quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Cólera mata 20 pessoas no Haiti

TVI24

Novo surto está a afectar o sul do país das Caraíbas
11/10/2011- 9:30

A epidemia da cólera que assolou o Haiti no ano passado está a ressurgir no sul do país, onde foram registadas cerca de 20 vítimas nos últimos dias, assegurou na segunda-feira Guillaume Silvera, responsável regional da Proteção Civil haitiana.

«Na semana passada, sete pessoas morreram na cidade de Anse d`Hainault, cinco na cidade de Fond Cochon e quatro em Irois, tendo sido hospitalizados novos pacientes entretanto», disse Guillaume Silvera à AFP, observando que foram identificadas outras vítimas noutros locais mais remotos.

«As vítimas registaram-se na região de Grand-Anse, no extremo sul do país, nos municípios onde as estruturas de acolhimento de doentes foram fechadas por falta de meios», indicou o coordenador dos Médicos do Mundo no Haiti, Jean-Kith Dely.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Haiti: um lindo país de contrastes!

Viagem para o Haiti

Para quem está planejando uma viagem para este belo país, deve fazer uma lista de lugares para conhecer no Haiti, afim de não perder nenhum ponto turístico importante do país. E para auxiliar os interessados a se aventurarem neste lindo país, vamos listar alguns pontos turísticos importantes do Haiti.



Citadelle: Um monumento que foi construído entre 1805 e 1820, no topo do monte La Ferrière, de 875m. O intuito da obra era controlar as abordagens ao norte da ilha. Com 4 metros de espessura e 40 metros de muros altos, e o impressionante número de 20.000 homens trabalharam na sua construção. Atualmente funciona como museu.



Labadie Island: considerada uma das maiores atrações turísticas do país Labadie é uma Ilha. Esta ilha é conhecida por sua beleza de tirar o fôlego. O ideal é que o turista faça um cruzeiro à volta da ilha e verifique as suas baías e praias maravilhosas. Aqui você pode verificar os recifes do Acul baía. Também é possível uma visita a vila do Caracol (provavelmente deve ser cobrada uma taxa dos turistas pela visita). Você também pode verificar a ilha Amiga Island e aproveitar sua vista com a paisagem verde exuberante desta excêntrica ilha.



Barbancourt Rum Distillery: É uma atração turística bastante popular no Haiti. É possível que o turista faça uma visita a esta cerveja e cachaça para observar a maneira com que as bebidas são feitas.



Plaine du Cul de Sac: Este é, de fato, um grande trecho de terra fértil que se encontra junto a capital do país Porto Príncipe para a fronteira com a República Dominicana. Lá estão localizados vários lugares atraentes, como uma cidade de Croix des Bouquets com o seu maior mercado de gado no Haiti. No sudeste há Plaine du Cul de Sac Parque Nacional de Forêt Pines com os restos do original densas florestas de pinheiros.

sábado, 17 de dezembro de 2011

ONU investiga acusações contra brasileiros no Haiti | Manchetes | Reuters

NAÇÕES UNIDAS, 16 Dez (Reuters) - A ONU anunciou nesta sexta-feira a abertura de um inquérito sobre acusações de lesão corporal e tentativa de homicídio supostamente cometidas por soldados brasileiros no Haiti, em mais um incidente que abala a imagem da força internacional de paz no país.

A imprensa haitiana disse que vários soldados da Minustah (força da Organização das Nações Unidas no Haiti) agrediram duramente e deixaram à morte três jovens haitianos no começo desta semana.

"A missão está fazendo de tudo para estabelecer os fatos assim que possível", disse Farhan Haq, porta-voz da ONU, a jornalistas.

"(A Minustah) reitera sua política de tolerância zero a respeito dos desvios de conduta do seu pessoal, e irá examinar todas as acusações com a máxima seriedade", afirmou.

Não é a primeira vez que a Minustah é recriminada no Haiti. Muitos haitianos já exigiram a retirada completa dessa força devido às suspeitas de que soldados nepaleses da ONU teriam iniciado uma epidemia de cólera no país, ao contaminarem um rio com fezes. A acusação motivou violentos distúrbios no ano passado.

No começo desse ano, surgiram acusações de que soldados uruguaios teriam violentado sexualmente um homem.

Em outubro, o Conselho de Segurança da ONU decidiu reduzir em 2.750 soldados e policiais o contingente da Minustah, mantendo-a com pouco menos de 10.600. Dessa forma, a força internacional voltou ao mesmo tamanho que tinha antes do terremoto que devastou Porto Príncipe em janeiro de 2010.

(Reportagem de Louis Charbonneau)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Haiti: Banco Mundial aprova plano de ajuda no valor de 255 milhões de dólares

SIC Notícias

Port-au-Prince, 02 dez (Lusa)

O Banco Mundial (BM) vai gastar 255 milhões de dólares (189 milhões de euros) para ajudar os haitianos, limpar bairros e enviar crianças para as escolas no próximo ano ao abrigo de um plano aprovado na quinta-feira.

Os novos fundos visam combater as carências críticas no Haiti, numa altura em que se aproxima o segundo aniversário do sismo de 12 de janeiro de 2010 que causou 300 mil mortos, destruiu milhares de casas e centenas de escolas e obrigou à retirada de um milhão de haitianos.

O dinheiro deve ser utilizado para facultar habitação a cerca de 22.500 pessoas, muitas das quais se encontram ainda a viver em centenas de acampamentos estabelecidos na sequência do tremor de terra.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Brasil e Haiti assinam acordo para começar a construir hidrelétrica

Folha.com - 25/11/2011

Os governos do Brasil e do Haiti assinaram nesta sexta-feira um acordo que delimita a área onde será construída uma usina hidrelétrica projetada pelo Exército e que fornecerá energia elétrica para cerca de 1 milhão de haitianos.

O projeto havia sido concluído no início do ano passado pela engenharia do Exército, mas o acordo firmado hoje dá início às obras na prática. Os trabalhos de terraplanagem começarão em breve.

A usina deve custar aproximadamente US$ 350 (R$ 660 milhões), dos quais U$ 45 milhões (R$ 84 milhões) serão financiados pelo Brasil. O restante do custo será pago pela comunidade internacional.

O complexo hidrelétrico é considerado de médio porte e será instalado no rio Artibonite, na região central do país.

As obras devem deslocar cerca de 300 famílias, segundo o governo haitiano. O problema é que no passado essa mesma comunidade já foi retirada uma vez de suas terras para a construção de uma outra hidrelétrica.

O contrato prevê uma etapa inicial de seis meses, na qual acontecerá o preparo do terreno e a instalação da comunidade que habita o local em outra região.

O contrato foi assinado na presença do premiê Garri Cornille e do embaixador brasileiro Igor Kipman - que costurou o acordo.

O premiê agradeceu a ajuda brasileira oferecida ao Haiti após o terremoto que devastou o país em 12 de janeiro de 2010. Kipman, por sua vez, elogiou a coragem do povo haitiano.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

PEPE HAITI



Conexão 2012 promete impactar o Haiti

JMM - Missões Mundiais

Por Willy Rangel 21 de novembro de 2011

Uma caravana de 26 voluntários vai impactar o Haiti com o Evangelho. De 5 a 18 de janeiro de 2012, o projeto Conexão Haiti segue para o país caribenho para servir as comunidades de Porto Príncipe e cidades próximas com atividades evangelísticas nas áreas de educação, saúde, capelania, assistência social e KidsGames, entre outras.

O Conexão Haiti é mais uma iniciativa do setor de voluntários da Junta de Missões Mundiais, coordenado pelo Pr. Marcos Grava, que esteve à frente de projetos similares na África do Sul, em 2010, e na Itália e em Israel, este ano.

Da caravana, participarão brasileiros e estrangeiros. Dos brasileiros, são 13 pessoas do Rio de Janeiro, quatro de Minas Gerais, uma do Pará, uma do Mato Grosso, uma do Espírito Santo, uma de Pernambuco, uma de São Paulo e uma do Distrito Federal. Integrarão a caravana dois haitianos que estão no Brasil cursando Teologia e um chileno.

Os participantes da caravana devem ser pessoas crentes em Jesus Cristo, comprometidas com Deus e a Igreja e ter uma vida cristã exemplar, firmeza doutrinária e aptidão comprovada para evangelização, pregação do Evangelho e submissão à liderança.

As inscrições para o Conexão Haiti já estão encerradas, mas se você quiser saber mais sobre esse e outros projetos, mande um e-mail para voluntarios@jmm.org.br.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Olé Brasil se despede dos jovens haitianos

Fonte: Ribeirão Preto Online

O Olé Brasil fará uma cerimônia especial no domingo (20), na sede do clube, para se despedir e homenagear os 11 jovens atletas haitianos, de 14 a 16 anos, que participaram do Projeto de Cooperação Esportiva durante um período de 9 meses.

Na segunda-feira (21), o grupo deixa o Brasil e retorna à terra natal. Durante o intercâmbio, os garotos formaram a equipe Olé Haiti e juntos participaram de 15 amistosos, além de disputarem três campeonatos.

Na Brazil Cup em Poços de Caldas, a equipe foi campeã invicta e terminou em segundo lugar no Olé Cup. Já na Copa Paulista de Garotos saíram como campeões virtuais, já que a competição ainda não terminou. O grupo também teve na agenda uma programação cultural, onde conheceu o Carnaval, outras festas tradicionais brasileiras e fez assistiu a partidas de futebol do CampeonatoBrasileiro, em São Paulo.

O Projeto

A parceria entre Olé Brasil FC, Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Ministério das Relações Exteriores e Ministério da Juventude, dos Esportes e do Civismo (MJSAC) do Haiti, resultou no Projeto de Cooperação Técnica para a implementação de projetos de inserção social através do esporte em caráter solidário.

