quinta-feira, 26 de julho de 2012

Brasil vai ajudar Haiti a formar sua própria força de segurança

Sonda Brasil - Notícias atualizadas do Brasil e do mundo

Brasília – O governo brasileiro decidiu atender ao pedido do governo do Haiti e ajudar na formação de uma nova força de segurança no país caribenho. A decisão foi comunicada pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, em reunião hoje (26) com o ministro hatiano da Defesa, Jean Rodolphe Joazile.

De acordo com o Ministério da Defesa, nas próximas semanas, o Brasil deverá enviar ao país uma missão com integrantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica para estudar formas de ajudar o país. "É um pedido do governo do Haiti de nós cooperarmos nessa linha. Estamos, agora, começando a trabalhar nas modalidades de como essa ajuda pode ser prestada", declarou o ministro da Defesa Celso Amorim, após um almoço com as autoridades haitianas.

Não haveria ajuda, segundo Amorim, se o governo brasileiro não tivesse obtido do governo haitiano a garantia de que o Exército do país não funcionará como "milícia pessoal", como ocorreu no passado, quando o país foi governado por ditaduras sangrentas. "Essa preocupação existe e o ministro [Jean Joazile] me deu garantias de que não se trata de restituir o antigo Exército que tem contra ele essas acusações e nem de um modelo que funcione como uma milícia pessoal", disse.

Uma forma de apoio já cogitado pelo governo brasileiro seria a de abrir vagas para que militares haitianos pudessem cursar engenharia no Brasil. "Essa ajuda teria o objetivo de dar um caráter efetivamente profissional, institucional a essa força e, mais importante ainda, começando por uma área que é de grande interesse para o Haiti, que é a engenharia militar, com implicações para a defesa civil", explicou Amorim.

A iniciativa de formar uma nova força de segurança é uma das principais estratégias do governo de Michel Martelly, presidente que tomou posse no ano passado. Há 17 anos, as Forças Armadas do Haiti foram dissolvidas após sucessivos golpes militares e uso político do aparato militar. O presidente haitiano chegou a tratar do assunto diretamente com a presidenta Dilma Roussef, em janeiro deste ano, quando ela visitou o país.

A colaboração acertada hoje ocorrerá simultaneamente ao movimento de diminuição da participação brasileira na Força de Paz das Organizações das Nações Unidas (Minustah), que está no país desde junho de 2004. Atualmente, 2 mil militares brasileiros participam da Minustah e a intenção do governo é reduzir esse contingente para mil, patamar que havia antes do terremoto que atingiu o país em janeiro de 2010. O Brasil, que tem a liderança da Minustah, chegou a ter 2.250 militares no Haiti.

Apesar de haver consenso na comunidade internacional de que a força da ONU é necessária, sua presença no Haiti também enfrenta críticas, já que não contribui para que o país caminhe com as próprias pernas. A avaliação do governo brasileiro é a de que a presença das tropas deve diminuir gradativamente. "Não sei quanto tempo será, mas o processo de redução [do contingente] da Minustah já começou e vai continuar. Ficaremos lá o tempo que for necessário, mas, como eu sempre tenho dito, não é bom nem para o Brasil, nem para a ONU, nem para o Haiti que as forças estejam lá de maneira permanente", observou o chanceler brasileiro.

Amorim defendeu a necessidade de formação de uma força militar no Haiti capaz de assumir as ações desempenhadas hoje pela força de paz. "Havendo essa redução, evidentemente tem que haver alguma capacidade local para lidar com os problemas de segurança”, disse.

O ministro destacou as áreas nas quais o Haiti quer ser preparar com o objetivo de reconstruir o país. “O Haiti está preocupado também em proteger suas fronteiras, em guardar sua costa marítima, ser capaz de atuar na área de defesa civil. Infelizmente, é um país muito sujeito a desastres naturais. O terremoto de 2010 foi o evento mais conhecido, mas há também enchentes inundações, furacões”.

