e no apoio ao programa de imunização do Haiti.

A ESP-CE está representada pela enfermeira Maria Ivanília Tavares Timbó, da Diretoria de Educação Profissional em Saúde, e estará até o próximo dia 2 da missão ao Haiti. O objetivo da missão é trabalhar na organização, estruturação e implementação da Escola Pública de Educação Profissional em Saúde do Haiti e capacitar os profissionais que nela atuarão.

As Escolas Técnicas do SUS - ETSUS apoiam o projeto no eixo da formação de Agentes Comunitários de Saúde Polivalentes, Técnicos de Enfermagem (TE) , Oficiais Sanitários (OS) e a Capacitação de docentes, enviando profissionais da área de saúde para o Haiti com o objetivo de capacitar os profissionais de saúde para serem multiplicadores do processo de ensino aprendizagem.

A Escola de Saúde Publica do Ceará, através da Diretoria de Educação Profissional em Saúde – Dieps, vem colaborando ativamente das missões direcionadas para formação e qualificação de profissionais da saúde. As enfermeiras Francisca Elizete Filizola Gondim e Maria Ivanília Tavares Timbó participaram de duas missões ao Haiti em novembro/2011 e maio/2012 com o objetivo de colaborar na validação do currículo do Técnico de Enfermagem, na validação da proposta de formação pedagógica para docentes, capacitação das Enfermeiras multiplicadoras do processo de ensino aprendizagem da formação de Agentes Comunitários de Saúde Polivalentes e da implantação da Escola Pública de Educação Profissional em Saúde do Haiti.

Vídeo da ONU mostra que Haiti avança na reconstrução após três anos do terremoto

iBahia

Entre as melhorias no país, estão: centenas de quilômetros de ruas e estradas pavimentadas; 80% dos escombros do terremoto recolhidos; pessoas com deficiência já são atendidas em centros de reabilitação; mais de 470 mil empregos temporários gerados (40% para mulheres); o número de pessoas vivendo em acampamentos provisórios baixou de 1,5 milhão para 358 mil; mais de um milhão de crianças têm agora acesso à educação gratuita.


O terremoto matou mais de 200 mil pessoas
Foto: UNPhoto/Sophia Paris

O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (Unic Rio) produziu um vídeo em lembrança da maior catástrofe natural já registrada nas Américas - o terremoto que atingiu o Haiti, no dia 12 de janeiro de 2010. A homenagem ressaltou os avanços na reconstrução do país.

Entre as melhorias apontadas, estão: centenas de quilômetros de ruas e estradas pavimentadas; 80% dos escombros do terremoto recolhidos; pessoas com deficiência já são atendidas em centros de reabilitação; mais de 470 mil empregos temporários gerados (40% para mulheres); o número de pessoas vivendo em acampamentos provisórios baixou de 1,5 milhão para 358 mil; mais de um milhão de crianças têm agora acesso à educação gratuita.

Segundo a ONU, a organização não tem poupado esforços para apoiar o governo e a população do Haiti na reconstrução do país. Cerca de 102 funcionários da instituição morreram no terremoto, a maioria deles integrantes da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah), que atua no local desde 2004. Vinte das vítimas foram brasileiras – entre elas, o vice-representante especial do secretário-geral da ONU, Luiz Carlos da Costa.

Depois do terremoto, o Haiti também sofreu com outros desastres naturais e com uma epidemia de cólera que matou quase oito mil pessoas. Houve progressos, mas ainda há muito a ser feito para alcançar a paz e a estabilidade.

Assista ao vídeo da ONU, na íntegra:

- Veja fotos da evolução do Haiti -

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Presidente haitiano lamenta lenta reconstrução após terremoto de 2010

Internacional - Estado de Minas

AFP - Agence France-Presse
Publicação: 12/01/2013 15:16 Atualização: 12/01/2013 15:28

Três anos depois de um terremoto que devastou o Haiti, o presidente Michel Martelly pediu neste sábado a reestruturação de programas internacionais de ajuda para que voltem a focar na reconstrução do país. Cerca de 250.000 pessoas morreram nos tremores de 12 de janeiro de 2010. Milhares ainda vivem em condições difíceis em campos improvisados, e agora enfrentam a violência, surtos de cólera e eventualmente furacões.

"Para onde foi o dinheiro dado ao Haiti após o terremoto?", questionou Martelly, lembrando que apenas um terço da ajuda foi de fato dada ao miserável país caribenho. "A maior parte da ajuda foi usada por organizações não-governamentais em operações de emergência, não para a reconstrução do Haiti", afirmou, pedindo por uma inspeção dos esforços internacionais.

"A melhor coisa é trabalhar com o governo", disse Martelly.

"Quanto mais ajuda é enviada para o Haiti, mais pessoas dizem que a situação não está progredindo. Alguma coisa não está funcionando. (...) Vamos verificar isso diretamente para implementarmos um sistema melhor que dê resultados".

A União Europeia disponibilizou $40,7 milhões em ajuda, enquanto a comissária Kristalina Georgieva afirmava que o bloco "continua comprometido em ajudar os haitianos que precisam e ajudar o país em sua reconstrução".

O palácio presidencial do Haiti continua em ruínas, assim como diversos outros prédios governamentais. O Parlamento foi arrasado e a catedral de Porto Príncipe foi reduzida a escombros. Outras igrejas e escolas também foram destruídas.

Nos últimos dois anos, centenas de alojamentos foram construídos, e o governo se instalou em prédios pré-fabricados, até que as sedes dos ministérios possam ser reconstruídas. Contudo, o processo de reconstrução tem sido no mínimo lento.

"Registramos danos na ordem de $13 bilhões", indicou Martelly, que subiu ao poder da nação de 9,8 milhões de pessoas cerca de um ano após o terremoto. "Meu sonho é ver o país se tornar um amplo canteiro de obras", acrescentou.