sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Pastor cristão é condenado a pena de morte no Irã por se recusar a mudar de religião

Youcef Nadarkhani com a família
Condenado por não se converter ao islamismo, ele poder ser o primeiro iraniano executado em 20 anos devido à religião.

Um pastor que se converteu do islamismo para o cristianismo foi condenado à pena de morte no Irã por recusar voltar à sua antiga religião. As informações são do jornal britânico "Daily Mail".

Youcef Nadarkhani, 34, se recusou a cumprir uma ordem judicial que o obrigava a se converter novamente ao islamismo. A sentença foi proferida por uma corte na província de Gilan, na cidade de Rasht.

O pastor foi detido em outubro de 2009 quando tentava registrar sua igreja na cidade. Youcef começou a questionar a supremacia dos muçulmanos para doutrinar as crianças, e acabou acusado de tentar "evangelizar" muçulmanos e de abandonar o islamismo, o que pode levar à pena de morte no país.

Sua primeira condenação aconteceu em 2010, mas a Suprema Corte do Irã interveio e conseguiu adiar a sentença. Ao ser revisto, o processo resultou na mesma condenação ao fim do sexto dia de audiência, nesta quinta-feira.

No tribunal, o pastor disse que não tinha intenção de voltar ao islamismo, chamando sua crença anterior de "blasfêmia".

Agora, a defesa de Youcef tentará novamente recorre à Suprema Corte, pedindo a anulação da pena. O advogado de Youcef, Mohammed Ali Dadkhah acredita que tem 95% de chance de anular a sentença. No entanto, alguns apoiadores temem que a Suprema Corte demore para analisar o pedido e o pastor seja executado nos próximos dias.

O ministro de Relações Exteriores britânico, William Hague, comentou o caso e pediu que o Irã cancele a sentença. "Eu repudio o fato de que Youcef Nadarkhani, um líder cristão, possa ser executado por se recusar a cumprir a ordem da Suprema Corte para que ele se convertesse ao islamismo. Isso demonstra que o regime iraniano continua não respeitando o direito à liberdade religiosa".

O último cristão executado por questões religiosas no Irã foi o pastor da Assembléia de Deus, Hossein Soodmand, em 1990. No entanto, dezenas de iranianos que se converteram ao cristianismo foram misteriosamente assassinados nos últimos anos.

JMM em horário nobre na TV

JMM - Missões Mundiais
Por Marcia Pinheiro 29 de setembro de 2011

Pela primeira vez em sua história, Missões Mundiais veiculará um comercial em uma emissora de TV. A paixão por missões levou o empresário Rogério Xavier a doar 20 inserções de 30 segundos, cada, para a JMM. O comercial é sobre o trabalho desenvolvido pela Junta no Haiti e irá ao ar entre os dias 1º e 12 de outubro na Band Rio. O telespectador poderá assisti-lo no intervalo de nove programas, entre eles o Brasil Urgente, apresentado por José Luiz Datena, e o CQC.

Rogério Xavier é dono da empresa 3:16xavierpublicidade e atua como contato publicitário e distribuidor. A parceria com a JMM começou em 1998, com anúncios nas principais emissoras gospel do Brasil, como a Rádio Melodia e a 93 FM, e em revistas. Sua dedicação ao Reino de Deus rendeu-lhe o reconhecimento de Missões Mundiais, que concedeu-lhe o primeiro Selo de Responsabilidade Missionária.

Mas o interesse por missões deste empresário é bem mais antigo. Batista há 19 anos, ele desenvolve ao lado da esposa Maria da Glória, capelã na área hospitalar, um Ministério Infantil na Igreja Batista do Bairro da Luz, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

“Eu trabalho com publicidade, com muitos investimentos... Porém, meu melhor investimento é no Reino de Deus”, garante o empresário.

Outras empresas que desejam se aliar a este projeto e ultrapassar muralhas, tornando-se conhecida também no meio secular, pode manter contato com Rogério Xavier através de seu e-mail: rogerioxavier@click21.com.br

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Brasil vai começar a retirar tropas do Haiti em março, diz Amorim

BBC | 29/09/2011 19:16

Ministro da Defesa diz que 257 dos 2,2 mil militares brasileiros que fazem parte da missão da ONU deixarão o país caribenho


Foto: ReutersAmpliar

O ministro da Defesa Celso Amorim afirmou que a situação de segurança melhorou muito no Haiti (6/9)

O Brasil deve começar a retirada parcial de suas tropas no Haiti em março de 2012, afirmou nesta quinta-feira o ministro da Defesa, Celso Amorim. Segundo Amorim, 257 dos 2,2 mil militares brasileiros que estão na Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti) deixarão a ilha caribenha nessa data, de acordo com a Agência Brasil.

Em depoimento à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, o ministro disse que "tudo depende do plano (de retirada) da ONU", mas que o Brasil é o país que menos reduzirá seu efetivo no Haiti. Além dos brasileiros, outros 1,6 mil oficiais de outras nacionalidades devem deixar a missão da ONU no início do ano que vem.

Saída gradual

Para o ministro, a retirada das forças de paz deve ocorrer gradualmente, para entregar o controle do Haiti a seu próprio governo de maneira coordenada, já que, segundo ele, a segurança social no país já havia sido consolidada. "Não devemos e não queremos nos eternizar no Haiti, mas também não vamos sair de maneira irresponsável", afirmou.

Amorim disse que o objetivo inicial é reduzir as tropas para o número de soldados brasileiros que estavam no país antes do terremoto de janeiro de 2010. Após o tremor, cerca de 900 militares brasileiros extras foram enviados ao país.Unasul

Entre o efetivo brasileiro que deixará o Haiti, não estarão membros do batalhão de Engenharia, que têm atuado na reconstrução de pontes, poços artesianos e produção de energia, entre outras obras emergenciais.

No início desse mês, durante visita a Buenos Aires, Amorim já havia defendido a reduçãogradual das tropas, a partir da definição de um cronograma conjunto dos países da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) com a ONU, antes da retirada total. "Não podemos ter uma saída desorganizada que gere uma situação de caos", disse o ministro na época.

