quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Autoridades haitianas confirmam 2.901 mortes por cólera


Portal Terra - 30 de dezembro de 2010  16h21

As autoridades sanitárias do Haiti confirmaram nesta quinta-feira que 2.901 pessoas morreram vítimas da epidemia de cólera que afeta o país desde meados de outubro.
No total, segundo um boletim divulgado pelo Ministério da Saúde Pública e População (MSPP), a doença atingiu 134.678 pessoas, das quais 73.853 foram hospitalizadas.
O departamento de Artibonite, no noroeste, onde morreram 818 pessoas por cólera, foi o mais atingido do país caribenho, de acordo com os dados fornecidos pelo MSPP, datados de 20 de dezembro.
A epidemia, que afetou 120 pessoas na República Dominicana, estava erradicada no país até sua aparição em outubro na cidade de Mirebalais.

Estrelas do esporte confirmam presença na Jornada Haitiana do Esporte Pela Paz

Portal Amazônia.com
29 de dezembro de 2010


MANAUS - Onze atletas já confirmaram presença na Jornada Haitiana do Esporte Pela Paz, evento de reconstrução do Haiti por meio do esporte, uma parceria entre ONU, Exército Brasileiro, ONG Viva Rio e Prefeitura de Manaus. Antonio Pizzonia (Stock Car), Luiz Lima (Natação), Nilo Areias (Pentatlo), Sandro Viana (Atletismo), Nalbert (campeão olímpico de Voleibol), Fabíola Molina (Natação), Diogo Yabe (Judô), Vicente Lenilson (Atletismo), Juraci Moreira (Triathlon), Vanilda Leão (Vôlei de Praia) e Keila Costa (Atletismo) irão ao Haiti junto com a comitiva do Exército, Prefeitura e ONG Viva Rio para transformar a capital de Porto Príncipe em festa e incentivar a prática esportiva naquele país.


A comitiva embarca no dia 18 de janeiro e retorna ao Brasil no dia 25 do mesmo mês. A Prefeitura de Manaus, a convite da ONU integrará a comitiva.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Peixes mortos num lago do Haiti

28/12 22:14 CET






O Haiti enfrenta um novo mistério, depois do da origem do surto de cólera que atingiu o país. Dezenas de peixes apareceram mortos num grande lago situado a cerca de 30 quilómetros a leste da capital. O Lago Azuei também faz fronteira com a República Dominicana.
O ministro da agricultura, Michel Chancy tenta tranquilizar a população do Haiti:
“- De momento não podemos estabelecer uma ligação deste problema com a cólera. Este problema foi causado por outra coisa. Pode ser algo tóxico, pode ser uma doença ou outra coisa qualquer.”
Os primeiros peixes mortos no lago foram assinalados no dia 24. As autoridades retiraram de imediato amostras para análise no laboratório nacional mas também no estrangeiro. O consumo de peixe foi entretanto proibido.
As autoridades têm de evitar os rumores porque no Haiti podem matar. Desde o início da epidemia de cólera 45 pessoas foram linchadas por suspeita de propagar a doença.
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Voluntários Brasileiros ajudam na Reconstrução do Haiti - JMM

Por Rogério e Marcos Grava - JMM

55 voluntários brasileiros integraram uma equipe coordenada pela Junta de Missões Mundiais das Igrejas Batistas Brasileiras para ajudar na Reconstrução do Haiti, durante o mês de outubro levando médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos, educadores, artistas, atletas, e pastores.

Confira no vídeo abaixo a matéria na íntegra sobre o trabalho dessa Equipe:

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Epidemia de cólera mata 2.535 no Haiti

(AFP) – Domingo, 19 de dezembro.



