quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Haiti avalia situação de acampamentos temporários após tempestade 

Jornal do Brasil - Internacional

Rádio ONU


Foto: topicos.estadao.com.br

A tempestade tropical Isaac causou mortes e estragos no Haiti, onde mais de 300 mil pessoas ainda vivem em abrigos temporários. Um planejamento conjunto do governo haitiano, de agências da ONU e das forças de paz no país ajudou a retirar milhares de moradores, que estavam em situação de extremo risco.

Segundo a Organização Internacional para Migrações, OIM, entre as lições aprendidas após a tempestade está a questão do reassentamento dos desabrigados pelo terremoto de 2010, no Haiti.

A funcionária da OIM, Yara Costa, que assiste desabrigados em alguns acampamentos da ilha caribenha, falou sobre os desafios na retirada antes da tempestade.

"Primeiro, a gente precisa estar preparado. Isso quer dizer que a gente tem que evacuar as pessoas de maior vulnerabilidade, ou seja, crianças, mulheres grávidas, pessoas idosas, pessoas com deficiência física. E a outra grande lição é que realmente o custo dessa evacuação temporária é bem mais do que o custo que seria de providenciar moradia mais durável para essas pessoas, permanente. Ou seja, tirar definitivamente as pessoas dos acampamentos".

Yara Costa lembrou que um dos desafios para o reassentamento das vítimas do terremoto é a falta de dinheiro para a construção de novas moradias.

"A maioria das pessoas que perdeu suas moradias e que foi obrigada a se assentar nos acampamentos não tinha casa própria. E muitas dessas casas foram destruídas com o terremoto. Elas não foram substituídas por novas casas. Daí o grande problema: não tem tanta casa para tanta gente".

Segundo a funcionária da OIM, a situação já voltou a se normalizar após a passagem do Isaque, e a agência segue estudando possibilidades de reassentar os desabrigados.

Várias agências internacionais distribuíram material de emergência e kits de higiene. A estação de furacões no Haiti termina em novembro.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Organização denuncia trabalho forçado de crianças no Haiti

Portal de Novo Hamburgo

Da Redação redacao@novohamburgo.org

Organização denuncia trabalho forçado de crianças no Haiti thumbnail
FOTO: Lynne Sladky/AP

A Organização Internacional do Trabalho – OIT divulgou nesta quarta-feira, dia 29, um relatório sobre a situação da exploração infantil no Haiti.

Uma em cada 10 crianças haitianas trabalha em regime forçado. O número foi levantado dentro de um projeto conjunto entre OIT, Brasil e EUA para erradicar o problema no país.

O programa foi lançado em dezembro, mas teve poucos avanços. Com 225 mil crianças que trabalham, principalmente meninas entre 5 e 17 anos, o trabalho infantil é uma forma de escravidão moderna e é amplamente praticado no Haiti, crescendo após o terremoto que matou mais de 200 mil pessoas na ilha.

O sistema mais comum de trabalho infantil forçado começou com a ideia inicial de enviar crianças para viver em cidades com parentes em melhor situação financeira, que as educariam.

No entanto, essa ideia não deu certo, pois as crianças se tornaram escravos modernos, com uma média de 14 horas de tarefas diárias. Além disso, em muitos casos elas recebem maus tratos, que chegam à exploração sexual.

Informações de Estadão

Isaac: temos motivo para sorrir!!!



Só ontem (28) voltamos a ter acesso à Net. Devido ao Isaac que passou por aqui na madrugada de sexta até à noite de sábado as comunicações ficaram bastante prejudicadas, e só ontem a net voltou a funcionar, mas ainda precariamente. O Sul do Haiti ficou bastante atingido. As notícias aqui relatam que as cidades de Jacmel e Jeremie sofreram inundações.

Aqui na capital não houveram grandes prejuizos. Infelizmente, muitas das famílias que ainda moravam em tendas tiveram suas moradias danificadas. O governo haitiano, porém, com auxíio da ONU, preparou um plano de contingência que possibilitou a rápida remoção de muitos para outros abrigos. O número oficial de perda de vidas por conta do Ciclone é de 24, e outras três desaparecidas

Nossa família está bem, e na casa nova que tem uma estrutura muito boa. Só ouvimos e vimos as fortes rachadas de chuvas e ventos, mas, sem qualquer dano material ou pessoal. Glórias ao Senhor que nos preservou!

