segunda-feira, 27 de setembro de 2010

ONU envia agências ao Haiti para avaliar necessidades depois de tempestade

Correio Braziliense - Mundo


Agência Brasil
Publicação: 27/09/2010 15:56

Brasília – O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, enviou representantes de 40 agências ligadas à ONU para o Haiti a pedido do governo haitiano. O objetivo é avaliar as necessidades e os danos causados pela tempestade da última sexta-feira (24/9) que atingiu o país, matando pelo menos cinco pessoas e ferindo 50, além de deixar vários desabrigados. A tragédia ocorreu oito meses depois de o Haiti viver o pior terremoto dos últimos 50 anos no país.O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, segue nesta terça-feira (28/9) de Nova York para Porto Príncipe. Amorim, por orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vai verificar em que mais o Brasil pode colaborar na reconstrução do país e nas eleições gerais marcadas para o fim de novembro.O Brasil integra as forças de paz da missão militar de assistência das Nações Unidas, a Minustah, e apoia programas de saúde e de engenharia. As Nações Unidas e vários países também mantêm ações específicas direcionadas ao Haiti. Segundo Ban Ki-moon, a ação mais recente é a distribuição de alimentos, baldes, cobertores e kits de higiene.O secretário-geral apelou para que a comunidade internacional colabore com mais doações destinadas ao Haiti. Segundo Ban Ki-moon, o país ainda enfrenta um déficit de US$ 450 milhões. “Por isso peço para que mostrem sua generosidade como fizeram em relação às diversas crises registradas este ano”, disse ele, segundo a agência de notícias das Nações Unidas.Em 12 de janeiro de 2010, o Haiti foi atingido por um terremoto de sete graus na escala Richter. Em decorrência dos tremores 220 mil pessoas morreram, além de feridos e desabrigados.

Tempestade no Haiti destrói tendas de desabrigados

Internacional - Estadao.com.br

AE-AP - Agência Estado

Uma súbita e forte tempestade atingiu a capital do Haiti, Porto Príncipe, e derrubou milhares de tendas nos campos de desabrigados onde mais de 1,3 milhão de pessoas vivem há oito meses, desde que o terremoto avassalador de 12 de janeiro destruiu suas casas. Desde sexta-feira, o número de mortos pelas chuvas chegou a cinco, incluindo duas crianças, e centenas de pessoas relataram algum tipo de lesão, segundo a chefe da proteção civil local, Marie Alta Jean-Baptiste.
Dados preliminares da Organização das Nações Unidas (ONU) estimam que mais de 2 mil tendas sofreram danos ou foram derrubadas. Outras autoridades internacionais dizem que o número pode superar 5 mil.
Os efeitos da tempestade foram exacerbados pela fragilidade das tendas onde vivem as pessoas afetadas pelo terremoto de janeiro. Milhares de famílias continuam vivendo nas ruas da capital do país, esperando uma residência temporária ou dinheiro para encontrar uma nova moradia. "Muitas das tendas que foram destruídas haviam chegado ao limite de vida útil", afirmou Gerhard Tauscher, coordenador do grupo de abrigo da Federação Internacional da Cruz Vermelha.
A reconstrução do Haiti após o terremoto mal começou, apesar de bilhões de dólares terem sido prometidos em ajuda. Menos de 15% dos recursos prometidos na conferência de doação da ONU realizada em março foram entregues. Os EUA, que gastaram mais de US$ 1,1 bilhão em ajuda humanitária depois do desastre, ainda não enviaram os prometidos fundos de longo prazo.
Instalações administrativas dos campos de desabrigados - incluindo tendas de escritórios, clínicas e espaços infantis - foram prejudicadas, especialmente naqueles campos localizados nos profundos vales entre o centro de Porto Príncipe e o subúrbio de Petionville. "Nossa infraestrutura foi abalada: a casa, o escritório, os espaços infantis", disse Emmett Fitzgerald, do Conselho de Refugiados Americanos, que cuida de um campo com 26 mil pessoas em Terrain Acra. "A clínica conseguiu se sair bem e ninguém ficou ferido. Mas árvores caíram e o local está uma bagunça absoluta", descreveu.
A tempestade que atingiu o Haiti não faz parte de nenhum sistema tropical e deve ser uma tempestade caribenha padrão, causada por condições frias e secas na atmosfera superior, de acordo com Stacy Stewart, especialista do Centro Nacional de Furacões dos EUA.