PORTO PRÍNCIPE — A epidemia de cólera, que castiga o Haiti desde meados de outubro, já matou 2.535 pessoas, segundo o último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde.
Das 114.497 pessoas infectadas pela doença, quase 57.000 foram internadas em hospitais.
Na semana passada aumentaram as esperanças de uma queda da taxa de mortalidade causada pela epidemia, com o registro de menos de 30 mortos em dois dias consecutivos.
Em novembro, no auge da epidemia, eram registradas 60-70 mortes por dia, até mesmo mais de 80.
Fazia mais de um século que o cólera havia sido erradicado do Haiti, país mais pobre da América, que luta para se recompor após o terremoto de janeiro que, além de matar 250.000 pessoas, deixou 1,3 milhões de desabrigados em condições de salubridade muito precárias.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Série: "Haiti: Luta para Renascer" - Parte 5: organizações humanitárias - eBand

O trabalho de organizações humanitárias é vital para a reconstrução do Haiti. Depois do terremoto, a epidemia de cólera tem sido o principal desafio para médicos e voluntários, que ajudam a população a enfrentar a doença. Reportagem de Aline Midlej.


Série: "Haiti: Luta para Renascer" - Parte 4: o esforço da população - eBand

O país tenta reeconstruir-se depois de sucessivas tragédias. Na capital do Haiti, Porto Príncipe, a população faz esforços para sobreviver. Escombros e lixo ainda predominam na paisagem da cidade quase um ano após o terremoto.

Série: "Haiti: Luta para Renascer" - Parte 3: o interior devastado - eBand

O terremoto que atingiu Porto Príncipe, a capital do Haiti, foi há quase um ano. Mas a luta da cidade para reerguer-se ainda parece ser longa. Em comunidades do interior do país, que não foram atingidas pela tragédia, a situação não é diferente. Nelas, há péssimas estradas e água sem tratamento para a população. Reportagem de Aline Midlej.

Haiti: cai em um terço número de refugiados em acampamentos

GENEBRA — Os refugiados que vivem em acampamentos desde o terremoto de 12 de janeiro que devastou parte do Haiti diminuíram em um terço nos últimos meses, anunciou esta sexta-feira a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
"Quinhentas mil pessoas deslocadas já deixaram o país", explicou uma porta-voz da OIM, Jemini Pandya, em declarações à imprensa.
De 1,5 milhão no verão, o número de deslocados caiu para um milhão no fim de novembro, acrescentou.
Ela explicou que a tendência era maior nas localidades suburbanas, como Leogane, Petite Goave, Gressier, Grand Goave ou em Jacmel, onde a população dos acampamentos se dividiu em dois.
Muitos deslocados buscaram alternativas às barracas nas quais viviam até agora, por causa das recentes chuvas diluvianas que tornaram os refúgios insuportáveis.
Os boatos surgidos após a recente epidemia de cólera levou muitas pessoas para fora dos acampamentos, segundo a OIM.
Cem mil pessoas puderam ser realojadas em refúgios mais confortáveis, enquanto outros voltaram em casas consideradas reparáveis, acrescentou a organização em um comunicado.
"Vemos, enfim, uma luz no fim do túnel para a população afetada pelo terremoto", disse o encarregado da missão da OIM no Haiti, Luca Dall'Oglio, citado no comunicado.
O terremoto de magnitude 7, que afetou em 12 de janeiro Porto Príncipe e região, deixou mais de 250.000 mortos, enquanto 1,9 milhão de haitianos, ou seja, 15% da população total do país, foram deslocados.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Celestin e Manigat avançam nas eleições do Haiti

AP (O Globo)
PORTO PRÍNCIPE - A ex-primeira-dama Mirlande Manigat e o candidato governista Jude Celestin avançaram para o segundo turno das eleições presidenciais do Haiti, anunciou nesta terça-feira o conselho eleitoral.
Mas a eleição pode ainda não estar decidida. Os resultados preliminares colocam o popular cantor Michel "Sweet Micky" Martelly atrás de Celestin por aproximadamente 6.800 votos, menos de 1%.
O chefe da missão conjunta da Organização dos Estados Americanos e da Comunidade do Caribe disse que as autoridades analisariam a possibilidade de incluir um terceiro candidato no segundo turno se a votação terminar quase empatada.
O segundo turno está programado para 16 de janeiro.

