segunda-feira, 30 de abril de 2012

Companhia aérea dedica avião missionário para ajudar Haiti em trabalho

Gospel Notícias
Por Bruno Alves em 30 de abril de 2012



Segundo o Charisma News, a companhia aérea de trabalho humanitário MAF (Companhia de Aviação de Missões) dedicou um novo avião que irá apoiar o trabalho das igrejas, equipes médicas e trabalhadores humanitários no Haiti. O avião, que partirá em maio, ajudará a reconstruir a nação que ainda sofre com os danos causados pelo terremoto em janeiro de 2010.

“O avião é a ferramenta que Deus deu à MAF para chegar a um mundo ferido e perdido”, disse John Boyd, presidente da MAF. “E dois anos depois do terrível terremoto, o Haiti continua a doer, tanto físico como espiritualmente”

Uma cerimônia, liderada pelo diretor de recursos da MAF, David Rask, foi realizada no último sábado para o pronunciamento do avião Cessna Caravan. David falou sobre o plano de ajuda e seu impacto:

“Uma das tarefas principais deste plano será para transportar equipes de trabalho de pessoas que vêm dos EUA por uma ou duas semanas para construir escolas, orfanatos e clínicas médicas, para fornecer água potável ou para construir igrejas. Em tempos de grandes necessidades, tais como terremotos e inundações, este plano vai levar água, comida e abrigo”.

A cerimônia foi dedicada como parte de uma dia de atividades, que incluíram passeios de avião, alimentação com panquecas, desenhos como presentes, vídeos e atividades infantis. A MAF serve o Haiti há 25 anos e possui uma base permanente no aeroporto de Porto Príncipe, capital do país.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Pequenos dão grande exemplo

JMM - Missões Mundiais
Por Marcia Pinheiro 26 de abril de 2012

As crianças da classe Leão de Judá, da Escola Bíblica Dominical da Igreja Batista Missionária Emanuel, emManaus/AM, são um grande exemplo de que todos podemos fazer Missões orando, contribuindo ou seguindo ao campo missionário.

Segundo a professora da classe, Andressa Sarmento, quando a igreja assumiu no início do ano que cada classe adotaria um missionário ou projeto de Missões Mundiais, seu sonho havia se tornado realidade.

Antes, a professora já havia encorajado seus alunos a orarem pela Escola Estrela Brilhante, no Senegal, coordenada pela missionária Maria Ivonete.

Este ano, a classe passou a adotar o projeto PEPE Haiti, que em janeiro abriu suas duas primeiras unidades neste que é o país mais pobre das Américas. A professora, que também é coordenadora estadual e conselheira das Mensageiras do Rei em sua igreja, buscou dados sobre o projeto com Missões Mundiais e repassou as informações para a classe.

Durante a pesquisa, a professora conheceu as dificuldades do povo haitiano e suas necessidades espirituais, principalmente das crianças.

“Foi naquele momento que Deus falou ao meu coração e tive a certeza de que era sobre o PEPE Haiti que eu deveria falar no momento missionário com as crianças da EBD”, disse a professora Andressa.

Durante todo o mês de Campanha, ela incentivou seus alunos a orarem e contribuirem com Missões. Ela acredita que as crianças, ainda que não possam ir a um lugar distante, podem fazer missões na sua casa, na sua escola, na sua rua...

“Os professores de classes infantis de EBD precisam transmitir a visão missionária para nossas crianças de uma forma que as ensinem a amar e fazer Missões”, considera a professora.

Andressa louva e agradece a Deus porque sua classe ultrapassou o alvo financeiro da Campanha 2012 de Missões Mundiais, "Eles precisam de Cristo, a paz que liberta", e adotou o PEPE Haiti através do Programa de Adoção Missionária (PAM).

“No encerramento da campanha de Missões Mundiais em nossa igreja, a classe Leão de Judá foi convidada a testemunhar da adoção que fez. Isso incentivou as demais classes a fazerem o mesmo. E o que é mais legal é que nossa igreja ultrapassou o seu próprio alvo”, revela.