A iniciativa contribui para o estreitamento das relações do Brasil com o Haiti, mediante a inclusão social de adolescentes carentes através de estímulo ao desenvolvimento esportivo, psicossocial, intercâmbio cultural e resgate da cidadania.

Uma comissão do Olé embarca para o Haiti no dia 12 de dezembro, quando realizará uma nova seleção que irá selecionar 22 novos atletas para participarem do programa, que começa em fevereiro de 2012.

Presidente do Haiti anuncia plano para recriar Exército

Mundo | Reuters

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

PORTO PRÍNCIPE (Reuters) - O presidente do Haiti, Michel Martelly, anunciou nesta sexta-feira um plano para reconstituir as Forças Armadas do país, que foram abolidas há 16 anos.

Em declarações feitas em uma cerimônia na capital, Porto Príncipe, para celebrar o dia das Forças Armadas, Martelly disse ter criado uma comissão para preparar um projeto de restabelecimento das forças militares haitianas.

A iniciativa contraria as opiniões expressas por opositores internos e doadores estrangeiros de fundos, que dizem que o retorno do Exército poderia ser um fator de divisão no Haiti e de desvio de recursos do governo, que está empenhado em reconstruir o país após a destruição causada pelo terremoto do ano passado.

O Exército anterior era criticado por violações dos direitos humanos.

(Por Joseph Guyler Delva)

Mosquiteiros começam a dar resultados positivos contra a malária

Meus amigos, essa matéria poderá nos ajudar bastante na prevenção à Malária lá no Haiti. Porém, não ela não revela a localização e contatos da Fábrica destes Mosquiteiros. Então, se você souber e puder nos fornecer, ajudará bastante na construção de uma possível parceria.
Vale a pena ler!
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Portal Quinari - O portal da terra do amendoim (Acre)

A distribuição de mosquiteiros e cortinados impregnados com inseticida no Vale do Juruá começa a surtir efeito positivo no combate à malária. Segundo o supervisor geral de campo da Gerência de Endemias em Rodrigues Alves, Sandro Melo, a ação benéfica dos mosquiteiros já foi detectada na localidade Agrovila. A comunidade é uma das que mais apresentam casos de malária no município e por isso logo no primeiro lote que chegou ao Vale do Juruá foi contemplada com 92 cortinados de casal, 47 de solteiros e 91 mosquiteiros. A distribuição aconteceu entre 11 de dezembro de 2009 a 06 de janeiro de 2010.

Em novembro, houve 74 casos de malária na Agrovila. Em dezembro, quando foi iniciada a distribuição, o número de casos baixou para 49; em janeiro nova redução, desta vez para 25 casos e em fevereiro, até hoje, apenas um caso foi positivo. Para Sandro Melo, a diminuição está diretamente relacionada à distribuição dos mosquiteiros impregnados e, claro, aliada à ação dos agentes de endemias que estão diariamente em campo fazendo seu trabalho e orientando a população a realmente usar o mosquiteiro.

Entre cortinados e mosquiteiros, já foi distribuído em Rodrigues Alves 862 unidades em cinco comunidades: Gleba Paraná, Gleba Três de Maio, Agrovila, comunidade Valquiria e ramal da União. A gerência de Endemias no município conta com 48 agentes de Endemias e 18 microscopistas, que, segundo Sandro, estão mobilizados para intensificarem a distribuição, assim que chegarem novos lotes. A Gerência de Endemias de Cruzeiro do Sul está concentrando a distribuição ao longo da BR-364, que também apresenta índices mais elevados de malária que a média.

Chegam mais 20 mil unidades

Ontem à noite chegou mais um avião Hércules da Força Aérea Brasileira, que veio diretamente de Vitória no Espírito Santo trazendo quase 20 mil unidades de mosquiteiros. Os mosquiteiros já deveriam ter chegado ao Estado, mas devido à utilização de aeronaves da FAB no socorro ao desabrigados do Haiti, aconteceu o atraso. A Gerência de Endemias de Cruzeiro do Sul, paralelamente à distribuição de mosquiteiros, está levando ao ar pela Rádio Aldeia uma campanha de conscientização para as pessoas que resolverem acampar em áreas de igarapés, lagos e lagoas, para que evitem o contato com o anofelino, o mosquito transmissor da malária.

Os mosquiteiros impregnados foram comprados pelo governo do Estado com recursos de emenda individual do senador Tião Viana no valor de R$ 1,5 milhão e foi adotada como nova estratégia de enfrentamento à malária, baseado no sucesso que a medida obteve no Sudeste Asiático.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Haitianos já removeram quase metade dos escombros do terremoto de 2010

PNUD Brasil

Nova York/Porto Príncipe, 20/10/2011

Um ano e nove meses após a tragédia, a remoção e a reciclagem de entulho se mostram vitais para a reconstrução do país; haitianos estão no centro do processo coordenado pelo PNUD




Mais de 40% dos 10 milhões de metros cúbicos de entulho gerados pelo terremoto que atingiu o Haiti no ano passado já foram removidos do país. A operação é uma das maiores do gênero já realizada pelas Nações Unidas e seus parceiros, sob a coordenação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

“Tem sido uma tarefa colossal”, disse Jessica Faieta, diretora do PNUD Haiti. “Nos últimos 20 meses temos trabalhado sem parar com o governo haitiano, organizações da sociedade civil, entidades internacionais e principalmente com membros da comunidade, nessa limpeza de proporções épicas”.

Faieta considera que o progresso realizado desde o terremoto de 12 de janeiro do ano passado deve ser medido de acordo com a grande escala de problemas enfrentados pela nação - a mais pobre de todo o hemisfério Ocidental -, em um desastre que tirou a vida de 200 mil pessoas e que destruiu parte vital da infraestrutura do país.

Mais de 80 mil casas e prédios na capital Porto Príncipe e nos arredores desabaram após o terremoto de magnitude 7,0, deixando um rastro de destruição em forma de concreto, aço e outros detritos. O volume dos destroços equivale a 4 mil piscinas olímpicas. Um ano após o evento, cerca de 2 milhões de metros cúbicos de detritos haviam sido retirados.

Em conjunto com o governo haitiano, o PNUD coordena as atividades com quase 50 parceiros no país. Organizações não-governamentais, setor privado e agências irmãs do Sistema ONU trabalham para mapear os locais em que as iniciativas de remoção de entulho são necessárias.

“As iniciativas de remoção de detritos são parte fundamental do processo de reconstrução do Haiti”, disse Nigel Fisher, coordenador das atividades humanitárias e do Sistema ONU no país.

“Estamos trabalhando para a recuperação dos distritos mais afetados e para a melhoria das condições de vida da população através do acesso a serviços básicos, permitindo que os haitianos possam voltar para casa em segurança”.

A ONU também apoia o governo na finalização da Estratégia Nacional de Gerenciamento de Detritos. A estratégia está sendo desenhada para estabelecer ferramentas e procedimentos para remoção e reciclagem de entulho, além de preparar parceiros do governo e do terceiro setor para desastres dessa natureza.

Guiado pelo plano nacional, o governo espera aprovar outros centros de processamento de detritos na capital – atualmente, há uma única estação desse tipo, localizada a duas horas de carro das áreas mais afetadas em Porto Príncipe. Com os novos centros, estima-se que ao menos 50% do entulho possa ser triturado e moído para servir de base na reconstrução de casas, rodovias e pavimentação dos bairros.

Como boa parte das comunidades afetadas encontra-se em morros e encostas, um dos grandes desafios das operações envolve o transporte de equipamentos e maquinário pesado até os locais, o que exige que o trabalho seja feito, em muitos casos, de forma manual.

Em parceria com o Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT), a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Escritório da ONU de Serviços para Projetos (UNOPS), mais de 7 mil haitianos foram treinados e contratados para realizar serviços de remoção manual e mecânica de escombros, reciclagem, serviços elétricos, carpintaria e construção civil.

O projeto foi aprovado e financiado pelo Comitê Interino de Reconstrução do Haiti, formado por oficiais do governo haitiano, e outros importantes parceiros internacionais, como o ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton.

“A participação e o envolvimento da comunidade são essenciais. Os haitianos devem estar no centro do processo de reconstrução de seu país – o seu treinamento e empoderamento são cruciais para que eles mesmos possam gerenciar com sucesso a recuperação do terremoto”, disse Faieta.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Seleção Haitiana, mesmo eliminada das Eliminatórias, vence a partida de volta contra Antigua por 2 a 1, de virada, em casa!


Vitória de Honra para a Seleção Haitiana.
Mesma eliminada, venceu a partida de volta contra Antigua, em casa.

Parabéns, Haiti!

Seja um Intercessor!

“O Senhor disse a Gideão:
“Com os trezentos homens que lamberam a água
livrarei vocês e entregarei os midianitas em suas mãos”. 
Juízes 7:7

Desenvolvemos um Formulário Online para você preencher com os dados requeridos e passar a fazer parte da Rede de Intercessão  do Projeto de Deus para um Novo Haiti!


Juntos por um Novo Haiti!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Tribuna no Haiti - Série de Reportagens sobre a situação atual do Haiti

Tribuna no Haiti

A Rede Tribuna do Norte está com um enviado especial no Haiti e publica uma série de reportagens nesta página eletrônica:
Vale a pena conferir!

Haiti Helicóptero com três ministros realizou aterragem de emergência sem registo de feridos

Expresso.pt

4:46 Domingo, 13 de novembro de 2011

Porto Príncipe, 13 nov (Lusa) - Um helicóptero que transportava o primeiro-ministro do Haiti, Garry Conille, dois ministros e um assessor da Presidência teve de realizar hoje uma aterragem de emergência devido a falta de visibilidade, sem registo de feridos.

De acordo com uma fonte oficial citada pela agência noticiosa espanhola Efe, o incidente ocorreu nas montanhas de Kenscoff, nos arredores de Porto Príncipe, cerca das 17:20 locais (22:20 em Lisboa), quando os governantes regressavam à capital haitiana após uma reunião com o Presidente, Michel Martelly.