Haiti: sobe a 24 número de mortos por tempestade

Diário do Grande ABC



A tempestade também destruiu 335 casas e provocou danos em outras 2.346 / THONY BELIZAIRE / AFP
Foto: Tony Belizaire - AFP

Subiu para 24 o número de mortos pela passagem da tempestade tropical Isaac pelo Haiti, no fim de semana, informaram autoridades locais nesta terça-feira. Três pessoas continuam desaparecidas.

De acordo com a defesa civil haitiana, a maior parte das mortes ocorreu nas regiões sudeste e oeste do país. Algumas vítimas foram eletrocutadas, enquanto outras morreram em desabamentos e inundações.

Com isso, o total de mortes causadas pelo Isaac subiu a 29, já que a tempestade também deixou cinco mortos na República Dominicana, que compartilha a Ilha Hispaniola com o Haiti.

Segundo o mais recente boletim do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês), divulgado às 12h (hora de Brasília), a tempestade Isaac seguia pelo Golfo do México com ventos de 110 quilômetros por hora. O olho da tempestade avançava na direção noroeste a 17 quilômetros por hora e situava-se a 125 quilômetros da foz do Rio Mississippi e a 260 quilômetros de New Orleans. As informações são da Associated Press.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Haiti inicia reconstrução do palácio presidencial



Cerimônia oficial anuncia a reconstrução do palácio presidencial de Porto Príncipe
Foto: AP

As autoridades haitianas anunciaram nesta quarta-feira o lançamento oficial dos trabalhos de reconstrução do palácio presidencial de Porto Príncipe, em ruínas desde o terremoto que arrasou o Haiti e que provocou a morte de mais de 250.000 pessoas em 2010.

Uma cerimônia simbólica foi organizada na presença do chefe de Estado, Michel Martelly, e dos membros de seu governo ante as ruínas do ex-imponente prédio branco situado no coração da capital haitiana. Os trabalhos de demolição das ruínas do palácio, cujos gastos serão arcados pela ONG do ator americano Sean Penn, durarão três meses.

Mais de dois anos depois do terremoto, cerca de 400.000 pessoas ainda vivem em acampamentos improvisados na capital e outras cidades haitianas, segundo dados da Organização Internacional para a Migração (OIM).

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Brasil é um dos maiores doadores de alimentos do mundo

Hnews


Em todo o ano passado, País doou mais de 300 mil toneladas de comida para 35 países

O Brasil, que até agosto deste ano já doou US$ 75 milhões em comida para países que enfrentam situações de crise, passou a ser considerado um dos maiores colaboradores do Programa Mundial de Alimentos (PMA), da comunidade internacional. O País também é apontado como destaque no que se refere ao apoio à ajuda humanitária.

Em todo o ano passado, o governo brasileiro – que manterá as doações até 2014 -, doou mais de 300 mil toneladas de comida para 35 países. Segundo o PMA, a atuação do Brasil, tanto na doação de alimentos como na assistência humanitária internacional, tem sido de grande importância.

O objetivo é doar, até o fim deste ano, 90 mil toneladas de arroz para a Bolívia e Honduras, na América Latina, e para Burundi, Congo, Etiópia, Gâmbia, Uganda, Moçambique, Níger, Senegal e Zimbábue, na África.

Além dessas ações, o País também colabora com missões de paz no Haiti, cujo governo atua para buscar a estabilidade política, econômica e social, e na Síria, que enfrenta confrontos internos há 17 meses devido às divergências entre o governo e a oposição.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o Brasil mantém outras inúmeras parcerias com diversos países, com o objetivo de estimular a produtividade agrícola e o desenvolvimento rural, em prol da segurança alimentar.

O diretor do Centro de Excelência do Programa Mundial de Alimentos para a África, Daniel Balaban, que atua em parceria com o Brasil, afirma que as experiências em programas de alimentação escolar – que têm produtos comprados de pequenos agricultores locais -, podem enriquecer o debate entre o Brasil e os governos africanos para promover o direito à alimentação.