Edição: Lana Cristina

Como o trabalho voluntário pode ajudar sua carreira

EXAME.com


Crianças carentes: número de empresas brasileiras, de todos os tamanhos,
que apoia comunidades e instituições é grande e crescente

São Paulo - No dia 12 de janeiro de 2010, um terremoto de sete graus na escala Richter, no Haiti, causou a morte de 200 000 pessoas, deixou outras 300.000 feridas e fez mais de 1 milhão de desabrigados. Dois dias depois da tragédia, uma dupla de médicos do Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, chegava a Porto Príncipe, capital do país, com a missão de encontrar um local que servisse de enfermaria improvisada e de preparar a chegada de três equipes do hospital, mais toneladas de equipamentos, remédios e materiais.

No dia 4 de fevereiro, 49 profissionais — médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e engenheiros —, que se voluntariaram a cuidar das vítimas, começaram a chegar ao país. Entre os que passaram pelo Haiti estão a enfermeira Débora Puntel, de 40 anos, e o infectologista Alexandre Marra, de 36 anos.

No acampamento montado em Porto Príncipe, o grupo paulista realizou um trabalho bastante diferente do que costuma desenvolver diariamente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Einstein, um dos mais ricos e equipados hospitais do país. Na tenda onde os brasileiros trabalhavam, a temperatura chegava a 50 graus durante o dia. À noite, quando a energia elétrica acabava, o banho era de balde num banheiro aberto.

“Você precisa estar preparado para tudo”, diz Alexandre. O mais importante da experiência, diz ele, é perceber o quanto ela modifica sua visão do mundo. “Você começa a dar mais valor à sua vida e passa a considerar pequenos seus problemas de trabalho”, conta o médico. Como experiência pessoal, poucas atividades são tão enriquecedora como o trabalho voluntário — mesmo que você não receba dinheiro nenhum para fazê-lo. E não é preciso viajar ao Haiti para se engajar numa missão desse tipo.

O número de empresas brasileiras, de todos os tamanhos, que apoia comunidades e instituições é grande e crescente. O envolvimento de uma corporação numa ação de cidadania tem, evidentemente, um componente marqueteiro. Mas, em muitos casos, existe um interesse legítimo em ajudar e retribuir à sociedade da qual a empresa tira seu sustento. Mais importante, quem faz as empresas se mexerem são os funcionários. “Os profissionais estão mais engajados e querem conhecer as ações de cidadania que a companhia pratica para decidir se querem trabalhar nela”, comenta Enrique Soto, líder de sustentabilidade da consultoria Accenture.

Continua no site...

Casas de baixo custo resistentes a terremotos

Inovação Tecnológica
Redação do Site Inovação Tecnológica - 25/07/2012


O sistema de alvenaria integral usa um conjunto entrelaçado de suportes feitos
com barras de aço de construção - ou vergalhões -, as mesmas usadas para
a construção de lajes e concreto armado. [Imagem: Orta et al.]


Sistema de alvenaria integral

Engenheiros da Universidade Politécnica de Madri, na Espanha, projetaram e construíram várias casas de baixo custo resistentes a terremotos.

Embora países ricos, como o Japão, detenham grande tecnologia para a construção de edifícios resistentes a abalos sísmicos, o Haiti não se recuperará tão cedo do terremoto que devastou o país em 2010.

Foi pensando em criar uma alternativa de baixo custo, acessível para regiões mais pobres, que Belén Horta e seus colegas desenvolveram um novo sistema de construção, que eles batizaram de IMS (Integral Masonry System: sistema de alvenaria integral).

Antiterremoto de baixo custo

Os resultados dos testes práticos, com construções reais, feitas com vários tipos de materiais, provaram que uma casa construída com este sistema estável suporta terremotos fortes, que submetam a construção a acelerações de até 1,8 g.

Além disso, passado o tremor, basta que as eventuais trincas sejam consertadas para que a construção retorne ao seu nível original de resistência.

E isso foi obtido usando apenas materiais de construção disponíveis em áreas muito pobres, como adobe, tijolos furados, blocos de concreto e aço de construção.


Um dos protótipos de casa resistentes a terremotos -
a maior a ser testada foi construída com 72 metros quadrados.
[Imagem: UPM]

Suportes entrelaçados

O sistema de alvenaria integral usa um conjunto entrelaçado de suportes feitos com barras de aço de construção - ou vergalhões -, as mesmas usadas para a construção de lajes e concreto armado.

