quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Haiti decreta estado de urgência pelos danos do furacão "Sandy"

Internacional - R7
Porto Príncipe, 31 out (EFE).


THONY BELIZAIRE / AFP

O governo do Haiti decretou estado de urgência em todo o território do país por causa dos danos causados pelo furacão "Sandy", que deixou 54 mortos e 21 desaparecidos no país, segundo os últimos relatórios das autoridades.

Um decreto presidencial, ao qual a Agência Efe teve acesso nesta quarta-feira, declara que em função "da gravidade da situação resultante da passagem do furacão 'Sandy' sobre o conjunto do país", procede adotar as disposições necessárias "para socorrer eficazmente os povoados afetados". A declaração do estado de urgência, que tem uma vigência de 30 dias, está prevista por razões humanitárias na Constituição e em outras normas legislativas haitianas e foi adotada pelo presidente do país, Michel Martelly, e pelo primeiro-ministro, Laurent Lamothe, de acordo com todos os ministros.
A Direção de Defesa Civil, que cifrou em 20 o número de feridos, não descarta que nos próximos dias aumente o número de mortos, dada a magnitude da catástrofe. O Haiti se recupera pouco a pouco dos danos provocados pelo furacão enquanto diminui a quantidade de pessoas que se encontram em abrigos em praticamente todo o país, que lentamente retorna à normalidade. As regiões mais afetadas foram o oeste e o sul, onde ainda numerosas comunidades permanecem incomunicáveis após a destruição de estradas e pontes, de acordo com as autoridades.

Em sua passagem pelo Caribe na semana passada e sua irrupção nos EUA, "Sandy" deixou mais de uma centena de mortos e danos no valor de dezenas de bilhões de dólares, antes de perder força e começar a dispersar-se hoje perto dos Grandes Lagos, no centro da América do Norte, segundo o Serviço de Previsão Hidrometeorológica dos EUA.

domingo, 28 de outubro de 2012

Furacão Sandy mata 51 no Haiti

AFP


Ponte foi carregada pelas águas depois da chegada do furacão Sandy no Haiti.
Foto: AFP

PORTO PRÍNCIPE — O passagem do furacão Sandy pelo Haiti deixou 51 mortos, 15 desaparecidos e 19 heridos, enquanto as autoridades prosseguem com a avaliação dos danos causados por mais de 500 mm de chuvas que caíram em algumas regiões do país.

O boletim precedente informava 44 mortos.

Neste domingo, a direção da Defesa Civil do Haiti informou que suas equipes, auxiliadas por especialistas internacionais, iniciaram a avaliação dos prejuízos.

O primeiro-ministro haitiano, Laurent Lamothe, sobrevoou no sábado de helicóptero as regiões afetadas para observar os estragos provocados por Sandy, mas "será preciso esperar os próximos dias para se obter dados mais específicos", destacou a Defesa Civil.

A região mais afetada pelo furacão foi o departamento do Oeste, que inclui Porto Príncipe, onde 20 pessoas morreram, com famílias inteiras sendo soterradas por deslizamentos.

No sul do Haiti, Sandy deixou 18 mortos e inundou amplas áreas de plantios, além de destruir estradas e pontes.

Neste domingo, várias cidades estavam isoladas devido à destruição de estradas e pontes.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Haiti conta 9 mortos por efeitos do furacão "Sandy"




Foto: REUTERS/Swoan Parker.

Nove pessoas morreram em várias regiões do Haiti em consequência dos efeitos do furacão "Sandy", informou nesta quinta-feira o primeiro-ministro haitiano, Laurent Lamothe.

Trata-se de um balanço provisório, e o recolhimento dos dados continua a cargo das autoridades correspondentes, acrescentou o chefe do Gabinete haitiano.

Por enquanto, a imprensa local informa que uma pessoa morreu na cidade de Camp-Perrin, outra em Coteaux e uma mais em Torbeck, todas no sul do país, enquanto outras três faleceram em Petit-Goave, no oeste haitiano. Essas três novas vítimas se somam ao balanço de três mortos que foi divulgado anteriormente.

Lamothe anunciou que o Governo haitiano desembolsará US$ 5 milhões dentro das próximas 48 horas para fazer frente às emergências causadas pelas chuvas e inundações de "Sandy".