É o caso do Haiti, o país mais pobre das Américas, que já recebeu mais de 24 mil toneladas de arroz e feijão brasileiros desde que o terremoto assolou o país em janeiro de 2010. Já na África, foram doados mais de 65 mil toneladas de milho e feijão.

Centro de Excelência contra Fome

Em novembro de 2011 foi inaugurado em Brasília o Centro de Excelência contra Fome, que é uma parceria entre o Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas e o governo brasileiro.

O centro busca ser uma espaço global de intercâmbio de experiências, desenvolvimento de capacidades, promoção da cooperação sul-sul e de redes de proteção social efetivas. Essa colaboração visa compartilhar conhecimentos e experiências de êxito na área de alimentação escolar, nutrição e segurança alimentar e nutricional.

Além disso, o centro também tem como objetivo apoiar a criação e a implementação de uma nova geração de programas de alimentação escolar sustentáveis e de incrementar a capacidade global de desenvolver programas sustentáveis, no âmbito da promoção da segurança alimentar e nutricional das populações.

Fonte: Portal Brasil

sábado, 11 de agosto de 2012

Venezuela faz acordo de cooperação com o Haiti

Portal Vermelho


Nesta quinta-feira (10), a Assembleia Nacional da Venezuela aprovou um programa de cooperação com a Argentina e Haiti, destinado a favorecer a recuperação econômica do país caribenho.

O convênio, chamado Fortalecimento dos Setores Agropecuário e da Saúde no Haiti, procura apoiar este país na superação de sua independência, através do desenvolvimento da agricultura familiar.
O vice-presidente da Comissão de Política Exterior do Parlamento, Jesús Cepeda, considerou na última terça-feira (7) que o acordo reflita a intencionalidade de dar conteúdo operativo para um compromisso dos países sul-americanos.

Recentemente, ao inaugurar um centro comunitário para a produção de arroz no departamente haitiano de Artibonite, o presidente dessa nação caribenha Michel Martelly, reiterou o agradecimento ao seu homologo Hugo Chávez devido a cooperação mantida pela Venezuela.

Haiti Sem Saída

Yahoo! Notícias

Sem saída
AFP

A Ponte Dajabon liga o Haiti, o país mais pobre das Américas, à República Dominicana. Duas vezes por semana, no chamado dia do comércio, uma multidão cruza a fronteira para tentar vender o que produziu e comprar o que pode em solo dominicano. Muitos haitianos reclamam que sofrem discriminação do povo do país vizinho, mesmo que seja o dinheiro deles o motor da economia da região.

SONORA 1 Cesar Espinoza, lojista:“Precisamos dos clientes do Haiti. A economia em Dajabon sofreria muito sem eles”.

A mão de obra do Haiti ainda é uma fonte de trabalho barata para os dominicanos. Entre um e três milhões de haitianos vivem ilegalmente na República Dominicana. Muitos, como Ynet, imigraram à procura de trabalho, mas só encontraram desemprego. Hoje, ele se encontra sem rumo em solo dominicano atrás de uma vida que provavelmente nunca virá. Ynet trabalhou em uma fazenda por anos até ser demitido por reclamar do tratamento que recebia.

SONORA 2 Ynet Cado, fazendeiro haitiano:“Os haitianos fazem todo trabalho duro. Os dominicanos só pegam os fáceis”.

Mesmo sob discriminação cultural, religiosa e racial, os haitianos ainda consideram a República Dominicana uma esperança à pobreza deixada para trás na antiga ex-colônia francesa.

SONORA 3 Regino Martinez, Diretor da ONG Solidariedade Fronteiriça:“O problema é que as autoridades dominicanas e a elite olham os haitianos como africanos inferiores; eles se acham superiores por serem católicos de origem espanhola”. Michel vive na capital Santo Domingo.

Fiocruz capacita rádios do Haiti sobre temas de saúde pública

Terra Notícias



A Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) coordenará uma oficina de trabalho no Haiti para capacitar jornalistas de dez rádios comunitárias do país caribenho na abordagem de temas da saúde e vigilância epidemiológica, informando e conscientizando a população sobre as condições de sanitárias.

