sábado, 11 de agosto de 2012

Haiti Sem Saída

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Sem saída
AFP

A Ponte Dajabon liga o Haiti, o país mais pobre das Américas, à República Dominicana. Duas vezes por semana, no chamado dia do comércio, uma multidão cruza a fronteira para tentar vender o que produziu e comprar o que pode em solo dominicano. Muitos haitianos reclamam que sofrem discriminação do povo do país vizinho, mesmo que seja o dinheiro deles o motor da economia da região.

SONORA 1 Cesar Espinoza, lojista:“Precisamos dos clientes do Haiti. A economia em Dajabon sofreria muito sem eles”.

A mão de obra do Haiti ainda é uma fonte de trabalho barata para os dominicanos. Entre um e três milhões de haitianos vivem ilegalmente na República Dominicana. Muitos, como Ynet, imigraram à procura de trabalho, mas só encontraram desemprego. Hoje, ele se encontra sem rumo em solo dominicano atrás de uma vida que provavelmente nunca virá. Ynet trabalhou em uma fazenda por anos até ser demitido por reclamar do tratamento que recebia.

SONORA 2 Ynet Cado, fazendeiro haitiano:“Os haitianos fazem todo trabalho duro. Os dominicanos só pegam os fáceis”.

Mesmo sob discriminação cultural, religiosa e racial, os haitianos ainda consideram a República Dominicana uma esperança à pobreza deixada para trás na antiga ex-colônia francesa.

SONORA 3 Regino Martinez, Diretor da ONG Solidariedade Fronteiriça:“O problema é que as autoridades dominicanas e a elite olham os haitianos como africanos inferiores; eles se acham superiores por serem católicos de origem espanhola”. Michel vive na capital Santo Domingo.
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