Série: "Haiti: Luta para Renascer" - Parte 1: luta contra a cólera - eBand

Quase 1 ano após terremoto, Haiti luta contra a cólera - eBand
Matéria veiculada pela Rede Bandeirantes em 06 de dezembro de 2010.

Série "Haiti - Luta para Renascer": Soldados Brasileiros - eBand

Os soldados brasileiros da Força de Paz no Haiti garantiram a segurança em um país devastado pela miséria e, mais recentemente, por um terremoto. Mesmo com esse dever, alguns militares aproveitam o tempo de folga para ajudar crianças órfãs e dar conforto espiritual a adultos.


Novos missionários gratos por formatura

JMM - Junta de Missões Mundiais da CBB

Por Marcia Pinheiro 01 de dezembro de 2010

O culto de gratidão pela formatura da turma do segundo semestre do curso de capacitação missionária foi realizado no dia 27 de novembro no Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro. A cerimônia foi dirigida pelo Pr. Ael Oliveira (integrante da turma) e contou com a presença de familiares, pastores e alguns membros das igrejas dos missionários.

A turma apresentou um vídeo destacando os melhores momentos e aprendizados deste tempo de formação. O Pr. César Corsete (integrante da turma) tocou e dirigiu o louvor acompanhado pelo filho Mateus e por duas colegas de turma.

O Pr. Mayrinkellison Wanderley (coordenador de treinamento de Missões Mundiais) trouxe a mensagem, baseada em Romanos 16.10. O pastor enfatizou que o mais importante na vida é ser aprovado em Cristo. O coral da Igreja Batista Memorial da Tijuca, no Rio de Janeiro/RJ, fez uma participação especial. 

A turma recebeu os certificados das mãos dos filhos dos missionários formandos, o que tornou o momento muito singelo. Gratos, os missionários homenagearam aos que estiveram envolvidos, direta e indiretamente, nesta caminhada missionária: CBB, JMM, a equipe de treinamento, o STBSB e aos professores. 

O culto foi encerrado com um momento de oração envolvendo todos os pastores presentes, onde o missionário Pr. Edvaldo Félix da Silva orou pelos novos missionários e os desafios que eles enfrentarão nos campos.

Os novos missionários são:

  • Pr. Aleksei e Ana Paula Faria
  • Pr. Claudinei e Priscila Godoi (Chile);
  • Pr. César e Eliane Corsete (Portugal);
  • Rosana Carvalho (Guiné-Bissau);
  • Elis de Souza Vieira (Cabo Verde);
  • Uma missionária (Índia);
  • E um casal que seguirá para a China.

Colaboração: Érica Lopes
Integrante da Coordenação do Projeto Radical – Voluntários Sem Fronteiras

Haiti: epidemia de cólera começou em acampamento de soldados nepaleses

PARIS — O foco infeccioso da epidemia de cólera no Haiti teve início no acampamento dos capacetes azuis nepaleses da missão da ONU, segundo um relatório de especialistas entregue ao ministério francês das Relações Exteriores, informou à AFP uma fonte oficial.
O renomado epidemiologista francês Renaud Piarroux coordenou no mês passado uma investigação no Haiti e concluiu que a epidemia foi gerada por uma cepa importada e se propagou a partir da base nepalesa.
O porta-voz do ministério, Bernard Valero, não se pronunciou sobre as conclusões do informe, mas confirmou que o ministério das Relações Exteriores recebeu uma cópia deste, que será enviado a investigadores da ONU.

