quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Um Novo Tempo para um NOVO HAITI



Por André Souto Bahia 
Missionário no Haiti 


Cidadela de Lafaiette - Google Imagens
















HAITI: conhecido mundialmente como palco de algumas das últimas catástrofes na História, como o terremoto de 7,0 graus na Escala de Richter, no dia 12 de janeiro de 2010 que matou mais de 300 mil pessoas e deixou 1,5 milhão de desabrigados. Como o surto de cólera que desde dezembro de 2010 já matou mais de 7 mil haitianos, ou ainda por estar localizado na faixa do globo rota de furacões e tempestades tropicais como o Isaac e o Sandy deste ano. Esse mesmo Haiti – terra montanhosa, de belezas naturais e históricas que contrastam com a miséria e o caos social dá sinais de viver um novo tempo.

Apesar da presença militar estrangeira e das mais de dez mil ONG’s atuando em solo haitiano é perceptível o começo da mudança tão necessária e clamada pelo remanescente do Corpo de Cristo que permanece fiel e confiante na transformação da Nação. Ruas estão sendo pavimentadas, prédios construídos, as instituições estatais começam a dar sinal de reestruturação física e organizacional, o comércio e a indústria vão readquirindo seu espaço no cenário econômico nacional, a educação básica oferecida gratuitamente pelo Estado voltou a ser oferecida, e, o principal elemento de mudança, a Igreja, vem apresentando frutos em uma comunidade que clama por um desenvolvimento integral.

Sem dúvida que ainda há muito, mas muito mesmo para vermos e ouvirmos sobre Um Novo Haiti. Os estudiosos da História são, praticamente, unânimes em afirmar que nenhuma mudança profunda de cultura ocorre com menos de uma geração, ou seja, vinte a vinte cinco anos. Porém, toda mudança tem um começo, um ponto de partida que impulsiona a mola da transformação, e é esse momento que estamos percebendo na história haitiana atual.

Um exemplo sobre essa questão foi o que vivenciamos através da 5ª edição do Conexão Haiti - Caravana Missionária coordenada pelo Setor de Voluntários da JMM, realizada em outubro passado. Foi possível inovar utilizando uma metodologia que está proporcionando continuidade pós-caravana. Além dos 641 atendimentos médicos-odontológicos, das 1.152 pessoas evangelizadas através das atividades de educação infantil, artes, esportes e capelania comunitária durante doze dias de trabalho em quatro igrejas-comunidades, 145 pessoas receberam capacitação básica como agentes de transformação comunitária nas áreas de Prevenção em Saúde, Técnicas de Evangelização, Ministério com Crianças na Igreja, e Ministério Esportivo Missionário.


Entrega dos Certificados aos Agentes de Desenvolvimento Comunitário
Foto: Verônica Bahia - JMM



No último dia 18 de novembro, foi realizada em parceria com a CEBAHMI (Conexão das Igrejas Batistas Haitianas para Missão Integral), uma grande festa de celebração a Deus por essa conquista na capacitação de pessoas – um dos objetivos principais do projeto Por Um Novo Haiti. Dias antes a este evento, em uma reunião de avaliação, a liderança nacional foi unânime em afirmar que a realização dos cursos de formação básica ministrados pelos voluntários brasileiros e chilenas “foi uma grande bênção à Igreja Haitiana”, e que “veio do próprio Deus a direção para tal realização”.

No próximo mês de janeiro 2013, já está agendado o próximo Tour of Hope Haiti, com 40 vagas para voluntários evangélicos brasileiros e de outras nacionalidades que queiram se envolver nesse Novo Tempo de Um Novo Haiti. Interessados devem solicitar maiores informações e sua inscrição ao Setor de Voluntários da Junta de Missões Mundiais da CBB através do email: voluntarios@jmm.org.br ou ligar na Central de Relacionamentos da Junta: 0800-709-1900.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

FAO oferece 'ajuda sustentável' ao Haiti para desenvolvimento

AFP



ROMA — O diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano, reuniu-se nesta quinta-feira, em Roma, com o presidente do Haiti, Michel Martelly, a quem ofereceu "ajuda sustentável" para o desenvolvimento daquele país, um dos mais pobres e devastados das Américas.

O diretor da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) assegurou que a entidade, presente há anos no país do Caribe, entende "mudar a ação de emergência pelo desenvolvimento", afirmou.

"O Haiti vive uma situação de emergência continua, assim que o que se deve dar é ajuda sustentável. Redesenhar os programas para que sejam mais sustentáveis a médio e longo prazos", afirmou Graziano à margem do encontro.