Tempestades arrasam Haiti e ONU pede ajuda da comunidade humanitária

Redação SRZD

As fortes chuvas que ocorrem em Porto Príncipe e em outras cidades do Haiti deixaram pelo menos cinco pessoas mortas e várias ficaram feridas. Entre as vítimas letais estão três crianças.
O temporal ocasionou um blecaute geral em Porto Príncipe, que se recupera dos efeitos do terremoto de janeiro, com 300 mil mortes e 1,5 milhão de desabrigados.
Árvores e outros objetos caíram em cima das vítimas, deixando ainda um número indeterminado de pessoas feridas. Uma mulher também faleceu no acampamento Acra (em Delmas), e outra em Poste Marchand, no centro da capital.
Segundo informações do Escritório das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários (OCHA, sigla em inglês) e de fontes humanitárias, campos que abrigavam vítimas de terremotos ficaram destruídos. A OCHA pede "mobilização da comunidade humanitária para ajudar.

Seleção feminina do Haiti visita o Engenhão antes de Bota x Furacão | globoesporte.com

Grupo conheceu os vestiários e foi até o gramado tirar fotos

Por Thiago Lavinas
Rio de Janeiro

As jogadoras da seleção feminina de futebol do Haiti foram neste domingo conhecer o estádio João Havelange antes da partida entre Botafogo e Atlético-PR, pelo Campeonato Brasileiro. O grupo visitou os vestiários e foi até o gramado para tirar fotos. Elas também aproveitaram para sentar no banco de reservas e ficarem brincando com o momento. As jogadoras estão treinando há três semanas no Brasil e sonham com uma classificação para a Copa do Mundo, que vai ser disputada em 2011 na Alemanha.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Amorim: emprego da ajuda internacional corresponde ao Haiti

NOVA YORK — O chanceler brasileiro, Celso Amorim, afirmou esta segunda-feira, em Nova York, após visitar o Haiti, no domingo, que o país caribenho, devastado por um terremoto em janeiro, é soberano para decidir o que fazer com os recursos internacionais destinados a reconstruir o país, devastado por um terremoto há pouco mais de oito meses.
"O governo do Haiti tem a última palavra, o Haiti é um país soberano, não é uma coleção de projetos", disse o chanceler brasileiro, durante entrevista coletiva que se seguiu a uma reunião convocada à margem da Assembleia Geral da ONU sobre a situação no Haiti, da qual também participaram a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, o chanceler francês, Bernard Kouchner, e o primeiro-ministro haitiano, Jean-Max Bellerive.
"Evidentemente, o terremoto chamou muito a atenção do mundo, mas o tema vai perdendo importância na opinião pública e era muito importante manter o compromisso e a relação com o Haiti" mediante esta reunião convocada em Nova York, declarou Amorim.
Durante o encontro, o premier haitiano se disse preocupado com "o ritmo e a importância do que estamos fazendo" nos trabalhos de reconstrução, ao que Hillary Clinton e Bernard Kouchner responderam com um pedido de paciência.
"Os que esperam progressos imediatos são irrealistas e prestam um favor débil aos que estão trabalhando duro", criticou a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.
Os haitianos - continuou Hillary - "precisam que nossas boas intenções se traduzam em progressos concretos no terreno".
"Para alguns parece que isto, a reconstrução, anda lentamente", admitiu o ministro francês de Relações Exteriores, Bernard Kouchner.
"Alguns se surpreendem que com tanto dinheiro arrecadado não tenha havido progressos tangíveis. Mas não têm a noção da imensidão do desastre (...)", acrescentou.
"Houve muito dinheiro, muita coisa foi feita, mas isto não pode ser visível imediatamente", explicou.
Os Estados Unidos são, de longe, os principais doadores para o Haiti, com um compromisso de desembolsar US$ 1,15 bilhão de dólares. A França também está na primeira fila, com uma promessa de US$ 410 milhões.
O Brasil lidera a coordenação dos esforços militares das Nações Unidas (Minustah) no Haiti.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Exposição retrata trabalho humanitário de brasileiros pelo mundo


ONG Médicos Sem Fronteiras abre nova mostra no Rio de Janeiro (RJ)
Paula Resende, do R7DivulgaçãoA psicóloga brasileira Ana Cecília, junto com colega haitiano, leva de volta para o hospital garota de 13 anos, vítima do terremoto em janeiro deste ano.A vocação do brasileiro para a solidariedade e o trabalho humanitário está retratada na mais nova exposição da organização internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF). Em cartaz no shopping Rio Sul, no Rio de Janeiro (RJ), até o dia 3 de outubro, a ONG conta histórias de profissionais do Brasil que levaram seu trabalho e apoio a lugares dos mais remotos do mundo, como o Camboja (Ásia) e Suazilândia (África).