Mortos pela epidemia de cólera no Haiti já são mais de 2 mil

Segundo Ministério da Saúde, mais de 40 mil já foram hospitalizadas por conta da doença

07 de dezembro de 2010 | 4h 37

Efe

Criança é atendida em Porto Príncipe; 321 já morreram na capital.
PORTO PRÍNCIPE - As autoridades sanitárias do Haiti confirmaram nesta segunda-feira, 6, que 2.120 pessoas morreram no país pela epidemia de cólera que atinge os haitianos desde meados de outubro.
Segundo dados do último relatório do Ministério da Saúde Pública e População (MSPP) sobre a evolução da doença, o número de pessoas atendidas pelo surto chegou a exatos 93.222, sendo que 44.157 dessas foram hospitalizadas. Destas, 42.698 já receberam alta médica.
O único departamento que não tinha registrado óbitos era Nippes, que agora soma duas mortes, segundo o último boletim do MSPP, datado de 4 de dezembro.
Com 793 vítimas fatais, o departamento de Artibonite é o mais afetado pela epidemia, seguido pelo Norte, com 369, e pelo Oeste, que inclui a capital, Porto Príncipe, com 321 vítimas.
Na República Dominicana, separada do Haiti por uma fronteira de cerca de 30 quilômetros, foram registrados 20 casos de cólera, mas sem vítimas fatais.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Estudo culpa ONGs por caos no Haiti

Organização americana diz que só 27% das doações recebidas por 20 grandes ONGs foram efetivamente aplicadas no país caribenho

25 de novembro de 2010 | 0h 00

João Paulo Charleaux - O Estado de S.Paulo
A epidemia de cólera que já matou mais de 1.400 pessoas e deixou 20 mil infectados poderia ter sido evitada se as dezenas de ONGs instaladas no Haiti desde o terremoto de janeiro tivessem usado as doações recolhidas nos últimos dez meses, é o que diz um levantamento feito pela Disaster Accountability Project (DAP).
Até julho - seis meses após o terremoto de 7 graus na escala Richter que devastou o país, matou 300 mil pessoas e deixou mais de 1,5 milhão de desabrigados - apenas 27% do total de fundos arrecadados por 20 ONGs que atuam no Haiti havia sido usado para evitar surtos e epidemias. O resto, de acordo com a DAP, permanecia em bancos.
A Cruz Vermelha Americana havia usado apenas US$ 117 milhões dos US$ 464 milhões arrecadados. Outra ONG, a Care EUA, tinha gasto apenas US$ 9,6 milhões dos US$ 36,5 milhões arrecadados. Outras 18 ONGs fazem parte da lista e seus presidentes são responsabilizados nominalmente pela DAP.
"Os doadores foram enganados. Eles fizeram doações em resposta aos apelos para salvar vidas e ajudar os haitianos depois de um terremoto devastador. Agora, depois que milhões foram arrecadados, os sobreviventes estão morrendo de cólera e o dinheiro ainda está no banco", acusou o diretor executivo do DAP, Ben Smilowitz.
O documento não menciona as promessas de doações feitas por inúmeros países, que não se concretizaram. Em maio, quatro meses depois do terremoto, apenas 1,5% dos US$ 10 bilhões prometidos por Estados tinham sido depositados, de acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Ontem, a ONU disse ter recebido menos de 10% do apelo de US$ 164 milhões feito dez dias atrás para atender especificamente às necessidades criadas pela epidemia de cólera.
A revelação é ainda mais grave quando se sabe que 80% dos casos poderiam ser combatidos com soro caseiro - uma mistura simples de sal, açúcar e água. A transmissão também pode ser contida com o simples uso de sabão para lavar as mãos, mas a maioria dos haitianos não pode pagar por uma barra de sabão de US$ 0,50 nos mercados de Porto Príncipe.
Grandes organismos de ajuda humanitária, como os Médicos Sem Fronteiras (MSF) e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) não são citados pelo DAP. O diretor do MSF no Brasil, o canadense Tyler Fainstat, disse ao Estado que "a resposta das ONGs no Haiti não tem sido suficiente".
Segundo ele, a organização - que não recebe doações de Estados, apenas de doadores privados - responde atualmente por mais da metade dos atendimentos dos casos de cólera no país. "Atendemos a mais de 700 novas internações por dia e gastaremos todo o dinheiro arrecado depois do terremoto (US$ 137 milhões) até o fim do ano", disse.
O site da Care - cujo escritório nos EUA foi criticado no estudo - diz que a organização "ressalta a importância de o governo haitiano empenhar-se em uma aliança de longo prazo com organizações para resolver o problema da falta de água e das condições de higiene e saúde no país". Para a representante da Care no Haiti, Virginia Ubik, as soluções de longo prazo "devem ser atendidas pelo governo haitiano". 

