quinta-feira, 28 de abril de 2011

HAITI e FUTEBOL: futebol salvou desalojados antes de os expulsar

Milhares de pessoas ocuparam os estádios após o terremoto

Por Vítor Hugo Alvarenga2011-04-28 17:19hEstádio ocupado no Haiti
Quando a terra tremeu, as principais estruturas do país cederam. Milhares de sobreviventes correram para terreno aberto. O futebol abriu-lhes a porta. Meses depois, teve de os expulsar.

O Estádio Sylvio Cator,o principal do país, serviu de refúgio nos meses que se seguiram ao terramoto. No relvado, nos balneários, nas bancadas, à volta delas, em todo o lado surgiram tendas, locais relativamente seguros para acolher o povo.

«Sobre as famílias que ocupavam o estádio, já foi dita muita coisa, mas ninguém sabe ao certo. Existem ONG sérias que estão a construir pré-fabricados e a transferir a população para cidades próximas, mas a grande maioria está a fugir do país clandestinamente», desabafa o actual seleccionador, o brasileiro Edson Tavares, ao Maisfutebol.

Aconteceu o mesmo por todo o lado. Os relvados do L'Atlhlétique d'Haiti foram ocupados, o estádio do Aigle Noir AC também. Durante meses, ninguém ousou dizer que o desporto era mais importante que a vida. Agora, procuram recuperar os seus terrenos para seguir em frente.

«Ainda há meses, existiam milhares de pessoas acampadas no estádio nacional. Agora, o estádio está fechado para obras, pois queremos realizar os jogos de qualificação para os Jogos Olímpicos e o Mundial no Haiti. A FIFA está a financiar as obras no estádio e num centro de treinos que não existia antes», resume Edson Tavares.

A sofrer desde Portugal

Jean Sony (Leixões) e Peterson (Vizela, cedido pelo Sp. Braga) são os haitianos do futebol português. O segundo perdeu a sua casa no país de origem. O primeiro teve melhor sorte. Em declarações ao Maisfutebol, Sony fala sobre o momento actual do Haiti.

«Estive no Haiti em Junho do ano passado, nas férias, e ainda havia muita destruição. Felizmente a minha família não sofreu nada porque a nossa casa fica numa zona que não foi afectada. Em termos de recuperação ainda se notava pouca coisa, mas, agora, com o novo presidente, as coisas vão melhorar», espera.

O ala direito do Leixões acredita na recuperação total do Haiti e nas alegrias proporcionadas pelo desporto-rei: «Temos um excelente grupo de trabalho, com vários jogadores que actuam na Europa. Temos feito alguns jogos amigáveis e já mostrámos qualidade»

Edson Tavares, o seleccionador, reforça a esperança. «Em 42 anos de futebol, como jogador e treinador, nunca vi jogadores como tanta qualidade inata como no Haiti. Têm problemas de alimentação mas superam-se. Só precisam de disciplina táctica. Temos o Sony e o Peterson em Portugal, esse só tem 20 anos e ainda vai ser muito falado. O Desmarets (naturalizado) que jogou no V. Guimarães também faz a diferença. Temos 68 jogadores na Europa, dos quais 31 já foram naturalizados. O potencial é enorme», garante.


A música como salvação

Enquanto o futebol recupera a sua pose, o povo do Haiti virou-se para a música. A instabilidade política condicionou sempre a afirmação do país após a independência. As palavras fortes cantadas ao Mundo apresentam-se como solução.

«O futuro do Haiti está nas mãos do povo e dos políticos. Temos de ter consciência de que é preciso trabalhar muito para recuperar o país», avisa Jean Sony.

Michel «Sweet Micky» Martelly é o novo presidente do Haiti, após longo e conturbado processo eleitoral concluído no início de Abril. Um cantor como líder numa ideia desenvolvida pelos Fugees.

The Fugees, popular trio musical dos anos 90, jamais esqueceram as suas raízes. Fugees é apenas um diminutivo de refugiados. Wyclef Jean e Pras Michel, dois deles, saíram do Haiti para encontrar o sucesso nos Estados Unidos. O primeiro apresentou a candidatura à presidência, em Agosto de 2010, sem sucesso. O segundo encontrou a alternativa: Michel Martelly. Que a música os salve.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Martelly pede que haitianos 'trabalhem juntos'