Algumas crianças decidiram compartilhar seu amor por Missões

Anna Katarina Granjeiro, 11 anos: “Meu sonho é ser missionária, porque eu gosto de ofertar e amo a Palavra de Deus. Estou aprendendo muito sobre o que é Missões e a importância de orar e contribuir. Fico muito feliz por ajudar na construção de um novo PEPE no Haiti e estarei orando para que Deus abençoe esse projeto e a todos de Missões Mundiais.”

Larissa Lima Sarmento, 10 anos: “Tenho aprendido a amar missões e quando crescer quero ser missionária pra falar de Jesus às crianças. Para alcançar meu alvo para Missões, vendi bombons na escola. Eu gosto de contibuir e quero ajudar a construir mais 20 PEPEs e ajudar os missionários de todo o mundo. Missões pra mim é obedecer a ordem de Jesus, que é falar Dele às pessoas que não O conhecem. E tenho aprendido isso desde pequenininha com meus pais.”

Karen Almeida Fontenelle, 8 anos: “Eu e minha igreja estamos orando todos os dias por Missões Mundiais. Fomos desafiados a orar todos os dias pela coordenadora do PEPE Haiti. Recebemos uma bandeirinha com sua foto e os motivos de oração. Quando cheguei em casa, grudei a bandeirinha bem na minha cama pra não me esquecer de orar. Tenho aprendido a importância de falar de Jesus para as pessoas e a amar Missões.”

Alstom assina dois contratos para hidrelétricas no Haiti e no Equador

Monitor Mercantil

A Alstom fechou dois contratos na América Latina, no valor total de quase 60 milhões de euros para a reforma de uma usina hidrelétrica no Haiti e o desenvolvimento de uma nova planta no Equador. No Haiti, o contrato de 35 milhões de euros foi assinado com a fornecedora federal de eletricidade EDH e inclui uma revisão geral das três unidades (18MW cada) da usina hidrelétrica de Péligre, com uma produção de 54 MW.

Péligre atualmente opera a menos de um terço de sua capacidade total, com duas unidades fora de serviço e uma em operação parcial. Após a reforma, as unidades terão maior eficiência e confiabilidade, e estarão adaptadas às instabilidades da rede elétrica do Haiti.

A Alstom realizará a restauração total dos equipamentos eletromecânicos e hidromecânicos da usina, incluindo um novo design hidráulico para cada turbina com uma revisão das peças embutidas atuais, novos sistemas de resfriamento e drenagem, e recondicionamento das comportas da represa. Um novo sistema Smartcontrol SX irá garantir a automação da usina. O projeto inclui balanceamento de planta e algumas obras civis. A estimativa é de que ele tenha início dentro de um mês, e a última unidade modernizada deverá entrar em operação em 2015.

Localizada no Rio Artibonite, a 70 quilômetros da capital Port-au-Prince, Péligre é a principal fonte de eletricidade do país, fornecendo irrigação e proteção contra enchentes para a agricultura local. Por essa razão, a reabilitação será realizada sem a drenagem do reservatório.

- A energia é uma necessidade essencial para reconstruir o país e melhorar as condições de vida. A Alstom tem orgulho de trabalhar em parceria com a EDH em um projeto com tantas implicações positivas para a população e a indústria do Haiti - comentou Jérôme Pécresse, Presidente mundial do setor Renewable Power da Alstom.

No Equador, a Alstom, como parte de um consórcio, irá fornecer 2 turbinas Kaplan de 30 MW cada, geradores e o sistema de controle para a usina Manduriacu, no Rio Guayllabamba. A participação da Alstom é de cerca de 25 milhões de euros. O consórcio também será responsável por equipamentos hidromecânicos e balanceamento de planta.