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Haiti precisa de médicos e enfermeiros do exterior, diz ONU

Reuters/Brasil Online



Por Pascal Fletcher
PORTO PRÍNCIPE (Reuters) - O Haiti precisa de uma leva de médicos e enfermeiros estrangeiros para evitar mais mortes na epidemia de cólera que uma operação internacional de ajuda se esforça para controlar, disse a principal autoridade humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU).
Precisa-se urgentemente de cerca de 1.000 enfermeiros e ao menos 100 médicos para se controlar a epidemia, que assola o país caribenho meses depois de um terremoto devastador.
O surto já matou mais de 1.400 haitianos em cinco semanas e o número de mortes cresce às dezenas a cada dia.
"Precisamos claramente fazer mais", disse à Reuters em Porto Príncipe Valerie Amos, subsecretária-geral da ONU para Assuntos Humanitários, durante uma visita com o objetivo de aumentar a escala e a rapidez da ação contra o cólera.
"Não se trata apenas de dinheiro, mas principalmente de pessoas, em termos de obter mais médicos, enfermeiros, mais pessoas capazes de ajudar levando e obtendo informação", afirmou ela numa entrevista na noite de terça-feira na base de logística da ONU em Porto Príncipe.
O número real de mortes pode estar perto dos 2.000, dizem funcionários da ONU. É provável que centenas de milhares de haitianos contraiam a doença, afirmam eles, e a epidemia poderá durar um ano, complicando ainda mais a difícil tarefa de recuperação dos estragos causados pelo terremoto de 12 de janeiro.
Amos afirmou que a ONU entraria em contato com os países e organizações de ajuda humanitária com o potencial de fornecer rapidamente equipes médicas, como por exemplo Cuba, que já tem cerca de 400 médicos e outros trabalhadores da saúde no Haiti.
Apesar da crise na saúde, o Haiti realizará eleições presidenciais e legislativas no domingo, enquanto a ONU e grupos de ajuda humanitária tentam desesperadamente obter mais fundos e apoio internacional para combater a epidemia de cólera.
Hospitais e centros de tratamento de todo o país estão lotados com pacientes de cólera. Muitos dos doentes são tratados em áreas externas, em pátios e barracas.
Precisa-se também com urgência de pessoas para promover campanhas de saúde e ajudar as equipes das unidades de reidratação, que o governo e seus parceiros se esforçam para montar em todo o Haiti.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Epidemia de cólera chega ao maior presídio do Haiti e mata ao menos 10

O GloboAgências internacionais

Haitianos protestam em Porto Príncipe na quinta-feira / AFP
GENEBRA - A epidemia de cólera que assola o Haiti atingiu o maior presídio do país, em Porto Príncipe, e já deixou pelo menos dez dos mais de 2 mil detentos mortos, informou nesta sexta-feira a Cruz Vermelha na Suíça.
No centro de detenção, que como a maioria dos presídios do país enfrenta problemas de superlotação, há ao menos 30 presos infectados com a doença.
Além da epidemia, responsável pela morte de mais de 1.180 pessoas, o Haiti enfrenta também violentos protestos, atualmente mais brandos, mas que chegaram na quinta-feira à capital .
Movidos por suspeitas de que foram soldados nepaleses da ONU que levaram o cólera ao país, muitos haitianos se voltaram contra as tropas da missão de estabilização das Nações Unidas (Minustah), incluindo militares brasileiros.
As manifestações ocorrem menos de duas semanas antes da eleição presidencial, marcada para o dia 28 de novembro.