Com o primeiro-ministro viajavam o ministro dos Negócios Estrangeiros, Laurent Lamothe, o ministro do Interior, Thierry Mayard Paul, e o assessor presidencial Damián Merlo.

Ministro de Cultura haitiano morre no Canadá


Notícias Terra, 13 de novembro de 2011 • 00h53


O ministro de Cultura e Comunicação do Haiti, Choiseul Henríquez, morreu neste sábado em um hospital de Ottawa, Canadá, após sofrer complicações de hipertensão e diabetes, informaram meios de imprensa digitais locais.

Henríquez, um ex-jornalista que foi também secretário de imprensa do ex-presidente René Préval, foi levado para o Canadá no meio de semana após o agravamento de seu caso, que lhe impediu de assumir seu cargo.

O meio digital Haiti Press Network informou que Henríquez foi proposto para fazer parte do Governo haitiano pelo partido Inite, liderado por Préval.

Os problemas de saúde de Henríquez se agravaram um dia depois que o primeiro-ministro haitiano, Garry Conille, apresentou às Câmaras Legislativas os membros de seu gabinete.

Por que não canto o Hino Nacional - Pravda.Ru

Pravda.Ru

Por Mário Maestri*


No início do século 19, os soldados franceses enviados por Napoleão Bonaparte para vergar abarbárie e restabelecer a civilização na parte francesa da ilha de Santo Domingos, futuro Haiti, escutavam, ao longe, assustados e perplexos, o ressoar da canção querida que seus oficiais lhes proibiam cantar. Eram os negros insurrectos que, entoando a Marselhesa, surgiam da profundeza da noite para desbaratar as linhas do exército invicto.

Avante, filhos da Pátria
O dia de glória chegou
Contra nós, levantou-se,
O estandarte ensangüentado da tirania.
Escutai, nos campos, rugir esses ferozes soldados?
Eles vêm, nos nossos braços,
degolar vossos filhos, vossas companheiras.
Às armas, cidadãos! Formai, vossos batalhões!
Marchemos! Marchemos!


A Marselhesa 

A Marselhesa teria sido composta para o exército do Reno, em 1792, pelo capitão-engenheiro Claude-Joseph de Lisle Rouget. Ela transformou-se na principal canção marcial popular e, muito mais tarde, no hino nacional da França, pela decisão e vontade anônimas e soberanas da população nacional em armas.

A Marselhesa foi selecionada entre tantos outros hinos porque na forma e no conteúdo sintetizava o entusiasmo com que a França democrática, republicana e plebéia levantava-se para vergar os aristocratas e conservadores que, dentro e fora do país, coligavam-se contra a revolução.

Após o golpe militar de 1799, Bonaparte proibiu aos soldados franceses cantar a Marselhesa, tamanha era seu poder de invocação democrática e revolucionária. A tradição conta que teria apenas permitido que fosse entoada, por uma única vez, em 1805, em Austerlitz, quando da grande vitória sobre os imperadores da Áustria e da Rússia.

Pela Internacional!

No século 19, através do mundo, a Marselhesa tornou-se a canção do movimento democrático e socialista. Em 1870, com a Terceira República francesa, ela foi reconduzida como hino patriótico francês. Portanto, em 1871, na Comuna de Paris, o mundo do trabalho e a ordem do capital defrontaram-se, de armas à mão, cantando ambos o mesmo hino.

Durante os combates parisienses, foi composto o "Canto da Internacional: hino dos trabalhadores", que o Jornal Oficial da Comuna falhou ao prognosticar como a possível "Marselhesa da nova Revolução" - como lembra Luiz A. Gini. Cem mil trabalhadores foram mortos, fuzilados ou aprisionados durante e após os combates pelas forças da reação burguesa francesa.

O "Canto da Internacional" não prosperou. Porém, a canção revolucionária "A Internacional", com música do operário Pierre Degeyter [1888] e poema escrito por Eugène Pottier, que participara da Comuna, em 1871, terminou celebrizando-se, no fim do século 19. Desde então, "A Internacional" constituiu o hino dos trabalhadores franceses e de todo o mundo, cantado com a mesma música nos mais diversos idiomas.

De pé, ó vítimas da fome!
De pé, famélicos da terra!
Da idéia a chama já consome
A crosta bruta que a soterra.
Cortai o mal bem pelo fundo!
De pé, de pé, não mais senhores!
Se nada somos neste mundo,
Sejamos tudo, ó produtores!

Refrão (bis)

Bem unidos façamos,
Nesta luta final,
Uma terra sem amos
A Internacional.

Macieira não dá laranjas. A gênese histórica e social radicalmente distinta do hinário patriótico brasileiro explica seu nulo poder evocativo popular e democrático. A ruptura da união do Brasil com Portugal foi certamente o movimento de independência mais atrasado e mais conservador das três Américas.

Para tranqüilizar os interesses dos proprietários britânicos e portugueses, as classes dominantes provinciais do Brasil aceitaram o tacão centralizador e despótico de um príncipe português que era, igualmente, o herdeiro da coroa lusitana que renegavam. Para garantir a continuidade da ordem negreira, os grandes proprietários de todas as províncias optaram por um Estado monárquico, centralizador e antiliberal.


Independência de branco

Muito logo, as classes proprietárias do Brasil teriam a prova amarga da tacanhice da soluçãopolítica bragantina. Em novembro de 1823, quatorze meses após o Sete de Setembro, dom Pedro desferia o primeiro golpe militar do Brasil independente, fechava a assembléia nacional constituinte e legislativa, ditava a constituição anti-liberal de 1824 que governaria o Brasil até 1889.

A Independência de 1822 foi coisa de branco, de escravista e de rico, pra branco, escravista erico. A grande maioria da população trabalhadora, formada por africanos e brasileiros escravizados, prosseguiu sob o jugo absolutista e colonial do bacalhau de cinco pontas do escravista impiedoso.

O "Hino da Independência" teve autores mais ilustres do que a Marselhesa e a Internacional. A letra foi escrita por Evaristo da Veiga, prócer da Independência, e a música, composta, nada mais, nada menos do que pelo imperador em pessoa. Em verdade, o hino foi executado, em 7 de setembro, à noite, no Teatro da Ópera, em São Paulo, diante do digno compositor e da igualmente digna nata dos proprietários escravistas da cidade. Tudo muito chic e oportuno,portanto! Uma independência socialmente excludente geraria hino esteticamente excludente.

Já podeis da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.

Como assinala Flávio R. Kothe, em O cânone imperial, o primeiro verso realiza-se na segunda pessoa do plural, comum à linguagem áulica da Corte e desconhecida da população livre pobre, para não falar da população trabalhadora, que se comunicava em boa parte através de línguas e koinés africanas e indígenas.

A contradição berrante entre os "filhos da pátria" que saudavam a "liberdade" que raiara "no horizonte" e as multidões de homens e mulheres de pele negra e parda acorrentadas à escravidão até a morte registrava o fato de que a massa trabalhadora não faria, sequer formalmente, por 66 anos, parte da nação que surgia. A nova pátria que se criava a partir do velho mundo colonial tinha poucos e escolhidos filhos.


República do fazendeiro

O golpe militar de 15 de novembro de 1889 pôs fim a um centralismo monárquico que a Abolição tornara desnecessário e, de lambuja, sufocou a proposta de refundação democrática da nacionalidade brasileira defendida pelo movimento abolicionista. Então, todos os habitantes do Brasil passaram a participar, formalmente, de uma república essencialmente federalista e oligárquica e nulamente democrática e plebéia.

A ruptura com o passado monárquico exigiu a produção de novos símbolos republicanos, em geral construídos com o velho e usado material simbólico imperial, para que ninguém esquecesse que, no fundo, pouco mudara. Em forma ainda mais radical, o hino mais cantado na República materializou formalmente a profunda rejeição das classes populares, na nova ordem republicana, pelas novas classes dominantes em tudo herdeiras dos velhos dominadores.

As exóticas inversões sintáticas e o elitismo vocabular dos versos do Hino Nacional Brasileiro, musicado por Francisco Manuel da Silva, em 1841, registraram plenamente o elitismo da nova república dos coronéis e latifundiários, onde se manteve o mundo do trabalho na submissão, a ferro e fogo, se necessário, como comprovam, entre outros sucessos, a guerra de Canudos-Belo Monte, em 1897; a Revolta da Chibata, em 1910; a guerra do Contestado, em 1912.

O pernosticismo lexical e o preciosismo sintático usados por Osório Duque Estrada, na construção, em 1909, da letra definitiva do Hino Nacional, foram tão radicais que ele ainda hoje é praticamente incompreensível para a imensa maioria da população, incapaz de dar sentido a vocábulos retorcidos como "plácido", "retumbante", "fúlgido", "resplandecente", "impávido", "florão", "garrida", "lábaro", "verde-louro", "clava" etc.

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante
E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante


A linguagem do mito

A esquizofrenia patente de uma população cantando hino que não entende ensejou propostas de simplificação lingüística ou modificação radical da letra da canção pátria, para que o povo a pudesse compreender o que cantava. Essas tentativas de remendo ignoram a funcionalidade, na ótica das classes dominantes brasileiras, do caráter estrangeiro da língua em que foi composto o Hino Nacional.

O lingüista marxista Mikhail Bakhtine lembrava que, por além da compreensão, na "consciência histórica dos povos, a palavra estrangeira fundiu-se com a idéia de poder, de força, desantidade, de verdade". Por isso, em geral, o discurso religioso dá-se em língua impossível ou difícil de ser compreendida pelos crentes. Comumente, seu caráter evocativo se dissolve como sorvete exposto ao sol ao ser traduzido em língua de gente.