Segundo a organização, existem mais de 140 brasileiros ligados ao MSF, e no momento 42 deles estão em missão. Entre tantas formas de trabalho humanitário, a psicóloga Ana Cecília Andrade de Moraes, parte da equipe, se viu atraída pela oportunidade de estar em contato com culturas do mundo todo através da ONG.

- Levamos os valores humanitários, que são básicos, para pessoas com um sistema de saúde muito pior que o do Brasil. Não teria essa oportunidade de outra forma.

Essa diversidade de pessoas e contextos sociais Ana Cecília vivenciou ao passar por Quênia, República Democrática do Congo, Haiti, além do próprio Brasil. Em sua última missão internacional, após o terremoto no Haiti em janeiro deste ano, a psicóloga teve que lidar com a saúde mental de pessoas abaladas pelo desastre, até daqueles que perderam seus próprios membros em meio aos escombros.

- Trabalhávamos sete dias por semana sem parar. As pessoas chegavam ao hospital traumatizadas. Para nós era muito emocionante ver a melhora deles, que podiam conversar conosco sobre a tristeza por estar longe da família.
Exposição do MSF aposta na interatividade

Com recursos interativos, a exposição mostra para seus visitantes como vivem e trabalham profissionais das mais diversas áreas que participam do MSF.

Histórias de 12 participantes serão apresentadas em quatro totens, que representam os eixos de atuação da organização: situações de catástrofes, fome, conflitos e epidemias. Cada um é equipado com aparelhos MP4 e fones de ouvido.

Outra atração é o monitor sensível ao toque de 50 polegadas, que mostra um mapa digital com as fotos dos mais de 40 brasileiros em missão. Ao clicar no rosto do profissional, o visitante ficará sabendo onde ele nasceu, em quais países já trabalhou e onde está atuando no momento. Também é possível gravar em vídeo uma mensagem de incentivo para qualquer um deles.

Todo o conteúdo da exposição está disponível no site 
www.experienciasdevida.org.br. Ainda este ano, a mostra segue para Brasília.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

No Haiti, futebol é remédio contra tristeza




Sonho. Atletas querem vaga para a Copa do Mundo
O terremoto de sete graus na escala Richter devastou o Haiti em janeiro, matou mais de 200 mil pessoas, mas não destruiu o sonho de 23 mulheres que tratam a bola com muita intimidade e carinho. Entre a esperança e a incerteza de um futuro melhor, a seleção feminina do país mais pobre das Américas chegou a Viçosa (MG), na última quarta-feira, cercada de euforia e com uma certeza: o futebol é o melhor remédio para minimizar um trauma impossível de ser apagado da noite para o dia.
"Só o futebol, a família, Deus e os amigos para me fazer esquecer a tragédia", disse Betty Sanoun, com voz baixa, jeito tímido e uma cicatriz no braço direito. Aos 25 anos, a jogadora quase perdeu a vida por causa do forte tremor. Ficou um dia inteiro debaixo dos escombros depois que sua casa desabou na capital Porto Príncipe. Foi resgatada por um amigo, a quem chama de herói.
Quando estava soterrada, Betty pediu a Deus, a todo instante, para não morrer. "Eu precisava viver. Sou muito nova, tenho um caminho pela frente. Foi muito duro", comentou a meio-campista, de cabeça baixa, olhando fixamente para o chão. A tristeza logo ficou para trás assim que falou sobre sua vinda ao Brasil, "Pátria que tanto amo."
Graças a uma parceria entre a Federação Haitiana de Futebol e a ONG Viva Rio, ela e as companheiras de time já passaram por exames físicos e médicos e vão treinar por três semanas na Universidade Federal de Viçosa. Depois, batem bola no Centro de Educação Física da Marinha, no Rio. Querem chegar bem na Copa Ouro, no fim de outubro, em Cancún - os dois primeiros colocados se classificam para a Copa do Mundo da Alemanha, em 2011.
Para um trabalho no mesmo molde, a seleção masculina do Haiti chega ao País no dia 13. "Disputar um Mundial seria o maior presente que poderíamos oferecer ao povo haitiano", ressaltou Betty, sem esquecer suas raízes. Lá, os poucos campos que restaram viraram refúgio para os desabrigados.
Em meio ao caos, as atletas são gratas por encontrar em Viçosa, uma cidade universitária localizada na Zona da Mata mineira, uma boa estrutura de trabalho e por receber uma "boa" acolhida dos funcionários da universidade e da ONG.
"A experiência vai ser fantástica", vibrou Betty, convicta de que o melhor ainda está por vir. Observador técnico da seleção, o haitiano Luc Elie Durlian ensina as meninas a olhar sempre para frente. "O mundo não acabou. Estamos vivos. Vamos trabalhar e lutar sempre." Seu entusiasmo só esfriou ao relembrar a tragédia. Ao ver sua casa "balançando" devido ao forte tremor, Durlian saltou do segundo andar e se agarrou a uma barra de ferro. Espatifou-se no chão e torceu o tornozelo, enquanto sua residência desmoronava. Sua maior dor, no entanto, foi saber que seu filho, de 19 anos, estava soterrado ali.
Agiu rápido, revirou alguns escombros e retirou o rapaz com vida. "Até morrer, nunca me esquecerei dessa tragédia. Penso nisso todas as noites. Foi muito cruel, um filme de terror." Desde então, a mulher dele está depressiva e sofre com pressão alta.
De quinze em quinze dias, tem de ir a um hospital buscar remédios. Isso o deixa muito preocupado. Atualmente, Durlian divide uma barraca bem pequena com outros quatro familiares. Passam fome e sede. "Só Deus mesmo." No momento do terremoto, várias jogadoras estavam em campo treinando e acabaram se salvando. A lateral Charles Fiorda não tem dúvida: o futebol lhe deu muito mais do que o simples prazer de chutar a bola.
"Poucos meses depois, participamos de um torneio no Caribe e, com muita união, nos sagramos campeãs. Queremos mais." 