O primeiro-ministro afirmou que as intervenções urgentes devem cobrir a "resposta imediata" durante os dois próximos dias, as despesas com estruturas que representam o Poder Executivo nos departamentos afetados e o "apoio aos povoados atingidos".

Esta operação se refere especialmente aos departamentos de Oeste, Sul, Sudeste, Nippes e Grand Anse, e levará assistência a 219 mil famílias.

A Defesa Civil, por sua vez, informou que 1.372 casas foram destruídas no sul do país, especialmente perto do litoral, enquanto 5.665 pessoas se encontram em abrigos provisórios.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Haiti entre altos e baixos

FIFA.com
(FIFA.com) Quinta-feira 18 de outubro de 2012


© AFP

O Haiti deu adeus, recentemente, às chances de classificação para a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, mas as feridas parecem ter cicatrizado rapidamente. Refeita do tombo, a seleção do país deu um salto no Ranking Mundial da FIFA/Coca-Cola e agora só pensa em ser campeã caribenha pela segunda vez na história, após a conquista inédita de 2007.

Com um passado conturbado e um presente repleto de desafios, o Haiti pode se orgulhar de ter sido a segunda nação caribenha a disputar uma Copa do Mundo da FIFA. Liderados pelo veloz atacante Manno Sanon, os haitianos terminaram à frente do poderoso México nas eliminatórias de 1974, conquistando uma vaga entre as 16 seleções que foram à Alemanha Ocidental. Embora eles tenham perdido todos os jogos, a simples participação no Mundial foi um sinal claro de que o futebol estava crescendo nos quatro cantos do planeta.

A bela história do Haiti no mundo da bola contrasta com as dificuldades que o país vem atravessando nos últimos anos. A sede da federação, localizada na capital Porto Príncipe, foi destruída pelo terremoto de 2010, que matou centenas de milhares de pessoas, entre eles muitos membros da família futebolística nacional.

O sucesso nas eliminatórias para o Brasil 2014 poderia ter devolvido um pouco da alegria aos haitianos, mas a seleção ficou pelo caminho já na primeira fase de grupos da zona da América do Norte, América Central e Caribe, superada por Antígua e Barbuda, equipe emergente do cenário caribenho, com um futuro promissor pela frente. "Todo mundo na região conhece muito bem a tradição do Haiti, que sempre revelou grandes jogadores e tem um enorme orgulho do passado", disse o técnico de Antígua, o inglês Tom Curtis, ao FIFA.com.

Apesar da eliminação precoce, o Haiti sacudiu a poeira rapidamente e começou a dar a volta por cima nas eliminatórias para a próxima Copa do Caribe, torneio que garante vaga na Copa Ouro 2013. Em 2009, os haitianos foram um dos destaques da competição continental, tendo chegado às quartas de final exibindo um belo futebol.

Na caminhada rumo à Copa do Caribe deste ano, o país passeou na primeira fase de grupos, começando pela goleada por 7 a 0 sobre Saint Martin, um claro aviso aos adversários de que o sonho frustrado do Brasil 2014 já fazia parte do passado. O veterano atacante Jean Philippe Peguero, que defendeu diversos clubes da Europa e dos Estados Unidos e está à procura de uma nova equipe no momento, foi o grande nome da partida, com três gols marcados.

No jogo seguinte, o Haiti deu sequência à boa estreia com uma vitória por 3 a 1 contra as Ilhas Bermudas, em que mais uma vez Peguero balançou as redes, roteiro que se repetiria no triunfo diante de Porto Rico, o qual garantiu ao atacante e aos seus companheiros a primeira posição do grupo, com 100% de aproveitamento.

Os belos resultados conquistados nas eliminatórias para a Copa do Caribe confirmaram o Haiti como a grande seleção do torneio, ao lado de Trinidad e Tobago, outra ex-potência que tampouco poderá estar no Brasil 2014. Além disso, a campanha catapultou o país no Ranking Mundial da FIFA/Coca-Cola. O salto de 17 posições registrado na última edição da hierarquia global levou os haitianos para o quinto lugar na lista da América do Norte, América Central e Caribe, logo atrás da Jamaica e à frente de forças tradicionais, como Costa Rica e Honduras.

No ranking geral, o Haiti ocupa agora a 60ª colocação, na cola de Escócia, Bulgária e Polônia. Tudo isso deixa claro que a seleção do técnico cubano Israel Blake Cantero está em alta novamente, como confirmou Jean Marc Alexandre, um dos astros da equipe nacional e do San Jose Earthquakes na Major League Soccer.