Foi com indignação e perplexidade que ouvi meu professor de latim explicar que o mágico e magnético "It missa est" de minha infância queria dizer qualquer coisa como "podem ir jogar futebol que a missa já terminou". Os sentidos irracionais de uma narrativa podem ser mais facilmente entranhados quando o estranhamento lingüístico que produz nos receptores dificulta-lhes uma tentativa de apreensão racional dos conteúdos sociais e ideológicos reais da mensagem.

A linguagem esotérica e arcaica galvaniza comumente sentimentos mágicos e aristocráticos imprecisos e difusos. No mundo das percepções invertidas e alienadas, a sentimentossuperiores não pode corresponder, jamais, linguagem e conceitos tidos como inferiores. Ou seja, comumente, para que conteúdos elitistas alcancem efeito popular, eles não podem ser vertidos em linguagem popular plenamente compreensível.

A linguagem mandarinesca supera a impossibilidade de escrever, em língua de gente, canção que registre, no seio de espaço geográfico nacional, os inexistentes interesses comuns a banqueiros e bancários, a patrões e trabalhadores e empregados, a investidores e desempregados, a latifundiários e sem terra. A linguagem rebuscada e incompreensível materializa mais facilmente sentimentos produzidos na esfera da irracionalidade social.

Nesse sentido, a repetição de uma produção verbal semi-compreensível, associada a sentimentos alienados e irracionais sacralizados, enseja que o homem comum, educado na repetição do rito desde criança, associe-se, periodicamente, a ato unitário de celebração nacional que consolida a perpetuação de Estado fundado e construído através da produção e reprodução consciente da miséria, da exploração e da desigualdade.


* Mário Maestri, 63, rio-grandense, é historiador. Entre outro, é autor, em parceria com Florence Carboni A linguagem escravizada [São Paulo: Expressão Popular, 2002]. E-mail: maestri@via-rs.net

sábado, 12 de novembro de 2011

Seleção Haitiana não consegue passar por Antígua e Bermuda e perde a chance de seguir na disputa por uma das três vagas da Concacaf

Infelizmente a Seleção Haitiana não conseguiu superar Antigua e Barbuda, ontem, e está fora da disputa de uma das três vagas da CONCACAF para a Copa do Brasil 2014. Uma pena! Mas, bola pra frente Haiti. Creio que 2018 será diferente!
FIFA.com
Sábado 12 de novembro de 2011

Antígua e Barbuda 1 x 0 Haiti

O Haiti é um dos quatro países do Caribe que já estiveram na Copa do Mundo da FIFA, em 1974, além de ter sido campeão caribenho em 2007 e de contar com quase dez milhões de habitantes para montar a sua seleção. Mas nada disso impediu a eliminação diante do modesto vizinho Antígua e Barbuda, que possui uma população de cerca de 89 mil pessoas. Os antiguanos conquistaram um resultado histórico diante de cinco mil torcedores que lotaram o estádio na capital St. John's. A visita do poderoso Haiti prometia dar fim ao sonho do Mundial, mas Kerry Skepple, meia de 30 anos bastante viajado e que registra breve passagem por um time da segunda divisão finlandesa, estava disposto a causar sensação. Ele assinou o gol mais importante da história futebolística de Antígua e Barbuda a oito minutos do encerramento da partida e assegurou o lugar da nação caribenha na próxima fase, a ser disputada ao lado dos tradicionais Estados Unidos, Jamaica e Guatemala.

Por Danilo Cândido de Oliveira
FUTNET

O Haiti perdeu para Antígua e Barbuda por 1 a 0, com gol sofrido aos 37 minutos do segundo tempo, e está eliminado da Copa do Mundo de 2014. Jogando no estádio Sir Vivian Richards Stadium, em North Sound, a equipe perdeu pela penúltima rodada do Grupo F.

O gol da partida foi marcado por Kerry Skepple. A vitória levou Antígua aos 15 pontos, contra dez do Haiti. Como apenas o vencedor de cada grupo avança, Antígua já está na próxima fase.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Senado aprova novo embaixador do Brasil no Haiti

G1

Diplomata José Luiz Machado e Costa estava no Suriname.
Senado também aprovou Marcelo Baumbach para o Suriname.

Iara Lemos
Do G1, em Brasília

O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (9) o nome do diplomata José Luiz Machado e Costa para assumir o comando da embaixada do Brasil no Haiti.

Machado, que estava atuando na embaixada do Suriname, deve assumir no Haiti no começo de 2012 para um mandato de três anos. O então embaixador do Brasil no país caribenho, Igor Kipman, será deslocado para a embaixada da Suiça.

Antes de ter o nome aprovado no plenário do Senado, Machado e Costa foi sabatinado pela Comissão de Relações Exteriores da Casa, no final de setembro. Na sabatina, o Costa reforçou a necessidade de um trabalho conjunto entre diplomatas e militares brasileiros no Haiti.

O Brasil comanda, desde 2004, a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah). Por meio da Agência Brasileira de Cooperação, o Brasil realiza ações de cooperação técnica no país em diferentes áreas, como agricultura e segurança alimenta.

Em setembro, o ministro da Defesa, Celso Amorim, afirmou que o Brasil deve começar a retirada parcial das suas tropas do Haiti a partir de março de 2012.

Cerca de 200, dos mais de 2 mil militares brasileiros que atuam no país, devem deixar o Haiti. Segundo o governo, o objetivo é retirar militares que estavam no Haiti antes do terremoto de janeiro de 2010.

Nesta quarta (9), o ministro Celso Amorim participou de audiência na Comissão de Relações Exteriores da Câmara e foi indagado sobre o assunto. "Não se justifica manter um número tão grande [de militares no Haiti] e, ao mesmo tempo, é preciso que o governo eleito [do Haiti] assuma as tarefas, inclusive as tarefas de polícia", afirmou o ministro.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Com técnico brasileiro, Haiti sonha com 2014: 'Acreditamos de verdade'

Por globoesporte.com
Porto Príncipe, Haiti
02/11/2011 17h50
Parcialmente destruído por terremeto e guerra civil, país se reconstrói por meio do esporte e depende de si para avançar à fase final da Concacaf
Depois de disputar a Copa do Mundo de 1974, o Haiti jamais teve perfomance semelhante à de agora, quando depende apenas de suas forças para avançar à fase final das eliminatórias da Concacaf. Envolto por crises políticas, guerra civil e até um terremoto, que destruíram parte do país, conseguiu superar as dificuldades com bom futebol e já pensa alto: quer viajar ao Brasil em 2014.

Acesse a tabela das eliminatórias da Concacaf e fique por dentro!


Para isso, conta com jogadores que adquirem experiência no futebol europeu e até na MLS (Liga Americana de Futebol), além de um técnico brasileiro, que vem dando um toque diferente no jeito de o time jogar. Atualmente, só dois pontos separam o Haiti de Antígua e Barbuda, o líder do Grupo F, mas os dois últimos confrontos (dias 11 e 15) serão justamente contra o rival.


Jogadores do Haiti comemoram um dos gols da vitória por 6 a 0 sobre as Ilhas Virgens (Foto: AP)

- No fundo, acreditamos de verdade. Ser eliminado já nesta fase seria uma decepção enorme - admite o meia Jean-Marc Alexandre, do Real Salt Lake-EUA em entrevista ao site da Fifa.

Edson Tavares, comandante da seleção local, assumiu o trabalho após a autoestima ter sido recuperada com a surpreendente ida às quartas de final da Copa Ouro, em 2009. Ele já passou por clubes da Jordânia, China e Suíça.


Repórter da TV Globo, Régis Rösing constatou a miséria e a vontade de crescer (Foto: Divulgação)

- O treinador trouxe uma filosofia ofensiva que combina com a nossa mentalidade. O discurso dele é muito respeitado e o seu sistema de jogo corresponde às nossas qualidades. Se todos estão jogando no seu melhor nível na equipe nacional, é graças a ele. Pela primeira vez em muito tempo, estamos todos na mesma sintonia - acredita Alexandre.

O zagueiro Reginal Goreux, do Standard Liége, da Bélgica, e o atacante Jean-Eudes Maurice, do Lens, da França, são alguns dos principais líderes do Haiti, que mantém média de idade entre 25 e 26 anos. Por isso, acredita que vai ter um grupo pronto par fazer bom papel no Mundial. Em 2012, caso passe por Antígua, se juntará a times como México, EUA, Costa Rica e Honduras, além dos qualificados na disputa atual.

- Faremos o que for preciso, estou confiante. Não temos o menor direito de errar nessa partida (do dia 11, frente a Antígua). Se perdermos, acabou. A pressão é grande, mas temos as qualidades técnicas e psicológicas necessárias para corresponder às expectativas. Com o apoio do público, tudo será diferente - concluiu o meia.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Missionários Mobilizadores JMM


Haitianas fazem do esporte cura e esperança: ‘Só precisamos de apoio'

globoesporte.com
Por Gabriele Lomba
Direto de Guadalajara, México

É muito difícil escolher: sacrificar a comida ou treinar?', lembra saltadora, uma das duas únicas mulheres entre os 12 atletas que disputaram o Pan

É difícil saber se o olhar tristonho traduz apenas a derrota na luta da repescagem. Com voz rouca, relembra aquela terça-feira, 12 de janeiro de 2010, dia em que um furacão destruiu seu país. Naquela época, ainda morava lá. Linouse Desravine só muda o semblante e abre um sorriso quando Pascale Delaunay, com um inglês de quem mora desde os 10 anos nos Estados Unidos, se confunde nos idiomas. A atleta do salto triplo tentava ajudar a judoca a se comunicar. Um pequeno gesto de amizade entre duas cidadãs de um país que sobrevive com doses de solidariedade. Elas são as únicas mulheres entre os 12 haitianos que disputaram os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara.



