segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Brasil e Haiti assinam acordo para começar a construir hidrelétrica

Folha.com - 25/11/2011

Os governos do Brasil e do Haiti assinaram nesta sexta-feira um acordo que delimita a área onde será construída uma usina hidrelétrica projetada pelo Exército e que fornecerá energia elétrica para cerca de 1 milhão de haitianos.

O projeto havia sido concluído no início do ano passado pela engenharia do Exército, mas o acordo firmado hoje dá início às obras na prática. Os trabalhos de terraplanagem começarão em breve.

A usina deve custar aproximadamente US$ 350 (R$ 660 milhões), dos quais U$ 45 milhões (R$ 84 milhões) serão financiados pelo Brasil. O restante do custo será pago pela comunidade internacional.

O complexo hidrelétrico é considerado de médio porte e será instalado no rio Artibonite, na região central do país.

As obras devem deslocar cerca de 300 famílias, segundo o governo haitiano. O problema é que no passado essa mesma comunidade já foi retirada uma vez de suas terras para a construção de uma outra hidrelétrica.

O contrato prevê uma etapa inicial de seis meses, na qual acontecerá o preparo do terreno e a instalação da comunidade que habita o local em outra região.

O contrato foi assinado na presença do premiê Garri Cornille e do embaixador brasileiro Igor Kipman - que costurou o acordo.

O premiê agradeceu a ajuda brasileira oferecida ao Haiti após o terremoto que devastou o país em 12 de janeiro de 2010. Kipman, por sua vez, elogiou a coragem do povo haitiano.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

PEPE HAITI



Conexão 2012 promete impactar o Haiti

JMM - Missões Mundiais

Por Willy Rangel 21 de novembro de 2011

Uma caravana de 26 voluntários vai impactar o Haiti com o Evangelho. De 5 a 18 de janeiro de 2012, o projeto Conexão Haiti segue para o país caribenho para servir as comunidades de Porto Príncipe e cidades próximas com atividades evangelísticas nas áreas de educação, saúde, capelania, assistência social e KidsGames, entre outras.

O Conexão Haiti é mais uma iniciativa do setor de voluntários da Junta de Missões Mundiais, coordenado pelo Pr. Marcos Grava, que esteve à frente de projetos similares na África do Sul, em 2010, e na Itália e em Israel, este ano.

Da caravana, participarão brasileiros e estrangeiros. Dos brasileiros, são 13 pessoas do Rio de Janeiro, quatro de Minas Gerais, uma do Pará, uma do Mato Grosso, uma do Espírito Santo, uma de Pernambuco, uma de São Paulo e uma do Distrito Federal. Integrarão a caravana dois haitianos que estão no Brasil cursando Teologia e um chileno.

Os participantes da caravana devem ser pessoas crentes em Jesus Cristo, comprometidas com Deus e a Igreja e ter uma vida cristã exemplar, firmeza doutrinária e aptidão comprovada para evangelização, pregação do Evangelho e submissão à liderança.

As inscrições para o Conexão Haiti já estão encerradas, mas se você quiser saber mais sobre esse e outros projetos, mande um e-mail para voluntarios@jmm.org.br.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Olé Brasil se despede dos jovens haitianos

Fonte: Ribeirão Preto Online

O Olé Brasil fará uma cerimônia especial no domingo (20), na sede do clube, para se despedir e homenagear os 11 jovens atletas haitianos, de 14 a 16 anos, que participaram do Projeto de Cooperação Esportiva durante um período de 9 meses.

Na segunda-feira (21), o grupo deixa o Brasil e retorna à terra natal. Durante o intercâmbio, os garotos formaram a equipe Olé Haiti e juntos participaram de 15 amistosos, além de disputarem três campeonatos.

Na Brazil Cup em Poços de Caldas, a equipe foi campeã invicta e terminou em segundo lugar no Olé Cup. Já na Copa Paulista de Garotos saíram como campeões virtuais, já que a competição ainda não terminou. O grupo também teve na agenda uma programação cultural, onde conheceu o Carnaval, outras festas tradicionais brasileiras e fez assistiu a partidas de futebol do CampeonatoBrasileiro, em São Paulo.