Esses suportes são dispostos de forma a terem interseções em três direções, criando uma malha muito resistente aos sacolejos aleatórios de um terremoto.

Vem então o mais interessante.

O interior dos suportes de aço pode ser preenchido com o material de construção que estiver disponível, o que inclui de tijolos comuns a barro usado para fazer adobe, e até rejeitos.

Por cima, uma única laje comum é suficiente para dar rigidez à construção.

Recuperável

O que torna o sistema de alvenaria integral ainda mais interessante para áreas pobres é que ele dispensa o concreto, podendo ser feito inteiramente com materiais locais - apenas o aço de construção precisaria ser trazido de fora.

"Além disso, esse sistema de construção alternativo possibilita reconstruir as casas afetadas por um terremoto com a mesma segurança necessária para enfrentar outra catástrofe futura," dizem os pesquisadores.

TV é distração para pobres no Haiti

Reproduzido da Folha de S.Paulo/The New York Times, 23/7/2012; intertítulos do OI

Dois anos e meio depois do terremoto que devastou o Haiti, a vida neste país pode ser uma luta. “Nem pude comprar um presente decente de Dia das Mães para minha mãe”, queixou-se Soraya. “Acabei gastando minha mesada e comprando para ela uma passagem para Paris. Não é nada de especial, mas o que vale é a intenção, certo?”

Soraya é uma das personagens de um programa de humor da TV, Regards Croisés. Ela é uma caricatura de uma “zuzu”, ou garota rica e fútil da elite. As zuzus são muito comuns em Miami e em Paris, mas difíceis de encontrar nos morros de Porto Príncipe, onde fazem compras, vão à academia e a festas apenas atrás de muros altos com arame farpado e primaveras em flor. Elas se comunicam no “dialeto das zuzus” – um misto de crioulo, francês e inglês, falado em voz aguda e afetada. Todo sábado à noite, os haitianos se divertem, rindo da afetação de Soraya.

Regards Croisés (Pontos de Vista) está no ar há pouco mais de um ano e faz sucesso com os haitianos pobres e de classe média que vivem “morro abaixo”, como dizem as pessoas aqui. Os esquetes improvisados do programa, com seus tipos muito conhecidos – o professor pouco treinado, o cônsul volúvel – ironizam o cotidiano haitiano, as divisões de classe e as dificuldades enormes.

“Gatos” na rede elétrica

O Haiti é um país pobre, dependente de ajuda externa, rico em instabilidade política, corrupção e desastre. Numa paisagem televisiva árida, dominada por telenovelas mexicanas dubladas em francês e vídeos de rap cantados em crioulo, o programa permite aos haitianos rir de seus problemas e deles mesmos. Mas sua popularidade revela muito sobre as divisões sociais do país. Produzido com baixo orçamento, o programa é em grande medida ignorado ou desconhecido pela pequena elite haitiana. Funcionários humanitários estrangeiros e executivos haitianos da mídia local dizem que a população precisa de programas feitos no Haiti, para haitianos. Mas já existe um programa desse tipo no ar.

Em um episódio, Sophia Baudin faz a consulesa Sophia, chefe da embaixada americana que encontra razões totalmente arbitrárias – por exemplo, cabelo feio – para negar vistos a haitianos. Todos os candidatos a vistos de entrada nos EUA são rejeitados até que aparece um homem bonito, de pele clara. “Não preciso ver seus papéis”, diz a consulesa Sophia. E dá um visto a ele. Como os outros atores deRegards Croisés, Baudin costuma ser reconhecida quando anda na rua. “As pessoas gritam ‘Foi essa mulher que me negou um visto’”, contou. “Muita gente me odeia.” O personagem encontra eco entre as pessoas que fazem fila para pedir vistos na embaixada americana, que exige exames de DNA para verificar se elas de fato têm parentesco com as pessoas nos Estados Unidos que afirmam ser seus familiares. “É humilhante”, comentou a assistente social Jessie Paulemon, 36. “Conheço muita gente bem-sucedida que já foi rejeitada várias vezes sem critérios.”