Judoca Linouse após a derrota na repescagem da meio-leve
(Foto: Gabriele Lomba / GLOBOESPORTE.COM)

Pascale, de 29 anos, competiu na sexta-feira e terminou em 13º entre as 15 atletas. No dia seguinte, foi acompanhar as lutas de Linouse, de 20. É a primeira grande competição desde a tragédia, desde que a judoca, que só fala francês e crioulo, deixou sua pequena cidade e foi treinar em Valência, na Espanha.

- Estava em casa, escutei um barulho muito assustador para todo mundo. Perdi três tias e alguns amigos judocas – diz a haitiana.

Linouse sente saudade de casa, mas sabe que não há condições de voltar. Segura o aperto no coração pelo sonho de continuar no esporte.

- Vou ficar lá até ter condições de me preparar melhor. Sinto falta, mas no Haiti não há lugar para treinar. Tudo ficou destruído. Só dá para treinar uma ou duas vezes por semana.

Pascale e Linouse, únicas haitianas no Pan
(Foto: Gabriele Lomba / GLOBOESPORTE.COM)

Pascale deixou Porto Príncipe ainda menina. Um ano antes da tragédia, deixou Los Angeles e foi visitar a família. A casa é uma das únicas que ficaram intactas. O pai, arquiteto, tomou cuidados especiais ao construi-la. Mas nem assim pôde evitar que parte da família perdesse a vida no terrremoto.

- Ficamos uns três dias para saber onde nossos familiares estavam. Eu perdi alguns tios e tias e minha bisavó - conta.

Pascale sonha voltar ao Haiti, ser um exemplo. Com o governo reestabelecido, acredita que será possível ser atleta sem ter de deixar o país.

- Quero voltar para ajudar o meu país a se reconstruir. Morando nos Estados Unidos há tanto tempo, vejo que não há nada que não podemos fazer porque somos haitianos. Se há uma coisa sobre os haitianos é que trabalhamos e duro e temos muito talento. Com oportunidade, podemos explorar nossos talentos e realmente progredir. Meu maior sonho é ir à final nas Olimpíadas e mostrar a todos que o Haiti tem grandes atletas. Só precisamos de apoio.

Morar fora do país não é mais uma escolha, é a única forma de manter o esporte do país vivo, mesmo de longe. Os atletas estão espalhados pelo mundo, graças a ajudas internacionais. Os judocas estão na Espanha; os tenistas, nos Estados Unidos; halterofilistas, na República Tcheca.

"Ficamos uns três dias para saber onde nossos familiares estavam. Eu perdi alguns tios e tias e minha bisavó" - diz Pascale.

- Tirando o dinheiro, não vejo nada nos Estados Unidos que não tenha no Haiti. Acredito que as coisas vão melhorar e poderemos ter nossos próprios treinamentos. Sei que não sou a única garota que pratica atletismo no Haiti, mas temos apoio do governo para representar o país? É muito difícil não ter apoio, não ter dinheiro. É muito difícil ter de fazer essa escolha: devo sacrificar a comida ou treinar?

Pascale deve ter em Londres sua última chance de disputar uma edição dos Jogos Olímpicos. Mais uma chance de mudar a história do país.

- Uma das coisas de que nós, atletas, temos em comum é que temos orgulho e desejo enormes e fome de mudar e ver o Haiti se reerguer. Achamos que podemos fazer isso. Queremos melhorar sempre e botar o Haiti em melhor condição, para não ser sempre “Haiti, o país pobre”.

Sem armas, haitianos se preparam para retorno de seu Exército

New York Times - iG
30/10/2011 08:01

Organização reúne jovens que querem servir nas forças armadas do país, sem representatividade desde 1995

Durante horas, Robeson Arthiste arrastou-se pela terra, marchou "esquerda, dois, três, quatro", se escondeu atrás de arbustos apontando uma arma imaginária e fez caretas quando uma lâmina de barbear tirou cada fio de cabelo de sua cabeça, deixando um fio de sangue.


Foto: NYT
Membro da Organização dos Soldados Desmobilizados para a Reconstrução do Haiti treina em Porto Príncipe
Encharcado de suor e lama após os treinos com alguns companheiros, ele disse que estava pronto para entrar para as forças armadas do Haiti – isto é, se houvessem forças armadas no país. "As coisas não estão fáceis aqui no Haiti", disse Arthiste, 35, que, como muitos dos futuros militares, está desempregado. "Precisamos de algo para fazer."

Se esse algo para fazer for fazer parte de um novo Exército, tanto o Haiti quanto o exterior ficaram alertas. As forças militares do país foram dissolvidas por abusos dos direitos humanos em 1995 pelo presidente Jean-Bertrand Aristide, após anos de turbulência política, tornando o Haiti um país sem Exército.

Mas agora o presidente Michel Martelly está comprometido com o retorno das forças, apostando em um plano para reconstituir os militares haitianos como uma espécie de guarda nacional ou força de defesa civil para complementar a fraca polícia nacional.

Sua proposta de US$ 95 milhões inclui uma equipe inicial de 3,5 mil patrulheiros na fronteira, que ajudaria a acalmar a agitação civil e criaria empregos necessários para os jovens. Ele deixou de lado US$ 15 milhões para compensar ex-soldados que há muito se queixam de não receber pensão.

Um rascunho da proposta circulou no mês passado entre diplomatas de países doadores e foi vazado, um sinal de inquietação entre muitos que se lembram do envolvimento dos militares em golpes e questionam a sua prioridade em um país que ainda se recupera do terremoto de janeiro de 2010.

Mesmo os membros do Parlamento que apoiam a ideia como uma questão de orgulho nacional – e, como muitos cidadãos aqui, estão frustrados com a alta criminalidade – duvidam do apoio para financiar a proposta. A Constituição exige uma força de defesa armada, então Martelly pode já ter a autoridade legal de que precisa. Na verdade, ex-militares argumentam que eles tecnicamente seguem em serviço. Mas os membros do Parlamento acreditam que eles controlariam algo muito mais importante: os fundos.


Foto: NYT
Membro da organização raspa sua cabeça em campo em Porto Príncipe, Haiti

"Nossos generais começaram em 1804", disse Jean Rodolph Joazile, um ex-oficial militar e presidente do Senado, referindo-se à rebelião de escravos que deu origem à independência do país da sua metrópole, a França. "Mas o Exército a que eu pertencia não era profissional. Agora temos de ver quais são as nossas necessidades. Existe necessidade de termos um Exército agora?"

As Nações Unidas há muito tempo planejam eventualmente substituir as forças de paz alocadas no país com uma força de polícia nacional fortificada, e nesse mês o Conselho de Segurança cortou o tamanho máximo do contingente de paz de 13.331 para 10.581. Mas o terremoto atrasou o desenvolvimento da força policial, que está em 10,2 mil para uma população de 10 milhões, menos de metade do tamanho que deveria ser, disse o chefe de polícia, Mario Andresol.

Andresol, também um ex-oficial do Exército, se recusou a dizer se apoia o projeto de Martelly, mas disse: "Precisamos desenvolver a força policial para ver até onde podemos ir com o que temos."

A ONU decidiu reduzir suas forças de paz para os níveis pré-terremoto – uma decisão a que Martelly se opôs dado os persistentes problemas com crimes – e o sentimento popular sobre eles piorou. Acredita-se que uma unidade do Nepal trouxe a cólerapara o país, enquanto forças de paz do Uruguai são acusadas de abusar sexualmente de um homem de 18 anos de idade. Ambas as questões têm levado a protestos no país.

Essa corrente de desconfiança e a animosidade ajuda a alimentar os grupos de ex-soldados e aspirantes, além de reforçar Martelly, que fez sua campanha com promessas de reduzir a influência internacional e restaurar o orgulho do Haiti. Ele enviou uma mensagem ao Parlamento que planeja nomear um general em 18 de novembro, um feriado militar, embora não tenha anunciado formalmente seu plano.

Martelly, que abandonou a academia militar nacional, visitou um grupo informal em novembro, em um acampamento perto daqui, como candidato presidencial e foi recebido com uma cerimônia de saudações e desfiles, disse Nestor Appolon, o comandante do grupo.

"Ele veio para nos alegrar e encorajar e disse que apoia um Exército", disse Appolon, da Coordenação Nacional das Forças Militares Reestruturadas, que começou como um acampamento para sobreviventes do terremoto coordenado por ex-oficiais militares e hoje é um dos vários grupos vagamente ligados que pedem o novo Exército.

Arthiste pertence a outro grupo, a , que treina semanalmente com base em uma boate abandonada nos arredores de Porto Princípe, a capital. Ele também é liderado por ex-oficiais militares, que insistem que seu único objetivo é ajudar a reconstruir e proteger o país, não desestabilizá-lo.


Foto: NYT
Membro da Organização de Soldados Desmobilizados para a Reconstrução do Haiti treinam para ser parte de uma força nacional

Eles não mencionam a questão das armas. Nenhuma arma foi vista durante uma sessão de treinamento na semana passada, mas um dos líderes do grupo, Daniel Esperance, 53, um antigo cabo, disse: "Nós não temos armas agora, mas um dia, se estivermos em perigo, vamos encontrá-las."

O treinamento com armas parecia uma preocupação distante durante a sessão no fim de semana. Os recrutas tiveram bastante dificuldade de marchar no tempo, com muitos tendo que pagar pelo erro em flexões.

Alguns inicialmente resistiram antes de sucumbir à navalha para que suas cabeças fossem raspadas. "Este é um movimento tet kale!", disse um dos "barbeiros", usando o termo para designar cabeça careca e que também é o apelido de Martelly.

Esperance disse que os membros – cerca de 2 mil, ele estimou, embora cerca de 100 estivessem presentes para a formação no sábado – doam o que podem para o almoço e uniformes, calças de camuflagem, cinza, camisetas e botas.