A operação comercial da primeira unidade começará no fim de 2014. A usina terá duas unidades e os equipamentos serão produzidos em Taubaté, uma das maiores unidades da

Alstom Hydro no mundo.

O market share da Alstom na área de produção de energia no Equador é de cerca de 20%. A empresa já fabricou equipamentos para outros importantes projetos hidrelétricos no país, como Molino (1075 MW), Pucara (70 MW), San Francisco (240 MW), Mazar (2 x 85 MW) e Ocana (2 x 13 MW - a ser comissionado). As principais referências da Alstom no país são Esmeraldas (130 MW) e Trinitaria (130 MW), usinas de energia movidas a óleo.

- A América Latina representa um grande oportunidade de crescimento. A Alstom está investindo na região para garantir mais negócios e, assim, contribuir para o desenvolvimento da infra-estrutura -, afirmou Marcos Costa, vice-presidente dos setores Renewable Power e Thermal Power da Alstom na América Latina.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Chuvas matam dois e deixam centenas de desabrigados no Haiti


Terra Notícias:


Duas pessoas morreram e centenas ficaram desabrigadas em consequencia das inundações causadas pela chuva que atinge há mais de 24 horas a capital do Haiti, Porto Príncipe, informaram nesta quinta-feira fontes oficiais.

Uma criança de seis anos e uma idosa morreram após serem arrastados pelas águas em Mariani, na periferia da capital. Esta é uma das zonas da cidade mais afetada pelas inundações.

Duas casas foram destruídas e ocorreram pelo menos dois deslizamentos de terra nesta localidade. Outros setores de Porto Príncipe também se encontram em situação difícil devido ao transbordamento de rios e córregos e à interrupção do tráfego em diversas estradas.

Em Cité Soleil, também na periferia, 3.800 famílias foram afetadas pelas inundações. Além disso, diversas outras localidades vivem situação parecida.

sábado, 14 de abril de 2012

Brasil reduz tropas no Haiti e muda foco de missão

BBC Brasil - Notícias

A bordo de um veículo fortificado, um militar brasileiro percorre lentamente uma rua de Croix-des-Bouquets, bairro na periferia da capital haitiana, Porto Príncipe. Ao chegar ao fim da via, engata a marcha a ré e regressa com igual cuidado ao ponto de onde partiu, até erguer o polegar para um colega, sinalizando o cumprimento da missão.

A despeito de qualquer semelhança, a cena não retrata uma patrulha da Minustah (Missão da ONU para a Estabilização no Haiti, cujo braço militar é chefiado pelo Brasil) em alguma região perigosa de Porto Príncipe, mas sim o asfaltamento das ruas que darão acesso ao primeiro hospital permanente de Croix-des-Bouquets, uma das várias obras em curso tocadas pela missão.

À medida que a remoção dos escombros do terremoto de 2010 deixa para trás a fase emergencial e que os níveis de violência se estabilizam no Haiti, a Minustah – estabelecida em 2004 – começa a reduzir seu contingente e a mudar o foco da missão.

Nos próximos meses, conforme determinação do Conselho de Segurança da ONU, a Minustah concluirá a repatriação de 2.750 (20%) de seus 13.331 integrantes, fazendo com que a força volte a patamar próximo do que tinha antes do terremoto de 2010.

O contingente do Brasil, o maior entre os 56 países que integram a missão, perderá 288 de seus 2.189 membros até abril. Nos contingentes de outras nacionalidades, a redução já foi praticamente concluída, segundo a missão.

As mudanças ocorrem após uma série de denúncias contra a Minustah, como a de que a recente epidemia de cólera que matou cerca de 7 mil haitianos e contaminou pelo menos 400 mil começou num acampamento de militares nepaleses. A acusação ganhou força em maio de 2011, quando um relatório patrocinado pela ONU apontou o acampamento nepalês como a provável origem do surto.

Outro acontecimento que gerou críticas à missão foi a divulgação, em setembro, de um vídeo em que cinco soldados uruguaios abusavam de um jovem haitiano. Os militares foram repatriados e estão presos.