"Não há dúvidas de que progredimos", disse Alexandre, que joga na seleção desde 2008. "O treinador implementou uma filosofia ofensiva que foi completamente assimilada pelos jogadores. Ele sabe transmitir a mensagem de maneira clara, e o seu sistema de jogo se encaixa nas nossas características. Se todo mundo está jogando tudo o que sabe na seleção, o mérito é dele."

domingo, 14 de outubro de 2012

O Islã avança em terras do Vodu

Tribuna do Norte
Trenton Daniel - Associated Press

Porto Príncipe (AE) - A professora Darlene Derosier perdeu sua casa no terremoto que devastou o Haiti em 2010. Seu marido morreu um mês depois, do que ela diz ter sido o trauma emocional causado pela tragédia. Agora ela e suas duas filhas vivem em uma tenda na periferia da capital do país, Porto Príncipe, cercada por milhares de outros deixados sem teto, desabrigados pelo tremor. Darlene afirma que somente com a fé conseguiu suportar a tristeza e a dor. Mas não ela não é católica, protestante nem segue o ramo de vodu predominante na ilha. Na verdade ela converteu-se para uma religião que é relativamente nova no Haiti: o Islã. A professora até mesmo construiu uma pequena mesquita com blocos de concreto e madeira que restaram após o abalo sísmico.

Marcelo Casal Jr/ ABr

Em Porto Príncipe, onde a presença de templos cristãos é grande, agora existem cinco mesquitas
O Islã ganha cada vez mais adeptos neste país empobrecido, especialmente após a catástrofe que matou cerca de 300 mil pessoas e deixou milhões desabrigados. Em uma capital onde frequência às igrejas é tão grande que as ruas ecoam com hinos cristãos aos domingos, agora existem pelo menos cinco mesquitas e em todas as noites vai ao ar um programa voltado para os muçulmanos.

O terremoto atraiu grupos humanitários de todo o mundo, incluindo o Auxílio Islâmico dos EUA, que construiu 200 casas e uma escola com 20 salas de aula. "Após o desastre muitas pessoas chegaram", afirmou o imã Robert Dunpuy, de Porto Príncipe. "Nós éramos organizados. Nós tínhamos espaço nas mesquitas para receber as pessoas e comida para alimentá-las."

Darlene disse que buscou a religião após conhecer os ensinamentos sobre disciplina, ênfase na educação e atenção à limpeza. A higiene, afirma ela, faz com que com que os muçulmanos evitem o cólera, doença que autoridades afirmam ter infectado quase 600 mil pessoas e matado mais de 7,5 mil em um surto ocorrido após o terremoto. Para a mulher de 43 anos, sua conversão é uma "vitória". Ex-protestante, ela conversou com a reportagem em sua tenda, com o rosto envolto por um véu negro. "É uma vitória eu ter recebido paz e encontrado direção."

Em parte, o crescimento da comunidade islâmica deve-se ao retorno de expatriados que adotaram a fé nos Estados Unidos, disse Kishner Billy, dono da emissora local Telemax TV e apresentador do programa "Haiti Islã". Billy e alguns outros acreditam que o Islã já existia na ilha desde antes da independência, em 1804, e que o jamaicano e sacerdote vodu que liderou a revolta de escravos que expulsou os colonizadores franceses do país era na verdade muçulmano. "O Islã está voltando ao Haiti para ficar", afirma Billy, que diz ter se convertido, oriundo do cristianismo, há 20 anos. "Gerações futuras, meus filhos e filhas, vão falar sobre o Islã".

Muçulmanos no Haiti chegam a 2 mil, informa Centro Pew

Não existem estatísticas confiáveis sobre o número de muçulmanos no Haiti, da mesma forma que não há dados sobre quase nada no país - não se sabe com exatidão nem qual é a população atual de Porto Príncipe. Um estudo sobre a população muçulmana em todo o mundo feito pelo Centro Pew de Pesquisa em 2009 estimou que existem cerca de 2 mil devotos haitianos. Líderes islâmicos do país afirmam que na verdade o número é muito maior e está crescendo.