Os recrutas pareciam tão interessados no emprego futuro quanto em defender o país. Muitos deles não saíram da escola há muito tempo e disseram nunca ter tido um emprego formal, algo comum em um país onde cerca de dois terços da população está desempregada. "Somos pessoas pobres, precisamos de renda", disse Frederic Markendy, 28. "O Exército é um caminho. O que faz um país? Um Exército."

Por Randal C. Archibold

Repórteres mostram visita de militares a um orfanato no Haiti

VNews

Mesmo com tanto sofrimento, o povo haitiano ainda é capaz de sorrir. Assista!

Você sabe o que quer dizer bombagai? No Haiti, significa 'Boa Gente'. E é como o povo chama os militares brasileiros da Tropa de Paz. Os repórteres Marcelo Hespaña e Kadu Reis acompanharam a visita dos militares a um orfanato.

Aí, fica fácil entender esse apelido e também ver que, mesmo com tanto sofrimento, o povo haitiano ainda é capaz de sorrir. Assista a reportagem e se emocione, abaixo:

video

HAITI: Engenheiros brasileiros ajudam a construir obras básicas

VNews

Muitos haitianos que vivem na miséria absoluta esperam por esses avanços, enquanto são obrigados a morar em favelas improvisadas


Imagine um país onde 85% da população vive na pobreza absoluta, na miséria, e como se não bastasse, ainda foi vítima de um terremoto. Esse é o Haiti, país visitado pelos repórteres Marcelo Hespaña e Kadú Reis.

Na reportagem especial desta quinta-feira (27), você vai ver que engenheiros brasileiros ajudam a construir obras básicas por lá, e que muita gente espera por esses avanços, enquanto é obrigado a morar em favelas improvisadas.

Nesta sexta-feira (28) você acompanha mais uma reportagem especial sobre o Haiti. Vamos falar das feiras, não perca!

Assista ao vídeo


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Feira no Haiti revela falta de higiene e desorganização do país

VNews

Cenas de completa falta de higiene, infelizmente são comuns nas feiras livres do Haiti. A população de lá desconhece o que é organização e vive no meio de muita sujeira.

E é na tentativa de mudar esse cenário que também entra o trabalho dos militares brasileiros. Eles ensinam os haitianos a organizar uma nova forma de se ganhar o pão de cada dia.


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Seminário por um novo Haiti


JMM - Missões Mundiais
Por Marcia Pinheiro 26 de outubro de 2011

Missões Mundiais abriu caminho para um novo Haiti, após o devastador terremoto de 2010 que causou a morte de mais de 300 mil pessoas. Caravanas visitaram o país para apoiar a reconstrução de igrejas, levar sustento aos obreiros da terra, iniciar a implantação do PEPE, programa socioeducativo, entre outras ações. Os desafios não param. Esta semana acontece o Seminário Evangelismo Pioneiro, com a presença do casal missionário norte-americano Pr. Thomas e Bárbara Akins, e mais 100 pastores da conexão das igrejas batistas do Haiti, cujo presidente é o Pr. Jonathan Joseph, obreiro da terra da JMM. A JMM está representada ainda pelos Missionários Mobilizadores Pr. Alexandre Peixoto e Pr. Fabio Daniel Ribeiro.

Até amanhã (27), os pastores estarão reunidos no templo da Igreja Batista da Fraternidade, na capital Porto Príncipe. Eles estão sendo treinados para capacitar líderes de suas igrejas a discipular e acompanhar novos crentes. O objetivo é fazer com que a igreja cresça e se torne auto-sustentável, passando a apoiar a abertura de novos campos missionários e projetos no Haiti.

“Contamos com as orações dos irmãos no Brasil. Louvamos a Deus pela sua vida, pelo trabalho da JMM e pela vida do Pr. Thomas Akins e sua equipe”, diz o Pr. Fabio Daniel.
abraços para todos no Brasil.

domingo, 23 de outubro de 2011

Ciclo de História da Arte discute contribuições do Haiti no MAM-BA

G1

Palestra será ministrada pela professora Mariela Hernández, da UFBA.
Evento acontece na terça-feira, no Museu de Arte Moderna em Salvador.

Professora venezuelana vai realizar evento na terça-feira, no MAM-BA (Foto: Divulgação/MAM-BA)

‘O universo naif e a arte haitiana’ é o tema da próxima palestra do Ciclo de História da Arte, projeto desenvolvido pelo Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), que acontece na terça-feira (25), das 15h às 17h. O curso será ministrado pela professora venezuelana Mariela Hernández, da Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (UFBA). A inscrição é gratuita e o pedido de participação deve ser realizado para o e-mail: educativomam@gmail.com.

Esse será o terceiro módulo do Ciclo, que antes contou com o curso ‘Modernidade e transição para a contemporaneidade’, que foi realizado pelo artista plástico e teórico da arte Almandrade e pela professora Alejandra Muñoz. O segundo módulo foi intitulado ‘Espacialidade, ação e discurso na produção artística contemporânea’ e contou novamente com a presença de Alejandra Muñoz, além de Ludmila Brito e Priscila Lolata. O terceiro tem o intuito de refletir sobre a ‘Arte moderna latino-americana’.

Focado no Haiti, o módulo tem o objetivo de enquadrar a arte desenvolvida nesse país em seu contexto histórico, social e cultural, a partir da análise das especificidades formais e narrativas e de suas contribuições para a arte moderna. Entre os elementos da arte no Haiti, o MAM-BA relata que será realizada conexão com a história do país, como os costumes culturais do país como o vodu e os heróis da independência.

O MAM-BA está localizado na Avenida Contorno, no Solar do Unhão. Mais informações podem ser obtidas através do número (71) 3117-6143.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Avaliação do Kids Games na Comunidade do Morro Azul - Flamengo/RJ

Confira no link (acima) o resultado da Avaliação do Kids Games realizado pela Turma de Missionários da JMM em Treinamento, no dia 09 de outubro de 2011, na Comunidade do Morro Azul, no bairro do Flamengo/RJ, apoiando a Igreja Batista da Orla Rio.
Abaixo, algumas fotos do evento que reuniu 78 crianças:







Haiti 2011: o Esporte ajudando na superação das dificuldades!


Sábado, 21/05/2011

Programa mostra como está o país depois do terremoto de 2010 e a importância do esporte na superação das dificuldades. Regis Rosing conta a experiência de fazer a série de reportagens no local.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Cólera matou cerca de 6.500 pessoas no Haiti nos últimos meses, diz ONG

Jornal do Brasil - Internacional

Renata Giraldi

Brasília – A organização não governamental (ONG) Médicos sem Fronteiras (MSF) informou que a epidemia de cólera no Haiti está sem controle e foi responsável por mais de 6.500 mortes nos últimos meses. "A epidemia não está sob controle e aí está a emergência da situação”, alertou a diretora adjunta da entidade, Pascale Zintzen.

A situação se agravou ainda mais com a temporada de chuva, seguida por tempestades e enchentes no país. Muitos haitianos ainda vivem de forma provisória desde o terremoto de 12 de janeiro de 2010. Também há problemas de abastecimento de água e o sistema de infraestrutura na região é frágil.

Pelos dados recentes do governo do Haiti, a epidemia de cólera foi responsável por 6.559 mortes e atingiu 465.293 pessoas, entre crianças e idosos. Nos últimos dias, em consequência das chuvas torrenciais, os casos se multiplicaram nas regiões Norte e Sudoeste.

O Haiti é o país mais pobre das Américas. Na última Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, as autoridades haitianas reiteraram que o país depende do apoio e da ajudainternacional para promover as melhorias necessárias e fortalecer as instituições públicas.

Epidemia de cólera continua fora de controlo

A Bola.pt



Epidemia de cólera continua fora de controlo
Por Redacção

A cólera continua a matar no Haiti tendo feito no último ano mais de 6.500 mortos. A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alerta que a epidemia continua fora de controlo depois de no ano passado ter atingido em força o país.

«A epidemia não está sob controlo, a emergência reside aí», afirmou a directora adjunta da MSF, Pascale Zintzen, em conferência de imprensa.

Segundo a organização Médicos Sem Fronteiras imprevisibilidade dos surtos de cólera continua a ser o maior problema e indicou que entre 75 por cento a 80 por cento dos casos identificados no mundo em 2011 registaram-se no Haiti.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Haiti, país ocupado!

Jornal Correio do Brasil

Se perguntar a qualquer enciclopédia qual foi o primeiro país a abolir a escravatura, receberá sempre a mesma resposta: Inglaterra. Mas o primeiro país que aboliu a escravatura não foi a Inglaterra mas o Haiti, que continua ainda a expiar o pecado da sua dignidade.Artigo |18 Outubro, 2011 – 00:48 | Por Eduardo GaleanoA ocupação militar do Haiti custa às Nações Unidas mais de 800 milhões de dólares por ano. Foto IFRC/Flickr

Consulte qualquer enciclopédia. Pergunte qual foi o primeiro país livre na América. Receberá sempre a mesma resposta: Estados Unidos. Mas os Estados Unidos declararam a sua independência quando eram uma nação com 650 mil escravos, que continuaram a ser escravos durante mais um século, e estabeleceram na sua primeira Constituição que um preto equivalia a três quintas partes de uma pessoa.

E se perguntar a qualquer enciclopédia qual foi o primeiro país a abolir a escravatura, receberá sempre a mesma resposta: Inglaterra. Mas o primeiro país que aboliu a escravatura não foi a Inglaterra mas o Haiti, que continua ainda a expiar o pecado da sua dignidade.

Os escravos negros do Haiti tinham derrotado o exército glorioso de Napoleão Bonaparte e a Europa nunca perdoou essa humilhação. Durante um século e meio, o Haiti pagou à França uma indemnização gigantesca por ser culpado da sua liberdade, mas nem isso chegou. Aquela insolência negra continua a ferir os amos brancos do mundo.

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De tudo isso sabemos pouco ou nada.