WASHINGTON — O presidente eleito do Haiti, Michel Martelly, enviou mensagens no Twitter nesta quinta-feira pedindo para os haitianos trabalharem juntos, horas depois de ser confirmado vencedor das eleições presidenciais de 20 de março.
"Povo do Haiti, comecemos a trabalhar", escreveu, em Washington, pouco depois de ser proclamado vencedor do segundo turno.
A mensagem, escrita em francês por seu usário no Twitter "@presidentmicky", era semelhante a outras mensagens enviadas a seus partidários em 'crioulo', o idioma predominante no Haiti.
"Levantemos nossas ferramentas e comecemos a trabalhar para limpar nosso país", escreveu de Washington, onde se reuniu na quarta-feira com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, e outros funcionários.
"Tiveram razão ao depositar sua confiança em mim. Eu confio em vocês e vocês podem confiar em mim também", foi outra de suas mensagens.
Martelly, um cantor popular que se tornou político, venceu as eleições presidenciais com 67,57% dos votos, com o apoio dos mais pobres e da classe trabalhadora haitiana, derrotando a ex-primeira-dama Mirlande Manigat, anunciou nesta quinta-feira o Conselho Eleitoral (CEP).
O presidente eleito de 50 anos deve assumir suas funções em 14 de maio.

Michel Martelly proclamado oficialmente vencedor das presidenciais no Haiti

Michel Martelly proclamado oficialmente vencedor das presidenciais no Haiti

O cantor Michel Martelly foi oficialmente proclamado vencedor das eleições presidenciais de 20 de Março no Haiti, anunciou hoje o Conselho Eleitoral haitiano (CEP)


Haiti


O candidato Michel Martelly é proclamado vencedor da segunda volta das eleições presidenciais de 20 de março com 716.986 votos (67,57 por cento), declarou o porta-voz da CEP, Pierre Thibault Junior. Martelly, de 50 anos, encontra-se desde terça-feira numa visita aos Estados Unidos, onde foi recebido na quarta-feira pela secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton. O Conselho Eleitoral também apresentou a lista dos senadores e deputados do novo parlamento haitiano. Martelly deve assumir as novas funções a 14 de maio.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Reconstrução do Haiti visa mais resistência aos terremotos

Reconstrução do Haiti visa mais resistência aos terremotos - 20/04/2011

DA EFE

O processo de reconstrução do Haiti após o terremoto de 2010 é lento e custoso devido em grande parte à difícil tarefa de criar um país mais resistente aos sismos. A avaliação é de um especialista em sismologia para o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

Diante das críticas pela lentidão da reconstrução, Eric Calais, professor da Universidade Purdue e encarregado de desenvolver uma estratégia para reduzir o impacto de futuros terremotos no Haiti, lembrou a magnitude da tragédia vivida no país em 2010.

Destacou que o Haiti está imerso no processo de reconstrução de um terremoto que destruiu o 100% de seu PIB (Produto Interno Bruto) e acabou com a vida de mais de 200 mil pessoas.

"Esse processo não é nada fácil nessas condições", assegurou. "Sabemos o que é preciso fazer. Se não podemos prever quando vão ocorrer os terremotos, podemos desenhar e aplicar medidas que suavizem suas consequências", acrescentou Calais.

Presidente eleito considera lenta reconstrução do país

Presidente eleito considera lenta reconstrução do país


Washington -Michel Martelly, que deve ser oficialmente designado como o novo presidente do Haiti, considerou nesta quarta-feira que "a reconstrução do Haiti é de uma lentidão exasperante", após o término de um encontro com a secretária de Estado americana Hillary
Clinton, em Washington.
O ex-cantor popular, que deve ser designado presidente do Haiti na tarde desta quarta-feira, deixou seu país na terça-feira para uma visita de três dias a Washington.
"Minha nova visão para meu país é realizar todas as reformas úteis e necessárias", declarou durante uma conferência de imprensa, ao lado da chefe da diplomacia americana.
Michel Martelly recebeu 67 por cento dos votos no segundo turno, segundo os resultados preliminares divulgados há
duas semanas.

UNESCO na reconstrução do Haiti através da cultura

Paris, 19 abr (Prensa Latina) A função capital da cultura na reconstrução do Haiti foi destacada hoje aqui durante a apresentação na UNESCO de 15 projetos encaminhados a reedificar essa ilha que precisam o apoio urgente de doador.

Irina Bokova, diretora geral da Organização, chamou à generosidade e ao compromisso de Estados Membros, instituições, organizações multilaterais, bancos de desenvolvimento, atores do setor privado e organizações da sociedade civil na recuperação desse país.

Imediatamente após o sismo que afetou o Haiti em 2010 nasceu um vasto movimento de solidariedade que deve se transformar agora em uma aliança duradoura e em um compromisso contínuo por ajudar a empreender um imenso e longo trabalho de reconstrução, assinalou.

Michaelle Jean, enviada especial para o Haiti da UNESCO, disse a Prensa Latina que a cultura deverá ser o motor de refundação porque além de ser inseparável do desenvolvimento sustentável, econômico e da coesão social, constitui a marca desse povo.