Martelly, que concluiu na Itália um giro europeu iniciado há oito dias na cúpula Ibero-americana de Cádiz (Espanha), acertou com Graziano fazer um apelo à comunidade internacional para que aporte 74 muilhões de dólares nos próximos doze meses para reativar o setor agrícola devastado em outubro pelo furacão Sandy.

O presidente haitiano, que foi recebido pela manhã em audiência privada pelo papa Bento XVI, afirmou ter aproveitado sua visita à Europa para apresentar a "nova cara" do Haiti, "desconhecida, menos triste, meta para investimentos e turística", afirmou.

"Venham ver, venham nos visitar, venham investir. Há muito por fazer", disse.

Martelly afirmou, ainda, que seu país está assumindo "suas responsabilidades" e que quer, sobretudo, "receber investimentos".

O presidente caribenho, de 51 anos, que assumiu a Presidência em maio de 2011, ilustrou brevemente os feitos em educação, combate à fome, corrupção, migração e desemprego e insistiu na necessidade de atrair os investidores estrangeiros como a melhor forma de tirar seu país da pobreza.

Depois do terremoto que deixou, em janeiro de 2010, mais de 300 mil mortos e um milhão e meio de pessoas sem casa e de vários desastres naturais ocorridos no período de pouco meses este ano, o chefe de Estado haitiano se diz otimista.

"Minha mensagem foi bem recebida por todos os lados, têm me escutado, inclusive no Parlamento Europeu fui recebido com ovações", comentou.

Cólera preocupa Haiti

AFP Canal - YouTube

As autoridades sanitárias do Haiti informaram nesta terça-feira um aumento dos casos de cólera depois da passagem do furacão Sandy. A doença já matou 21 pessoas no país.


Profissionais de saúde do Haiti conhecem SAMU 192

Portal da Saúde – Ministério da Saúde

VISITA TÉCNICA


Grupo visita o SAMU no DF, São Paulo e Salvador para conhecer a estrutural funcional dos serviços de urgência e emergência brasileiros.

O Ministério da Saúde promove nesta semana mais uma ação para o projeto de fortalecimento do Sistema de Saúde e Vigilância Epidemiológica do Haiti. Uma comitiva formada por médicos e enfermeiros haitianos está no Brasil para conhecer o processo de gestão e a estrutura funcional dos serviços de urgência e emergência do SUS. A agenda inclui visitas às principais Centrais de Regulação e Bases Descentralizadas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) no Distrito Federal, São Paulo e Salvador (BA). Formação e capacitação de profissionais de saúde estão entre os principais objetivos do grupo.

A comitiva dos profissionais de saúde do país caribenho é formada por um psiquiatra, um ortopedista, especializado em traumas, uma enfermeira chefe e dois técnicos de enfermagem. A visita faz parte do Projeto Haiti, cooperação firmada entre os governos do Brasil, do Haiti e de Cuba, voltada ao fortalecimento do sistema de saúde haitiano, destruído por um terremoto que atingiu o país em 2010. No Brasil, o projeto é coordenado pelo Ministério da Saúde e conta com parceiros como a Fundação Oswaldo Cruz e as universidades federais do Rio Grande do Sul (UFRGS) e de Santa Catarina (UFSC). “Dividir conhecimento e experiências com outros países mostra que temos qualidade nos serviços de urgência e emergência no país e estamos no caminho certo”, avaliou o coordenador-geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde, Paulo de Tarso Abrahão.

O acordo de cooperação prevê a ajuda do Brasil na recuperação e construção de unidades hospitalares. Também deve contribuir para a aquisição de equipamentos, ambulâncias e insumos de saúde, além de viabilizar bolsas para capacitação de profissionais de saúde haitianos. O governo brasileiro também deve qualificar a gestão assistencial e de vigilância epidemiológica no Haiti e apoiar medidas de fortalecimento do sistema de atenção básica de saúde.

Desde o terremoto, o Ministério da Saúde já doou 30 ambulâncias para o Haiti – todas Unidades de Suporte Básico (UBS) equipadas com Desfibrilador Externo Automático. A população conta também com uma Central de Regulação em Porto Príncipe, capital do país.

A comitiva está em Brasília e na próxima quinta-feira (22), o grupo de haitianos segue para a capital paulista e no dia 24, para Salvador (BA). Na capital baiana a comitiva vai visitar a base do SAMU em Salvador e participar do curso introdutório pelo Núcleo de Ensino do Samu. O retorno para Porto Príncipe está previsto para o dia 2 de dezembro.