O Projeto

A parceria entre Olé Brasil FC, Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Ministério das Relações Exteriores e Ministério da Juventude, dos Esportes e do Civismo (MJSAC) do Haiti, resultou no Projeto de Cooperação Técnica para a implementação de projetos de inserção social através do esporte em caráter solidário.

A iniciativa contribui para o estreitamento das relações do Brasil com o Haiti, mediante a inclusão social de adolescentes carentes através de estímulo ao desenvolvimento esportivo, psicossocial, intercâmbio cultural e resgate da cidadania.

Uma comissão do Olé embarca para o Haiti no dia 12 de dezembro, quando realizará uma nova seleção que irá selecionar 22 novos atletas para participarem do programa, que começa em fevereiro de 2012.

Presidente do Haiti anuncia plano para recriar Exército

Mundo | Reuters

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

PORTO PRÍNCIPE (Reuters) - O presidente do Haiti, Michel Martelly, anunciou nesta sexta-feira um plano para reconstituir as Forças Armadas do país, que foram abolidas há 16 anos.

Em declarações feitas em uma cerimônia na capital, Porto Príncipe, para celebrar o dia das Forças Armadas, Martelly disse ter criado uma comissão para preparar um projeto de restabelecimento das forças militares haitianas.

A iniciativa contraria as opiniões expressas por opositores internos e doadores estrangeiros de fundos, que dizem que o retorno do Exército poderia ser um fator de divisão no Haiti e de desvio de recursos do governo, que está empenhado em reconstruir o país após a destruição causada pelo terremoto do ano passado.

O Exército anterior era criticado por violações dos direitos humanos.

(Por Joseph Guyler Delva)

Mosquiteiros começam a dar resultados positivos contra a malária

Meus amigos, essa matéria poderá nos ajudar bastante na prevenção à Malária lá no Haiti. Porém, não ela não revela a localização e contatos da Fábrica destes Mosquiteiros. Então, se você souber e puder nos fornecer, ajudará bastante na construção de uma possível parceria.
Vale a pena ler!
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Portal Quinari - O portal da terra do amendoim (Acre)

A distribuição de mosquiteiros e cortinados impregnados com inseticida no Vale do Juruá começa a surtir efeito positivo no combate à malária. Segundo o supervisor geral de campo da Gerência de Endemias em Rodrigues Alves, Sandro Melo, a ação benéfica dos mosquiteiros já foi detectada na localidade Agrovila. A comunidade é uma das que mais apresentam casos de malária no município e por isso logo no primeiro lote que chegou ao Vale do Juruá foi contemplada com 92 cortinados de casal, 47 de solteiros e 91 mosquiteiros. A distribuição aconteceu entre 11 de dezembro de 2009 a 06 de janeiro de 2010.

Em novembro, houve 74 casos de malária na Agrovila. Em dezembro, quando foi iniciada a distribuição, o número de casos baixou para 49; em janeiro nova redução, desta vez para 25 casos e em fevereiro, até hoje, apenas um caso foi positivo. Para Sandro Melo, a diminuição está diretamente relacionada à distribuição dos mosquiteiros impregnados e, claro, aliada à ação dos agentes de endemias que estão diariamente em campo fazendo seu trabalho e orientando a população a realmente usar o mosquiteiro.

Entre cortinados e mosquiteiros, já foi distribuído em Rodrigues Alves 862 unidades em cinco comunidades: Gleba Paraná, Gleba Três de Maio, Agrovila, comunidade Valquiria e ramal da União. A gerência de Endemias no município conta com 48 agentes de Endemias e 18 microscopistas, que, segundo Sandro, estão mobilizados para intensificarem a distribuição, assim que chegarem novos lotes. A Gerência de Endemias de Cruzeiro do Sul está concentrando a distribuição ao longo da BR-364, que também apresenta índices mais elevados de malária que a média.

