segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

IICA aponta melhorias na fome no Haiti

O NORTÃO JORNAL

O Instituto apresentou ao Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) as lições aprendidas do programa de assistência técnica que executa no Haiti, criado como resposta de emergência após o terremoto de 2010
A convite da Diretoria para América Latina e Caribe do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) apresentou, em Roma, os resultados do Programa de Apoio para a Segurança Alimentar e Criação de Empregos (PASAC, sigla em francês) que executa no Haiti, focado nas zonas rurais afetadas pelo terremoto de janeiro de 2010.

O projeto, com US$3,2 milhões provenientes do FIDA, é executado pelo IICA em parceria com o Centro Haitiano para a Promoção da Agricultura e a Proteção do Meio Ambiente (CEHPAPE, sigla em francês), a Fundação Haitiana para o Desenvolvimento Integral da América Latina e Caribe (FONHDILAC, sigla em espanhol) e 14 associações de risco desse país, com a supervisão do Ministério de Agricultura do Haiti.

O informe do programa foi exposto ao Conselho de Governadores do FIDA, durante um encontro com a presença do Ministro da Agricultura do Haiti, Hebert Docteur; da Diretora para América Latina e Caribe do FIDA, Josefina Stubbs; o Oficial de Programas do Fundo para Haiti, Marco Camagni, e embaixadores dos países membros do IICA.

Alfredo Mena, Representante do IICA no Haiti, e Alain Thermil, especialista em projetos do Instituto, expuseram os principais aspectos do PASAC, como seu contexto histórico, marco institucional, avaliação de resultados e avaliação da capacidade de resposta. A apresentação incluiu um vídeo documental sobre a fase inicial do programa.

Segundo informou o FIDA, o Ministro Docteur destacou que “os resultados do projeto são estimulantes”. “É um modelo interessante, pois pequenos produtores participam na tomada de decisões”.

O PASAC nasceu com o objetivo de fazer com que a população haitiana receba seus benefícios de maneira permanente e sustentável. O impacto do programa (que tem data para terminar em 31 de março de 2012) aconteceu em dois níveis: atenção da emergência provocada pelo terremoto e um maior impulso ao desenvolvimento.

Quanto à atenção urgente, o programa aportou US$1 milhão para a limpeza e reabilitação de infraestruturas de risco, correção de córregos e revitalização de bacias hidrográficas e hortas. Entre os benefícios está a retomada das atividades agrícolas do país em outubro passado e o reinicio do ano escolar na ilha.

No âmbito do desenvolvimento do programa, as comunidades receberam capacitação para a gestão eficiente da água, assim como a administração técnica e financeira das atividades produtivas vinculadas a este recurso, como por exemplo a irrigação.

“É impressionante que uma quantidade modesta de dinheiro tenha sido capaz de ajudar a milhares de famílias a reconstruir a infraestrutura agrícola destruída pelo terremoto”, disse Josefina Stubbs.

Por outro lado, a criação de empregos sustentáveis tem sido fortalecida pela reabilitação de caminhos e infraestruturas de risco, a construção de instalações de armazenamento e o apoio do programa às microempresas, benefícios que resultaram no aumento da produção e melhoria da segurança alimentar do haitianos.

O FIDA é o segundo maior investidor do setor agrícola do Haiti; desde 1978 até hoje tem investido US$160 milhões.
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