AÇÃO CONJUNTA

Há dois anos, desde o terremoto que vitimou aproximadamente três milhões de haitianos, diversas ações vêm sendo desenvolvidas para ajudar o Haiti a se recuperar da tragédia. Dois laboratórios especializados em vigilância epidemiológica foram reconstruídos e estão sendo equipados. Dois técnicos do Laboratório Nacional de Saúde Pública (LNSP) do Haiti receberam cursos de capacitação no Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC) da Fiocruz, instituição brasileira referência no campo da vigilância em saúde.

Com o objetivo em melhorar o atendimento à população haitiana, estão sendo formados agentes comunitários de saúde. Pelo Projeto Haiti, já foram capacitados 58 agentes e seis turmas estão em processo de formação. Juntas, vão qualificar 180 novos profissionais para atuarem nas regiões de Carrefour, Bon Repos e Beudet, na região metropolitana de Porto Príncipe. A meta é formar cerca de mil agentes comunitários até o término do projeto (em 2014).

Por Cristina Gumiero, da Agência Saúde - Ascom/MS
(61) 3315.6260/3580

Brasil inaugura laboratório de vigilância no Haiti

Portal da Saúde – Ministério da Saúde


Começa reforço na estratégia de reestruturação da vigilância epidemiológica ...
cooptripartite.icict.fiocruz.br

COOPERAÇÃO INTERNACIONAL

Com investimento do governo brasileiro de R$ 700 mil, a unidade vai monitorar a qualidade da água, fatores ambientais e as condições de saúde da população de Cabo Haitiano

O Ministério da Saúde inaugura, nesta terça-feira (20), o Laboratório de Saúde Pública de Cabo Haitiano, no Haiti. A iniciativa faz parte do projeto de cooperação tripartite Brasil-Cuba-Haiti, o Projeto Haiti, destinado, entre outros objetivos, a fortalecer o sistema de vigilância epidemiológica do país, que teve seu sistema de saúde abalado por umterremoto em 2010. O governo brasileiro disponibilizou R$ 700 mil para a reconstrução do laboratório e a compra de equipamentos.

O assessor especial de Assuntos Internacionais do Ministério da Saúde, Alberto Kleiman, enfatiza o papel fundamental da unidade no acompanhamento e na melhoria das ações de vigilância epidemiológica do Haiti. "O laboratório se encontra em uma localidade carente, com as condições sanitárias comprometidas e distante da capital do País, onde os serviços de saúde se encontram concentrados. Por isso, é muito importante a atuação de uma vigilância epidemiológica local bem estruturada", explica. "Esse é mais um passo importante na cooperação entre os três países, e complementa as demais ações de vigilância desenvolvidas no Haiti", finaliza o assessor.

O auxílio brasileiro ao Haiti utiliza recursos extraordinários do Ministério da Saúde aprovados pelo Congresso Nacional em 2010, conforme a Lei 12.239, para operações de assistência especial no exterior e assistência humanitária ao Haiti, em iniciativas voltadas para a saúde. Além disso, ao atuar em parceria com o governo haitiano, promovendo ações nas fronteiras, o governo brasileiro o reduz o risco de introdução de doenças Brasil.

O governo também está financiado a construção de um laboratório na região haitiana de Les Cayes –ao todo, o Brasil investiu R$ 1,3 milhão nos dois empreendimentos. Foram capacitados, ainda, dois técnicos haitianos para atuarem nos laboratórios. Os profissionais fizeram estágio de dois meses no Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Os dois laboratórios vão executar atividades de vigilância da qualidade da água, vigilância de fatores ambientais biológicos (vetores, hospedeiros, reservatórios e animais peçonhentos),e monitoramento de populações humanas expostas a fatores ambientais biológicos, químicos e físicos. Eles atuarão de maneira integrada com o Laboratório Nacional de Saúde Pública do Haiti, situado na capital Porto Príncipe, e construído em 2006 pelo Ministério da Saúde haitiano. O laboratório tem sido referência no diagnóstico e monitoramento de doenças como Malária, Aids e Tuberculose.

AÇÃO CONTINUADA

Desde o terremoto de 2010, vem sendo desenvolvidas, pela cooperação tripartite, diferentes ações destinadas a fortalecer o sistema de vigilância epidemiológica do Haiti. No início deste mês, o Brasil disponibilizou cerca de R$ 1,2 milhão para contratação de profissionais especializados em prevenção e controle de doenças transmissíveis, e para o custeio de apoio operacional, financeiro e material das ações de vigilância no país.

A cooperação apoia, também, o Programa Ampliado de Vacinação do Haiti, que promoveu, este ano, a Campanha Nacional de Vacinação Contra o Sarampo, a Rubéola e a Poliomielite. O Ministério da Saúde já doou ao programa de imunização haitiano 8,7 milhões doses de vacina. Na primeira fase da campanha de vacinação, realizada de 21 de abril a 5 de maio deste ano, o Brasil doou três milhões de doses da vacina oral contra a poliomielite, disponibilizou 15 veículos com motorista e combustível e enviou enfermeiros com experiência em áreas de difícil acesso.