Chegam mais 20 mil unidades

Ontem à noite chegou mais um avião Hércules da Força Aérea Brasileira, que veio diretamente de Vitória no Espírito Santo trazendo quase 20 mil unidades de mosquiteiros. Os mosquiteiros já deveriam ter chegado ao Estado, mas devido à utilização de aeronaves da FAB no socorro ao desabrigados do Haiti, aconteceu o atraso. A Gerência de Endemias de Cruzeiro do Sul, paralelamente à distribuição de mosquiteiros, está levando ao ar pela Rádio Aldeia uma campanha de conscientização para as pessoas que resolverem acampar em áreas de igarapés, lagos e lagoas, para que evitem o contato com o anofelino, o mosquito transmissor da malária.

Os mosquiteiros impregnados foram comprados pelo governo do Estado com recursos de emenda individual do senador Tião Viana no valor de R$ 1,5 milhão e foi adotada como nova estratégia de enfrentamento à malária, baseado no sucesso que a medida obteve no Sudeste Asiático.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Haitianos já removeram quase metade dos escombros do terremoto de 2010

PNUD Brasil

Nova York/Porto Príncipe, 20/10/2011

Um ano e nove meses após a tragédia, a remoção e a reciclagem de entulho se mostram vitais para a reconstrução do país; haitianos estão no centro do processo coordenado pelo PNUD




Mais de 40% dos 10 milhões de metros cúbicos de entulho gerados pelo terremoto que atingiu o Haiti no ano passado já foram removidos do país. A operação é uma das maiores do gênero já realizada pelas Nações Unidas e seus parceiros, sob a coordenação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

“Tem sido uma tarefa colossal”, disse Jessica Faieta, diretora do PNUD Haiti. “Nos últimos 20 meses temos trabalhado sem parar com o governo haitiano, organizações da sociedade civil, entidades internacionais e principalmente com membros da comunidade, nessa limpeza de proporções épicas”.

Faieta considera que o progresso realizado desde o terremoto de 12 de janeiro do ano passado deve ser medido de acordo com a grande escala de problemas enfrentados pela nação - a mais pobre de todo o hemisfério Ocidental -, em um desastre que tirou a vida de 200 mil pessoas e que destruiu parte vital da infraestrutura do país.

Mais de 80 mil casas e prédios na capital Porto Príncipe e nos arredores desabaram após o terremoto de magnitude 7,0, deixando um rastro de destruição em forma de concreto, aço e outros detritos. O volume dos destroços equivale a 4 mil piscinas olímpicas. Um ano após o evento, cerca de 2 milhões de metros cúbicos de detritos haviam sido retirados.

Em conjunto com o governo haitiano, o PNUD coordena as atividades com quase 50 parceiros no país. Organizações não-governamentais, setor privado e agências irmãs do Sistema ONU trabalham para mapear os locais em que as iniciativas de remoção de entulho são necessárias.

“As iniciativas de remoção de detritos são parte fundamental do processo de reconstrução do Haiti”, disse Nigel Fisher, coordenador das atividades humanitárias e do Sistema ONU no país.

“Estamos trabalhando para a recuperação dos distritos mais afetados e para a melhoria das condições de vida da população através do acesso a serviços básicos, permitindo que os haitianos possam voltar para casa em segurança”.

A ONU também apoia o governo na finalização da Estratégia Nacional de Gerenciamento de Detritos. A estratégia está sendo desenhada para estabelecer ferramentas e procedimentos para remoção e reciclagem de entulho, além de preparar parceiros do governo e do terceiro setor para desastres dessa natureza.

Guiado pelo plano nacional, o governo espera aprovar outros centros de processamento de detritos na capital – atualmente, há uma única estação desse tipo, localizada a duas horas de carro das áreas mais afetadas em Porto Príncipe. Com os novos centros, estima-se que ao menos 50% do entulho possa ser triturado e moído para servir de base na reconstrução de casas, rodovias e pavimentação dos bairros.

Como boa parte das comunidades afetadas encontra-se em morros e encostas, um dos grandes desafios das operações envolve o transporte de equipamentos e maquinário pesado até os locais, o que exige que o trabalho seja feito, em muitos casos, de forma manual.

Em parceria com o Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT), a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Escritório da ONU de Serviços para Projetos (UNOPS), mais de 7 mil haitianos foram treinados e contratados para realizar serviços de remoção manual e mecânica de escombros, reciclagem, serviços elétricos, carpintaria e construção civil.