A religião não é desconhecida no Caribe, já que países como Trinidad e Tobago, Suriname e Guiana possuem significativa população muçulmana. Muitas dessas nações têm fortes laços com países como Índia e Indonésia, onde o Islã é bastante disseminado.

Os ancestrais dos haitianos, pelo contrário, foram trazidos de áreas não muçulmanas da África. Os colonizadores franceses também importaram suas crenças cristãs.

A recente expansão dos seguidores de Maomé, bem como a de outras religiões, mostra que o Haiti esta se modernizando e tornando-se mais plural, afirmou Patrick Bellegarde-Smith, especialista da Universidade de Wisconsin-Milwaukee. "Os avanços feitos pelo Islã, e também dos mórmons e rastafáris, mostram que o Haiti é um produto deste século", disse o professor.

Rosedany Bazile, professora de 39 anos que se converteu alguns meses após o terremoto, afirmou que estava sem rumo antes de abraçar a fé. "O Islã pode colocar as pessoas no caminho certo e mostrar a elas o verdadeiro Deus".

Alguns dos muçulmanos pertencem à Nação do Islã, um ramo da religião baseado nos EUA que prega a autodeterminação dos negros Alguns dos membros locais converteram-se em prisões norte-americanas antes de serem deportados. O líder da organização, Louis Farrakhan, visitou o país pela primeira vez no ano passado.

A decisão de seguir o Corão transformou alguns em alvos de discriminação. O governo do Haiti não reconhece o Islã como uma religião oficial e também não valida casamentos muçulmanos. Usar o véu típico pode atrair olhares e apontar de dedos. Darlene disse que vizinhos fofocam que ela é má.

A maioria dos cristãos haitianos identifica-se com a Igreja Católica. Um padre, Jean-Bertrand Aristide, foi eleito em 1990 ao opor-se à ditadura que François, Duvalier, o Papa Doc.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Haiti: milhares de partidários de Aristide protestam contra alto custo de vida

AFP - 30/09/2012


Haitianos protestam contra o governo e o custo de vida em Porto Príncipe.
(AFP, Thony Belizaire)

PORTO PRÍNCIPE — Milhares de simpatizantes do ex-presidente haitiano Jean-Bertrand Aristide, que regressou a seu país em 2011 depois de sete anos de exílio na África do Sul, se manifestaram sem incidentes neste domingo (30/09) em Porto Príncipe contra o governo e o custo de vida, constatou a AFP.

Os manifestantes percorreram as ruas de Porto Príncipe neste domingo, 21 anos após o golpe de Estado militar de 1991 que derrubou Aristide, exilado primeiro na Venezuela e depois em Washington e novamente presidente de 1994 a 1996 e de 2001 a 2004.

"Não, nunca mais um golpe de Estado. Queremos um Estado democrático no Haiti", gritavam os manifestantes.

"Os autores do golpe de Estado agora estão no poder", disse um jovem que não quis se identificar.

Os partidários de Aristide, que voltou ao Haiti em 2011, depois de sete anos de exílio na África do Sul após ser derrotado em 2004 por outro levante popular, protestaram pelos altos preços e criticaram a política do atual presidente Michel Martelly.

"O presidente Martelly deve ir embora, não faz nada para melhorar as condições de vida da população", afirmavam grupos de jovens provenientes dos bairros pobres da capital, segurando um cartão vermelho.

Os protestos se dispersaram a poucos metros do palácio presidencial, em ruínas após o terremoto no Haiti em 2010, onde a polícia haitiana, respaldada pelas forças de paz da ONU, tinha instalado barricadas para impedir o acesso dos manifestantes.

Há duas semanas são realizadas manifestações em algumas regiões do país contra o alto custo de vida e o aumento do preço dos alimentos no Haiti.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Conheça a capital do vodu - BBC Brasil

BBC Brasil



O país africano de Benin é considerado o berço do vodu e o lugar onde, como resultado da escravidão, as religiões africanas se espalharam a lugares como o Haiti e o Brasil.




A cidade de Ouidah é considerada a capital do vodu.

Muitos relacionam este culto à magia negra, mas, neste pequeno país do Oeste africano, o vodu é uma religião praticada por quase a metade da população.

Há até um dia nacional de vodu, feriado nacional, mas esta religião muitas vezes anda de mãos dadas com outras, como o cristianismo ou islamismo.

Especial Haiti - Revista A Colheita # 44