Embora Amorim não tenha feito referência ao assunto, há rumores de que as tropas da Minustah estejam enfrentando uma resistência cada vez maior por parte dos haitianos. A situação foi agravada após acusações de que militares uruguaios teriam abusado sexualmente de um jovem haitiano.

Em sua visita à Argentina, o ministro afirmou que tal episódio não poderia contaminar toda a missão, mas admitiu problemas com a permanência estendida dos militares no país. "Qualquer tropa em qualquer lugar do mundo sofre desgaste", afirmou.

O mandato brasileiro como chefe da missão também passará por votação para ser renovado.

Líbano

O Congresso aprovou nessa quarta-feira o envio de forças brasileiras para compor a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil). De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o governo prepara o envio de um navio da Marinha, equipado com um avião e até 300 tripulantes.

Criada por meio de resolução do Conselho de Segurança da ONU em 1978, a Unifil tinha como objetivo original supervisionar a retirada das tropas israelenses do território do Líbano. Após a crise entre os dois países ocorrida em 2006, o Conselho de Segurança reforçou a missão e adicionou à sua missão o monitoramento do fim das hostilidades e a contribuição para o acesso de ajuda humanitária a civis.

O Brasil iniciou sua participação na Unifil em fevereiro desse ano, com um destacamento de oito militares. A missão conta atualmente com 11.746 militares, 351 funcionários civis internacionais e 656 nacionais.

PEPE: esperança para as crianças haitianas

Portal Batista

Escrito por fabio
Ter, 27 de Setembro de 2011 14:48

Considerado o país mais pobre das Américas, o Haiti tem cerca de 70% de sua população formada por analfabetos e apenas 40% de suas crianças vão à escola primária. A carência educacional desta nação levou Missões Mundiais a trabalhar na implantação de unidades do PEPE, programa socioeducativo, nas igrejas batistas locais. O programa é coordenado internacionalmente pela missionária Terezinha Candieiro. 
O PEPE Haiti está ligado ao Projeto Por um Novo Haiti. Ele leva às crianças a esperança de um futuro melhor através da educação, com esporte, lazer e um rigoroso programa de nutrição. Tudo isso num ambiente acolhedor, onde o amor de Deus é compartilhado e os princípios cristãos transmitidos às crianças e suas famílias.
Cada unidade será ligada a uma das igrejas, cujo obreiro da terra é sustentado pelos batistas brasileiros. O programa vai possibilitar que seus alunos ingressem no ensino fundamental com boa autoestima e com as possibilidades sociais e educacionais necessárias ao seu desenvolvimento; orientar os pais no desenvolvimento educacional e espiritual de seus filhos e expressar a fé cristã através de palavras e ações para o benefício da comunidade, entre outros benefícios.
Você e sua igreja podem ajudar a mudar a história do Haiti.
Necessidades:
Implantação de 25 unidades do PEPE em cinco anos
Mobiliário
Materiais didáticos e lúdicos
Um missionário auxiliar de educação
Alimentação mensal para as crianças
Missionários-educadores
Uniformes
Capacitação de instrutores
Preparação de líderes

Objetivos:
Implantação de 25 unidades do PEPE em cinco anos
Preparação de líderes para assumirem a gestão do programa dentro de 15 anos
Tornar os PEPEs autossuficientes em 10 anos
Capacitar instrutores haitianos em 5 anos
Disseminação da filosofia de voluntariado nas igrejas batistas haitianas

Sua igreja também pode fazer parte desta grande ação missionária, contribuindo para que sonhos sejam transformados em realidade e o Evangelho alcance também os haitianos. Apoie o PEPE Haiti através de suas orações e contribuições. Para mais informações, escreva para pam@jmm.org.br ou ligue para: 2122-1901 (de cidades com DDD 21) ou 0800 709 1900 e 0800 709 1900 (das demais localidades).

Matéria retirada de OJB Edição 40

Haiti: País poderá começar a formar novo exército em Outubro

Diário Digital:
quinta-feira, 29 de Setembro de 2011 | 04:45

O Haiti poderá começar a formar um novo exército com 3.500 elementos em outubro ou novembro deste ano, que no futuro substituirá a missão das Nações Unidas no país, segundo o documento «Política de Defesa e Segurança Nacional».

O porta-voz da presidência do Haiti, Simon Jura, disse desconhecer a existência do documento, mas reconheceu que uma equipa de assessores do chefe de Estado, Michel Martelly tem vindo a refletir sobre o restabelecimento de «uma força de defesa nacional».

De acordo com o documento de 23 páginas, a que a EFE teve acesso, o novo exército estará sob o controlo do chefe de Estado, que presidirá a uma estrutura de defesa denominada «Conselho Nacional de Defensa e Segurança (CNDS).

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Haiti inicia retirada de acampamentos para desabrigados


27 de setembro de 2011 • 21h52 • atualizado às 22h11

O secretário-geral adjunto da ONU e diretor do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) para a América Latina e o Caribe, Gerardo Muñoz, disse nesta terça-feira que seria um grande triunfo retirar os acampamentos improvisados que permanecem em Porto Príncipe, no Haiti, desde o terremoto do ano passado.

Após uma visita de dois dias ao país, Muñoz afirmou à Agência Efe que realizar essa tarefa é uma missão muito importante para o governo haitiano, que prometeu oferecer condições satisfatórias de moradia para 30 mil desabrigados.

O projeto do governo, chamado "16-6", pretende reconstruir 16 bairros da capital e remover seis acampamentos. Os trabalhos serão financiados com US$ 30 milhões da Comissão Interina para a Reconstrução do Haiti e deverá ser concluído em 30 meses.

Muñoz esteve no Haiti para conversar com presidente do país, Michel Martelly, sobre ações da ONU. O Pnud está trabalhando no processo de remoção de 10 milhões de metros cúbicos de escombros deixados pelo terremoto.