O REPÓRTER NO MUNDO: Ai de ti Haiti

Por Néstor J. Beremblum - 21.11.2010 às 08:26:00



Parece incrível, mas é verdade. O primeiro país no mundo que aboliu a escravidão, em 1794, é hoje a nação mais pobre das Américas.
Por isso a epidemia de cólera na ilha, após o terremoto mais devastador da história, de janeiro, no dia na última segunda-feira (15) havia matado 917 pessoas, e cinco dias depois o número já alcançava 1180. A conta é simples, mais de 50 pessoas morrem por dia a causa da “doença dos pobres” como foi conhecida. Mais um dado é que, segundo a UNICEF, doze por cento das mortes correspondem a crianças de até 5 anos de idade.
Essa é a realidade da ilha de Hispaniola, descoberta por Colombo em dezembro de 1492, e que fora dividida entre Espanha e França alguns anos depois não consegue se erguer como Estado moderno, apesar daquela medida vanguardista de que todos os homens eram livres. Mas essa conquista chegou com muito sacrifício e morte após uma revolta de escravos.
Morte é a palavra que mais se repete na história de Haiti.
Toussaint Loverture foi o primeiro governador-geral, ex-escravo foi assassinado pelos franceses para tirá-lo do cargo em 1801. No ano seguinte, Haiti se declarou independente, o segundo país nas Américas, mas o mundo não gostou e, como forma de retaliação os escravistas europeus e estadunidenses mantiveram o Haiti sob bloqueio comercial por 60 anos.
Para acabar com isso a França republicana, nessa época, deslocou sua frota e cercou a ilha até conseguir um ressarcimento econômico que deixou a ilha submersa na pobreza. França trocava o café, o cacau e o açúcar pelo dinheiro em metálico.
A França, que durante a última semana foi palco de uma comédia de enredos com primeiro-ministro, François Fillon, que “se demitia” e que era chamado novamente para formar governo. E o novo governo não era muito diferente do anterior, apenas umas purgas aqui e outras lá, visando a reeleição de Nicolas Sarkozy que também é o atual presidente pro-têmpore do G-20.
As mortes continuaram na ilha de São Domingos, como os franceses a chamaram, ao longo dos séculos XIX e XX. Vinte presidentes passaram pelo poder. E dezesseis desses foram depostos ou assassinados. Os Estados Unidos da América invadiram o Haiti entre 1915 e 1934, com o objetivo de proteger seus interesses no país. Não era, nem seria aquela, a primeira vez.
Entre 1957 e 1986 a dinastia Duvalier, primeiro o médico, François, e depois o filho, Jean-Claude mantiveram o país sob a política do terror. O Vodu e uma temível guarda pessoal, os “tontons macoutes”, mantinham a ordem que os Estados Unidos apoiavam em silêncio, mesmo ao custo de muita morte e violência contra os direitos humanos.
Já mais perto do fim do século passado, Jean Bertrand Aristide foi eleito presidente em 1990. Como ao longo da história do país, o general Raul Cedras o tirou do governo um ano depois. Estados Unidos e o Conselho de Segurança da ONU decidiram intervir. Sobre tudo pela enorme quantidade de haitianos que tentavam ingressar, clandestina ou legalmente em território norte-americano. A pressão pelo retorno de Aristide foi grande. O Conselho de Segurança da ONU decretou bloqueio total ao país e uma força multinacional, liderada pelos EUA, entrou no Haiti para tentar reempossar Aristide.
O preço de tudo isso, foram mais mortes e mais miséria. Não por terremotos ou doenças como a cólera. O presidente restituído durou 10 anos, e foi retirado do país pelos militares (norte-americanos) que o devolveram ao poder contra sua vontade, após um novo golpe militar.
Foi nessa época que se constituiu a hoje famosa MINUSTAH. A Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti, que assumiu a autoridade exercida Forças Internacionais em 1º de junho de 2004. O efetivo autorizado para o contingente militar é de 6.700 homens, oriundos da: Argentina, Benin, Bolívia, Brasil, Canadá, Chade, Chile, Croácia, França, Jordânia, Nepal, de cujos soldados os haitianos acusam que trouxeram o vírus do cólera ao país, Paraguai, Peru, Portugal, Turquia e Uruguai.
Ao longo dos anos, sua ação foi contestada pelos haitianos por resultar infértil ao combate à miséria. Prometeram-se melhoras para a população, mas a situação não tem mudado como esperavam os haitianos que receberam com esperança ao contingente militar internacional. Precisamente, a MINUSTAH declarou sua incapacidade para conter os protestos desta semana em pleno processo eleitoral
Incapacidade que se reflete na falta de respostas que a comunidade internacional tem com uma população que há 10 meses sofrera um terremoto devastador e ainda mora em acampamentos e em condições mais que precárias. Na mesma ilha, até a vizinha República Dominicana está em alerta pela epidemia após a confirmação do primeiro caso no seu território que fora dividido, em sentença salomônica, entre a Espanha e a França há trezentos anos. 
Mesmo com a intervenção de organizações humanitárias como a francesa "Médicos Sem Fronteiras" (MSF) no país, parece não haver forma de controlar a epidemia se as obras de infraestrutura não acompanham às necessidades de uma população que, não por estar acostumada a enorme repetição ao longo da sua história, não chora suas mortes. 

