quinta-feira, 1 de março de 2012

Programa apoiado pela Prefeitura chama atenção da Cruz Vermelha Americana

Jornal Correio do Brasil

O Programa Eco Cidadão, apoiado pela Prefeitura de Macaé, acaba de receber convite da Cruz Vermelha Americanapara implementar seu padrão de trabalho em comunidades de Porto Príncipe, capital do Haiti.

Segundo a coordenadora do Programa, Marielza Horta, o trabalho seria embasado na educação para a sustentabilidade, mobilidade social, cultura de paz e direitos humanos.

- Fizeram o convite baseados nos resultados altamente positivos e em todas as metodologias realizadas em Macaé, pois o programa mobiliza as pessoas mais excluídas e as residentes em áreas de alta vulnerabilidade social.

Além do apoio da Prefeitura de Macaé, o trabalho é realizado em parceria com instituições estrangeiras. “Posso citar organizações que, permanentemente, cooperam com o Eco Cidadão, como a Purac Sínteses, Habitat ONU, Universidade Aberta do Porto (Portugal), Borria Macaé, Fundação Ruaf, da Holanda, PES do Peru, IDRC (Canadá), enumerou a coordenadora. Ela ressaltou a importância do convite.

- O convite é muito importante para a trajetória do Eco Cidadão, principalmente por reafirmar nossa missão de disseminar as práticas e valores do Programa, capaz de contribuir para a coesão social em várias regiões do mundo, onde for adotado.

Numa visão geral, a coordenadora apontou respostas significativas ao trabalho, sucesso que considera o verdadeiro motivo do convite da Cruz Vermelha Americana para atuar em Porto Príncipe.

- Com o trabalho do Eco Cidadão, o público-alvo passou a cuidar mais do ambiente em que vive, passando da visão utilitarista, de apenas usufruir do que existe na natureza, para uma outra de suprimento e cuidados com o meio. Ela se deteve em analisar as mudanças de comportamento de relevantes grupos, formadores do público – alvo.

- As crianças do ensino fundamental, envolvidas pelo Programa, têm apresentado resultados altamente positivos. Um dos pontos a ressaltar são as grandes mudanças na alimentação desse grupo, que se torna cada vez mais natural, portanto mais saudável, com o plantio de árvores frutíferas, verduras, hortas, até mesmo nos menores espaços disponíveis em suas casas.

Mudanças Sociais – Segundo Marielza, as relações de convivência interpessoais em áreas de risco social apresentam grandes transformações por estarem baseadas numa cultura de paz. Entre os jovens, cultiva-se o incentivo à participação cidadã, antagônica à alienação, pela compreensão da realidade que vivem , pelo reconhecimento do seu papel na sociedade e a importância da preservação ambiental.

Assentados – Esta parcela do público –alvo do programa passou a à prática da agricultura orgânica – plantio sem agrotóxicos – e desenvolveu a consciência do respeito aos ciclos naturais; exercita o combate às práticas poluentes e predatórias; apresenta melhorias nas relações de vizinhança; praticam o respeito aos animais.

Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS) – Os atendidos no Centro participam com muito interesse das oficinas de agricultura urbana e buscam melhorias das suas condições de vida e, hoje, entendem a estreita relação entre saúde, bem-estar e preservação ambiental, além das mudanças de hábitos alimentares. Aprenderam a discutir seus direitos, a lutar contra a discriminação e em favor da recuperação de limitações.
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