Regards Croisés é transmitido pelo canal estatal Télévision Nationale d’Haïti. A fama do programa cresceu com vídeos no YouTube e páginas de fãs na internet. Os haitianos assistem ao programa na rua, em barbearias, em bancas de cerveja. Os moradores de favelas e acampamentos assistem à TV usando gatos improvisados na rede elétrica.

“Nunca perco o show”

O apresentador e produtor Georges Béleck é um dramaturgo que em 1992 fundou um grupo de teatro, Comédia Haitiana Sem Fronteiras. “Antes eu fazia dramas, mas depois do terremoto passei para o humor”, contou. “As pessoas já estavam chorando tanto na vida real -por que fazê-las chorar também no teatro?”

Na primeira hora do programa, que tem 90 minutos, Béleck entrevista escritores, cantores e políticos. Jennifer Septimus, 23, conta que Regards Croisés a ajuda a se distrair das preocupações. “Quando há eletricidade e a gente consegue sintonizar a TV, eu nunca perco o show”, disse.

***

[Alessandra Stanley, do New York Times]

Governo do Haiti modernizará portos para promover comércio

Fonte: Guia Maritimo


O governo do Haiti dará início a um plano de investimentos aos portos do país. O intuito é estimular o comércio, promover o turismo e atrair investimentos, segundo Alix Célestin, diretor da Autoridade Portuária Nacional.

De acordo com o executivo, está prevista para outubro a reinauguração do principal porto do Haiti, devastado pelo terremoto que atingiu a região em janeiro de 2010 e essa reabertura deve facilitar os negócios e reativar a atividade comercial local.

Coiotes vendem aos haitianos ilusão de grandes salários no Brasil

EMRONDONIA.COM
22/6/2012 - 09:42 - ( Nacional )



Coiotes vendem aos haitianos ilusão de grandes salários no Brasil
Do Portal Terra


Sob a promessa de salários atraentes, a atuação dos chamados coiotes "pessoas que prestam serviço de atravessar fronteiras ilegalmente" tem sido responsável pela imigração dos haitianos ao Brasil, intensificada desde dezembro de 2011. Com três roteiros básicos, os coiotes aperfeiçoam os itinerários de viagem de acordo com a vigilância estabelecida pelos países envolvidos.

Há um ano e meio, o funcionário da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos do Acre, Damião Borges de Melo, foi transferido para Brasileia, município na fronteira com a Bolívia, com o objetivo de implantar e coordenar as ações humanitárias aos haitianos. Neste período, ele colheu informações sobre as rotas e forma de atuação dos coiotes.
Segundo ele, os relatos mostram que o maior problema está no próprio Haiti. "Os coiotes de lá iludem os haitianos com a história de que, no Brasil, podem ganhar salários até US$ 2 mil", disse Damião Borges.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Equador assina convênio de cooperação à reconstrução do Haiti

O Repórter | Mundo
Redação - 12 de julho de 2012 às 13:06


QUITO (ANSA) - Os governos do Equador e do Haiti firmaram um convênio de cooperação para continuar com a reconstrução do país caribenho devastado por um terremoto em janeiro de 2010, que provocou a morte de mais de 200 mil pessoas.

A assinatura do acordo contou com a presença dos presidentes do Equador, Rafael Correa, e do Haiti, Michel Martelly, que realiza uma visita oficial a Quito.


Correa informou que uma nova missão do país irá a Porto Príncipe para continuar apoiando o restabelecimento da infraestrutura afetada pelo tremor e que será entregue US$ 15 milhões (cerca de R$ 30,7 milhões) de ajuda adicional.

O presidente equatoriano recordou que a primeira missão de engenheiros do país conseguiu reconstruir 138 pontes no Haiti, entre outras obras, e investiu US$ 13,5 milhões (cerca de R$ 27,6 milhões).

Ao agradecer pela ajuda, Martelly informou que a cooperação de Quito se estenderá à formação de policiais e à proteção de pessoas com deficiência.