Previsão de fortes tempestades deixam Haiti em alerta

De Agencia EFE


Porto Príncipe, 8 set (EFE).- As autoridades haitianas alertaram nesta quarta-feira à população sobre riscos de inundações provocadas por fortes chuvas previstas para as próximas horas por causa da situação atmosférica no Caribe e o Atlântico.
O Centro Meteorológico Nacional (CNM) advertiu que os departamentos do Haiti podem receber temporais entre hoje e amanhã em virtude de um centro de baixa pressão situado ao sul da ilha La Española, que compartilham Haiti e a República Dominicana.
O CNM pediu para população haitiana ficar atenta e aplicar todas as instruções práticas de segurança em caso de inundações, deslizamentos de terra e tempestades torrenciais.
A temporada de furacões no Atlântico sempre traz sérias consequências no Haiti, o país mais pobre da América.
Em 2008, quatro furacões - Fay, Gustav, Hanna e Ike - deixaram 326 mortos, 50 desaparecidos, 190 feridos, 10.800 casas destruídas e 170 mil famílias afetadas.
O país não se recuperou ainda dos estragos do grande terremoto registrado em janeiro e há 700 mil pessoas sem moradia, principalmente na capital, Porto Príncipe.
O terremoto deixou cerca de 300 mil mortos, outros 300 mil feridos e mais de um milhão de desabrigados.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Brasileiros assumem seleções do Haiti sem conhecer jogadores

DANIEL LEAL
NO RIO DE JANEIRO


MAURO GRAEFF JÚNIOR
NO RIO DE JANEIRO





Os técnicos das seleções masculina e feminina do Haiti serão dois brasileiros. Eles precisarão, literalmente, sair do zero. Nem conhecem seus atletas, jamais os viram jogar. Não sabem sequer o estado físico dos jogadores. A convocação foi feita pela Federação Haitiana.
– Vamos fazer avaliações técnicas e físicas. Só sei da seleção pelas pesquisas que fiz na internet. Será um desafio – diz Augusto Moura de Oliveira, 27 anos, o técnico da seleção feminina.
Apesar da situação, o técnico da seleção masculina, Edson Tavares, acredita que conseguirá recuperar o futebol do time, atualmente na 131 acolocação no ranking da Fifa.
– Sei que alguns jogadores atuam na França, Alemanha, Grécia e Holanda. Por enquanto, vamos começar somente com os que estão no Haiti. O Brasil poderá ajudar muito nessa reestruturação.

Seleções do Haiti realizam treinamentos patrocinados no Brasil

Das agências internacionais
No Rio de Janeiro

As seleções feminina e masculina de futebol do Haiti iniciam neste mês no Brasil trabalhos com apoio financeiro local para se recompor após o devastador terremoto que sofreu o país da América Central em janeiro, que resultou em mais de 250 mil mortes.
As equipes pretendem realizar um ciclo de aprendizagem e preparação para torneios internacionais em busca de recuperar o futebol da arrasada nação caribenha. “Hoje não há nada. Escolas e universidades foram destruídas pelos terremotos. Então o Brasil é uma boa alternativa para que eles mudem de vida”, disse o presidente da Federação Haitiana, Yves Jean-Bart.
“Eles vivem muito mal, com dificuldades. Não há onde treinar ou dormir”, completou Jean-Bart. A iniciativa é realizada com o apoio da ONG Viva Rio, que financia os custos do ciclo e parte dos salários das comissões técnicas, ambas compostas por profissionais brasileiros.
O Haiti foi devastado em 12 de janeiro por um terremoto que matou cerca de 250 mil pessoas e deixou 1,3 milhões desabrigados. As consequências agravaram a situação de extrema pobreza custando ao país 120% de seu PIB, segundo o FMI.