Novos procedimentos


Brasileiros asfaltam rua na periferia de Porto Príncipe (Foto: João Fellet)

Comandante da vertente militar da Minustah, o general brasileiro Luiz Eduardo Ramos diz à BBC Brasil que a realização pacífica da última eleição presidencial haitiana, no ano passado, mostrou que o Haiti estava mais estável e que a missão poderia alterar alguns procedimentos.

"Naquela época, as tropas estavam usando blindados, coletes, capacetes, armamento muito forte – uma postura que não se justificava mais", afirma Ramos, para quem o Haiti hoje, em termos de segurança, "está em boas condições para um país da América Central".

Em agosto, o general determinou que os blindados só fossem usados à noite e que os militares atuassem de maneira menos ostensiva, com armas mais leves. Paralelamente, em coordenação com o comando civil da Minustah, ampliou os investimentos da missão em obras.

"Hoje a nossa menina dos olhos é a engenharia. Na sua essência (a missão) não mudou, mas agora ela é uma missão mais voltada ao viés humanitário", diz.

Além de asfaltar vias, os militares estão instalando postes elétricos (abastecidos por energia solar), drenando canais, construindo escolas, hospitais e prédios para o governo haitiano, removendo entulho, limpando vias e perfurando poços artesianos, entre outras ações.

Segundo o general, a redução no contingente não afetará essas atividades, pois só serão repatriados soldados de infantaria, e não engenheiros militares. Hoje, os engenheiros representam 15% do total de integrantes da Minustah, porcentagem que deve aumentar nos próximos meses.
Contrastes em Cité Soleil


Soldados da Minustah durante patrulha em Porto Príncipe, Haiti (Foto: João Fellet)

Os resultados da maior ênfase em engenharia são visíveis em partes de Cité Soleil, bairro pobre de Porto Príncipe outrora dominado por gangues. Hoje, muitas das vias do bairro estão pavimentadas e limpas, e as melhores condições de segurança permitem que ONGs estrangeiras atuem em escolas locais.

Em compensação, em áreas do bairro que ainda não foram beneficiadas pelas ações, o lixo mistura-se com as casas, não há iluminação pública à noite e o esgoto corre a céu aberto.

A BBC Brasil acompanhou uma patrulha rotineira de militares brasileiros pelo bairro. Embora a maioria dos moradores reagisse com indiferença aos soldados (à exceção das crianças, que pediam dinheiro e esticavam as mãos para cumprimentá-los), um jovem adulto interpelou o grupo para dizer que líderes de gangues expulsas estavam regressando ao local.

No comando da equipe, o major Reginaldo Rosa dos Santos respondeu, por intermédio do tradutor, que o novo delegado da Polícia Nacional do Haiti (PNH) responsável pela região, cuidaria do caso.

Isso porque, ainda que militares da Minustah façam patrulhas e, eventualmente, participem de operações para combater grupos criminosos, cabe à PNH apurar denúncias e efetuar prisões. Conforme o mandato que a instaurou, a Minustah – por intermédio da UNPOL, a polícia da ONU – deve prover "apoio operacional à PNH", além de supervisionar a ampliação e reforma da instituição.

No entanto, para o senador haitiano Youri Latortue, além de não apoiar a PNH como deveria, a Minustah é incapaz de evitar abusos de seus integrantes. Latortue, que culpa a missão pela epidemia de cólera, diz ter recebido na Comissão de Justiça do Senado doze denúncias de estupro e abuso de menores por militares estrangeiros.

Embora avalie a redução no contingente da Minustah como "um passo importante", ele defende que as tropas estrangeiras sejam substituídas em dois anos por uma nova força haitiana, intenção já anunciada pelo presidente Michel Martelly – que, no entanto, não estipulou um prazo para a implantação da nova unidade.

O senador diz que a instauração da Minustah tinha um propósito justo: estabilizar o país durante a turbulência social que sucedeu a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide.