Por Wesley Kuhn e Priscila Costa e Silva, da Agência Saúde – ASCOM/MS
(61) 3315-6256 e 3315-3580

Brasil reforça combate a epidemias no Haiti

EBC | Internacional
Portal EBC - Ascom / MS 09.11.2012


Dilma promises to assist Haiti reconstruction and discusses the situation of ...
noticias.abiinter.com

A estratégia de reestruturação da vigilância epidemiológica no Haiti, que teve o sistema de saúde abalado por um terremoto em 2010, ganhou um reforço do ministério da Saúde brasileiro nesta sexta-feira (9). As medidas incluem a contratação de profissionais especializados em prevenção e controle de doenças transmissíveis, além de apoio operacional, financeiro e ações de vigilância no país caribenho. A ação conta com recursos do governo brasileiro da ordem de R$ 1,2 milhão e foram anunciadas em Porto Príncipe, capital haitiana.

A iniciativa faz parte do Projeto Haiti, cooperação firmada entre os governos do Brasil, do Haiti e de Cuba, voltada ao fortalecimento do sistema de saúde haitiano. No Brasil, o projeto é coordenado pelo ministério da Saúde e conta com parceiros como a Fundação Oswaldo Cruz e as universidades federais do Rio Grande do Sul (UFRGS) e de Santa Catarina (UFSC).

Sistema de vigilância

Pelo Projeto Haiti vem sendo desenvolvidas, desde o terremoto de 2010, diferentes ações destinadas a fortalecer o sistema de vigilância epidemiológica do país caribenho. Foram reformados e reconstruídos dois laboratórios especializados em vigilância epidemiológica, que estão sendo equipados e estarão em funcionamento nos próximos meses. Para isso, foram capacitados dois técnicos do Laboratório Nacional de Saúde Pública (LNSP) do Haiti. Os profissionais fizeram estágio de dois meses no Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC) da Fiocruz, instituição brasileira referência no campo da vigilância em saúde.

Agentes comunitários

Para melhorar a assistência em saúde no Haiti., o projeto prevê a construção de três hospitais de referência – que vão atuar de forma articulada com a rede de Atenção Primária do país – e um centro de assistência à pessoa com deficiência, além da formação de agentes comunitários de saúde. A meta é formar cerca de mil agentes comunitários até o término do projeto (em 2014).

Casos de cólera no Haiti passam de 3,5 mil, diz Ministério da Saúde

G1 - 16/11/2012

Desde terremoto, mais de 370 mil vivem em campos de emergência.
Nesta semana, ONU fez apelo por R$ 80 milhões para ajudar Haiti.


Passagem do furacão Sandy deixou mais de 50
mortos no país (Foto: Thony Belizaire/AFP)

Os casos de cólera no Haiti aumentaram para 3,593 depois da passagem do furacão Sandy. O Ministério da Saúde informou que houve um aumento também nas suspeitas de casos da doença. Só na capital Porto Príncipe e na região de Artibonite, esse número subiu para 837.

A Organização Internacional para Migrações, OIM, alertou que com a deterioração das condições ambientais, os futuros desastres continuarão a afetar desproporcionalmente o país. Desde o terremoto de janeiro de 2010, mais de 370 mil pessoas estão vivendo em campos de emergência.

Saiba mais:
Chuvas intensas deixam dez mortos e um desaparecido no Haiti
Casos de cólera aumentam no Haiti após passagem do furacão Sandy

Em nota publicada esta sexta-feira (16), em Genebra, a agência anunciou o envio imediato de 10 mil kits médicos de combate ao cólera. O lote foi distribuído, nesta semana, por 31 campos que abrigam os desalojados.

A OIM, em colaboração com o Ministério da Saúde do Haiti, da Organização Pan-Americana da Saúde e da Organização Mundial da Saúde montaram postos de reidratação, que servem também como centros de informação e de distribuição dos kits de saúde para a população.

O chefe da missão da OIM no Haiti, Gregoire Goodstein, afirmou que as fortes enchentes no norte do país, que não tiveram qualquer relação com o furacão Sandy, demonstram a necessidade urgente de ajuda.

A gerente do programa da agência, Kristin Parco, afirmou que a OIM continua monitorando os casos suspeitos de cólera como também os trabalhos de informação e esclarecimento aos haitianos.
Mais de 370 mil estão vivendo em alojamentos no
Haiti (Foto: Thony Belizaire/AFP)

Apelo
Na terça-feira (13), o escritório das Nações Unidas de Assistência Humanitária, Ocha, fez um apelo ao pedir US$ 40 milhões, mais de R$ 80 milhões, para ajudar a população do Haiti.