O cataclismo maior foi a escravatura. Despossuídos de tudo, de suas línguas, seus nomes e de suas histórias, entregues como mercadoria e bestas de carga, se valeram de uma força invencível de criação para se dar força a eles mesmos, disse.

Para Jean, no Haiti a arte sempre teve um valor supremo e foi um espaço de reconquista da vida, da esperança, da luz e da dignidade.

As ações propostas para a reconstrução através da cultura se centrarão em quinze projetos que abarcarão Patrimônio da Humanidade (cultural e natural), patrimônio cultural imaterial, patrimônio imóvel(museus, arquivos, bibliotecas)e as indústrias e políticas culturais.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Conferência da Unesco retrata cultura do Haiti como 'motor' do país

Por Redação - 13:44:00 - 11 Views



PARIS (Rádio ONU)  - Mimi Barthélémy, um contador de histórias do Haiti, disse que o país "certamente não vai morrer porque seus pintores começaram a pintar de novo, seus poetas voltaram a criar, seus cantores estão compondo novamente e seus escritores, escrevendo... e as histórias voltaram a circular depois do desastre de 12 de janeiro de 2010".
Nesse clima, a Unesco convidou Estados-Membros, organizações multilaterais, bancos de desenvolvimento, setor privado e a sociedade civil para a Conferência "Fazer da Cultura um Motor de Reconstrução", nesta terça-feira, na sede da agência em Paris.
Financiamento
Quinze projetos desenvolvidos com as autoridades haitianas, para os quais se buscam financiamento, serão apresentados. Estes projetos abrangem a reabilitação do patrimônio cultural  construído; inventário de patrimônio imaterial a ser preservado; estratégias para revitalizar indústrias culturais; e a criação de um quadro jurídico de apoio a políticas culturais.
Entre os palestrantes, estão a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova, a enviada especial da Unesco para o Haiti, Michaelle Jean, e a ministra do Exterior da Espanha, Trinidad Jiménez García-Herrera.
Bokova lançou um "apelo à generosidade e ao compromisso de todos os parceiros bilaterais e multilaterais" da Unesco. Ela afirmou que o destino do Haiti é responsabilidade de todos. Ela investiu grande parte de seu primeiro ano de mandato buscando apoio e investindo em ações para a reconstrução da ilha caribenha.
Missão
Imediatamente após o terremoto de 12 de Janeiro de 2010, a Unesco mobilizou recursos para ajudar o povo haitiano. Em abril de 2010, o Conselho Executivo da agência criou o Comitê de Coordenação Internacional para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural do Haiti, como parte do plano de reconstrução nacional.
O Haiti é caracterizado por uma cultura rica e diversificada, que desempenha um papel central na vida dos civis. O setor cultural também representa uma importante fonte de renda e emprego para muitos no país. Os artesãos formam 10% da força de trabalho, o que representa cerca de 400 mil pessoas.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Personagens da série do EE 'Trilogia Haiti' farão parte dos 'Jogos da Paz'


Maurice e Evens Pierre são convidados pelo Exército Brasileiro para participar dos Jogos Mundiais Militares que acontecem no Rio de Janeiro

Por GLOBOESPORTE.COMRio de Janeiro
O pequeno Maurice e o pugilista Evens Pierre emocionaram a todos que os assistiram na Trilogia Haiti do “Esporte Espetacular”. Após figurarem no quadro do repórter Régis Rösing, ambos os personagens vão, agora, participar do maior evento esportivo militar já organizado no Brasil, o 5º Jogos Mundiais Militares, os “Jogos da Paz”, que ocorre entre 16 e 24 de junho no Rio de Janeiro.
Maurice, pequeno haitiano de seis anos, conquistou a atenção dos brasileiros em missão no seu país ao participar de uma corrida organizada pelo Exército Brasileiro. Naquele dia, o menino corria motivado pela comida que recebia. Hoje, se tornou mascote dos “Jogos da Paz” e será trazido do país mais pobre das Américas para o evento.
Lutador haitiano Evens Pierre (Foto: Divulgação)Evens Pierre fará parte de grupo de atletas em
caráter especial (Foto: Divulgação)
Evens Pierre, lutador de boxe nascido na mais violenta favela da capital Porto Príncipe – Cité Soleil – fará parte do grupo de atletas dos jogos em um caráter especial. Como seu país não possui exército oficializado – uma exigência do evento - os organizadores decidiram convidá-lo por ter utilizado o esporte a favor de jovens afetados pela violência.
Coronel Pedro Pessoa, comandante do Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil, diz que a idéia de convidar Maurice e Evens para os jogos é criar a imagem do ídolo esportivo no Haiti, agregando o valor do esporte e contribuindo para o processo de pacificação do desolado país.
- As reportagens de Régis são uma ferramenta de divulgação auxiliar do processo de pacificação em áreas de conflitos onde a ONU está em missão. Além disso, ele ressalta como as histórias destacam o valor do ser humano diante de tantos problemas na vida.
A presidenta da República Dilma Roussef, Grã-Mestra da Ordem, em reconhecimento aos serviços prestados à nação no exercício de sua profissão promoveu o repórter Régis Rösing na Ordem do Mérito Militar cujo título será recebido dia 19 de abril, em Brasília.
lula regis rosing (Foto: Arquivo Pessoal)Dilma vai repetir feito do ex-presidente Lula ao repórter Régis Rösing (Foto: Arquivo Pessoal)