O projeto foi aprovado e financiado pelo Comitê Interino de Reconstrução do Haiti, formado por oficiais do governo haitiano, e outros importantes parceiros internacionais, como o ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton.

“A participação e o envolvimento da comunidade são essenciais. Os haitianos devem estar no centro do processo de reconstrução de seu país – o seu treinamento e empoderamento são cruciais para que eles mesmos possam gerenciar com sucesso a recuperação do terremoto”, disse Faieta.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Seleção Haitiana, mesmo eliminada das Eliminatórias, vence a partida de volta contra Antigua por 2 a 1, de virada, em casa!


Vitória de Honra para a Seleção Haitiana.
Mesma eliminada, venceu a partida de volta contra Antigua, em casa.

Parabéns, Haiti!

Seja um Intercessor!

“O Senhor disse a Gideão:
“Com os trezentos homens que lamberam a água
livrarei vocês e entregarei os midianitas em suas mãos”. 
Juízes 7:7

Desenvolvemos um Formulário Online para você preencher com os dados requeridos e passar a fazer parte da Rede de Intercessão  do Projeto de Deus para um Novo Haiti!


Juntos por um Novo Haiti!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Tribuna no Haiti - Série de Reportagens sobre a situação atual do Haiti

Tribuna no Haiti

A Rede Tribuna do Norte está com um enviado especial no Haiti e publica uma série de reportagens nesta página eletrônica:
Vale a pena conferir!

Haiti Helicóptero com três ministros realizou aterragem de emergência sem registo de feridos

Expresso.pt

4:46 Domingo, 13 de novembro de 2011

Porto Príncipe, 13 nov (Lusa) - Um helicóptero que transportava o primeiro-ministro do Haiti, Garry Conille, dois ministros e um assessor da Presidência teve de realizar hoje uma aterragem de emergência devido a falta de visibilidade, sem registo de feridos.

De acordo com uma fonte oficial citada pela agência noticiosa espanhola Efe, o incidente ocorreu nas montanhas de Kenscoff, nos arredores de Porto Príncipe, cerca das 17:20 locais (22:20 em Lisboa), quando os governantes regressavam à capital haitiana após uma reunião com o Presidente, Michel Martelly.

Com o primeiro-ministro viajavam o ministro dos Negócios Estrangeiros, Laurent Lamothe, o ministro do Interior, Thierry Mayard Paul, e o assessor presidencial Damián Merlo.

Ministro de Cultura haitiano morre no Canadá


Notícias Terra, 13 de novembro de 2011 • 00h53


O ministro de Cultura e Comunicação do Haiti, Choiseul Henríquez, morreu neste sábado em um hospital de Ottawa, Canadá, após sofrer complicações de hipertensão e diabetes, informaram meios de imprensa digitais locais.

Henríquez, um ex-jornalista que foi também secretário de imprensa do ex-presidente René Préval, foi levado para o Canadá no meio de semana após o agravamento de seu caso, que lhe impediu de assumir seu cargo.

O meio digital Haiti Press Network informou que Henríquez foi proposto para fazer parte do Governo haitiano pelo partido Inite, liderado por Préval.

Os problemas de saúde de Henríquez se agravaram um dia depois que o primeiro-ministro haitiano, Garry Conille, apresentou às Câmaras Legislativas os membros de seu gabinete.

Por que não canto o Hino Nacional - Pravda.Ru

Pravda.Ru

Por Mário Maestri*


No início do século 19, os soldados franceses enviados por Napoleão Bonaparte para vergar abarbárie e restabelecer a civilização na parte francesa da ilha de Santo Domingos, futuro Haiti, escutavam, ao longe, assustados e perplexos, o ressoar da canção querida que seus oficiais lhes proibiam cantar. Eram os negros insurrectos que, entoando a Marselhesa, surgiam da profundeza da noite para desbaratar as linhas do exército invicto.

Avante, filhos da Pátria
O dia de glória chegou
Contra nós, levantou-se,
O estandarte ensangüentado da tirania.
Escutai, nos campos, rugir esses ferozes soldados?
Eles vêm, nos nossos braços,
degolar vossos filhos, vossas companheiras.
Às armas, cidadãos! Formai, vossos batalhões!
Marchemos! Marchemos!