Aristide, que desmantelara o Exército em 1994 após ter sido deposto num golpe, voltou a deixar o país em 2004, em meio a graves distúrbios após a morte do líder de um grupo criminoso.

Porém, oito anos depois, Latortue afirma que o cenário mudou e que a manutenção das tropas estrangeiras assusta investidores. "Não temos uma situação de guerra no Haiti, temos um presidente eleito e temos congressistas eleitos."

Segundo ele, com mais 3 mil policiais e 5 mil homens na nova força, o Haiti poderia assumir integralmente sua segurança.
Recursos internacionais


Algumas áreas de Cité Soleil ainda exibem sinais de abandono (Foto: João Fellet)

Um motorista de Porto Príncipe que se identifica como Will Smith acrescenta outra crítica à missão: para ele, a Minustah fere a soberania do país ao decidir como é investida grande parte dos recursos internacionais destinados ao Haiti. Ele acredita que o governo haitiano deveria se encarregar dessas decisões.

Já o general Ramos diz que a missão trata com rigor todas as denúncias de abusos e que uma pesquisa conduzida pela missão nos bairros de Cité Soleil e Belair mostrou que 80% dos moradores querem que a força permaneça no país por enquanto.

"Logicamente há interesses contrariados na presença da ONU, alguns dos quais têm poder de influenciar na mídia." Ele atribui parte das críticas a "alguns focos de pessoas ligadas a gangues que foram neutralizadas pela tropa brasileira".

Segundo ele, ainda não é o momento de montar um Exército haitiano que substitua a Minustah. "Exército é caro, não sei se o país teria recursos necessários, porque precisa de hospitais, escolas."

Para o embaixador do Brasil no Haiti, Igor Kipman, "ninguém tem o objetivo de se perenizar no Haiti". No entanto, ele diz que a Minustah sucede cinco missões da ONU que se retiraram prematuramente do país.

"O haitiano quer que nós vamos embora? Quer. Mas todos os níveis, do presidente aos moradores de Cité Soleil, entendem que não pode ser uma retirada precipitada e imediata, com o risco de haver retrocesso às condições de 2004", afirma.

Milícia que derrubou ex-presidente do Haiti volta a se mobilizar no país

BBC Brasil - Notícias


Ex-militares desfilam em parada no terreno de uma base militar
abandonada na capital Porto-Príncipe



A milícia de ex-militares que ajudou a derrubar o ex-presidente Jean Bertrand Aristide em 2004 voltou a se mobilizar no Haiti após quase sete anos na inatividade. O grupo já reúne 15 mil membros e mantém o controle de um edifício do governo invadido há mais de 20 dias em Cap Haitien.

As principais exigências da milícia são a recriação do Exército - uma promessa do atual presidente Michel Martelly - e o pagamento de pensões a militares reformados.

O governo haitiano e a Polícia Nacional tentam resolver o impasse de forma pacífica, segundo o general brasileiro Fernando Rodrigues Goulart, comandante da missão de paz da ONU no Haiti.

Ele afirmou à BBC Brasil que as forças internacionais acompanham a negociação à distância, mas podem intervir se necessário.

"Estamos preparados para cumprir qualquer tarefa", disse Goulart.

Dos 10.700 militares em missão de paz da ONU no Haiti, 2.132 são brasileiros.

Mobilização

O Exército haitiano foi dissolvido em 1995 pelo então presidente Aristide, que temia sofrer um golpe militar.

Em 2004, uma milícia de ex-militares se aliou ao grupo 184 (bloco político de direita) e conquistou militarmente o norte do país. Aristide deixou o poder dias depois e a ONU enviou capacetes azuis ao Haiti.

Os ex-militares operaram ilegalmente até 2005, quando foram desbaratados por forças da ONU. Seu líder, Remissanthe Ravix, foi morto pela polícia.

