sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Haiti: parceria privada é a melhor opção de investimento



Bárbara Ladeia (bladeia@brasileconomico.com.br)
23/09/11 10:15

Trabalho para-diplomático é fundamental para uma internacionalização racional dos investimentos privados.

A pesquisa e identificação das necessidades locais tem se mostrado ferramenta fundamental para o investimento em novos mercados. Mais do que identificar um mercado potencial, se faz necessário saber o que tem potencial ou não para ser absorvido em território estrangeiro.

No caso do Haiti, não é diferente. Foi através da pesquisa que o Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (Ceiri) identificou a necessidade de trazer representantes do país como forma de fomentar o investimento no país.

"Pensamos em qual seria a melhor forma de trabalhar com o beneficiamento dos estados frágeis e entendemos que a necessidade do país era muito específica", comenta Daniela Alves, pesquisadora do Ceiri. "Sem a visão estratégica de quem atua no país, a parceria internacional sempre terá um tônus mais assistencialista."

Nesse sentido, a necessidade de buscar investimentos do setor privado veio a partir da identificação do problema essencial: o emprego. "Sem o setor privado no Haiti, não há emprego."

Daniela explica que os projetos de internacionalização das empresas, seja no investimento em plantas produtivas ou no aporte de capitais, são feitos de forma mais assertiva quando há troca de informações com lideranças locais. "Tem de ser avaliado o que é possível e o que é necessário fazer dentro do país."

Empresa

Uma das empresas que já atua no país é a Eurobras, fabricante e projetista de construções metálicas e moduladas, descobre oportunidade de negócios a partir da reconstrução do país do Caribe.

A oportunidade nasceu com a missão de paz do governo brasileiro precisava de soluções metálicas móveis, sombrios e barracas para alojamento, que pudesse sem fabricadas em curto período. Esse contrato inicial rendeu novas parceiras com outras instituições, como o exército chileno e outras empresas locais.

"Tem companhias importantes que estão empregando e refazendo a economia no local", comenta Daniel Cruz Razeto, diretor de Negócios Internacionais da Eurobrás. "Nós estamos presentes na reconstrução do país."

Atualmente a empresa fornece equipamentos para diversas construtoras nacionais como Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.
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