terça-feira, 19 de abril de 2011

Conferência da Unesco retrata cultura do Haiti como 'motor' do país

Por Redação - 13:44:00 - 11 Views



PARIS (Rádio ONU)  - Mimi Barthélémy, um contador de histórias do Haiti, disse que o país "certamente não vai morrer porque seus pintores começaram a pintar de novo, seus poetas voltaram a criar, seus cantores estão compondo novamente e seus escritores, escrevendo... e as histórias voltaram a circular depois do desastre de 12 de janeiro de 2010".
Nesse clima, a Unesco convidou Estados-Membros, organizações multilaterais, bancos de desenvolvimento, setor privado e a sociedade civil para a Conferência "Fazer da Cultura um Motor de Reconstrução", nesta terça-feira, na sede da agência em Paris.
Financiamento
Quinze projetos desenvolvidos com as autoridades haitianas, para os quais se buscam financiamento, serão apresentados. Estes projetos abrangem a reabilitação do patrimônio cultural  construído; inventário de patrimônio imaterial a ser preservado; estratégias para revitalizar indústrias culturais; e a criação de um quadro jurídico de apoio a políticas culturais.
Entre os palestrantes, estão a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, a enviada especial da Unesco para o Haiti, Michaelle Jean, e a ministra do Exterior da Espanha, Trinidad Jiménez García-Herrera.
Bokova lançou um "apelo à generosidade e ao compromisso de todos os parceiros bilaterais e multilaterais" da Unesco. Ela afirmou que o destino do Haiti é responsabilidade de todos. Ela investiu grande parte de seu primeiro ano de mandato buscando apoio e investindo em ações para a reconstrução da ilha caribenha.
Missão
Imediatamente após o terremoto de 12 de Janeiro de 2010, a Unesco mobilizou recursos para ajudar o povo haitiano. Em abril de 2010, o Conselho Executivo da agência criou o Comitê de Coordenação Internacional para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural do Haiti, como parte do plano de reconstrução nacional.
O Haiti é caracterizado por uma cultura rica e diversificada, que desempenha um papel central na vida dos civis. O setor cultural também representa uma importante fonte de renda e emprego para muitos no país. Os artesãos formam 10% da força de trabalho, o que representa cerca de 400 mil pessoas.
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