O Haiti é um país invisível.

Só se tornou famoso quando o terramoto de 2010 matou mais de 200 mil haitianos.

A tragédia levou o país a ocupar, fugazmente, o primeiro plano dos meios de comunicação. O Haiti não é conhecido pelo talento dos seus artistas, magos da sucata capazes de transformar o lixo em beleza, nem pelas suas façanhas históricas na guerra contra a escravidão e a opressão colonial. Vale a pena repetir uma vez mais, para que os surdos o oiçam: o Haiti foi o país fundador da independência da América e o primeiro país a derrotar a escravidão no mundo.

Merece muito mais que a notoriedade nascida das suas desgraças.

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Actualmente, os exércitos de vários países, incluindo do meu, continuam a ocupar o Haiti. Como se justifica esta invasão militar? Alegando que o Haiti põe em perigo a segurança internacional.

Nada de novo.

Ao longo de todo o século XIX, o exemplo do Haiti constituiu uma ameaça para a segurança dos países que continuavam a praticar a escravatura. Já Thomas Jefferson o dissera: do Haiti provinha a peste da rebelião. Na Carolina do Sul, por exemplo, a lei permitia prender qualquer marinheiro negro enquanto o seu barco estivesse no porto, devido ao risco de contágio da peste antiesclavagista. E no Brasil, essa peste chamava-se «haitianismo».

Já no século XX, o Haiti foi invadido pelos marines, por ser um país «inseguro para os seus credores estrangeiros». Os invasores começaram por se apoderar das alfândegas e entregaram o Banco Nacional ao City Bank de Nova Iorque. E uma vez que já lá estavam, ficaram durante dezanove anos.

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Chama-se «o mau passo» à passagem da fronteira entre a República Dominicana e o Haiti. Talvez o nome seja um sinal de alarme: está a entrar no mundo negro, da magia negra, da bruxaria…

O vodu, a religião que os escravos trouxeram de África e que se nacionalizou no Haiti, não merece chamar-se religião. Do ponto de vista dos donos da civilização, o vodu é coisa de pretos, ignorância, atraso, superstição pura. A Igreja Católica, onde não faltam fiéis capazes de vender unhas dos santos e penas do arcanjo Gabriel, conseguiu que esta superstição fosse oficialmente proibida em 1845, 1860, 1896, 1915 e 1942, sem que o povo se desse por achado.

Mas há já alguns anos que as seitas evangélicas se encarregam da guerra contra a superstição no Haiti. Estas seitas vêm dos Estados Unidos, um país que não tem 13º andar nos seus prédios, nem fila 13 nos seus aviões, habitado por cristãos civilizados que acreditam que Deus criou o mundo numa semana. Nesse país, o pregador evangélico Pat Robertson explicou na televisão o terramoto de 2010. Este pastor de almas revelou que os negros haitianos tinham conquistado a independência à França recorrendo a uma cerimónia vodu, e invocando, do fundo da selva haitiana, a ajuda do Diabo. O Diabo, que lhes deu a liberdade, passou a factura enviando-lhes o terramoto.

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Até quando permanecerão no Haiti os soldados estrangeiros? Eles vieram para estabilizar e ajudar, mas estão há sete anos a desajudar e a desestabilizar este país que não os deseja.

A ocupação militar do Haiti custa às Nações Unidas mais de 800 milhões de dólares por ano.

Se as Nações Unidas destinassem esses fundos à cooperação técnica e à solidariedade social, o Haiti poderia receber um bom impulso para o desenvolvimento da sua energia criadora. E assim se salvariam dos seus salvadores armados, que têm alguma tendência para violar, matar e espalhar doenças fatais.

O Haiti não precisa que venham multiplicar as suas calamidades. Também não precisa da caridade de ninguém. Como diz um antigo provérbio africano, a mão que dá está sempre acima da mão que recebe.

Mas o Haiti precisa de solidariedade, de médicos, de escolas, de hospitais e de uma verdadeira colaboração que torne possível o renascimento da sua soberania alimentar, assassinada pelo Fundo Monetário Internacional, pelo Banco Mundial e por outras sociedades filantrópicas.

Para nós, latino-americanos, essa solidariedade é um dever de gratidão: seria a melhor maneira de agradecer a esta pequena grande nação que em 1804 nos abriu, com o seu contagioso exemplo, as portas da liberdade.



(Este artigo é dedicado a Guillermo Chifflet, que foi obrigado a demitir-se da Câmara de Deputados quando votou contra o envio de soldados uruguaios para o Haiti.)



Tradução de Helena Pitta.
Publicado em Brecha, Montevideu, 30/09/2011

Sobre o autorEduardo Galeano Escritor e jornalista

Jornalista e escritor uruguaio, autor do livro “As veias abertas da América Latina”.

sábado, 15 de outubro de 2011

Deputados aprovam programa político de primeiro-ministro do Haiti

AFP

PORTO PRÍNCIPE, Haiti — Os deputados haitianos aprovaram neste sábado as orientações de política geral do primeiro-ministro, Garry Conille, que já havia obtido a confiança do Senado, colocando fim a um período de instabilidade política, anunciou o presidente da câmara baixa.



A votação, que ocorreu após mais de 14 horas de debates, terminou com 81 votos a favor, nenhum contra e sete abstenções, e permitiu que Conille se tornasse o novo primeiro-ministro, cinco meses depois da posse de Michel Martelly como presidente do Haiti.

"Desejamos a ele boa sorte, mas quero dizer que não está recebendo um cheque em branco", declarou o presidente da câmara, Aurel Jacinthe.

"É para mim um acontecimento verdadeiramente histórico, agradeço muito a confiança que depositam em mim. Nos comprometemos, meus colegas e eu, a dar continuidade ao diálogo com vocês porque o povo não pode esperar mais", declarou o novo primeiro-ministro.


O senado já havia aprovado na madrugada de sexta-feira o discurso de política geral de Conille, cuja nomeação como chefe de governo ocorreu no dia 5 de outubro.

Conille, um médico de 45 anos que foi assessor do ex-presidente americano Bill Clinton, era o terceiro candidato apresentado por Martelly para este posto chave, em uma tentativa de acabar com o impasse sobre a montagem de seu novo governo.

Haiti: Presidente diz que país não precisa de dinheiro, mas de investimento

SIC Notícias

Santo Domingo, 15 out (Lusa) - O presidente do Haiti, Michel Martelly, pediu na sexta-feira o apoio da comunidade internacional ao realçar que o seu país está aberto aos negócios e que não quer dinheiro, mas investimentos.

Martelly falava durante um encontro de políticos e economistas para debater o modelo de desenvolvimento da América Latina.

O governante defendeu que o seu país precisa de investimentos que "criem empregos e sejam o motor da economia" do Haiti.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

ONU ordena retirada de 2.750 capacetes azuis do Haiti



AFP – Há 4 horas

NOVA YORK — O Conselho de Segurança da ONU determinou esta sexta-feira a retirada de 2.750 capacetes azuis da Missão de Estabilização no Haiti (Minustah) para que se aproxime dos níveis de antes do terremoto de janeiro de 2010.

Desta forma, ficarão no Haiti pouco mais de 10.500 homens (7.340 soldados e 3.241 policiais), frente aos 9.000 que a força tinha antes do sismo.

A ONU considera possível reduzir os efetivos da Minustah graças à apaziguada situação política no país, que tem um novo presidente e um novo premier após vários meses de instabilidade.

A retirada, que será realizada no transcurso dos próximos 12 meses, foi aprovada por unanimidade pelos 15 países-membros do Conselho de Segurança.

As tropas a deixar o país serão do campo de segurança. Agora será dada prioridade aos trabalhos de engenharia e limpeza.

Segundo informações divulgadas pelas Nações Unidas esta semana, até agora foram retirados cerca de 40% dos 10 milhões de metros cúbicos dos destroços provocados pelo terremoto.

Mobilizada desde junho de 2004 e comandada pelo Brasil, a missão da ONU conta com efetivos provenientes de 18 países, principalmente latino-americanos.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, havia confirmado em 19 de setembro, durante encontro com o presidente haitiano, Michel Martelly, sua intenção de reduzir o contingente da Minustah aos níveis anteriores ao terremoto.

Acusada por vários epidemiologistas de ter levado ao Haiti o vírus da cólera, responsável por uma epidemia que deixou mais de 5.500 mortos no país, a missão está há algumas semanas no centro de um escândalo a partir da divulgação, na internet, de imagens em que capacetes azuis uruguaios aparecem supostamente abusando de um jovem haitiano de 18 anos.

Em sua resolução, o Conselho de Segurança enalteceu os esforços da missão e prestou tributo ao pessoal da ONU que morreu no terremoto.

Mas também pediu ao secretário-geral "que continue a tomar as medidas necessárias para garantir o compromisso total de todo o pessoal da Minustah à política de tolerância zero das Nações Unidas sobre exploração e abuso sexual".

O Conselho alertou os países que contribuem com tropas que estes precisam "garantir que os atores envolvendo seu pessoal sejam adequadamente investigados e punidos".

O número de capacetes azuis deslocados no mundo chega atualmente ao nível recorde de 120.000.

O novo chefe de operações da manutenção da paz da ONU, Hervé Ladsous, considerou na quinta-feira que falta "reduzir (os efetivos) onde for possível".

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Irã não desiste de executar pastor

JMM - Missões Mundiais
Por Marcia Pinheiro

O pastor Yousef Nadarkhani, que foi preso e inicialmente condenado à morte por apostasia, recusando-se a renunciar à sua fé em Jesus, está correndo um perigo ainda maior de enfrentar a sentença de morte após receber novas acusações, incluindo a de ser sionista e uma ameaça à segurança nacional.

“Ele foi acusado de ser sionista e, portanto, um traidor; esta acusação é considerada das mais graves no Irã”, disse Jordan Sekulow, diretor executivo do Centro Americano de Direito e Justiça (ACLJ).

