sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Ensino técnico deve combater apagão de emprego no Haiti

Brasil Econômico

Bárbara Ladeia (bladeia@brasileconomico.com.br)
23/09/11 15:30



A falta de capital para investimentos é apenas o primeiro desafio para o Haiti. Com 80% da população abaixo da linha da pobreza, a taxa de desemprego do país chega a 40,6%.

Cerca de 60,1% da população se encontra na faixa entre 15 e 64 anos. Outros 35,9% são compostos por crianças até os 14 anos.

Jean Garry, haitiano pesquisador do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais, entende que, ao mesmo tempo em que a população jovem demais é um problema atual, configura-se como um grande potencial de força de trabalho.

"Nossa população é a maior fonte de riquezas", explica.

A principal preocupação é a falta de formação técnica dessa massa que busca um posicionamento no pequeno mercado de trabalho do país.

"Temos uma população muito jovem. Faz-se necessário a criação de escolas técnicas para explorar todo esse potencial", sinaliza Olivier Barrau, presidente da Alternativa Insurance Company (AIC).

O Haiti pretende contar com a ajuda do Brasil na construção desse ensino técnico, aproveitando a experiência nacional no setor. O Senai do Rio Grande de Sul deve iniciar as atividades de um convênio em 2013.

Na última semana de agosto, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, esteve no país em visita oficial.

Além da visita ao presidente Michel Martelly, quando foram discutidos diversos convênios, Skaf esteve com empresários haitianos do setor têxtil e de calçados.

No entanto, nenhum convênio empresarial foi assinado. A preocupação maior do presidente da Fiesp é a necessidade de estabilização política no país.
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