O mandatário haitiano aproveitou a visita para conhecer a situação de cidadãos de seu país que vivem na nação andina, dois mil dos quais legalizaram sua situação migratória por decisão do governo local.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Cartinha Missionária. Delícia!


Sem dúvidas, é através destas "pequeninas coisas" que o Senhor cuida, trata e fortalece quem está no Campo! Nossa gratidão às professoras, e em especial, a Aline Almeida, Estela Maia e Maria Eduarda (Duda). Embora hoje, provavelmente, não consigam ler e entender bem o sentido do que fizeram, quando lerem essa mensagem, saibam que o Senhor as usou para falar conosco aqui no Haiti.

O Senhor as abençoe e as guarde, hoje e sempre!
Da sua Família Missionária Por Um Novo Haiti

sábado, 7 de julho de 2012

Conheça os países mais problemáticos do mundo



Brasil/Mundo | Primeira Edição
R7

Jerome Delay/AP

Na foto, somalis coletam água no campo de refugiados em Dadaab, leste do Quênia.


A lista dos "Estados falidos" lançada anualmente em parceria entre a revista Foreign Policy e o Fundo pela Paz investigou 177 países e classificou 52 deles como "cartões postais do inferno".

Foram avaliados 120 pontos que indicam altos níveis de pobreza. Entre eles, estão os cuidados com a saúde, a falta de infraestrutura e a fome. Mas também foram levados em conta problemas como ditaduras, tensões étnicas e corrupção. No geral, o índice avalia a capacidade das estruturas estatais em fornecer condições básicas de sobrevivência — como saúde, habitação e segurança — ao cidadão.

O pior do mundo: Somália

Há muitas razões para a Somália estar no topo da lista de "Estado falidos" por cinco anos consecutivos. Apesar do reconhecimento internacional da Transição do Governo Federal que assumiu o controle da capital, Mogadishu, no ultimo mês de agosto, o grupo terrorista Al-Shabab ainda tem o controle de boa parte do país, incluindo as regiões de Somaliland e Puntland, no Norte do país.

De acordo com a revista Foreign Policy, a polícia da Somália nada tem feito contra as constantes ameaças de pirataria, sequestros e violência. Ano passado, o país sofreu com uma das mais fortes secas da década, que gerou fome e matou dezenas de milhares pessoas e desalojou outras centenas de milhares.

A Somália ainda é dona do índice mais alto do mundo de deslocados internos (migração): cerca de 16% da população.

Tropas da união africana estão trabalhando para trazer segurança à Somália, e sinais de crescimento em Mogadishu já podem ser vistos, o que traz esperança de mudança.

Há planos para aprovar uma nova constituição e eleger um novo presidente e primeiro-ministro ainda neste ano. Este será um teste crucial para o país.

2º - República Democrática do Congo

Nove anos após o término oficial da 2ª Guerra do Congo (1998 - 2003), a República Democrática do Congo realizou uma eleição presidencial, em novembro de 2011.

Mas a caótica votação, aliada à violência, corrupção e instabilidade, só salientou o fato de que o país, onde vivem 71 milhões de pessoas (sendo que 1,7 milhões delas estão desalojadas), permanece instável.

O vencedor das eleições, que não agradou a comunidade internacional, foi Joseph Kabila. Ele comandou a RDC desde que seu pai, o ex-presidente, foi assassinado em 2001. Apesar de Kabila ter se agarrado ao poder, ele não se adaptou as funções presidenciais.

O ex-líder rebelde Bosco Ntaganda, procurado pela Corte Criminal Internacional, continua a conduzir ataques contra civis e oponentes políticos sem ser punido. As ações dele são apenas uma parte da epidemia que sofre o país, principalmente em sua região leste, que recebeu o título de "capital mundial do estupro".

3º - Sudão

Em 2011, o já frágil Estado do Sudão literalmente se partiu em dois, quando o Sudão do Sul se declarou oficialmente independente, em julho, em um violento processo de separação.

As regiões produtoras de petróleo, localizadas ao longo da fronteira entre os dois países, são motivo de conflito entre as duas nações — o que tem agravado a crise e o número de refugiados.