"O objetivo é que 60% desse material seja removido este ano, o que auxiliará na reconstrução dos bairros afetados. Para isso, devemos atuar com maior velocidade", disse secretário-geral adjunto.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Haiti está recebendo água limpa e “Água Viva” através de ministério evangelístico

Setembro 23, 2011 Por inforgospel.com



Haiti: um povo sofrido que constantemente necessita de ajuda, mas pós terremoto que abalou o país, os haitianos ficaram ainda mais necessitados. Diante disto um Ministério tem levado apoio, agua e conforto através da Palavra de Deus. Confira e ore por este povo e nação…

Quase dois anos após um terremoto no Haiti, o país continua frágil. Doadores internacionais não continuaram a cumprir suas promessas de ajuda, o que ameaça minar a estabilidade e os esforços da lenta recuperação.

Há muitos pontos positivos, no entanto. No norte do país, os engenheiros civis César Cortez e Alfredo León estão trabalhando para restaurar a esperança em uma comunidade do país. “Existem cerca de 100 poços nessa área”, explicou Cortez. “A primeira opção é para reconstruir um dos projetos de água que a Cruz Vermelha havia construído 50 anos atrás. De acordo com a informação que recebi do povo, agora está completamente destruída.”

Cortez, um parceiro de longa data da HCJB Global, está no Haiti para o levantamento da situação.


Eles estão colaborando com a Lifewater do Canadá e com uma Sociedade de Missões. “A equipe de projetos está com dois propósitos”, disse Martin Harrison, diretor da equipe de Projetos do Água Limpa que teve contato por telefone com os engenheiros que estão no Haiti por 10 dias”.

Primeiro, Cortez explica: “As relações com os líderes da igreja e as pessoas nessas comunidades é que vai contribuir para elas terem um relacionamento com Deus. A melhor maneira de orar é pedir a Deus que nos ajude nessas relações entre as organizações missionárias e essas pessoas”.

Harrison tem realizado no local a coleta de informações e levantamentos topográficos, com o objetivo de produzir uma solução de longo prazo à aquisição de água na comunidade e às necessidades de saneamento.

A viagem tem objetivos semelhantes aos de Cortez em janeiro, quando ele inspecionou poços da área e documentou suas descobertas. Assim como os esforços da equipe de desenvolvimento comunitário enfatizam o envolvimento da comunidade e a capacitação no Equador, Cortez e Leão também tentam guiar um esforço com intervenção estrangeira.

Eles estão levando mais do que água limpa, eles estão levando também a Água Viva. Durante três semanas no Haiti no início deste ano, Cortez foi capaz de ensinar em um seminário e nas igrejas locais ao redor de Cap-Haitien.

domingo, 25 de setembro de 2011

Líder cristão é procurado por autoridades do governo

25 Set - 09h00
Portas Abertas

Ore pelo julgamento de Yousef Nadarkhani


Pastor Yousef Nadarkhani

IRÃ (2º) - Para muitos, 25 de setembro de 2011 será mais um dia comum, sem maiores problemas. Mas para o pastor Yousef Nadarkhani, 25 de setembro de 2011 será o dia em que ele será julgado pelo regime iraniano, que decidirá seu futuro: vida ou morte.

No dia 25 de setembro, Yousef enfrentará sua última chance de defender seu destino e sua posição, antes que o tribunal do Irã ordene sua execução por ele ter deixado o Islã e crido em Jesus Cristo.

Pastor Yousef foi condenado à morte por sua conversão ao cristianismo. O Supremo Tribunal Revolucionário em Qom enviou o processo ao tribunal, para que possam inserir resultados adicionais sobre o incidente.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Ensino técnico deve combater apagão de emprego no Haiti

Brasil Econômico

Bárbara Ladeia (bladeia@brasileconomico.com.br)
23/09/11 15:30



A falta de capital para investimentos é apenas o primeiro desafio para o Haiti. Com 80% da população abaixo da linha da pobreza, a taxa de desemprego do país chega a 40,6%.

Cerca de 60,1% da população se encontra na faixa entre 15 e 64 anos. Outros 35,9% são compostos por crianças até os 14 anos.

Jean Garry, haitiano pesquisador do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais, entende que, ao mesmo tempo em que a população jovem demais é um problema atual, configura-se como um grande potencial de força de trabalho.

"Nossa população é a maior fonte de riquezas", explica.

A principal preocupação é a falta de formação técnica dessa massa que busca um posicionamento no pequeno mercado de trabalho do país.

"Temos uma população muito jovem. Faz-se necessário a criação de escolas técnicas para explorar todo esse potencial", sinaliza Olivier Barrau, presidente da Alternativa Insurance Company (AIC).

O Haiti pretende contar com a ajuda do Brasil na construção desse ensino técnico, aproveitando a experiência nacional no setor. O Senai do Rio Grande de Sul deve iniciar as atividades de um convênio em 2013.

Na última semana de agosto, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, esteve no país em visita oficial.

Além da visita ao presidente Michel Martelly, quando foram discutidos diversos convênios, Skaf esteve com empresários haitianos do setor têxtil e de calçados.

No entanto, nenhum convênio empresarial foi assinado. A preocupação maior do presidente da Fiesp é a necessidade de estabilização política no país.

Haiti busca capital para desenvolvimento da economia

Brasil Econômico

Bárbara Ladeia (bladeia@brasileconomico.com.br)
23/09/11 08:49



Após o terremoto, país procura investidores para geração de empregos de longo prazo e, finalmente, caminhar sem ajuda humanitária.

Foi a poucos quilômetros da capital Porto Príncipe que o caos começou. Um terremoto de magnitude 7 na escala Richter destruiu boa parte do país em janeiro de 2010.

A tragédia marcou a história do Caribe, com 200 mil mortos, 30 mil feridos e mais de quatro mil amputados.

O apoio com envio de equipes e doações de suprimentos veio de toda a parte do mundo. Três dias após o acidente, a ajuda global já somava US$ 350 milhões, cerca de 36% do orçamento haitiano para 2008.