A Marselhesa 

A Marselhesa teria sido composta para o exército do Reno, em 1792, pelo capitão-engenheiro Claude-Joseph de Lisle Rouget. Ela transformou-se na principal canção marcial popular e, muito mais tarde, no hino nacional da França, pela decisão e vontade anônimas e soberanas da população nacional em armas.

A Marselhesa foi selecionada entre tantos outros hinos porque na forma e no conteúdo sintetizava o entusiasmo com que a França democrática, republicana e plebéia levantava-se para vergar os aristocratas e conservadores que, dentro e fora do país, coligavam-se contra a revolução.

Após o golpe militar de 1799, Bonaparte proibiu aos soldados franceses cantar a Marselhesa, tamanha era seu poder de invocação democrática e revolucionária. A tradição conta que teria apenas permitido que fosse entoada, por uma única vez, em 1805, em Austerlitz, quando da grande vitória sobre os imperadores da Áustria e da Rússia.

Pela Internacional!

No século 19, através do mundo, a Marselhesa tornou-se a canção do movimento democrático e socialista. Em 1870, com a Terceira República francesa, ela foi reconduzida como hino patriótico francês. Portanto, em 1871, na Comuna de Paris, o mundo do trabalho e a ordem do capital defrontaram-se, de armas à mão, cantando ambos o mesmo hino.

Durante os combates parisienses, foi composto o "Canto da Internacional: hino dos trabalhadores", que o Jornal Oficial da Comuna falhou ao prognosticar como a possível "Marselhesa da nova Revolução" - como lembra Luiz A. Gini. Cem mil trabalhadores foram mortos, fuzilados ou aprisionados durante e após os combates pelas forças da reação burguesa francesa.

O "Canto da Internacional" não prosperou. Porém, a canção revolucionária "A Internacional", com música do operário Pierre Degeyter [1888] e poema escrito por Eugène Pottier, que participara da Comuna, em 1871, terminou celebrizando-se, no fim do século 19. Desde então, "A Internacional" constituiu o hino dos trabalhadores franceses e de todo o mundo, cantado com a mesma música nos mais diversos idiomas.

De pé, ó vítimas da fome!
De pé, famélicos da terra!
Da idéia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra.
Cortai o mal bem pelo fundo!
De pé, de pé, não mais senhores!
Se nada somos neste mundo,
Sejamos tudo, ó produtores!

Refrão (bis)

Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional.

Macieira não dá laranjas. A gênese histórica e social radicalmente distinta do hinário patriótico brasileiro explica seu nulo poder evocativo popular e democrático. A ruptura da união do Brasil com Portugal foi certamente o movimento de independência mais atrasado e mais conservador das três Américas.

Para tranqüilizar os interesses dos proprietários britânicos e portugueses, as classes dominantes provinciais do Brasil aceitaram o tacão centralizador e despótico de um príncipe português que era, igualmente, o herdeiro da coroa lusitana que renegavam. Para garantir a continuidade da ordem negreira, os grandes proprietários de todas as províncias optaram por um Estado monárquico, centralizador e antiliberal.


Independência de branco

Muito logo, as classes proprietárias do Brasil teriam a prova amarga da tacanhice da soluçãopolítica bragantina. Em novembro de 1823, quatorze meses após o Sete de Setembro, dom Pedro desferia o primeiro golpe militar do Brasil independente, fechava a assembléia nacional constituinte e legislativa, ditava a constituição anti-liberal de 1824 que governaria o Brasil até 1889.

A Independência de 1822 foi coisa de branco, de escravista e de rico, pra branco, escravista erico. A grande maioria da população trabalhadora, formada por africanos e brasileiros escravizados, prosseguiu sob o jugo absolutista e colonial do bacalhau de cinco pontas do escravista impiedoso.

O "Hino da Independência" teve autores mais ilustres do que a Marselhesa e a Internacional. A letra foi escrita por Evaristo da Veiga, prócer da Independência, e a música, composta, nada mais, nada menos do que pelo imperador em pessoa. Em verdade, o hino foi executado, em 7 de setembro, à noite, no Teatro da Ópera, em São Paulo, diante do digno compositor e da igualmente digna nata dos proprietários escravistas da cidade. Tudo muito chic e oportuno,portanto! Uma independência socialmente excludente geraria hino esteticamente excludente.