Novo chefe da Minustah deve investir ainda mais em futebol


18/4/2011 3:06,  Por Rádio ONU
General Luiz Ramos, que tomou posse no fim de março, diz que o esporte é uma grande ‘força inspiradora’ e uma fonte de amizade entre os haitianos e as tropas.
Crianças jogam no Haiti
O novo comandante das forças de paz das Nações Unidas no Haiti, Minustah, general Luiz Ramos, disse à Rádio ONU que deve investir mais em futebol como um dos componentes sociais da missão. Ele contou que “seria um grande sonho” conseguir levar a Seleção Brasileira de futebol de volta ao Haiti para um amistoso.
Em sua primeira entrevista no posto, Luiz Ramos afirmou que o futebol brasileiro é muito admirado pelos haitianos.
Crianças
“Eu pretendo, dentro da minha capacidade, fazer alguns esforços. Não vou dizer que não seria um sonho trazer novamente a Seleção Brasileira, claro que é muito difícil, mas (vamos) investir na área de esporte. A gente pode pegar as crianças que estão na rua e motivá-las a buscar algo dentro dessa dificuldade que o país vive. Vamos ver o que Deus me ajuda a trazer aqui para o Haiti”, contou.
Luiz Ramos tomou posse no último dia 31 março para um mandato de um ano no Haiti.
Ele afirmou que coordenar os trabalhos da Minustah nesta fase de transição do país, que acaba de escolher um novo Parlamento e o próximo presidente, é sua prioridade no posto.
“No meu caso, eu agora começo a ver que o desafio será dar continuidade a este momento de transição porque as eleições correram bem, graças a Deus, os resultado já foram anunciados. E há uma grande expectativa, e a nossa ideia é que possamos estar prontos para os desafios que possam surgir para o componente militar dentro da Minustah”, afirmou.
A Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti é comandada por um oficial brasileiro desde sua fundação em 2004.

sábado, 16 de abril de 2011

Haiti adia de novo anúncio de resultados das eleições

Autoridades eleitorais do país dizem que a validade de muitos votos foi contestada


AFP



As autoridades eleitorais do Haiti informaram neste sábado (16) que voltaram a adiar, agora até quarta-feira (20), o anúncio dos resultados das eleições presidenciais e legislativas.
A divulgação estava prevista originalmente para hoje, mas os resultados foram adiados primeiro para segunda-feira (18) e agora para a quarta. Em um comunicado, as autoridades informaram que a medida se deve ao "grande número de votos contestados".
- O conselho eleitoral foi forçado a adiar para quarta-feira, 20 de abril, o anúncio dos resultados finais.
No último dia 4, fontes do Conselho Eleitoral Provisório do Haiti disseram que o cantor de ritmos caribenhos Michel Martelly, 50, venceu a eleição presidencial do país, de acordo com resultados oficiais preliminares. Uma semana antes o anúncio havia sido adiado devido às suspeitas de fraude.
Martelly não tem experiência na administração pública. Ele fez campanha prometendo mudança e rompimento com décadas de corrupção e maus governos no Haiti.
O segundo turno da eleição foi realizado em 20 de março; os haitianos tinham de optar entre Martelly e a professora de direito, ex-senadora e ex-primeira dama Mirlande Manigat, 70, que nas pesquisas após o primeiro turno era a favorita.
O país ainda se recupera do terremoto devastador que sofreu no ano passado, quando mais de 200 mil pessoas morreram.
ONU
A ONU e governos doadores de ajuda, incluindo os EUA, os quais prometeram bilhões de dólares para a reconstrução do Haiti, querem que a eleição resulte em um governo estável e legítimo para assumir a empreitada da recuperação do país.
Eles desejam evitar os distúrbios e acusações de fraude que caracterizaram o primeiro turno da eleição, em novembro, para a escolha do presidente e alguns membros do Parlamento.
Os resultados chegaram a colocar o candidato governista, Jude Celestin, apoiado pelo presidente Rennè Preval, no segundo turno, mas uma recontagem dos votos mostrou fraudes no processo.