Brasil, Estados Unidos, União Europeia, Organização das Nações Unidas e Fundo Monetário Internacional juntaram esforços na recuperação do país.

Se por um lado a ajuda humanitária foi fundamental na sobrevivência do país, por outro ela acabou por desequilibrar a balança comercial local, prejudicando as empresas locais.

Nos próximos meses o novo primeiro-ministro do Haiti, Garry Conille, eleito na primeira semana de setembro, deverá enfrentar ainda mais um desafio. Chegará o fim a Comissão de Reconstrução do Haiti.

Quase dois anos após o desastre, as necessidades do país são outras. Hoje, representantes do Haiti passam o chapéu em busca de investimentos de longo prazo para maturar a economia do país.

Olivier Barrau, presidente da Alternativa Insurance Company (AIC) - empresa de seguros haitiana -, comenta que apenas duas das oito empresas do setor quebraram diante do excesso de sinistros a serem pagos. No entanto, a recuperação não tem sido das mais fáceis.

O caos instalado após o terremoto criou o pânico, que levou embora a orientação econômica do país. "Faltou coordenação. Em diversos aspectos, deixamos de comprar produtos nacionais e os importados tomaram conta da nossa economia", explica Barrau.

Os vizinhos da República Dominicana foram os primeiros a levar seus produtos e, mais tarde, suas empresas e funcionários para o país.

"Eles invadiram nossa economia em diferentes níveis e setores", relembra Barrau. "Isso afetou e ainda afeta a maior parte das companhias locais."

Atualmente, o país busca se mostrar como um potencial de produção e distribuição para os países da América Central e Caribe, além dos Estados Unidos que já consomem 90,2% de suas exportações.

Nesse sentido, o objetivo é desenvolver a indústria local, que tem respresenta 16% do Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 11,5 bilhões do Haiti.

Jean Garry, haitiano pesquisador do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais, lembra que entre os potenciais do país estão a agricultura de orgânicos, que tem sido o principal elemento das exportações para solo americano.

"Nós temos capacidade de atuação em diversos mercados específicos, com nichos de menor produção."

No setor de serviços, braço mais forte do país, representando 59% do PIB, Barrau lembra da defasada estrutura de mercado financeiro no país.

"Há um grande foco dos bancos no topo da pirâmide, deixando a maior parte da população sem mecanismos", lembra Barrau.

Esse desafio também esbarra na falta de capitalização das instituições haitianas, o que diminui o apetite ao risco dessas companhias.

Para o presidente da AIC, o modelo ideal são as parcerias com instituições privadas que, na busca pelo lucro, forçam com que os processos corram rapidamente.

Nesse sentido, o país pretende contar com o Brasil como inspiração e parceiro na bancarização da população.

"O Brasil tem muito conhecimento no que tange aos clientes de baixa renda nos mercados de bancos e seguros", explica Barrau.

Haiti: parceria privada é a melhor opção de investimento



Bárbara Ladeia (bladeia@brasileconomico.com.br)
23/09/11 10:15

Trabalho para-diplomático é fundamental para uma internacionalização racional dos investimentos privados.

A pesquisa e identificação das necessidades locais tem se mostrado ferramenta fundamental para o investimento em novos mercados. Mais do que identificar um mercado potencial, se faz necessário saber o que tem potencial ou não para ser absorvido em território estrangeiro.

No caso do Haiti, não é diferente. Foi através da pesquisa que o Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (Ceiri) identificou a necessidade de trazer representantes do país como forma de fomentar o investimento no país.

"Pensamos em qual seria a melhor forma de trabalhar com o beneficiamento dos estados frágeis e entendemos que a necessidade do país era muito específica", comenta Daniela Alves, pesquisadora do Ceiri. "Sem a visão estratégica de quem atua no país, a parceria internacional sempre terá um tônus mais assistencialista."

Nesse sentido, a necessidade de buscar investimentos do setor privado veio a partir da identificação do problema essencial: o emprego. "Sem o setor privado no Haiti, não há emprego."

Daniela explica que os projetos de internacionalização das empresas, seja no investimento em plantas produtivas ou no aporte de capitais, são feitos de forma mais assertiva quando há troca de informações com lideranças locais. "Tem de ser avaliado o que é possível e o que é necessário fazer dentro do país."

Empresa

Uma das empresas que já atua no país é a Eurobras, fabricante e projetista de construções metálicas e moduladas, descobre oportunidade de negócios a partir da reconstrução do país do Caribe.

A oportunidade nasceu com a missão de paz do governo brasileiro precisava de soluções metálicas móveis, sombrios e barracas para alojamento, que pudesse sem fabricadas em curto período. Esse contrato inicial rendeu novas parceiras com outras instituições, como o exército chileno e outras empresas locais.

"Tem companhias importantes que estão empregando e refazendo a economia no local", comenta Daniel Cruz Razeto, diretor de Negócios Internacionais da Eurobrás. "Nós estamos presentes na reconstrução do país."

Atualmente a empresa fornece equipamentos para diversas construtoras nacionais como Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Sacerdotes haitianos rezam conjuros contra maldição de Dessalines

Noticias de Prensa Latina

Porto Príncipe, 20 set (Prensa Latina) Como cada 20 de setembro, sacerdotes vudús fizeram hoje cerimônias por todo Haiti para pedir aos deuses o fim da maldição do imperador Dessalines, à que atribuem as calamidades do país.

Duas vezes ao ano realizam-se estas cerimônias religiosas, no dia do nascimento e o da morte do primeiro rei negro de Haiti, Jean-Jacques Dessalines, lutador pela independência devindo ditador.

Para os crentes, uma anátema proferida pelo escravo-militar, quando foi assassinado em 17 de outubro de 1806 por tropas de Henry Christhophe é, em parte, a causa das mil e uma penúrias que tem sofrido a nação caribenha. "Este país pagará por isto", contam os historiadores que gritou entre sangue o auto-nomeado imperador Jacques I. Desde então começou a lenda.