O dois lados acusam um ao outro de estar dando apoio a violentos movimentos rebeldes internos, enquanto ainda existem sul-sudaneses presos na região norte.

As tensões aumentaram em abril deste ano, quando o regime de Cartum, capital do Sudão, lançou ataques aéreos em tropas terrestres que estavam na fronteira.

O líder do norte, Omar al-Bashir, demonstrou o seu desejo de "varrer" o seu adversário do sul, referindo-se a ele como um "inseto".

4º - Chade

A situação no Chade mostrou uma melhora em 2010, quando o presidente Idriss Déby e Bashir (líder do Sudão) encerraram o longo período de hostilidades entre as duas nações, principalmente na região de Darfur, localizada na fronteira.

Mas em 2011, ano do aniversário dos 50 anos de independência do Chade, Déby foi reeleito, pela quarta vez, e foi boicotado pelos partidos de oposição, que acusaram o presidente do partido de fraudar as eleições parlamentares.

Outro agravante é que o país da África central, assim como outros países da região do Sahel, tem sofrido graves crises de alimento.

Segundo a revista Foreign Policy, o jornalista Steve Coll descreveu o Chade, que se tornou produtor de petróleo em 2003, como "um cartaz para a maldição dos recursos".
Na foto, um campo de refugiados no Chade.

5º - Zimbábue

Depois de mais de três décadas do governo do ditador Robert Mugabe, acusado pelos massacres, assassinatos e por fazer campanhas contra fazendeiros brancos de origem europeia, o Zimbábue encontra-se devastado e está entre os cinco Estados mais falidos do mundo.

A hiperinflação que atingiu o país em 2008, registrada como a segunda mais alta da história mundial, deteriorou a economia do país.

Desde então, os índices econômicos vêm tem avanços, com um crescimento de cerca de 6% em 2011. Mas a política do Zimbábue ainda não está fortalecida. O líder da oposição, Morgan Tsvangirai, assumiu o poder de forma teórica.

O futuro do país depende de quem assumir o governo depois que Mugabe, de 88 anos, morrer.

6º - Afeganistão

Além de ser um dos países mais hostis para mulheres, o Afeganistão tem um presidente, Hamid Karzai, rodeado por intrigas e corrupção — sem contar as relações com o comércio de ópio.

O país é protagonista de uma das guerras mais longas da década, que ainda não tem perspectiva de chegar ao fim.

Mesmo que os Estados Unidos retirem as tropas até 2013, a devolução do poder aos afegãos não depende apenas da vontade da Otan, mas sim dos Talebãs que agem no Paquistão.

Devido a esses problemas, o Afeganistão pulou do número 11 da lista dos "Estados Falidos" de 2005, para o número 6, em 2011.

7º - Haiti

Já se passaram dois anos desde que os terremotos devastaram o Haiti, deixando o país em ruínas, tanto do ponto de vista econômico, quanto político e físico — com consequências que duram até hoje.

Eleito com promessas de reforma e desenvolvimento da infraestrutura, o ex-músico e atual presidente haitiano, Michel Martelly, completou um ano de mandato, marcado por denúncias de corrupção, disputas internas e a suspeita de que ele planeja tornar-se um ditador.

Países estrangeiros estão ajudando a reerguer o Haiti como um destino turístico. Contudo, as agitações sociais, políticas e econômicas ainda vinculam a imagem do país aos desastres de 2010, o que faz com que alguns turistas optem por outros destinos.

8º - Iêmen

Após 22 anos no poder, o presidente do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, deixou o cargo em novembro, devido aos protestos e altos índices de violência na capital Sanaa.

Mas as eleições realizadas no país em fevereiro só tiveram um candidato, o ex-vice-presidente Abdu Rabbu Mansour, que acabou sendo eleito. O fato demonstra a fragilidade da democracia local, que, de certa forma, manteve a mesma linha de governo.

Outro problema que ronda o país é a ação da Al-Qaeda na Península Arábica, que está tirando vantagem do caos político que se alastra por várias cidades do sul do Iêmen.

