quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Casos de cólera no Haiti passam de 3,5 mil, diz Ministério da Saúde

G1 - 16/11/2012

Desde terremoto, mais de 370 mil vivem em campos de emergência.
Nesta semana, ONU fez apelo por R$ 80 milhões para ajudar Haiti.


Passagem do furacão Sandy deixou mais de 50
mortos no país (Foto: Thony Belizaire/AFP)

Os casos de cólera no Haiti aumentaram para 3,593 depois da passagem do furacão Sandy. O Ministério da Saúde informou que houve um aumento também nas suspeitas de casos da doença. Só na capital Porto Príncipe e na região de Artibonite, esse número subiu para 837.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, alertou que com a deterioração das condições ambientais, os futuros desastres continuarão a afetar desproporcionalmente o país. Desde o terremoto de janeiro de 2010, mais de 370 mil pessoas estão vivendo em campos de emergência.

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Em nota publicada esta sexta-feira (16), em Genebra, a agência anunciou o envio imediato de 10 mil kits médicos de combate ao cólera. O lote foi distribuído, nesta semana, por 31 campos que abrigam os desalojados.

A OIM, em colaboração com o Ministério da Saúde do Haiti, da Organização Pan-Americana da Saúde e da Organização Mundial da Saúde montaram postos de reidratação, que servem também como centros de informação e de distribuição dos kits de saúde para a população.

O chefe da missão da OIM no Haiti, Gregoire Goodstein, afirmou que as fortes enchentes no norte do país, que não tiveram qualquer relação com o furacão Sandy, demonstram a necessidade urgente de ajuda.

A gerente do programa da agência, Kristin Parco, afirmou que a OIM continua monitorando os casos suspeitos de cólera como também os trabalhos de informação e esclarecimento aos haitianos.
Mais de 370 mil estão vivendo em alojamentos no
Haiti (Foto: Thony Belizaire/AFP)

Apelo
Na terça-feira (13), o escritório das Nações Unidas de Assistência Humanitária, Ocha, fez um apelo ao pedir US$ 40 milhões, mais de R$ 80 milhões, para ajudar a população do Haiti.

A passagem do furacão deixou mais de 50 mortos e dezenas de feridos no país, segundo os últimos dados divulgados pelas autoridades.

As regiões mais afetadas foram o oeste e o sul, onde numerosas comunidades ficaram incomunicáveis após a destruição de estradas e pontes. A devastação levou o governo do país a decretar estado de urgência, no último dia 31 de outubro. A medida tem duração de um mês.

Do Caribe, o furacão Sandy seguiu para a Costa Leste dos Estados Unidos e quando tocou o solo americano, passou a ser classificado como ciclone exra-tropical, o que não retirou seu poder destrutivo.

Condições precárias de saúde elevaram o número de casos de cólera depois da passagem do furacão Sandy (Foto: AFP)
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