A iniciativa é a primeira ação da Cooperação Tripartite Brasil-Cuba-Haiti de fortalecimento do sistema de saúde e vigilância epidemiológica do Haiti, estabelecida depois do terremoto que destruiu o país em 2010. A oficina é realizada em parceria com o Ministério da Saúde e População do Haiti. O projeto prevê também a criação de uma rede de rádios comunitárias para articular estratégias de combate e prevenção às principais doenças que atingem a ilha: cólera, Aids e malária.

Segundo a coordenadora de Comunicação Social do Canal Saúde, da Fiocruz, Ana Cristina Figueira, o objetivo dessa primeira ação é desenvolver com os radialistas, uma metodologia para transmitir temas sobre saúde, alinhados às ações do governo haitiano. ''Quando sairmos de lá ou a parceria acabar, é fundamental que eles possam seguir em frente com os próprios pés'', ressalta Cristina.

Ela observou que as rádios comunitárias no Haiti têm grande alcance no país e podem ser meios estratégicos para conscientizar e informar a população sobre as condições de saúde.

Entre as iniciativas previstas no âmbito da parceria entre os três países, está a construção de três hospitais comunitários de referência, um centro de reabilitação de deficientes físicos, quatro centros de ensino técnico e profissionalizante, além das reformas de dois laboratórios especializados em vigilância epidemiológica e de unidades de saúde.

Capes divulga edital para seleção de leitores para universidades estrangeiras

Planeta Universitário

 
Nouvelle L'Université d'Haiti - Henri Christophe

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulga nesta segunda-feira, 30, o edital do Programa Leitorado, que seleciona leitores brasileiros para atuar em instituições universitárias estrangeiras, com o objetivo de promover a língua portuguesa, bem como a cultura, literatura e estudos brasileiros naquelas instituições.

O anexo do edital prevê vagas para os seguintes países: Alemanha, China, Estados Unidos, Haiti, Paraguai, Peru, Polônia, República Tcheca, Rússia e Senegal. A inscrição deve ser feita por meio do preenchimento do Formulário de Inscrição on-line disponível na página do programa até o dia 20 de setembro de 2012.

Seleção
De acordo com o edital, a seleção será composta por três fases: verificação da consistência documental; análise do mérito científico da candidatura, considerando o perfil acadêmico-profissional requerido pela universidade estrangeira; e seleção final por meio do envio dos currículos recomendados na primeira e segunda fases à universidade estrangeira, a ser efetuado pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Requisitos
Além do atendimento a todas as condições de participação estipuladas no edital, o candidato ao programa deverá atender aos seguintes requisitos: possuir nacionalidade brasileira; ter idade mínima de 18 anos completos; possuir aptidão física e mental; estar em dia com as obrigações militares e eleitorais; possuir diploma de nível superior, reconhecido pela legislação brasileira; ter experiência em ensino de português, como língua estrangeira, segunda língua ou como língua de herança, a depender das especificidades da vaga; e fluência na língua estrangeira, especificada no anexo do edital, entre outros.

Mais informações pelos emails nos endereços leitorados@itamaraty.gov.br e cpro@capes.gov.br.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Haitianos protestam contra plano de demolição de casas

Jornal Correio do Brasil



Dezenas de haitianos protestaram nesta segunda-feira (30), após a decisão do governo de demolir habitações precárias em regiões de morros, em Porto Príncipe.

Os manifestantes demandaram que o governo detenha o plano de demolição dadas as lamentáveis condições habitacionais do país, onde mais de 400 mil pessoas dormem em barracas de lona desde o terremoto ocorrido em janeiro de 2010.

Os manifestantes cogitaram incendiar a localidade de Petionville, um dos bairros relativamente prósperos do país, se as autoridades procederem com a demolição.

No mês de junho, um funcionário do Ministério do Meio Ambiente, Pierre Andre Gedeon anunciou o plano de destruir centenas de casas nas ladeiras para construção de canais e reflorestamento, com o fim de conter as inundações, que provocou uma primeira onda de protestos nas ruas.

A capital do Haiti se levanta sobre os morros e grande parte da população constrói suas casas nas ladeiras, muitas vezes em inexplicáveis desafios de equilíbrio.

Quase 99% da superfície do país está desflorestado, o que provoca avalanches durante a etapa de chuvas. O terremoto matou mais de 300 pessoas e deixou sem casa a milhões, e destruiu quase 80% da infraestrutura da capital haitiana.

Fonte: Prensa Latina