Já podeis da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.

Como assinala Flávio R. Kothe, em O cânone imperial, o primeiro verso realiza-se na segunda pessoa do plural, comum à linguagem áulica da Corte e desconhecida da população livre pobre, para não falar da população trabalhadora, que se comunicava em boa parte através de línguas e koinés africanas e indígenas.

A contradição berrante entre os "filhos da pátria" que saudavam a "liberdade" que raiara "no horizonte" e as multidões de homens e mulheres de pele negra e parda acorrentadas à escravidão até a morte registrava o fato de que a massa trabalhadora não faria, sequer formalmente, por 66 anos, parte da nação que surgia. A nova pátria que se criava a partir do velho mundo colonial tinha poucos e escolhidos filhos.


República do fazendeiro

O golpe militar de 15 de novembro de 1889 pôs fim a um centralismo monárquico que a Abolição tornara desnecessário e, de lambuja, sufocou a proposta de refundação democrática da nacionalidade brasileira defendida pelo movimento abolicionista. Então, todos os habitantes do Brasil passaram a participar, formalmente, de uma república essencialmente federalista e oligárquica e nulamente democrática e plebéia.

A ruptura com o passado monárquico exigiu a produção de novos símbolos republicanos, em geral construídos com o velho e usado material simbólico imperial, para que ninguém esquecesse que, no fundo, pouco mudara. Em forma ainda mais radical, o hino mais cantado na República materializou formalmente a profunda rejeição das classes populares, na nova ordem republicana, pelas novas classes dominantes em tudo herdeiras dos velhos dominadores.

As exóticas inversões sintáticas e o elitismo vocabular dos versos do Hino Nacional Brasileiro, musicado por Francisco Manuel da Silva, em 1841, registraram plenamente o elitismo da nova república dos coronéis e latifundiários, onde se manteve o mundo do trabalho na submissão, a ferro e fogo, se necessário, como comprovam, entre outros sucessos, a guerra de Canudos-Belo Monte, em 1897; a Revolta da Chibata, em 1910; a guerra do Contestado, em 1912.

O pernosticismo lexical e o preciosismo sintático usados por Osório Duque Estrada, na construção, em 1909, da letra definitiva do Hino Nacional, foram tão radicais que ele ainda hoje é praticamente incompreensível para a imensa maioria da população, incapaz de dar sentido a vocábulos retorcidos como "plácido", "retumbante", "fúlgido", "resplandecente", "impávido", "florão", "garrida", "lábaro", "verde-louro", "clava" etc.

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante


A linguagem do mito

A esquizofrenia patente de uma população cantando hino que não entende ensejou propostas de simplificação lingüística ou modificação radical da letra da canção pátria, para que o povo a pudesse compreender o que cantava. Essas tentativas de remendo ignoram a funcionalidade, na ótica das classes dominantes brasileiras, do caráter estrangeiro da língua em que foi composto o Hino Nacional.

O lingüista marxista Mikhail Bakhtine lembrava que, por além da compreensão, na "consciência histórica dos povos, a palavra estrangeira fundiu-se com a idéia de poder, de força, desantidade, de verdade". Por isso, em geral, o discurso religioso dá-se em língua impossível ou difícil de ser compreendida pelos crentes. Comumente, seu caráter evocativo se dissolve como sorvete exposto ao sol ao ser traduzido em língua de gente.

Foi com indignação e perplexidade que ouvi meu professor de latim explicar que o mágico e magnético "It missa est" de minha infância queria dizer qualquer coisa como "podem ir jogar futebol que a missa já terminou". Os sentidos irracionais de uma narrativa podem ser mais facilmente entranhados quando o estranhamento lingüístico que produz nos receptores dificulta-lhes uma tentativa de apreensão racional dos conteúdos sociais e ideológicos reais da mensagem.