Haiti: Cólera mata 1250 - Novo Balanço

Port-au-Prince, 22 nov (Lusa)
O número de mortos causados pela epidemia de cólera que afeta o Haiti aumentou para 1250, de acordo com o último balanço divulgado pelas autoridades de Saúde Pública.
Segundo os dados anunciados, 52 715 pessoas foram atendidas em centros de Saúde Pública e 20 867 hospitalizadas desde meados de outubro, quando apareceram os primeiros casos da doença.
O número de mortes diárias atingiu agora as 61 e o departamento Norte continua a ser o que regista maior número de mortos por dia -- 28.

Unidade da força de paz brasileira no Haiti enfrenta manifestações políticas

Coibir essas ações é o principal desafio dos militares

Manifestações de caráter político têm sido, nos últimos dias, o principal desafio dos mais de 800 militares que integram o Brabat 2, o mais novo dos três batalhões da força de paz brasileira no Haiti. A afirmação é do coronel José Carlos Avellar, subcomandante do batalhão criado semanas depois do terremoto que atingiu o país caribenho em janeiro deste ano.

Segundo Avellar, nesses dias que antecedem as eleições gerais do Haiti, marcadas para 28 de novembro, têm sido comuns os enfrentamentos entre militares brasileiros e manifestantes que, segundo o oficial, são ligados a partidos políticos.

— Alguns desses políticos não veem chance de vencer e procuram desestabilizar a situação para tentar adiar as eleições — disse.

Manifestações políticas têm sido percebidas não apenas na área do Brabat 2. No último dia 15, um confronto entre manifestantes e soldados da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) no norte do País, área que não está sob jurisdição de tropas brasileiras, deixou dois mortos e vários feridos. A Minustah condenou a violência e considerou que ela teve "motivação política".

As manifestações políticas, no entanto, não são o único desafio do Brabat 2, que trabalha em áreas críticas como o bairro de Bel Air, onde atuam gangues. Soldados brasileiros têm tentado coibir também ações criminosas, como no último sábado, quando um militar brasileiro teve que disparar para o alto, para evitar o assalto de uma idosa por homens armados em uma rua de Porto Príncipe.