Assim, dezenas de pessoas atribuem a esse conjuro as sucessivas ditaduras, o terremoto de janeiro de 2010, ou a epidemia de cólera que, coincidentemente, apareceu em outubro, no mês quando foi assassinado.

Ninguém sabe ainda onde nasceu Dessalines, se em Guiné ou aqui, ainda que todos coincidem em que foi em 20 de setembro de 1758, faz hoje 253 anos.

Uma central rua e um boulevard de Porto Príncipe leva seu nome, e para acrescentar à crença, estiveram entre as zonas mais destruída pelo terremoto e das mais danificadas pelo cólera, ainda que os médicos atribuem isto último a sua cercania com o porto e à insalubridade prevalecente.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Estou presente no Haiti

Revista Mãos Dadas

Ajude as crianças do Haiti
Participe da campanha da Viva, Associação Crianças de Belém e Rede Mãos Dadas

“Estou presente no Haiti” é uma campanha de arrecadação de fundos, organizada pela Viva (parceira da Rede Mãos Dadas), cujo objetivo principal é contribuir com a reconstrução de uma sociedade mais justa e amiga das crianças vítimas do terremoto, ocorrido em 12 de janeiro. Calcula-se que cerca de 2 milhões de crianças foram afetadas de alguma forma pela tragédia. Esta iniciativa reúne uma série de planos e programas práticos e com eficácia comprovada, para cuidar e promover o bem-estar integral das crianças que por causa do terremoto perderam seus lares, seus familiares, ou pior ainda, ficaram órfãos.

Doações no Brasil
Com a sua doação de US$ 10.00 ou R$ 18,00 será possível a implementação de projetos sociais cujo objetivo final é contribuir para a reconstrução de uma sociedade haitiana onde os direitos da infância são respeitados. Visto que em pleno século XXI, crianças sofrem em condições de escravidão, fome, falta de acesso à água, educação e saúde, entre outras condições de desrespeito a seus direitos básicos.

No Brasil, as doações podem ser feitas numa conta exclusiva administrada pela Associação Crianças de Belém. Anote os dados bancários a seguir:

Favorecido: Associação Crianças de Belém - Haiti Banco do Brasil Agência: 6962-0 Conta Corrente: 1785-X

Como sua doação vai ajudar as crianças?
As ações de Viva vão ser concentradas na criação de oportunidades concretas de desenvolvimento integral para a infância haitiana e suas famílias, através de projetos sociais e de um efetivo trabalho em rede que envolva igrejas, organizações e pessoas chave que já trabalhem com a infância, por meio de capacitação de líderes, pais de família e mesmo das crianças. A capacitação local, a orientação para formação de microempresas e promoção de comunidades amigas da infância, são objetivos importantes do nosso trabalho.

Dúvidas?
Escreva para lissander@maosdadas.org

Saiba mais sobre o projeto
Acesse o arquivo "Estou presente no Haiti - esperança depois da crise"

domingo, 11 de setembro de 2011

Exército brasileiro não tira ‘UPP’ do Haiti antes de 2016

O DIA ONLINE - BRASIL

Militares só sairão quando polícia local souber cuidar da segurança pública sozinha

Rio - Quando o Itamaraty fala em diminuição “gradual” das tropas no Haiti, um dos fatores levados em conta é a capacidade de a Polícia Nacional do Haiti (PNH) cuidar da segurança pública do país sozinha. Por isso, embora o Brasil já planeje reduzir em até 800 homens a presença militar na ilha em março do ano que vem, a retirada da Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti (Minustah) — comparada às Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Rio — não deverá acontecer antes de 2016.

Segundo um alto oficial do Exército brasileiro que integrou a Minustah, um estudo realizado no início da missão, em 2004, apontava que o país caribenho precisaria de 14 mil a 18 mil policiais para garantir a segurança em todo o território. Na época, eram 5 mil policiais. Hoje, há 10 mil. A Academia de Polícia tem capacidade de formar 700 homens por ano. Isso significa que, para atingir o número mínimo de policiais, são necessários mais cinco anos. A deficiência de efetivo tem de ser suprida com a presença internacional.

A pacificação das favelas de Porto Príncipe, capital do Haiti, deveu-se à ocupação permanente. De acordo com um oficial brasileiro, a retirada gradativa permite monitorar se a PNH tem condição de realizar sozinha as missões que hoje são feitas com policiais e militares das Nações Unidas. A preocupação não é tão grande com a eficiência para manter os patamares de segurança, mas com a capacidade de resposta rápida.

Militares brasileiros afirmam que o nível de qualificação da Polícia Nacional do Haiti (PNH) aumentou. Porém, a comunidade internacional receia uma saída precipitada. De 1997 a 2000, a Missão de Polícia Civil das Nações Unidas no Haiti, comandada pelo Canadá, reequipou a PNH. Depois que os estrangeiros deixaram o país, os policiais venderam as viaturas 4x4 para desmanches.

Entre os brasileiros, há quem lamente a redução do efetivo. Integrar a missão representa uma renda extra.

sábado, 10 de setembro de 2011

Começa o processo de retirada do Haiti

Expresso.pt

Os países da América do Sul concordaram em reduzir a sua presença no Haiti. A decisão coincide com um escândalo em que militares uruguaios terão abusado de um adolescente haitiano.

Reunidos no Uruguai, os ministros da Defesa e os chanceleres da América do Sul alcançaram dois grandes consensos sobre a Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH), que atua desde 2004. Por um lado, a força de paz deve ser reduzida gradualmente a partir de 15 de outubro, quando o mandato deve ser renovado. E, por outro, essa redução deve ser coordenada com a ONU e com o governo haitiano para não gerar o caos.

"Devemos ter uma atitude responsável em relação ao Haiti e a nós mesmos até porque também sacrificamos vidas nessa operação", explicou ao Expresso Celso Amorim, ministro da Defesa do Brasil, país que lidera a missão.