A passagem do furacão deixou mais de 50 mortos e dezenas de feridos no país, segundo os últimos dados divulgados pelas autoridades.

As regiões mais afetadas foram o oeste e o sul, onde numerosas comunidades ficaram incomunicáveis após a destruição de estradas e pontes. A devastação levou o governo do país a decretar estado de urgência, no último dia 31 de outubro. A medida tem duração de um mês.

Do Caribe, o furacão Sandy seguiu para a Costa Leste dos Estados Unidos e quando tocou o solo americano, passou a ser classificado como ciclone exra-tropical, o que não retirou seu poder destrutivo.

Condições precárias de saúde elevaram o número de casos de cólera depois da passagem do furacão Sandy (Foto: AFP)

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O Haiti é fascinante!

Em contraste com as carências, a alegria de um povo. Estar no Haiti é caminhar na direção certa da parábola do bom samaritano, da parábola, não do samaritano. As construções são diferentes, bem identificadas pelo missionário Pr. André Bahia. Os carros, de tão amassados pelas batidas já não tem nenhuma auto-estima, portanto não há nenhum orgulho neles.

A igreja está caminhando. O país tem potencial para crescer, e quem pensa em animá-los pode ficar surpreso, e sair dali animado.

Fazem tudo que podem com muito pouco. Povo criado pelo mesmo criador que fez você. O que mais me fascina é poder deixar tão pouco e significar tanto no meu e no seu coração. Como nos faz bem partilhar aquilo que Deus nos deu. Somos tão ricos, temos tanto.

Quando chegamos no Haiti e mergulhamos nos trabalhos, esquecemos os problemas que deixamos no Brasil, as preocupações.

Quando ali chegamos devemos entregar a direção de cada um dos nossos passos nas mãos do Espírito Santo.

O sorriso é o nosso cartão postal, a gentileza, o cuidado com nossos olhares, gestos e a sabedoria do silêncio é como pedra preciosa.

Não devemos falar a este povo como são as nossas churrascarias e exaltar os nossos pontos fortes, mas nos aproximar com humildade e amor, e falar de Jesus. Se você observar atentamente verá Deus agindo ao seu redor nas pequenas coisas. Eles nos dão aquilo que não tem, um povo que é um paradoxo, pois não tinham nada e perderam tudo.

Você que teve o privilégio de conhecer o Haiti e pensa em voltar um dia, lembre-se dos sorrisos que você colheu, guarde-os em seu coração. Eles sorriem sim porque Deus é maravilhoso e foi Ele quem os criou. Deus fará a colheita ser boa no Haiti porque um povo amoroso tem se disposto a mostrar a verdadeira luz do Senhor. Não dá para não amar o Haiti.

Ame sem reservas!

Abraços

Adriana Zanatta
Líder no 5º Conexão Haiti
Outubro 2012

Chuvas intensas no Haiti causaram 11 mortos e 3.400 deslocados

Oficial - SIC Notícias


As chuvas fortes causaram inundações por todo o país.
dn.pt

Port-au-Prince, 12 nov (Lusa) - O Governo do Haiti informou que as chuvas fortes registadas no norte nos últimos dias já mataram 11 pessoas e causaram 3.400 deslocados.

Um relatório preliminar da Proteção Civil do Haiti indica que as chuvas registadas na quinta-feira e sexta-feira na cidade nortenha de Cap-Haiten inundaram mais de 2.300 casas, fazendo com que mais de 3.400 pessoas fossem alojadas em abrigos de emergência.

Uma pessoa está desaparecida na sequência do temporal registado depois de o furacão Sandy ter assolado a parte ocidente da ilha.

domingo, 11 de novembro de 2012

Brasil fortalece vigilância epidemiológica no Haiti

Portal da Saúde – Ministério da Saúde

Iniciativas contam com recursos do governo brasileiro da ordem de R$ 1,2 milhão. Medidas incluem contratação de profissionais especializados em prevenção e controle de doenças transmissíveis bem como apoio operacional, financeiro e material



O Ministério da Saúde começou, nesta sexta-feira (9), ação de reforço na estratégia de reestruturação da vigilância epidemiológica no Haiti, país que teve o sistema de saúde abalado por um terremoto, em 2010. As novas iniciativas contam com recursos do governo brasileiro da ordem de R$ 1,2 milhão e foram anunciadas em Porto Príncipe, capital haitiana. As medidas incluem a contratação de profissionais especializados em prevenção e controle de doenças transmissíveis bem como o apoio operacional, financeiro e material para ações de vigilância naquele país.