— Acreditamos que a nossa presença ostensiva nas ruas tem evitado a ocorrência de muitos crimes — afirmou o coronel. 
AGÊNCIA BRASIL

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Militares brasileiros atuam no combate à cólera no Haiti

Bom Dia Brasil

Assista ao vídeo da matéria veiculada nessa sexta-feira, 18 de novembro.


A população não conhece a doença e os soldados ensinam que medidas simples de higiene podem ajudar na prevenção. Alunos de uma escola aprenderam a fazer o soro caseiro.

JMM Divulga Matéria sobre a Caravana ao Haiti e sua atual situação

Por Marcia Pinheiro 17 de novembro de 2010


Após chorar seus mortos no terremoto ocorrido em janeiro, o Haiti vive um novo drama. O número de mortos pela epidemia de cólera que atinge o país já passa de mil. As autoridades de saúde locais divulgaram nesta terça-feira (16) que a epidemia deixou 1.034 mortos, enquanto o total de hospitalizados é de 16.799. Os obreiros da terra haitianos pedem orações para que aquela nação, considerada a mais miserável das Américas, seja alcançada pela graça do Pai. E que as doações feitas até então, através do Projeto Por Um Novo Haiti, cheguem àqueles que de fato necessitam, sem parar em possíveis burocracias do Estado.

Na capital Porto Príncipe, que foi severamente atingida pelo terremoto de janeiro, 38 mortes foram registradas, a maioria delas na favela de Cite Soleil. Segundo o Ministério da Saúde, a cólera está agora presente em todas as províncias do Haiti. A área mais atingida é a Província de Artibonite, onde pelo menos 629 pessoas morreram. 

Manifestantes atacaram as forças de paz do Nepal, acusando-as de levar o cólera ao Haiti pela primeira vez em um século. Além de reivindicar que as forças de paz deixem o Haiti, eles acusaram o governo de deixar as pessoas morrerem.

A ONU disse não ter encontrado evidências que justifiquem a acusação contra os militares nepaleses, mas o tipo de cólera encontrado é compatível com um do Sul da Ásia. O Exército do Nepal disse que testes provaram que as alegações relacionadas a suas tropas eram falsas.

Doença alastra-se à República Dominicana


A epidemia de cólera já se alastrou ao país vizinho, a República Dominicana. O Ministro da Saúde, Bautista Rojas, anunciou à imprensa a existência de um caso de internação. O paciente, de 32 anos, é haitiano e está internado numa unidade hospitalar da cidade de Higuey, a cerca de 140 quilômetros da capital Santo Domingo. 

As fortes medidas de controle da fronteira para impedir que o contágio pudesse acontecer, infelizmente, não impediram o alastramento do cólera. 

Por Um Novo Haiti

A última caravana de voluntários para o Haiti, organizada por Missões Mundiais, esteve no país de 6 a 17 de outubro realizando atendimentos médicos, odontológicos e fisioterápicos, atividades esportivas, artísticas e educacionais, intercessão, visitação e capelania. Ela contou com 56 integrantes, vindos de diversas partes do Brasil, e esteve sob a liderança do Pr. Marcos Grava, coordenador do Programa Esportivo Missionário e do setor de voluntários da JMM. Segundo ele, esse número de voluntários enviados ao Haiti é recorde na história da igreja evangélica brasileira.

A caravana de voluntários levou na bagagem para o Haiti centenas de doações, como roupas, remédios, material evangelístico e até uma bicicleta, que foram entregues ao Pr. Jonathan Joseph, coordenador dos missionários da terra e obreiro da JMM naquele país.

A Igreja do Senhor Jesus está fazendo a diferença no Haiti. A JMM agradece a todos os crentes brasileiros que se engajam pela transformação, por um novo Haiti.

Aqueles que quiserem apoiar a reconstrução dos templos, na construção de casas, centros de saúde e escolas no Haiti podem entrar em contato com Missões Mundiais pelos telefones 2122-1900 (cidades com DDD 21) e 0800 709 1900 (demais localidades) e adotar o Projeto 'Por um Novo Haiti'.