Para tentar conter o avanço das ações do grupo terrorista, militares governistas agem em conjunto com as Nações Unidas, intensificando os ataques contra alvos da Al-Qaeda.

9º - Iraque

Embora os índices de violência no Iraque tenham diminuído em relação a 2007, atentados e tiroteios ainda são frequentes no país.

O frágil governo do primeiro ministro xiita Nouri al-Maliki, que assumiu o poder alguns dias depois de as Nações Unidas completarem a retirada das suas tropas de segurança, em dezembro de 2011, teve o seu primeiro teste ao expedir um mandato de prisão contra o vice-presidente sunita Tareq al- Hashemen, acusando-o de fazer parte do esquadrão da morte.

Maliki, recentemente, conseguiu alguns avanços para o país. A produção de petróleo é a mais alta em décadas, e o PIB do Iraque dobrou entre 2010 e 2011.

Recentemente, um carro-bomba explodiu em frente a um mercado popular, deixando mortos e feridos.

10º - República Centro-Africana

A RCA (República Centro-Africana) foi qualificada pela Associated Press como uma nação "desesperadamente pobre" — apesar dos ricos depósitos de minério — e onde "os bandos armados e os insurgentes dominam o interior do país".

O Escritório do Exterior Britânico da Commonwealth recomendou aos visitantes evitar "viagens não essenciais" para a maior parte do país, e o Lonely Planet, publicação do ramo de turismo, chamou o país de África "real", devido ao "subdesenvolvimento, fragmentação e pobreza".

Uma jornalista dinamarquesa também deu o seu depoimento sobre a RCA, dizendo que "se pode comprar a embaixada do país", como sátira a suas frequentes corrupções.

11º - Costa do Marfim

A Costa do Marfim é um país que sofreu com graves problemas políticos e de violência, no ano de 2011. O ex-presidente, Laurent Gbagbo, manteve-se no poder por cinco meses, mesmo após perder as eleições, que aconteceram em novembro.

Nesse período, Gbabo ordenou a morte de mais de três mil opositores, até abril, quando foi preso pelas tropas aliadas ao seu opositor, Alessane Ouattara. Sua prisão aconteceu antes que a Corte Criminal Internacional pudesse incriminá-lo por crimes contra a humanidade.
O governo de Gbabo deixou o país com sérios problemas econômicos devido às sanções econômicas e à queda de investimentos estrangeiros, deixando vários cidadãos desempregados.




Na foto, crianças garimpam em busca de ouro
às margens do rio Iga Barriere, região leste do Congo


Na foto, um campo de refugiados no Chade.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Ocha aponta melhora nas condições sanitárias no Haiti

O Repórter | Mundo

Redação - 02 de julho de 2012 às 17:05

NOVA YORK (Rádio ONU) - O Escritório para Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU, Ocha, afirma que as condições sanitárias para os deslocados no Hati "melhoraram consideravelmente" nos últimos meses.

O Ocha cita uma doação de US$ 3,5 milhões, equivalentes a cerca de R$ 7 milhões, feita no começo do ano pelo Fundo Central de Resposta a Emergências. O dinheiro permitiu que agências da ONU, como o Unicef, lançassem projetos para eliminação de resíduos.

Cólera

Ainda de acordo com o departamento da ONU, desde março, houve melhora no sistema de esgoto em 120 campos de deslocados e queda de um terço dos sanitários a céu aberto.

Segundo o representante do Ocha no Haiti, Herbert Schembri, sem esse trabalho, haveria um maior risco da população contrair cólera, especialmente durante a época de chuvas.

Ameaça

Apesar de queda de 75% nos deslocados desde o terremoto, mais de 390 mil haitianos ainda vivem em acampamentos. A maioria convive com a ameaça de cólera em áreas onde as condições sanitárias são precárias.

De acordo com o Ocha, dados do governo do Haiti mostram que os casos de cólera têm aumentado, com 227 pessoas infectadas por dia nas três primeiras semanas de junho, contra 61 casos diários em março.

Mais de 7 mil pessoas já morreram no Haiti devido ao cólera e mais de meio milhão foram afetadas, desde o começo da epidemia, em outubro de 2010.