A iniciativa faz parte do Projeto Haiti, cooperação firmada entre os governos do Brasil, do Haiti e de Cuba, voltada ao fortalecimento do sistema de saúde haitiano. No Brasil, o projeto é coordenado pelo Ministério da Saúde e conta com parceiros como a Fundação Oswaldo Cruz e as universidades federais do Rio Grande do Sul (UFRGS) e de Santa Catarina (UFSC).

O assessor especial de Assuntos Internacionais do Ministério da Saúde, Alberto Kleiman, enfatiza a importância deste reforço na estratégia de reestruturação da vigilância epidemiológica no Haiti. “A existência de uma vigilância ativa é vital para o funcionamento do sistema de saúde de qualquer país”, afirma. “O objetivo principal é desenvolver atividades contínuas de controle epidemiológico de modo a manter a população haitiana protegida contra doenças facilmente preveníveis; por exemplo, por meio de vacina”, completa o assessor.

Foram selecionados e contratados 13 profissionais haitianos especializados e com ampla experiência em vigilância epidemiológica. Eles serão lotados nos dez departamentos de vigilância do país ou no Ministério da Saúde Pública e da População do Haiti. Para a remuneração destes profissionais foram destinados R$ 320 mil do projeto.

Para viabilizar a execução das ações de vigilância epidemiológica, o governo brasileiro também adquiriu notebooks, impressoras, telefones celulares e 11 veículos – um investimento de R$ 470 mil. O restante do recursos, cerca de R$ 410 mil, será destinado para o apoio logístico às ações, como compra de materiais de expediente, combustíveis, diárias, entre outras despesas.

PROFISSIONAIS DE SAÚDE– Os especialistas contratados serão responsáveis por coordenar diversas medidas consideradas essenciais na área de vigilância em saúde, como realizar a busca ativa semanal ou diária de doenças imunopreveníveis, investigar casos suspeitos, identificar áreas de baixa cobertura vacinal, contribuir para aumentar a cobertura e capacitar outros profissionais de saúde.

Os profissionais selecionados passaram por treinamento teórico-prático intensivo, com carga horária de 120 horas. O curso abordou, principalmente, nove doenças transmissíveis prioritárias para as ações de fortalecimento do sistema de vigilância epidemiológica desenvolvidas pelo Projeto Haiti: sarampo, rubéola, Síndrome de Rubéola Congênita (SRC), poliomielite, difteria, tétano, coqueluche, Hepatite B e meningites – todas elas preveníveis por vacina.

AÇÃO CONTINUADA –Pelo Projeto Haiti vem sendo desenvolvidas, desde o terremoto de 2010, diferentes ações destinadas a fortalecer o sistema de vigilância epidemiológica do país caribenho. Foram reformados e reconstruídos dois laboratórios especializados em vigilância epidemiológica, que estão sendo equipados e estarão em funcionamento nos próximos meses. Para isso, foram capacitados dois técnicos do Laboratório Nacional de Saúde Pública (LNSP) do Haiti. Os profissionais fizeram estágio de dois meses no Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas (IPEC) da Fiocruz, instituição brasileira referência no campo da vigilância em saúde.

A cooperação apoia, ainda, o Programa Ampliado de Vacinação do Haiti, que promoveu a Campanha Nacional de Vacinação Contra o Sarampo, a Rubéola e a Poliomielite, realizada este ano. O Ministério da Saúde já doou ao programa de imunização haitiano 8,7 milhões doses de vacina.

Na primeira fase da campanha de vacinação, realizada de 21 de abril a 5 de maio deste ano, o Brasil contribuiu com 11% do recurso total utilizado – doou três milhões de doses da vacina oral contra a poliomielite, disponibilizou 15 veículos com motorista e combustível e enviou enfermeiros com experiência em áreas de difícil acesso.

ASSISTÊNCIA– Além das ações voltadas para a vigilância, o projeto desenvolve também iniciativas destinadas a melhorar a assistência em saúde no Haiti. Entre elas, a construção de três hospitais de referência – que vão atuar de forma articulada com a rede de Atenção Primária do país – e um centro de assistência à pessoa com deficiência.

Também para melhorar o atendimento à população haitiana, estão sendo formados agentes comunitários de saúde. Pelo Projeto Haiti, já foram capacitados 58 agentes e seis turmas estão em processo de formação. Juntas, vão qualificar 180 novos profissionais para atuarem nas regiões de Carrefour, Bon Repos e Beudet, na região metropolitana de Porto Príncipe. A meta é formar cerca de mil agentes comunitários até o término do projeto (em 2014).

