quarta-feira, 15 de junho de 2011

Continua litígio eleitoral no Haiti

Noticias de Prensa Latina

Porto Príncipe, 15 jun (Prensa Latina) A Rede Haitiana de Direitos Humanos(RHDD) chamou hoje ao presidente, Michel Martelly, a resolver definitivamente o litígio por 19 postos para o Parlamento, vagas há dois meses depois de supostas fraudes.

Ainda que a segunda sessão da 49 Legislatura teve lugar na passada segunda-feira, ainda ficam pendentes 17 assentos para a Câmera de Deputados e duas no Senado, assinalou a plataforma humanitária.

O novo Congresso começou a funcionar desde abril anterior, mas como a designação continua pendente, vários representantes ante os dois hemiciclos declinam participar nas deliberações.

Esses postos mudaram de candidatos favorecidos entre o anúncio das contagens preliminares e os definitivos, o que provocou denúncias de irregularidades e manifestações populares.

O Comitê Eleitoral Provicional criou então um birô de análise de resultados, paralelo ao existe, para verificar as votações, e finalmente decidiu revogar 15 desses postos, na maioria dos casos, favoráveis à anterior plataforma dirigente, Inité.

No entanto, ainda não se tem oficializado a decisão comicial, que foi questionada também por organismos internacionais.

Segundo a RHDH, Martelly não cumpriu ainda sua promessa de resolver este assunto, como prometeu depois de seu investidura presidencial.

O novo dignatário assegurou que determinar as causas das possíveis fraudes e as pessoas implicadas estaria entre as primeiras tarefas de seu governo, iniciado o 14 de maio anterior.

Uma comissão senatorial pesquisa desde mediados do mês passado as denúncias de irregularidades nesses postos, mas não até o momento se desconhecem os resultados.

Alguns dos candidatos em litigio ameaçaram com convocar a seus seguidores a novas manifestações se não se resolve definitivamente a situação.

Os haitianos foram às urnas o passado 20 de março para eleger ao futuro mandatário da nação, bem como a sete dos 30 senadores e 79 dos 99 deputados, pendentes depois da anulação da primeira rodada de novembro de 2010 por denúncias de fraude.

As irregularidades continuaram durante o segundo turno, pois mais de 14 por cento das 11 mil 182 atas para chefe de Estado foram descartadas e outras 15 mil 200, 60 por cento do total, requereram análise de peritos com vista a confirmar sua autenticidade.
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