domingo, 27 de fevereiro de 2011

Após cólera e tragédia sísmica, Haiti é marcado por 'terremoto de alegria'


Régis Rösing, repórter do "Esporte Espetacular", mostra como o trabalho do Exército Brasileiro ajuda crianças orfãs a sorrirem através do esporte

Por GLOBOESPORTE.COMPorto Príncipe, Haiti
O Haiti, nação mais pobre das Américas, é, hoje, dependente da ajuda humanitária internacional para se reerguer após um terremoto que matou 300 pessoas em janeiro de 2010. Além da Organização das Nações Unidas (ONU), está presente no país o Exército Brasileiro, responsável não apenas por manter a ordem nas ruas, mas também por fazer crianças orfãs mais felizes através do esporte.
Veja no video ao lado!
Segundo dados da UNICEF, mais de 2 milhões de crianças vivem sem acesso à água potável no Haiti. Para tomar banho e lavar roupas, muitas famílias fazem uso do esgoto. Da falta de elementos básicos à sobrevivência, quase cinco mil pessoas já foram mortas pela epidemia de cólera no país.
Apesar da miséria, pequenos gestos podem causar grandes transformações. É o que têm feito soldados brasileiros ao resgatarem crianças sem família das ruas, muitas delas anteriormente retiradas de escombros após o forte tremor de terra. Com dinheiro do próprio bolso, estes missionários da paz construiram e mantém um orfanato, no qual o esporte é a bola da vez para fazer sorrir pequenos orfãos haitianos.
Ao lado do Exército, atletas brasileiros também se emocionam ao levar às crianças um pouco de suas modalidades. É o caso da ginasta Dayane Camillo, ouro no Pan-Americano de Winipeg e de Santo Domingo, e oitavo lugar em duas Olimpíadas, Sidney, em 2000 e Atenas, em 2004. Através da ginástica ritmica, esporte de pouco valor no Brasil, ela assiste às gargalhadas e sorrisos de um grupo de jovens do orfanato:
- Foi a maior emoção na minha vida, nem uma medalha de ouro chega perto da emoção de ter provocado sorrisos em crianças que não sabiam o que era sorrir.
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