Tanto o chanceler uruguaio, Luis Almagro, quanto o chefe da missão da ONU no Haiti, o chileno Mariano Fernández, afirmaram que o contingente no país mais pobre das Américas deve voltar ao patamar anterior ao devastador terramoto de janeiro de 2010.

Fernández anunciou que em 16 de setembro vai apresentar uma proposta de redução gradual do número de efetivos aos 15 países que integram o Conselho de Segurança da ONU, porque "o contingente pós-terramoto já cumpriu a sua tarefa de segurança e de estabilidade". Antes do sismo que provocou mais de 200 mil vítimas, a missão tinha 9000 militares e polícias; depois, passou para 12.270 efetivos.
A pensar na retirada final


Embora ainda não exista um cronograma, Almagro arriscou um horizonte de três ou quatro anos até a retirada final, quando o Haiti assumiria completamente a responsabilidade pela paz, pela segurança e pelos desenvolvimentos económico, social e institucional, hoje nas mãos da MINUSTAH.

Juntos, nove países da região respondem por 44% da missão que envolve um total de 18 países. O Brasil tem o maior contigente (2166 efetivos) e tem o comando militar da missão.

Embora o desenvolvimento social esteja longe de ser alcançado, o Governo brasileiro entende que já foram superadas as grandes incertezas de paz, de segurança e de democracia com duas eleições realizadas.

O sucesso da missão é crucial para os planos de afirmação do Brasil como um ator global e para fortalecer a sua luta por um lugar permanente no Conselho de Segurança da ONU.

Escândalo mancha missão

A reunião de ministros em Montevideu, para discutir o futuro da missão no Haiti, coincidiu com o escândalo provocado pela divulgação de um vídeo no qual cinco militares uruguaios abusam moral e, supostamente, sexualmente de um jovem haitiano de 18 anos. As imagens foram captadas por um telemóvel em 28 de julho, mas só esta semana foram tornadas públicas.

Investigações paralelas da ONU e da Marinha uruguaia apontam para "má conduta", mas não abuso sexual. Porém a Rede de Defesa dos Direitos Humanos do Haiti e a família da vítima garantem que o adolescente foi violado duas vezes.

Outro militar uruguaio já tinha engravidado uma menor haitiana. Terá de sustentar a jovem e o futuro filho.
Vírus chegou do Nepal


Várias manifestações populares, nos últimos dias, no Haiti pediram a retirada da MINUSTAH. No ano passado, a ONU também foi alvo de vários protestos durante a epidemia de cólera que matou cerca de 6000 haitianos. Os militares do Nepal foram acusados de levarem o vírus para o Haiti.

O Presidente do Uruguai, José Mujica, pediu desculpas ao Presidente do Haiti, Michel Martelly, e classificou a conduta dos cinco uruguaios como "criminosa e constrangedora". O Presidente do Uruguai disse sentir-se "envergonhado" e prometeu que "os culpados serão punidos com o máximo rigor".

Para o ministro da Defesa brasileiro, Celso Amorim, este tipo de situações é "lamentável", mas "não se pode contaminar toda a missão de paz por causa de um episódio específico".

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Wyclef Jean é nomeado embaixador itinerante do Haiti


O cantor Wyclef Jean, cuja candidatura à Presidência do Haiti foi excluída em 2010 pelas autoridades eleitorais por não cumprir os requisitos básicos, foi nomeado embaixador itinerante do país pelo presidente Michel Martelly, informou nesta sexta-feira o jornal oficial Le Moniteur.

O músico, que apoiou a candidatura de Martelly - cantor do ritmo popular local "compa" -, já havia ocupado este mesmo cargo durante o mandato de René Préval.

Wyclef Jean também faz parte do Conselho Consultivo Presidencial para o Desenvolvimento Econômico e Investimentos do Haiti, lançado oficialmente na quinta-feira e que será liderado pelo ex-presidente americano Bill Clinton.

Em julho, o líder haitiano atribuiu a Jean a "Ordem Nacional Honra e Mérito" no grau de "Grande Oficial" por sua dedicação ao bem-estar da empobrecida nação caribenha.

Segundo o Le Moniteur, a nomeação do rapper aconteceu no dia 2 de setembro. De acordo com o jornal, Martelly também designou Yves Germain como diretor-geral do Conselho Nacional de Equipes (CNE), entidade liderada antes da campanha eleitoral pelo ex-candidato presidencial Jude Celestin, da agora plataforma opositora Inite, liderada por Préval.

Um Novo Tempo para o Ex-Padre Luca de Pero

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Jovens camponeses retornam ao Haiti depois de um ano de intercâmbio promovido pela Via Campesina

Jornal Correio do Brasil

9/9/2011 15:42, Por Adital

Como resultado das ações da Via Campesina, no Brasil, em apoio e solidariedade ao Haiti, um grupo de 76 jovens camponeses haitianos deve retornar ao seu país de origem na próxima quarta-feira (14) deste mês, com mais conhecimento e prática na área rural. Isso foi possível por conta de um intercâmbio iniciado há um ano, onde os (as) participantes puderam ter acesso a técnicas de agroecologia, informações sobre estrutura de cooperativas, funcionamento de acampamentos e assentamentos, entre outros.

Os estudantes deste intercâmbio são militantes de movimentos sociais do Haiti, oriundos dos dez departamentos que compõem o país. Ao todo são 54 homens e 22 mulheres que foram selecionados para esta iniciativa.

No primeiro mês, os (as) jovens tiveram aulas na Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), localizada no município de Guararema, interior do estado de São Paulo.

Integrante da equipe pedagógica responsável pelo intercâmbio, Geani Paula de Souza explica que, durante o primeiro momento na ENFF, os (as) militantes puderam se familiarizar com a língua portuguesa e tiveram contato com movimentos camponeses do Brasil e de outros países da América Latina.

Depois disso, foram divididos em oito estados brasileiros – Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Sergipe e Pernambuco. Essa etapa durou cinco meses e possibilitou aos jovens conhecer acampamentos, assentamentos agrícolas, cooperativas rurais e técnicas de Agroecologia.