A linguagem esotérica e arcaica galvaniza comumente sentimentos mágicos e aristocráticos imprecisos e difusos. No mundo das percepções invertidas e alienadas, a sentimentossuperiores não pode corresponder, jamais, linguagem e conceitos tidos como inferiores. Ou seja, comumente, para que conteúdos elitistas alcancem efeito popular, eles não podem ser vertidos em linguagem popular plenamente compreensível.

A linguagem mandarinesca supera a impossibilidade de escrever, em língua de gente, canção que registre, no seio de espaço geográfico nacional, os inexistentes interesses comuns a banqueiros e bancários, a patrões e trabalhadores e empregados, a investidores e desempregados, a latifundiários e sem terra. A linguagem rebuscada e incompreensível materializa mais facilmente sentimentos produzidos na esfera da irracionalidade social.

Nesse sentido, a repetição de uma produção verbal semi-compreensível, associada a sentimentos alienados e irracionais sacralizados, enseja que o homem comum, educado na repetição do rito desde criança, associe-se, periodicamente, a ato unitário de celebração nacional que consolida a perpetuação de Estado fundado e construído através da produção e reprodução consciente da miséria, da exploração e da desigualdade.


* Mário Maestri, 63, rio-grandense, é historiador. Entre outro, é autor, em parceria com Florence Carboni A linguagem escravizada [São Paulo: Expressão Popular, 2002]. E-mail: maestri@via-rs.net

sábado, 12 de novembro de 2011

Seleção Haitiana não consegue passar por Antígua e Bermuda e perde a chance de seguir na disputa por uma das três vagas da Concacaf

Infelizmente a Seleção Haitiana não conseguiu superar Antigua e Barbuda, ontem, e está fora da disputa de uma das três vagas da CONCACAF para a Copa do Brasil 2014. Uma pena! Mas, bola pra frente Haiti. Creio que 2018 será diferente!
FIFA.com
Sábado 12 de novembro de 2011

Antígua e Barbuda 1 x 0 Haiti

O Haiti é um dos quatro países do Caribe que já estiveram na Copa do Mundo da FIFA, em 1974, além de ter sido campeão caribenho em 2007 e de contar com quase dez milhões de habitantes para montar a sua seleção. Mas nada disso impediu a eliminação diante do modesto vizinho Antígua e Barbuda, que possui uma população de cerca de 89 mil pessoas. Os antiguanos conquistaram um resultado histórico diante de cinco mil torcedores que lotaram o estádio na capital St. John's. A visita do poderoso Haiti prometia dar fim ao sonho do Mundial, mas Kerry Skepple, meia de 30 anos bastante viajado e que registra breve passagem por um time da segunda divisão finlandesa, estava disposto a causar sensação. Ele assinou o gol mais importante da história futebolística de Antígua e Barbuda a oito minutos do encerramento da partida e assegurou o lugar da nação caribenha na próxima fase, a ser disputada ao lado dos tradicionais Estados Unidos, Jamaica e Guatemala.

Por Danilo Cândido de Oliveira
FUTNET

O Haiti perdeu para Antígua e Barbuda por 1 a 0, com gol sofrido aos 37 minutos do segundo tempo, e está eliminado da Copa do Mundo de 2014. Jogando no estádio Sir Vivian Richards Stadium, em North Sound, a equipe perdeu pela penúltima rodada do Grupo F.

O gol da partida foi marcado por Kerry Skepple. A vitória levou Antígua aos 15 pontos, contra dez do Haiti. Como apenas o vencedor de cada grupo avança, Antígua já está na próxima fase.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Senado aprova novo embaixador do Brasil no Haiti

G1

Diplomata José Luiz Machado e Costa estava no Suriname.
Senado também aprovou Marcelo Baumbach para o Suriname.

Iara Lemos
Do G1, em Brasília

O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (9) o nome do diplomata José Luiz Machado e Costa para assumir o comando da embaixada do Brasil no Haiti.

Machado, que estava atuando na embaixada do Suriname, deve assumir no Haiti no começo de 2012 para um mandato de três anos. O então embaixador do Brasil no país caribenho, Igor Kipman, será deslocado para a embaixada da Suiça.