Turismo pode impulsionar desenvolvimento do Haiti

Paraná-Online

O Haiti pode capitalizar seus recursos naturais e culturais para que o país volte ao mapa turístico mundial, o que também contribuirá para o seu desenvolvimento.



Essa é a opinião do secretário geral da OMT (Organização Mundial do Turismo), Taleb Rifai, que fez sua primeira visita oficial ao país no final de outubro.

Durante a visita ao país caribenho, Rifai sublinhou em comunicado a importância de a população enxergar os benefícios do turismo e fazer parte da cadeia produtiva do setor.

Segundo dados da OMT, o Haiti se beneficiou do crescimento do turismo mundial no ano passado com um aumento de chegadas de turistas internacionais, após queda de 34% em 2010, como consequência do terremoto que arrasou o país.

Rifai anunciou também realização de uma campanha conjunta com o governo haitiano e a OEA (Organização dos Estados Americanos) para envolver a população no setor.

"É essencial que os haitianos se deem conta de que o turismo é parte da solução e que pode impulsionar o desenvolvimento socioeconômico", disse Rifai.

Exército inicia substituição das tropas brasileiras no Haiti

EFE

O processo de substituição das tropas brasileiras na Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah) foi iniciado nesta segunda-feira com a chegada de 130 militares, de um total de 652, à capital Porto Príncipe.



Segundo um comunicado emitido pela Força Aérea Brasileira, os 130 soldados foram transportados em um avião KC 137, que partiu da Base Aérea do Rio de Janeiro na tarde de ontem.

O Brasil, em sua condição de responsável militar da missão, é o país com um maior número de soldados na Minustah, todos sob comando do general Fernando Rodrigues Goulart.

Até o dia 3 de dezembro serão efetuadas outras nove operações de substituição de tropa no Haiti. Nesta data, os 652 novos militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica brasileira já deverão estar operando em solo haitiano.

Na última semana, a Marinha do Brasil já tinha enviado um navio de desembarque de veículos de combate para dar respaldo às tropas brasileiras da Minustah, o qual levava desde ambulâncias até blindados.

No último mês, o Conselho de Segurança da ONU renovou por mais um ano o mandato de sua missão no Haiti, que se estenderá até o dia 15 de outubro de 2013, mas com uma nova redução de militares, de 7.340 a 6.270 efetivos.

A Minustah foi estabelecida pelo Conselho de Segurança em 2004 depois que o então presidente, Jean-Bertrand Aristide, acabou buscando exílio político, em um período posterior ao conflito armado que se estendeu por várias cidades do país.

Hillary saúda reconstrução do Haiti e 'sonho haitiano'

AFP


Hillary conversa em Caracol com o presidente do Haiti, Michel Martelly
(AFP, Larry Downing)

CARACOL, Haiti — A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, saudou nesta segunda-feira, em Caracol, norte do Haiti, a reconstrução do país após o terremoto de janeiro de 2010, e traçou um paralelo entre o "sonho americano" e o "sonho haitiano".

"Nos Estados Unidos estamos orgulhosos das promessas do sonho americano e vimos como muitos haitianos chegaram ao nosso país para realizar esse sonho americano. (...) Aqui no Haiti, muitos haitianos têm essa mesma dinâmica, e o que nós queremos é criar o sonho haitiano", disse a chefe da diplomacia americana, recebendo fortes aplausos.

Hillary discursou durante a inauguração de um parque industrial que deve gerar cerca de 37.000 empregos, em um ato que contou com a presença de seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, dono de uma fundação muito ativa no Haiti; com o mandatário haitiano Michel Martelly; com seu antecessor René Preval; com o fundador da Virgin, Richard Branson; e com os atores americanos Ben Stiller e Sean Penn.

"Há três anos, os haitianos sentiram terra tremer, as casas desmoronando, as pessoas gritavam de dor. Hoje o barulho que ouvem é o das máquinas de costura e das britadeiras", disse Hillary, acrescentando que os investimentos externos estão fazendo parte desta evolução.

"É essencial (...) que os benefícios resultantes desses projetos cheguem às pessoas que precisam", acrescentou.

Menos de 18 meses depois de sua chegada ao poder, o presidente Martelly enfrenta grande insatisfação, em um país que não consegue encontrar uma forma de deixar para trás as consequências do desastroso terremoto de 2010, que deixou mais de 250.000 mortos.