“A ideia era conhecer o funcionamento das cooperativas, como se constituem, como os trabalhadores se organizam, assim como conhecer a luta nos acampamentos, as estratégias do Movimento, e organização nos assentamentos. Assim eles poderão voltar ao Haiti e se guiar por esses métodos para fortalecer sua organização lá”, detalhou.

Já a última etapa do intercâmbio consistiu em um curso técnico em Agroecologia, no qual o grupo foi dividido em dois, com base nos estados de Paraná e Sergipe. “Eles aprenderam como lidar com a terra, e com o meio ambiente, que foi uma questão que apontaram como muito precária no Haiti, e também como lidar com a água e a conservação de fontes”, disse.

No fechamento deste ciclo de um ano, Geani destaca que os jovens e a Via Campesina fazem uma avaliação bastante positiva sobre o período. “Houve muita aprendizagem, solidariedade. Para a gente isso é muito importante porque mostra que o Haiti não é só o que a Globo apresenta, só destruição. Mostra, para quem acredita que o Haiti não tem nada, que lá tem muita coisa interessante sim. Tem pessoas que lutam por um país melhor”, destacou.

Outras experiências

O intercâmbio de jovens haitianos começou a ser gestado a partir da experiência da Brigada Internacionalista da Via Campesina, no Haiti, desde 2008.

Com o terremoto que devastou o país em janeiro de 2010, a Via Campesina decidiu realizar o intercâmbio com jovens haitianos, no marco de suas ações de apoio técnico e político, ao passo que reforçou a brigada no Haiti, enviando mais 34 pessoas.

De acordo com Geani, o primeiro grupo de haitianos deveria ter 150 pessoas, mas o alto custo inviabilizou o número. Contudo, a ideia do movimento é dar continuidade a ação e, possivelmente, um novo grupo de 30 jovens militantes haitianos chegará ao Brasil no início de 2012.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Clinton fará parte de conselho de desenvolvimento do Haiti

BRASÍLIA – O presidente do Haiti, Michel Martelly, nomeou o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton para comandar o Conselho Diretor de Desenvolvimento Econômico Consultivo e de Investimento do país. A ideia é estimular o ingresso de investimentos no país. O Haiti, país mais pobre das Américas, ainda sofre as consequências do terremoto de 12 de janeiro de 2010, que destruiu grande parte das principais cidades.

No começo desta semana, Martelly indicou Garry Conill para ser o primeiro-ministro do Haiti. Conill foi assessor de Clinton quando ele era o encarregado da Organização das Nações Unidas para o Haiti. Conill foi o terceiro nome indicado para ocupar o posto. Os antecessores tiveram as indicações rejeitadas pelo Parlamento haitiano.

Algumas organizações não governamentais observam a presença de Clinton no Haiti com cautela. Para as entidades, o ex-presidente norte-americano, vez por outra, faz sugestões que são interpretadas como ingerência nos temas internos do país.

Os desafios do Haiti se concentram na reconstrução física, econômica, política, institucional e social do país. Em decorrência dos efeitos do terremoto, cerca de 220 mil pessoas morreram e milhares de famílias ainda moram em habitações provisórias. Paralelamente, o governo Martelly se esforça para organizar as instituições do país com o apoio da comunidade internacional.
Agência Bras

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

2ª Reunião de Ministros das Relações Exteriores e da Defesa dos Países Sul-americanos participantes da MINUSTAH

Portal Fator Brasil

Montevidéu-O ministro das relações exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, e o ministro da defesa, Celso Amorim, participarão da II Reunião de ministros das relações exteriores e da defesa dos países sul-americanos participantes da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah), a realizar-se em Montevidéu, no dia 08 de setembro (quinta-feira). A reunião constituirá oportunidade para o intercâmbio de opiniões sobre o desempenho da Minustah e a reafirmação do compromisso dos países sul-americanos com seu êxito, em antecipação aos debates que se realizarão no Conselho de Segurança das Nações Unidas, em outubro próximo, sobre a renovação de seu mandato.

Países sul-americanos (Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai, além do Brasil) contribuem atualmente com cerca de 5.300 efetivos militares e policiais à Minustah, o que corresponde a aproximadamente 44% do total de efetivos da Missão.

(www.itamaraty.gov.br)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

SOS Global realiza Módulo I do Treinamento sobre Tragédias

Ministro da Defesa defende retirada gradual de tropas do Haiti




Declaração foi dada durante entrevista em Buenos Aires
Foto: EFE

O Brasil precisa começar a pensar na saída gradual de suas tropas do Haiti, disse nesta segunda-feira o ministro da Defesa, Celso Amorim, na embaixada do Brasil em Buenos Aires. Em entrevista, Amorim disse que deveria ocorrer, primeiramente, uma redução gradual das tropas, a partir da definição de um cronograma conjunto dos países da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) com a ONU, antes da retirada total.

"Não podemos ter uma saída desorganizada que gere uma situação de caos", disse o ministro. "Nós devemos uma atitude responsável em relação ao Haiti e em relação a nós mesmos. Agora, a médio e longo prazo, não é bom nem para o Haiti e nem para quem está lá que essa presença se perpetue", disse. Amorim afirmou que este será o principal assunto da reunião da Unasul na próxima quinta-feira, em Montevidéu.

Segundo o ministro da Defesa, é preciso evitar uma situação de "falso conforto" em relação à presença de soldados no Haiti. "Temos de discutir de maneira serena. Mas (a questão das tropas) tem que ser vista." As declarações ocorreram após a decisão do Uruguai de trazer de volta cinco "capacetes azuis", nome dado aos militares das missões de paz da ONU, depois da acusação de que eles teriam cometido abuso sexual contra um adolescente no Haiti.

Amorim disse que não conhecia o caso. Segundo ele, a reunião no Uruguai não terá este assunto como tema. Para ele, o episodio é isolado e não pode afetar a imagem da Minustah (missão de paz da ONU para o Haiti). "Não se pode contaminar toda a missão de paz por um episodio especifico", disse. No entanto, quando questionado se as tropas poderiam estar sofrendo um desgaste no Haiti, Amorim disse: "Qualquer tropa em qualquer lugar do mundo sofre desgaste".