Antes de ter o nome aprovado no plenário do Senado, Machado e Costa foi sabatinado pela Comissão de Relações Exteriores da Casa, no final de setembro. Na sabatina, o Costa reforçou a necessidade de um trabalho conjunto entre diplomatas e militares brasileiros no Haiti.

O Brasil comanda, desde 2004, a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah). Por meio da Agência Brasileira de Cooperação, o Brasil realiza ações de cooperação técnica no país em diferentes áreas, como agricultura e segurança alimenta.

Em setembro, o ministro da Defesa, Celso Amorim, afirmou que o Brasil deve começar a retirada parcial das suas tropas do Haiti a partir de março de 2012.

Cerca de 200, dos mais de 2 mil militares brasileiros que atuam no país, devem deixar o Haiti. Segundo o governo, o objetivo é retirar militares que estavam no Haiti antes do terremoto de janeiro de 2010.

Nesta quarta (9), o ministro Celso Amorim participou de audiência na Comissão de Relações Exteriores da Câmara e foi indagado sobre o assunto. "Não se justifica manter um número tão grande [de militares no Haiti] e, ao mesmo tempo, é preciso que o governo eleito [do Haiti] assuma as tarefas, inclusive as tarefas de polícia", afirmou o ministro.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Com técnico brasileiro, Haiti sonha com 2014: 'Acreditamos de verdade'

Por globoesporte.com
Porto Príncipe, Haiti
02/11/2011 17h50
Parcialmente destruído por terremeto e guerra civil, país se reconstrói por meio do esporte e depende de si para avançar à fase final da Concacaf
Depois de disputar a Copa do Mundo de 1974, o Haiti jamais teve perfomance semelhante à de agora, quando depende apenas de suas forças para avançar à fase final das eliminatórias da Concacaf. Envolto por crises políticas, guerra civil e até um terremoto, que destruíram parte do país, conseguiu superar as dificuldades com bom futebol e já pensa alto: quer viajar ao Brasil em 2014.

Acesse a tabela das eliminatórias da Concacaf e fique por dentro!


Para isso, conta com jogadores que adquirem experiência no futebol europeu e até na MLS (Liga Americana de Futebol), além de um técnico brasileiro, que vem dando um toque diferente no jeito de o time jogar. Atualmente, só dois pontos separam o Haiti de Antígua e Barbuda, o líder do Grupo F, mas os dois últimos confrontos (dias 11 e 15) serão justamente contra o rival.


Jogadores do Haiti comemoram um dos gols da vitória por 6 a 0 sobre as Ilhas Virgens (Foto: AP)

- No fundo, acreditamos de verdade. Ser eliminado já nesta fase seria uma decepção enorme - admite o meia Jean-Marc Alexandre, do Real Salt Lake-EUA em entrevista ao site da Fifa.

Edson Tavares, comandante da seleção local, assumiu o trabalho após a autoestima ter sido recuperada com a surpreendente ida às quartas de final da Copa Ouro, em 2009. Ele já passou por clubes da Jordânia, China e Suíça.


Repórter da TV Globo, Régis Rösing constatou a miséria e a vontade de crescer (Foto: Divulgação)

- O treinador trouxe uma filosofia ofensiva que combina com a nossa mentalidade. O discurso dele é muito respeitado e o seu sistema de jogo corresponde às nossas qualidades. Se todos estão jogando no seu melhor nível na equipe nacional, é graças a ele. Pela primeira vez em muito tempo, estamos todos na mesma sintonia - acredita Alexandre.

O zagueiro Reginal Goreux, do Standard Liége, da Bélgica, e o atacante Jean-Eudes Maurice, do Lens, da França, são alguns dos principais líderes do Haiti, que mantém média de idade entre 25 e 26 anos. Por isso, acredita que vai ter um grupo pronto par fazer bom papel no Mundial. Em 2012, caso passe por Antígua, se juntará a times como México, EUA, Costa Rica e Honduras, além dos qualificados na disputa atual.

- Faremos o que for preciso, estou confiante. Não temos o menor direito de errar nessa partida (do dia 11, frente a Antígua). Se perdermos, acabou. A pressão é grande, mas temos as qualidades técnicas e psicológicas necessárias para corresponder às expectativas. Com o apoio do público, tudo será diferente - concluiu o meia.