Porém, no fim do ano passado jovens interessados em integrar o novo Exército prometido por Martelly se juntaram a ex-militares para pressionar o governo. Eles ocuparam bases militares abandonadas e começaram a treinar.

Liderança

Armados e fardados, invadiram edifícios públicos em março de 2012. O maior deles é o escritório da Secretaria de Agricultura, em Cap Haitien (segunda maior cidade do Haiti), que permanece ocupado.

O movimento não tem uma liderança clara. O assessor do governo haitiano, Georges Michel, estimou o grupo em 15 mil integrantes e recomendou ao presidente criar um comando militar interino para preencher o vácuo de poder.

Em meio a uma crise política, Martelly vem pedindo calma e orientando os ex-militares a voltarem às suas casas enquanto o governo toma uma decisão sobre a recriação do Exército.

No último dia 29, Guy Philippe, o ex-líder do golpista grupo 184, disse em entrevista a uma rádio local que os ex-militares devem chegar em breve aos 30 mil homens.

"Eles têm armas e são treinados. Caso se tornem um Exército livre ninguém será capaz de controlá-los", disse.

Segurança

Apesar da turbulência política, a situação de segurança no país permanece estável, segundo o general Goulart.

"Tivemos recentemente relatos de tiros em Cité Soleil [principal favela haitiana], mas quando nossa tropa chegou ao local indicado não havia mais nada". Segundo ele não há região do país onde as tropas da ONU não operem.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Novos projetos de energia solar no Haiti

O Dia Online - Mundo

Estados Unidos - O ex-presidente americano Bill Clinton anunciou nesta sexta-feira quatro novos compromissos para fornecer energia solar no Haiti através dos parceiros de sua Fundação, após uma viagem de três dias ao país para verificar os trabalhos de instalação de painéis fotovoltaicos que já estão em andamento.

"Estes projetos mostram o poder da energia solar para transformar a vida de milhares de haitianos, trazendo aos estudantes melhores oportunidades para aprender, aos empresários de criar empregos, aos médicos de curar, fazendo o custo da eletricidade cair e cuidando do meio ambiente", disse Clinton em comunicado.

Assim, a firma chinesa Trina Solar, um dos parceiros da Fundação Clinton, que já doou energia solar para fornecer uma unidade de piscicultura e um orfanato, acrescentará agora outros 300 painéis que nutrirão de energia 20 escolas do departamento de Plateau Central (leste) para usar computadores e dar aulas.

Por outro lado, a Global Green EUA, em colaboração com a SunPower Foundation, proporcionarão cem quilowatts para ajudar as escolas mais pobres e outros prédios haitianos, e também alguns de seus parceiros no país, entre os quais destaca a escola dos Artistas para a Paz e a Justiça em Porto Príncipe.

"Nosso compromisso é dar aos estudantes um lugar para aprender, mas reduzindo a dependência do caro diesel e de combustíveis fósseis poluentes", assegurou Matt Petersen, presidente da Global Green.

Por sua vez, a JA Solar, outra firma chinesa, doará 400 painéis solares, equivalentes a 94 quilowatts, a uma organização sem fins lucrativos encarregada de promover uma indústria pesqueira no país.

Por último, a americana Greif presenteará duas unidades para filtrar água que funcionam com energia solar e que podem servir como estações de recarga de telefones celulares, e que serão instaladas em comunidades sem acesso à água potável.

A Fundação Clinton, que desde 2001 tenta introduzir melhoras em diversos campos como a saúde, a infância e o meio ambiente em 180 países já investiu um milhão de dólares para implantar a energia solar no Haiti, através de seus parceiros NRG Energy e Solar Electric Light Fund.

Clinton esteve acompanhado em sua viagem pelo Haiti, no qual visitou estes projetos em curso, por diretores de várias companhias e fundações de países como China, Israel e República da Irlanda interessadas no setor de energia.

EFE

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Novo contingente do Exército embarca para missão de paz no Haiti

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