Estabilidade
Amorim afirmou que a situação crítica de segurança no país já foi superada, após duas eleições e o aumento na presença de tropas após o terremoto ocorrido em janeiro de 2010. "Os manuais de ciências políticas orientam que a segunda eleição é a que indica que a democracia está consolidada", disse o ministro.

O ministro afirmou, no entanto, que a decisão sobre a saída do Haiti deve ser tomada não apenas pela Defesa, mas também pela presidente Dilma Rousseff e pelo Ministério das Relações Exteriores - pasta que ocupou no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Amorim disse que ele e o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, conversaram sobre o assunto na semana passada e concordaram com a redução e a futura retirada das tropas.

O ministro afirmou que não será tomada uma decisão unilateral por parte do Brasil ou dos países da Unasul, que deverão agir em conjunto com a ONU. Amorim disse ainda que não existe um cronograma para esta redução de tropas e a possível retirada do país. O ministro afirmou ainda que a redução das tropas brasileiras será inicialmente pequena, porque os brasileiros estão na área de Porto Príncipe, que é mais crítica.

O ministro foi à Argentina para reuniões com a presidente Cristina Kirchner e com seu colega do país vizinho, Arturo Puricelli. Segundo Amorim, foram discutidos assuntos de cooperação na área de defesa.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Tabela Campeonato Haitiano - 2011


Técnico brasileiro do Haiti enfrenta deserções, fome e utopia sobre vaga na Copa



Levado ao comando da seleção do Haiti em 2010 através de um projeto da ONG Viva Rio, o técnico brasileiro Edson Tavares enfrenta na América Central o trabalho mais difícil de uma carreira descrita por um currículo recheado de passagens por lugares exóticos do futebol, como Omã, Kuait e Vietnã.

No entanto, mais do que o desafio técnico de buscar evolução da equipe número 117 no ranking da Fifa, Tavares se vira para comandar um projeto em uma nação miserável devastada por um recente terremoto, que vê alguns de seus principais atletas desertarem a cada oportunidade que aparece no exterior.

As condições de trabalho oferecidas ao brasileiro são sofríveis e improvisadas no país de pior índice de desenvolvimento humano das Américas, segundo a ONU (25º pior do mundo).

"A infraestrutura é o maior problema. Normalmente, antes do terremoto, as equipes treinavam em Miami, num CT da seleção americana em Orlando. Depois do terremoto, se perdeu tudo, também a possibilidade de ir aos EUA. Tudo porque os caras desertam. Fui jogar dois meses atrás lá e perdi quatro jogadores. Eles desertam, não tem como você controlar. Ficamos com o passaporte deles, mas eles fogem mesmo assim, na calada da noite, com alguém esperando com carro ligado, essas coisas", relata o brasileiro.

Tavares também lida com a precariedade da "infraestrutura humana", já que a maioria dos jogadores com quem trabalha tem possibilidade de fazer apenas uma refeição por dia, como a maioria da população. Por essa e outras razões, o técnico acaba recrutando atletas que atuam nos EUA e França para as partidas internacionais mais importantes.

HAITIANOS QUEREM 2014: "REIS DA ILUSÃO"

Além das deserções, Tavares diz atuar para controlar a noção de realidade dos homens do futebol haitiano, que acreditam em uma improvável vaga na Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

"Eles são os reis da expectativa, vivem de ilusão. Falei com o presidente, disse que sem investimento não dá. Não adianta ter o sonho de jogar a Copa no Brasil. Eles têm uma adoração pelo Brasil às vezes maior do que a nossa. Mas os países do lado investem, não são miseráveis. A federação americana investe US$ 70 milhões por ano, a Jamaica US$ 25 milhões, Trinidad, US$ 15 milhões. E eles têm retorno desse investimento", conta.

Atualmente a seleção do Haiti conta com o auxílio de material esportivo da Adidas. No entanto, a empresa alemã decidiu não investir no futebol do país, a despeito de um pedido da Fifa, relata o treinador brasileiro.

No sorteio realizado no Rio de Janeiro no último sábado, o Haiti ficou no grupo F das eliminatórias da Concacaf, junto com as seleções de Antígua e Barbuda, Curaçao e Ilhas Virgens. Pelo sistema de disputa adotado, a equipe de Edson Tavares precisa obrigatoriamente vencer a chave para duelar com EUA e Jamaica na fase seguinte.

Com forças tradicionais como México e Estados Unidos, a Concacaf oferece três vagas diretas no Mundial, através de seu sistema de disputa. Ainda uma quarta seleção terá chance de brigar por uma vaga através de repescagem contra um representante da Oceania.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Ex-assessor de Clinton é nomeado premiê do Haiti

Paraná-Online

Ex-assessor de Clinton é nomeado premiê do Haiti
O presidente do Haiti, Michel Martelly, nomeou nesta quinta-feira Garry Conille como primeiro-ministro do país caribenho, informou o presidente da
Câmara dos Deputados, Saurel Jacinthe. Conille foi assessor especial do ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton.
Conille é considerado um experiente colaborador em casos de desastre e trabalhava para as Nações Unidas desde 1999. Após o terremoto no
Haiti no começo do ano passado, Conille foi chefe do escritório de Clinton, que então trabalhou como enviado especial das Nações Unidas para o
Haiti.
O governo do Haiti estava sem primeiro-ministro desde que Martelly assumiu o cargo de presidente em maio e os esforços para reconstruir o país
estavam suspensos. Os parlamentares haitianos rechaçaram as duas primeiras escolhas de Martelly para o cargo de premiê.
Conille possui mestrado na Universidade da Carolina do Norte e doutorado pela Universidade Estatal do Haiti. Ele começou sua carreira nas
Nações Unidas em 1999, trabalhou na Etiópia e, até junho deste ano, no Níger.
As informações são da Associated Press.