Veja o que Milton Neves divulgou sobre o DVD do Kaká preparado para o Mundial da África

Matéria veiculada no Site:


Vale a pena conferir!!!!

Comando brasileiro mudará o foco

Diário de Cuiabá
(Da Redação de) São Paulo

O perfil das tropas da ONU (Organização das Nações Unidas) no Haiti deve mudar a partir de outubro, quando haverá a renovação do mandato e reedição dos termos da missão no país caribenho.

O general Floriano Peixoto, que comandava a Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti) quando o terremoto de 12 de janeiro destruiu o país, afirma que as maiores demandas neste momento são a construção de moradias e a remoção de escombros.

RECONSTRUÇÃO

Diante das necessidades de reconstrução do país, a ONU deve alterar o foco da missão, hoje direcionado para a estabilização da paz. O comando das tropas, contudo, continuará nas mãos dos brasileiros.

"A continuidade da ajuda internacional deve incorporar elementos de reconstrução da base física e de infraestrutura, coisa que a ONU já vem fazendo. Haverá um momento que esse balanceamento deverá ser refeito. [A missão] Começa forte militar e vai balanceando", disse o general, que na manhã desta terça-feira ganhou uma medalha do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

Segundo Floriano Peixoto, o Haiti hoje "está absolutamente seguro" e crimes como sequestro simplesmente deixaram de existir após o terremoto.

Anteontem, ex-comandante brasileiro das tropas da ONU no Haiti ganhou elogios do general Douglas Fraser, do Comando Sul dos EUA, pelo esforço em tentar aliviar a dor dos haitianos.

MEDALHA

Questionado se a medalha significava um sinal de reconhecimento norte-americano após eventuais desgastes nas relações militares pós-terremoto, Floriano Peixoto foi categórico em reafirmar que não houve competição entre as tropas. "Talvez no início houve indefinição de papéis", ponderou, dizendo que ao EUA cabia ajuda humanitária e ao Brasil garantir a segurança. 

Haiti está seguro e pode realizar eleições, diz general

TÂNIA MONTEIRO - Agência Estado
Após ser condecorado com a medalha da Legião do Mérito, concedida pelo governo dos Estados Unidos, o ex-comandante da Força de Paz no Haiti (Minustah), general Floriano Peixoto Vieira Neto, assegurou hoje que o país hoje "está absolutamente seguro" e que as eleições presidenciais têm todas as condições de serem realizadas em novembro próximo.
"As eleições têm de ser realizadas em novembro, conforme o previsto, porque o país tem de caminhar", disse. "Não pode ficar aguardando uma situação ideal de normalidade plena, institucional, para que a nação possa dar início a seu funcionamento de forma autossustentável", acrescentou.
O general disse hoje que recebia a medalha em nome de todos que estavam no país, por ocasião do terremoto. Negou, no entanto, que a condecoração, entregue pelo comandante do Comando Sul dos Estados Unidos, general Douglas Fraser, tivesse por objetivo acabar com qualquer mal-estar que pudesse ter sido criado com a chegada dos norte-americanos a Porto Príncipe, após a tragédia.
Na época, quando os Estados Unidos assumiram o controle do aeroporto da capital haitiana, os ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, e da Defesa, Nelson Jobim, criticaram publicamente os norte-americanos. "Não houve nenhum tipo de divergência, desde o início foi firmada uma declaração de princípios dizendo muito claramente que os americanos estavam ali para uma ajuda humanitária", disse o militar.
De acordo com o general Floriano Peixoto, a maior necessidade do Haiti, hoje, é criar condições de habitação. Na época do terremoto, o número de desabrigados chegou a 1,5 milhão. Ele falou ainda da necessidade de recolhimento de entulhos.
"Habitação em primeiro lugar e limpeza da região", declarou o general Floriano Peixoto, ressaltando ainda a necessidade de que haja continuidade no repasse de recursos para o país para que se possa dar prosseguimento à reconstrução das áreas destruídas.