“Infelizmente nós sabemos que essas novas acusações que o pastor Yousef recebeu podem justificar a sua execução”, completou Jordan.

Em uma decisão do Supremo Tribunal do Irã, Nadarkhani foi condenado à execução por enforcamento, porque quebrou a lei islâmica, realizou cultos cristãos e batizou outras pessoas.

Em nenhum lugar dos relatórios relacionados ao caso existe a menção sobre as novas acusações que o pastor está recebendo. Mohammed Ali Dadkhah, advogado de Usoef, diz que o pastor não recebeu nenhuma dessas novas acusações informadas.

“As informações sobre essas novas acusações vêm de um ramo político, e não de uma figura judicial, um promotor ou de um membro do tribunal. A Justiça do Irã não fez novas acusações contra ele”, disse Dadkah.

Fonte: Persecution

Novo surto de cólera no sul do Haiti fez 20 mortos

Diário Digital / Lusa

A epidemia da cólera que assolou o Haiti no ano passado está a ressurgir no sul do país, onde foram registadas cerca de 20 vítimas nos últimos dias, assegurou na segunda-feira Guillaume Silvera, responsável regional da Proteção Civil haitiana.

«Na semana passada, sete pessoas morreram na cidade de Anse d'Hainault, cinco na cidade de Fond Cochon e quatro em Irois, tendo sido hospitalizados novos pacientes entretanto», disse Guillaume Silvera à AFP, observando que foram identificadas outras vítimas noutros locais mais remotos.

«As vítimas registaram-se na região de Grand-Anse, no extremo sul do país, nos municípios onde as estruturas de acolhimento de doentes foram fechadas por falta de meios», indicou o coordenador dos Médicos do Mundo no Haiti, Jean-Kith Dely.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Haiti massacra Ilhas Virgens Americanas por 7 a 0

Por Jardel Pereira
FutNet

Em partida válida pela terceira rodada do grupo F da segunda rodada das Eliminatórias da Concacaf para a Copa do Mundo de 2014 (Brasil), o Haiti não tomou conhecimento das Ilhas Virgens Americanas e goleou o adversário pelo placar de 7 a 0, nesta sexta-feira. O jogo foi realizado no Estádio Paul E. Joseph, em Frederiksted (Ilhas Virgens Americanas).


Jean Eudes Maurice abriu o placar aos cinco minutos de jogo. Seis minutos depois, Kim Jaggy fez o segundo. O terceiro veio com Reginal Goreux, aos 12 minutos do segundo tempo. Sete minutos depois, Goreux fez o quarto. No minuto seguinte, em cobrança de pênalti, Maurice fez o quinto. O sexto gol saiu em cobrança de pênalti de Kervens Belfort, aos 28 minutos. Fechando o placar, Maurice fez o terceiro dele e o sétimo do jogo, aos 37 minutos da etapa final.

Com a vitória, o Haiti soma agora nove pontos e segue na liderança do grupo. Já as Ilhas Virgens Americanas seguem sem pontuar e estão na lanterna. Na próxima rodada, o Haiti recebe Curação. Enquanto, as Ilhas Virgens Americanas visitam Antígua e Barbuda.

EUA condenam Irã por pena de morte contra pastor cristão

Internacional - R7:



Youssef Nadarkhani se tornou pastor evangélico e se recusa a negar sua fé

Os Estados Unidos afirmaram nesta quinta-feira (29) que o Irã mostrará um "desprezo total" pela liberdade religiosa se suas autoridades executarem um pastor iraniano que se recusa a negar sua fé cristã para se converter ao islã.

"Os Estados Unidos condenam a pena de morte imposta ao pastor Youssef Nadarkhani. A execução da pena capital constituirá uma nova prova do desprezo das autoridades iranianas pela liberdade de culto", declarou o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, em um comunicado.

- O pastor Nadarkhani não fez nada além de manter sua fé devota, que é um direito universal de todas as pessoas. A tentativa das autoridades iranianas de forçá-lo a renunciar a sua fé viola os valores religiosos que elas alegam defender, atravessa todos os limites da decência e viola as próprias obrigações internacionais do Irã.

Carney convocou as autoridades iranianas a "libertar o pastor Nadarkhani e a demonstrar compromisso com os Direitos Humanos básicos e universais, incluindo a liberdade de religião".

Nadarkhani, de cerca de 30 anos, tornou-se pastor de uma pequena comunidade evangélica chamada de Igreja do Irã após se converter do Islã aos 19 anos.

Autoridades iranianas o prenderam por apostasia em 2009 e o condenaram à morte sob a lei islâmica da Sharia.

O pastor foi poupado por um recurso da Suprema Corte em julho, afirmou seu advogado à AFP, mas foi condenado à morte novamente depois que o caso foi reexaminado em um tribunal de sua cidade natal, Gilan, de acordo com meios de comunicação locais.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Haiti: Garry Conille aprovado primeiro-ministro

Notícias Lusa - SAPO Notícias



Port-au-Prince, 05 out (Lusa)

O Senado do Haiti aprovou oficialmente a nomeação de Garry Conille como o novo primeiro-ministro haitiano na terça-feira, anunciou o parlamento do país, citado pela AFP.

A nomeação foi aprovada com 17 votos a favor, três contra e três abstenções.

O nome de Garry Conille tinha sido aprovado por unanimidade pelos 89 deputados a 16 de setembro, mas a entrada em funções estava dependente da aprovação oficial dos senadores.

sábado, 1 de outubro de 2011

Praia em Cap Haitien, no norte do Haiti


Por: Heloisa Joly (edição) | Foto: Js Callahan/Tropicalpix/Alamy
Publicado em 02/2010

Haiti: Cólera já matou 6.435 pessoas e afetou quase meio milhão

SIC Notícias

Porto Príncipe, 01 out (Lusa)

O Governo do Haiti revelou que o número de mortos pelo surto de cólera que afeta o país já totalizou 6.435 pessoas, enquanto cerca de meio milhão foram ou estão afetados pela doença.

Os novos dados estatísticos superam em mais de uma centena as vítimas mortais do que conhecidos anterioremente, ainda que as autoridades sanitárias haitianas reiterem que a incidência da doença continua a baixar.

O Ministério haitiano da Saúde revelou que 455.727 pessoas foram ou estão a ser tratadas contra a cólera e destas 242.205 tiveram de ser hospitalizadas."

"Não somos o pior país do mundo", diz diretor de turismo do Haiti



Um cantinho colorido no 19º Congresso Interamericano de Turismo, em San Salvador, acolhe uma pequena exibição do Haiti, o único país que mostra sua oferta turística nesta assembleia como parte da estratégia para se recuperar do terremoto sofrido em 2010.

"Não somos o pior país do mundo", disse à EFE e o diretor-geral do Ministério do Turismo do Haiti, Daniel Fouchard, um dos responsáveis pela exibição, instalada em uma única mesa junto da entrada do Congresso, que termina nesta semana após dois dias de debates.

"A missão do Governo de Michel Martelly é dar uma nova imagem ao Haiti", explicou Fouchard, rodeado de artesanatos, panfletos, revistas e livros ilustrados sobre a riqueza cultural e turística do país mais pobre da América.

Em sintonia com a meta do Congresso Interamericano de fazer da indústria turística uma arma contra a pobreza nas Américas, o Governo haitiano "tomou a decisão de usar o turismo para o aumento do Produto Interno Bruto (PIB)", declarou.

O terremoto de 12 de janeiro de 2010 no Haiti causou 300 mil mortes, deixou o mesmo número de feridos e 1,5 milhão desabrigados, além de ter destruído 60% da infraestrutura pública e 200 mil casas, causando prejuízo de US$ 7,8 bilhões, equivalentes a 120% do Produto Interno Bruto de 2009.

"O presidente Martelly nos encomendou a apresentação por considerar o turismo um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento do país", afirmou Fouchard. Só Haiti possui uma mostra no 19º Congresso Interamericano de Turismo, um dos mais antigos fóruns das Américas, adotado em 1939, no qual participam cerca de 200 representantes de 25 países, empresas privadas e organismos internacionais.

O Ministério do Turismo de El Salvador, país sede do Congresso e a Organização dos Estados Americanos (OEA), ofereceram pavilhões a todos os países participantes, mas estes não aceitaram por razões de logística, explicou à Agência Efe uma fonte da entidade salvadorenha.

Porém o Haiti não deixou escapar a oportunidade, contou Fouchard, que soube assim que chegou à sede do Congresso que seu país só receberia uma mesa, ao que respondeu "não vejo problema, viajamos para isso, para representar o nosso país".

"É por isso que estamos em todas as convenções e conferências para promover esta nova situação" que vive Haiti, "porque não somos o pior país do mundo; há coisas que acontecem em todos os lugares e no Haiti é a mesma coisa", afirmou Fouchard.

A conselheira em Turismo e membro do Gabinete privado do presidente haitiano, Elsa Baussan, disse que o turismo e a educação estão em sintonia com o processo de reconstrução do país, para o qual a comunidade internacional ofereceu US$ 5,5 bilhões.

"Desde o terremoto, temos dois projetos, que são o turismo e a educação, por isso estamos aqui", no Congresso Interamericano. O propósito é "dar outra imagem ao nosso país, totalmente destruído pelo terremoto", manifestou.

A funcionária garantiu que, passados cerca de 20 meses da tragédia, "o turismo dá sinais de vida no Haiti", que oferece seu patrimônio cultural e histórico, entre outros atrativos, e incentiva a chegada de cruzeiros, além do "carnaval do Caribe, que é muito famoso".

"Queremos deixar para trás o ano terrível" da tragédia, resumiu Daniel Fouchard, enquanto mostrava antigos cartões postais de locais como o Palácio Nacional, um dos prédios destruídos.