Um milhão de haitianos podem ter dificuldades de conseguir alimentos por causa do furacão

EBC | Internacional
ONU -02.11.2012


Haiti também registra grandes estragos após passagem de furacão Sandy
(Photo Logan Abassi UN/MINUSTAH)

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), entre 15 e 20 mil pessoas no Haiti tiveram suas casas completamente destruídas, danificadas ou inundadas após a passagem do furacão Sandy. Cuba, Jamaica, Bahamas e Estados Unidos também foram atingidos. A ONU ressalta que mais de 1 milhão de haitianos estão enfrentando “insegurança alimentar” como resultado da devastação causada pelo furacão. Isso significa que esse contingente de pessoas está em situação de vulnerabilidade em relação às condições de acesso a alimentos em quantidade adequada para a saúde.

O chefe de operação do escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) no Haiti, Johan Peleman, disse que ainda estão sendo consolidandos os dados da destruição causada pela tempestade e um quadro completo levará algum tempo para ser concretizado. A situação causa mais preocupação porque o país foi atingido por um longo período de seca este ano, bem como por um outro furacão, o Isaac, que passou pelo país em agosto.

Os sistemas de água e saneamento terão de ser drenados o mais rápido possível, por conta da ameaça de um surto de doenças transmitidas pela água, especialmente de cólera. A doença ainda é endêmica no país e Peleman diz que é possível ocorrer um aumento nos casos de cólera. Há cerca de 1,2 milhão de pessoas em situação de insegurança alimentar no país, que já é a nação mais pobre do hemisfério ocidental e ainda se recupera do terremoto ocorrido em janeiro de 2010.

Veja algumas imagens divulgadas pela ONU sobre os estragos causados pelo Sandy no Haiti.

Sandy: Haiti pede socorro à comunidade internacional


Furacão Sandy fez transbordar o rio Croix de Mission, inundando zona residencial de Porto Príncipe
REUTERS/Swoan Parker

RFI

Uma semana depois da passagem do furacão Sandy, que devastou a agricultura e as estradas, matou mais de 50 pessoas, deixou 21 desaparecidos e mais de 10 mil desabrigados, o governo haitiano lançou um apelo por solidariedade. "Peço à comunidade internacional que venha ajudar as populações e completar nossos esforços para salvar vidas e bens", disse o primeiro ministro Laurent Lamothe.


De acordo com as estatísticas apresentadas pelo governo, o setor agrícola sofreu perdas da ordem de US$ 104 milhões. "Milhares de quilômetros de rotas agrícolas foram destruídos, milhares de cabeças de gado foram levadas pelas águas, que também devastaram milhares de hectares de plantações", afirmou o ministro da agricultura, Jacques Thomas.

Com isso, a segurança alimentar no país está ameaçada. "Nos próximos dias", estima o diretor do Conselho Nacional para a Segurança Alimentar (CNSA), Garry Mathieu, "haverá uma redução na disponibilidade local de alimentos, o que vai gerar uma alta nos preços dos produtos de base".

Embora haja uma reserva de água e comida, construída justamente para lidar com urgências deste tipo, além de uma remessa de US$ 8 milhões prometida pelo governo para a intervenção nas regiões afetadas, os recursos haitianos são insuficientes.

Até agora, a ajuda internacional chegou timidamente: a Venezuela se dispôs a construir 5 mil alojamentos e enviou três aviões e um navio, com 240 toneladas de alimentos. A França prometeu reconstruir sete pontes destruídas e o México ofereceu kits alimentares.

Sombra haitiana
Uma das razões para a escassez do auxílio foi a pequena atenção que a comunidade internacional deu à passagem do Sandy pelos Estados Unidos. Apesar de o furacão ter matado mais gente no Haiti do que no vizinho rico, a cobertura midiática, por exemplo, dedicou muito mais espaço à catástrofe norte-americana.

O International Herald Tribune de quarta-feira trouxe dezenas de matérias sobre os Estados Unidos, mas apenas uma coluna - redigida no México - ao Haiti. O principal canal de tevê francês, TF1, não enviou ninguém a Porto Príncipe. As explicações são diversas: desde a falta de recursos materiais para fazer a cobertura ("não há energia, as pessoas não fazem imagens com celulares, chegam poucas informações"), a questões burocráticas, como o fato de o Haiti só ter declamado estado de calamidade pública uma semana depois da passagem de Sandy, até razões míticas.

"(Nova York) é uma cidade que vive com o mito do apocalipse, que o 11 de setembro consolidou", disse à AFP o especialista em mídia François Jost. "E é uma cidade famosa pelo dinamismo. O contraste entre essa cidade enérgica, cheia de vida e o fato de que ela está vazia tem mais impacto que a situação haitiana".

Mas, enquanto a situação de Nova York se normaliza, os problemas no Haiti estão só começando. Passado o boom midiático do Sandy, é hora da comunidade internacional se voltar para quem mais precisa.